quinta-feira, 26 de junho de 2014

JAVAPORCO, A FERA

OSVANDIR E CLOS NA COPA DO MUNDO

Imagem Google

A Viagem de Clos

Jean Clouseau, o neto do Inspetor Jacques Clouseau, aquele da Pantera Cor-de-Rosa, acabara de chegar e mal desfizera as malas, um fato levou Osvandir e o recém-chegado amigo, para o Sul do país.

É que muitos fazendeiros estavam sendo atacados por uma fera diferente. Era meio javali e meio porco, o javaporco, uma nova espécie gerada por cientistas brasileiros, para produção de carne exótica. O javaporco — resultado do cruzamento do javali selvagem com o porco caipira.

Acontece que esta fera saiu muito “pior que a encomenda”. Os fazendeiros já estavam sofrendo grandes prejuízos em suas plantações de soja, milho e feijão, produzidas pelo Agronegócio.

Quando os lucros foram diminuindo devido aos constantes ataques, os fazendeiros pressionaram os sindicatos e estes os governos municipais, estaduais e a área federal do meio ambiente.

Na viagem Osvandir mostrava para Clos uma reportagem que viu pela internet:

A Maldição dos javaporcos aflige cidades da região


O javaporco é um animal selvagem que pesa aproximadamente 200 quilos.
Ele é o resultado de cruzamento em laboratório com o porco caipira. Comem de tudo: pomares, mandioca, soja, feijão, milho, hortas, adubo.

Os bandos quebram cercas comuns e elétricas, estouram arame farpado, mastigam canos que levam água para as comunidades e ainda pisoteiam nascentes de córregos.

Produtores dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo já estão sofrendo as consequências dos estragos dos Javaporcos.

Em francês eles são conhecidos como sangliers, conforme informou Clos.

Estão invadindo tudo e vindo do Sul para o Centro-Oeste. Não tem como detê-los. São fortes, grandes e amedrontam os outros animais.

Se encontram pelo caminho, porcas de rebanhos domésticos, as engravidam gerando filhotes de raça selvagem. Percorrem todas as plantações, livremente, pois não encontram ninguém e nem predadores para detê-los.

Os produtores e agricultores acham que a situação está fora de controle.

Como são animais fortes, rápidos e muito astutos; armadilhas, rojões e espantalhos já não os assustam mais. Passam por uma fazenda deixando um rastro com as lavouras destruídas.

Além do mais, eles provocam a aceleração do processo de erosão do solo e pisoteiam as nascentes, comendo capins e brotos de árvores.

A onça pintada é a predadora que consegue deter os javaporcos adultos, mas muitos destes animais também podem destruir o controle, passando a atacar os bezerros, cabras e ovelhas.

O javaporcos comem insetos, ovos, ataca pequenos animais e destrói tudo que vê pela frente. Sobrevivem até as queimadas, nem tem medo de cães e sabem nadar e atravessam qualquer obstáculo.

Com o passar do tempo os fazendeiros vem notando que os bichos estão com as presas cada vez maiores, atingindo a dez centímetros.

Entram nos depósitos e silos comendo sementes, não perdoando nem o adubo por causa do sal. Devoram minhocas como sobremesa.

Numa fazenda no interior do Paraná atacaram as plantações e comeram mais de mil sacos de milho que já estavam na época de colheita.

Onde existe irrigação eles arrancam os canos e destroem todo sistema de captação de água.

Quando Osvandir e Clos chegaram numa fazenda lá no Sul, um bicho escapou de uma armadilha e com  um grande salto, passando por cima dos dois, pulando quase dois metros de altura.

O perigo é que os caçadores da região acabam errando a pontaria, matando outros animais dos fazendeiros.

Cada fêmea é capaz de parir de cinco a dez porquinhos selvagens.
Osvandir ficou mais assustado do que gente que caça onça, Clos ficou paralisado tentando achar uma solução, até que Osvandir olhou para Clos. Esse olhar bem conhecido é sinal de ideias.

Os javaporcos correram em direção dos dois, mas Osvandir subiu bem depressa numa árvore e Clos foi junto. Já que javaporco não consegue subir em árvores, os animais  afastavam a certa distância depois corriam de volta com cabeça baixa para acertar na árvore querendo derrubá-la. 

Osvandir e Clos custaram a safar-se dessa, o recurso foi correr bastante e chegar até a sede da fazenda de Joca.

A solução apontada por Osvandir e Clos foram as seguintes:

1 – Por lei o abate de animais nocivos não é crime, contratar então equipes bem treinadas para matá-los aproveitando-se a carne.

2 – Criação em cativeiro de onça pintada para caçar os javaporcos, com controle por chips instalados por pessoas habilitadas.

3 – Incentivo a Restaurantes para trabalharem com carne exótica de javaporco.


Maria Luíza e Manoel Amaral

www.afadinha.com.br
www.osvandir.com.br

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