quinta-feira, 9 de outubro de 2014

THE NEW WEST

THE NEW WEST - I
OS COWBOYS DO ASFALTO

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“Mais que de máquinas, precisamos de humanidade."
Charles Chaplin


Eles chegam em seus velozes cavalos mecânicos, portando equipamentos eletrônicos de alta geração.

No lugar de máscaras usam capacetes, com viseiras rebaixadas tornando-os assim irreconhecíveis.

Usam calças e blusões de couro negro, botas especiais e luvas.
Numa aceleração constante, no meio daquele trânsito caótico, atingem qualquer local com muita facilidade.

Andam sempre em dupla. O cavalo do velho oeste carregava apenas um assaltante; hoje, o mecânico, leva dois.

Visam a vítima, param no local escolhido. Um desce e faz a coleta do dinheiro dos postos de combustíveis.

O outro fica ali a espera do colega, para a fuga desenfreada no meio da rua.
A Polícia vai atrás, quando é alertada a tempo, mas dificilmente consegue prender os assaltantes.
Estamos no “Novo Oeste”, onde assaltar e matar são coisas corriqueiras.
Cidades do interior não tem mais sossego. As pequenas agências ou postos bancários são assaltados com mais facilidade.

Eles chegam, amarram e prendem os funcionários (geralmente mulheres) nos banheiros.

Abrem o cofre com muita agilidade, recolhem o dinheiro, limpam também as gavetas dos guichês de atendimento e ainda têm a audácia de assaltar os clientes do banco.

Muitas vezes dinamitam os caixas eletrônicos levando tudo, quando não levam os ditos.

Quando são presos, um sempre escapa e o dinheiro roubado não aparece.
Tempos modernos, como diria Charles Chaplin.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com
Posted 10th February 2012 by OSVANDIR





THE NEW WEST – II
O CAVALO VOADOR

Imagem Google


“Quem mata um homem é chamado de assassino,
quem mata milhares é chamado de herói.” Charles Chaplin


Hoje as grandes quadrilhas andam num só cavalo voador, o avião.

Podem marcar assaltos em vários pontos estratégicos do país ao mesmo tempo.

Recolhem grandes quantias de cada vez, que nunca mais são encontradas.

Haja vista o maior assalto a banco de nosso país: O Banco Central de Fortaleza, em 2005, de onde 36 ladrões levaram R$ 164.755.150,00 dos cofres, dos quais, até o momento, apenas uns 20% foram encontrados.

O mais impressionante é que cavaram um túnel subterrâneo de 80 metros de comprimento, por 70 cm de diâmetro, uma verdadeira obra de engenharia.

O dinheiro, em notas de R$50,00, previamente selecionadas, sem numeração, pesava 3 toneladas. Usaram uma empilhadeira para recolher o dinheiro.

Este foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Não foi descoberto até agora quem foi o mentor principal do grande assalto e a ligação com alguém do banco. Desconfiam de altas autoridades.

Usaram avião, carreta e outros meios para transportar o dinheiro para vários estados do país.
Alguns bandidos presos, foram chantageados, sequestrados e outros acabaram mortos.

Como o assunto é muito interessante já foram produzidos um filme, um livro e vários documentos sobre o assunto.

Livro: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central" de autoria de Roger Franchini
Filme: Assalto ao Banco Central. Direção: Marcos Paulo. Com os atores: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte.

Encontrei um excelente slide na internet:
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/assalto-ao-banco-central/

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com
Posted 12th February 2012 by OSVANDIR





THE NEW WEST – III
CORRUPÇÃO
Imagem Google
“A reeleição é um poço de corrupção”
(Osmair – Tio do Osvandir)
No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.
A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.
Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.
Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.
Na época do Lula foi o Mensalão que deu um rombo muito grande.
Já no primeiro mandato de Dilma o rombo foi muito maior com o assalto a Petrobrás.
O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).
Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.
A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)
Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.
Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.
A reeleição favorece a corrupção.
Abaixo a reeleição!
Manoel Amaral
Posted 13th February 2012 by OSVANDIR

THE NEW WEST - IV
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A CAIXA DE PANDORA

“Operação Caixa de Pandora, foi criada em 2009, para reprimir fraudes em licitações no governo do Distrito Federal.”
Envolvimento de servidores públicos, empresários e até integrantes do Judiciário.
“A Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, acabou com o Mensalão de DEM em Brasília e levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda”
Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros. Foi uma de maior impacto da PF.
“O esquema de corrupção seria uma espécie de “pedágio” que Arruda cobrava de empresas interessadas em conseguir contratos com sua gestão. O dinheiro arrecadado, segundo o inquérito da Polícia Federal, era dividido entre ele, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários e assessores.”
De acordo com a operação da PF, o dinheiro que Arruda repassava a políticos vinha de empresas privadas que prestavam serviço ao governo do DF. Aqui uma coisa interessante, o dinheiro distribuído não saía da área pública.
“As empresas pagavam "por fora" para garantir a os contratos e continuidade dos serviços. O ex-governador, por sua vez, pagava aos aliados e adversários políticos para garantir estabilidade no governo e aprovar os projetos que queria. Com o apoio político, facilitava os contratos e licitações das empregas que forneciam o dinheiro.”
“Entre a pilha de coisas recolhidas, estavam agendas com anotações de pagamentos a políticos, livro-caixa com a contabilidade que os investigadores suspeitam ser de propina, dossiês sobre corrupção em empresas públicas e secretarias, além de um mapa com loteamento político de mais de três mil cargos no governo do DF, remessas de dinheiro para o exterior e acertos para fraude em licitações públicas.”
Ao todo, o processo principal já tem cerca de 40 mil páginas, fora os apensos e os avulsos.


Manoel Amaral
Fonte: Do R7, em Brasília; Revista Veja; Folha de S.Paulo
Posted 15th February 2012 by OSVANDIR


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