quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A ROTA DA MACONHA

A ROTA DA MACONHA

Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.
Entrando o fim do ano, os maconheiros ficam doidos pelo produto.

Os produtores do Paraguai também querem atravessar com a droga de qualquer maneira: de carro, caminhão, barco ou avião. Trem não tem, porque se tivesse iriam toneladas.

A praga é tão grande que até aplicam aquele velho esquema de levar cinco veículos cheios. Enquanto o carro de piranha é pego (pêgo) os outros passam livremente.

Assoalho duplo nos caminhões é coisa rotineira. Debaixo de outros produtos então, nem se fala. Até em carroça de mudança e pneus recheados de carretas.
Partem de vários pontos do Paraguai com a finalidade de atingir São Paulo, até de Foz do Iguaçu/PR.

Os mais de cem nomes da Erva do Diabo são poucos para tanta imaginação.
Outro dia pegaram um carro tão cheio de tabletes que quase não se via o motorista.

As estradas estão infestadas dos “laranjas”, como formiguinhas transportando as folhinhas.

E a polícia apreendeu, seis toneladas, em 2014, em Laranjeiras do Sul, no Paraná.

Outra notícia também deste ano: um caminhão com mais de 15 toneladas de maconha, próximo a Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande.

Já pensaram, agora não contam mais em quilos, mas em toneladas. Um verdadeiro absurdo, inacreditável e como dizia meu avô “coisa do outro mundo.”
O haxixe é consumido em toda parte, virou epidemia.

Desde São Paulo, até a menor cidade do país, lá está o Cânhamo.

E o cigarro é chamado de: baseado, tora, beise, fumo, bagulho e fininho em várias partes deste enorme país.

A Diamba está no cardápio de milhões de brasileiros, uso diário, maior que o cigarro, outra droga que mata muita gente, mas é oficializada.

Ainda fazem mistura com outras drogas: Freebase (maconha com cocaína) e Mesclado ou Cabralzinho (maconha com crack). 

Imaginem só, a Danada não presta e ainda é associada a outras drogas piores ainda, um verdadeiro coquetel da morte.

 A Cannabis, quando contém pouca quantidade é denominada Fino ou Perninha-de-Grilo.

Já quando é maior, o cigarro da Maria-Tonteira é conhecido como Bomba, Vela, Tora, Charolão, Pavio e uma infinidade de outros nomes mais estranhos:  Preto, Amarelinho, Palha, Torba, Bração de Judas.. Tudo de acordo com a Região do País.

E para quem gosta de música tem um local aí que ela é chamada de Ramones ou 12aba, sem racismo tem a Cabeça de Negro.

E se no outro dia você quiser apagar tudo, tem aquela chamada Borracha.

São nomes e mais nomes: Chá, Bronze, Strovo (seria assim mesmo? Não seria Estorvo?),  Manga Rosa, Pau Podre, Diamante Negro, Chocolate, Queijo, Mofu, Madeira, Lenha, Tijolo (acho que neste caso seria o tablete).

Tem muito nome de mulher no meio: Maria, Ju-Ju, Mary Jane, Marijuana, Apito de  Ana, Joana, Prima Mari.

Cidades temos: Taco Venezuelano, Panamá, Acapulco Gold Bamba, Verde Chicago e Canadian.  

Até futebol está no meio: Bola e Tostão.

O Pote de Ouro que não fiquei sabendo se referia ao tablete ou o cigarro da Marvada.

E a alegria de todos é “Charuto da Felicidade

O assunto está tão escrachado que até Árvore de Natal feita com pé de maconha e com bolinhas idem, já circulou na internet.


Manoel Amaral

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