terça-feira, 5 de agosto de 2014

O GOLPE DOS CARTÕES DE CRÉDITO



Ligo a TV e o Programa anunciava: Presa Quadrilha que usava cartão de crédito para gerar ponto que poderiam ser convertidos em passagens aéreas, diárias de hotel e outros benefícios.

Ai pensei: - Mas isso não é crime, está no contrato dos cartões de crédito – mas o programa foi desenrolando tudo e chegou onde estava a criminalidade.

Eles rodaram o mundo, uma família composta por quinze pessoas, conheceram a França, Suíça, Estados Unidos e muitos outros países.

Em três anos eles viveram um sonho que todos desejariam viver, Num ano torraram  R$39, milhões de reais.

Quem bolou o golpe foi um jovem de apenas 27 anos, técnico em informática, por sinal uma armação cheia de criatividade.

Teriam descoberto como multiplicar suas milhas aéreas.  O golpe era muito melhor do que estas histórias de cinema, eles vendiam e compravam deles mesmos, gerando pontos em centenas de cartões de crédito.

Forjavam gastos para poder usar cartões de crédito e, assim, criar milhas numa cascata. Uma viagem gerava gastos e assim os gastos criavam mais pontos nos cartões.

Haviam descoberto o “moto contínuo” nos preciosos Cartões de Crédito. Os bancos e as empresas dos cartões não estão nem aí para as despesas, quanto mais melhor. Os juros são altíssimos, daí pode surgir e prosperar estes golpes.

Usaram uma maneira simples de burlar todo mundo: emitindo boletos bancários falsos em que muitas vezes o pagador e o credor eram a mesma pessoa.

Como eram 15, poderiam emitir muitos boletos por mês e ninguém suspeitava de nada e isso tudo poderia ser convertidos em passagens aéreas, diárias de hotel e milhares de benefícios.

Tudo isso acontecendo numa rua pacata do Rio de Janeiro, onde foi planejado um dos maiores golpes com Cartões de Crédito.
Inventavam gastos irreais no cartão de crédito e criavam milhas.

Todos os boletos eram pagos com cartões de crédito, gerando mais e mais pontos para aquela família feliz que ficava viajando o ano inteiro, sem contar a casa cheia de objetos que compravam usando os pontinhos acumulados.

O dinheiro fazia um zig-zag entrando numa conta e saindo noutra da família, nunca deixando de gerar algumas milhas, para as próximas viagens. Trocavam estas milhas por passagens aéreas e estavam ganhando dinheiro negociando até com as agências de Turismo.

Foi aí que entrou em ação a PF e Ministério da Fazenda, investigando algumas contas que não fechavam. Colheram provas e um vasto arsenal de cartões de créditos, boletos bancários, passagens aéreas, notas fiscais e muitos documentos bancários.

E eu aqui pensando nos meus magros pontinhos, que nunca deram nem para uma passagem para o meu adorado Portugal.  Terra dos vinhos, dos azeites, dos azulejos azul e branco, dos pasteis doces e dos doces-doces das confeitarias.

Nem pensei em Lisboa, mas uma cidadezinha do interior, daquelas com menos de 10 mil habitantes; já estava bom.

Mas pobre é, e sempre será pobre.

Manoel Amaral

Um comentário:

  1. Pois é pai, Nos pobres nunca teremos uma vida igual esses caras tiveram , porque somos honesto e os honesto so se ferram .

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