terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ESTRANHO MEDICAMENTO

ESTRANHO MEDICAMENTO

Osvandir estava em São Tomé das Letras, em Minas Gerais, num local onde diziam que um portal levava as pessoas para o passado.
Não pensou duas vezes, ligou a sua possante moto, acelerou, tudo escureceu e ele foi parar no século XVII, caindo no Oriente Médio em pleno período do Império Otomano.
O império constava entre as principais potências políticas da Europa e vários países europeus.
A Europa estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos, na mesma época.
O que se via eram campos de batalha e gente morta por todos os lados.
Osvandir levou o seu tablet e procurou saber de um dos guerreiros que guerra era aquela, tomou conhecimento que ali era parte do Império Otomano.
O homem não sabia informar com precisão onde estavam, o terreno era montanhoso e um rio passava logo abaixo.
Procurou um posto de tratamento de guerra e encontrou várias enfermeiras que cuidavam de muitas pessoas.
Ele queria um remédio para tratamento de um arranhão que sofreu quando caiu de sua moto.
Ela passou-lhe um líquido avermelhado, ele ficou com medo de passar e pegar mais infecção, mas a agente de saúde informou-lhe que poderia ficar tranquilo que aquilo acabaria com as suas dores.
Passeando por ali, encontrou várias pessoas sendo tratadas com um remédio muito interessante.
Ficou muito curioso para saber em que aplicavam este estranho medicamento.
A moça, com roupa de branco, informou-lhe que aquilo receitado para todos soldados que estavam com diarreia infecciosa.
Um tubo era inserido no ânus dos doentes e injetavam por ali o líquido, depois de alguns exames do paciente.
Informou a bactéria clostridium difficile, se é que ele entendeu direito, causava várias doenças intestinais.
As outras injetadas eram consideradas as bactérias amigáveis, sem elas o organismo pode desenvolver uma série de doenças nos intestinos humanos.
Osvandir pediu a mulher dois vidros do produto, colocou em sua bolsa e partiu para um local, no alto de uma montanha, acelerou a moto e partiu para o presente.
Ela informou que o produto deveria ser usado dentro de cinco dias, do contrário perderia a validade.
Naquele voo sensacional, que só ele pode fazer, foi cair lá na cidade de ouro preto, na entrada de uma velha mina de ouro.
Desceu para o centro da cidade e viu uma faixa anunciando:
XIII SEMANA BRASILEIRA DO APARELHO DIGESTIVO
Osvandir procurou um dos médicos e contou-lhe a sua história. Ele informou que o seminário era sobre o assunto.
Aproveitou e apresentou-lhe os dois recipientes com o “remédio”.
Em análise posterior ficou comprovado que aquilo era cocô humano.

MANOEL AMARAL

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