quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ABANDIDA

A BANDIDA


 “O bandido sempre volta do local do crime.”
(Detetive Osamir)

Aquela mulher que nascera no Rio Grande do Sul não era brincadeira não, comandava uma quadrilha que vivia assaltando restaurantes e tudo que encontrava pela frente, que pudesse render um bom dinheiro.

Era loura, bonita, valente,  andava bem vestida e com acessórios de grife. Mandava e os demais obedeciam. Sacava a arma que estava nas costas e entregava para um de seus colegas de crimes e anunciava o assalto.

Dirigia tudo como se tivesse fazendo uma coisa simples, não tinha medo de enfrentar muitas pessoas ao mesmo tempo. Dizia que seria aquele local e pronto, os outros obedeciam sem pestanejar.

Ivone tinha apenas 35 anos e uma ficha criminal quilométrica. Fora detida várias vezes pela polícia por estelionato,  receptação e lesão corporal.

Uma ONG que trabalhava com ressocialização de detentos contou que numa de suas saídas ela não voltou mais e continuou a sua vida de crimes no Rio de Janeiro. Tem até no Youtube um vídeo que mostra a criminosa cantando para os demais detentos.

Mas no assalto ao restaurante da Tijuca, no Rio, eles se deram mal, três foram baleados, um foi para o hospital e acabou morrendo. Os outros dois ficaram estirados no chão. E a chefe da quadrilha estava entre os mortos.

Interessante que os outros componentes da quadrilha que estavam do lado de fora do restaurante foram ver se a Ivone realmente tinha morrido.

Como se não bastasse essa ousadia, eles também foram até o Instituto Médico Legal [IML] para fazer o reconhecimento do corpo dela.

Ainda tiveram a cara de pau de ir ao velório da colega de quadrilha.

Eles foram presos pela polícia quando choravam no enterro...

Foi muita burrada junta.



Manoel Amaral

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