sexta-feira, 30 de maio de 2014

11 DICAS PARA SOBREVIVER NA INTERNET

11 DICAS PARA SOBREVIVÊNCIA NA INTERNET

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1 – A principal, verifique a procedência. Não fique postando textos ou imagens de outros autores sem antes analisar muito bem. Coloque sempre o nome do autor.

2 – Leia e corrija os textos que anda postando, todo mundo está de olho.

3 – Lembre-se que uma postagem é para sempre! Só através de processo judicial o Facebook apaga o que te prejudica. Mesmo assim fica muita coisa nos arquivos dos inimigos.

4 – Pese muito bem o que vai publicar, use a lei das “Três peneiras”. Não vou mostrar isso, você deverá encontrá-la.

5 – Não publique nada que possa prejudicar alguém.

6 – Não responda a comentários maliciosos. Conhece aquela? B(*)ta quanto mais mexe mais fede.

7 – Em hipótese alguma publique fotos de pessoas nuas ou em posições desagradáveis. Você já sabe muito bem o que vai acontecer.

8 – Pare de postar, partilhar, curtir ou abrir estes vídeos idiotas, sem graça nenhuma e talvez esteja até transmitindo vírus. A moda agora é publicar vídeo de brigas nas escolas.

9 – Agora que vamos iniciar a Campanha Eleitoral, lembremo-nos da Lei do Marco Civil e a Legislação Eleitoral. Você não conhece? Então vá pesquisar, não vou facilitar nada para você. Depois se pegar “uma cana”, não diga que não avisei.

10 – Não fique clicando por todo lado, comentando o que não entende. Poderá arrepender-se amargamente mais tarde.

11 - Coisas gratuitas, principalmente e-books? Saia fora, eles querem é pegar o seu e-mail e depois vai virar uma “sarna para se coçar” até o fim de seus dias.

Esta lista pode aumentar, faça o seu comentário e acrescente mais uma.

Manoel Amaral

(Nestes vocês podem clicar!)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O LADRÃO ATRAPALHADO

O LADRÃO ATRAPALHADO

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Um ladrão Zé Mané, novo ainda, sem prática nenhuma, mas querendo assaltar a qualquer custo, saiu entrando e saindo do comércio local, com grana no bolso.

Mas o negócio estava tão frequente que os donos desconfiaram do idiota do ladrão e resolveram dar-lhe o troco.

Numa manhã ele entrou numa padaria e quando disse:
--É um assalto, passe a grana – a menina do caixa gritou e logo apareceram uns rapazes e desceram o pau no dito cujo.

Escaldado da primeira tentativa do dia resolveu partir para outra.
Desta vez entrou num comércio menor e aproveitou que quem estava no balcão era uma mocinha e sozinha.

Disse que queria dinheiro, com a cara coberta pela metade, pela sua blusa e achou que assustou. Que nada, a moça partiu para cima dele,  gritou pelas pessoas que passavam por ali e ele apanhou de novo.

Outro dia ele foi parar no hospital por tentativas frustradas de assaltos a pequenos comerciantes.

Mas lá no centro ele se deu mal, na primeira loja que entrou o gerente já sabia da sua existência,  chamou todos os empregados e o prenderam no banheiro. Chamaram a polícia, mas logo foi solto e continuou com a sua peregrinação de desastres.

Mas não parou por aí e disse:
--Oba, oba! Já sei, vou para o primeiro posto de gasolina que encontrar.

Arrumou um pedaço de galho seco e lá se foi atrás do dinheiro para comprar drogas. O viciado precisa sempre de grana para manter o seu vício, o traficante não vende fiado. Quando vende acaba matando o cliente por falta de pagamento.

Bom, o assaltante atrapalhado não acertava uma. Era mesmo um azarado. Assim que se aproximou do Posto Xexéu levou um susto. Havia policiais por todo lado. Correu e se escondeu num matinho de dum lote vago.

Os policiais acabaram de pegar  outro seu colega que assaltava de moto, muito mais prático.

Então ele resolveu inovar. Arrumou (roubou) uma bicicleta antiga, daquelas sem nenhum recurso, com uma catraca velha.

Fez um pequeno assalto com bom resultado, conseguiu arrumar uma graninha.
Mas como sempre ele “não dava uma dentro”, caiu na bobagem de assaltar o Supermercado PP (Pague Pouco).

Quando ele olhou estava cercado pelos empregados, tentou ainda safar-se montando na velha bicicleta, sem fôlego, não conseguiu chegar nem na esquina.

Foi amarrado  num poste com bicicleta e tudo até a polícia chegar. Desta vez foi preso e pode até ser solto no final da semana.

Enquanto isso os comerciantes tem folga deste “di Menor”.

Manoel Amaral

quarta-feira, 21 de maio de 2014

MEGA-SENA DA VIRADA




Duas pulgas conversando:
— O que você faria se ganhasse na Mega-Sena da Virada?
A amiga responde, com ar de sonhadora:
— Ah... Eu compraria um cachorro só pra mim!

Osvandir começou a comprar os bilhetes da Mega-Sena da Virada, desde o dia 15 de dezembro.

Tudo parecia que dar certo. Jogou nas dezenas: 10, 20, 30, 40, 50 e 60. Sabia que muita gente iria fazer isso, não importava, se ganhassem todos seriam felizes.

Marcou um cartão com um jogo sonhado, outro por pura intuição e outro de acordo com as idades dos sobrinhos e pais.

Remexeu no bolso ainda sobrara alguns reais; fez mais dois jogos diferentes, marcou os extremos e centro do cartão: 01, 10 – 51 e 60, além de ir para o 25 e 36, depois repetiu os mesmos números dos extremos em outro cartão, alterando somente os números do centro passando para 26 e 35.

Jogou um cartão com os números do seriado da TV, LOST: 4, 8, 15, 16, 23 e 42. Fez outra seqüência com estes números: 48, 41, 51, 52, 34 e 26. Jogou também, como não poderia faltar, nos números derivados de 2010 e 2011: 01, 20, 21, 10, 22, 11.

As datas de nascimento da família, da namorada, tudo serviu para palpite de jogo.

O número da casa, do telefone, do celular e assim por diante.

Agora era só esperar. O dia 31 de dezembro chegou, 20 horas seria o sorteio. O tempo não passava, a aflição era muito grande.

Andou pra lá e pra cá dentro de casa, não deu. Resolveu fazer uma caminhada para relaxar. Passou na porta da Casa Lotérica, antes das 14 horas e a fila era enorme. Pensou: __ Ainda bem que fiz meu jogo por antecipação. Foi um cartão por dia, até ontem.

Aproximando-se das 17 horas e a TV a todo instante fazia chamadas dizendo o valor do prêmio, cerca de R$200.000.000,00 (duzentos milhões de reais), o maior prêmio já pago pela Mega-Sena. O que fazer com tanto dinheiro?

Começou a pensar: __ Primeiro sumiria por uns dois meses, para fugir da mídia, iria pescar no Pantanal e viajar para Itália e Portugal a fim de conhecer os antepassados da família “Vieira Nicolai”.

Os 200 milhões, depositado na caderneta de poupança, (juros de 0,5228%, 31 de dezembro, o pior índice dos últimos tempos desde 1967) renderia cerca de 1,15 milhão de reais por mês. Este valor mensal é maior que o badalado prêmio do BBB por muitos anos.

Para se ter uma ideia, este prêmio daria para comprar 8 mil carros populares ou 40 mil motocicletas de 125cc. Mas se quisesse investir em imóveis, poderia comprar dez edifícios inteiros, cada um com 20 andares e 4 apartamentos por andar ou centenas de casas populares.

Tentou tomar um cafezinho, a mão tremeu, o café caiu na camisa branca da virada do Ano Novo. Nem importou, o seu sentido estava no resultado da Loteria.

Não enxergava mais nada, uma tinta preta escorrera dentro de seu cérebro, por entre os neurônios, apagando tudo. Os seus pensamentos eram apenas uma fumaça negra. Tentou usar o computador e não conseguiu nada.

Foi ver alguns filmes na TV a cabo, não conseguiu. Nem a Play Boy atraiu a sua atenção.

O tempo não passava, os segundos eram horas; os minutos dias e as horas meses. Tudo arrastando numa lentidão sem fim.

Os foguetes começaram a estourar, não sei se pela Mega-Sena ou pela passagem de ano. 2011 seria muito bom para todos, número impar, final de um, somando os números daria 4 e quatro na numerologia representa estabilidade e fidelidade. Simboliza as quatro estações do ano, os elementos e as pontas dos compassos. Este seria mesmo um ano de sucesso para muitos.

Pegou os bilhetes, ficou olhando-os, aqueles números cresciam, viravam miragens, castelos de areia e desapareciam.

Chegou a hora, saiu, agora eletronicamente, o primeiro número: houve um acerto. O segundo: também acertou. O coração estava saindo pela boca. Saiu o terceiro número e houve na sala borbulhar, havia acertado!

Uma pequena pausa no sorteio, para acalmar os jogadores e aumentar o suspense. O Ibope da TV foi às alturas. A internet ficou totalmente congestionada. Foi sorteado o quarto, nem precisava dizer, ele acertou.

Começou a passar mal, as pernas amoleceram, ficou vermelho que nem um peru. A quinta bolinha desceu correndo pela tubulação transparente da máquina eletrônica e caiu naquela mesinha. Apareceu na tela da TV e ele acertou.

O sexto número fez a mesma trajetória e a máquina vomitou-o naquela mesa transparente. Houve um hôôô!!! A bolinha quase caiu no chão de tanta emoção dos que extraiam da máquina aquele resultado.

Daí em diante, na TV, nos Rádios e as conversas nas ruas, só falavam naquilo. Muitos milhões nos bolsos de alguns e outros a ver navios.

Manoel Amaral
www.osvandir.com.br

segunda-feira, 19 de maio de 2014

METADE DO MÊS DE MAIO

METADE DO MÊS DE MAIO

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A coisa tá ficando preta, ­—dizia o meu vizinho.
—Que qui foi amigão?
—Sê num sabe não?

Eles estavam falando da grande quantidade de maconha apreendida. A Polícia, seguindo pistas de informante anônimo conseguiu localizar grande quantidade de  maconha: 5,7 toneladas (não se fala mais em quilos), na região do Centro-Oeste de Minas, neste final de semana.

Em Mato Grosso mais de cinco toneladas, também neste fim de semana. Totalizando mais de 10 toneladas, é muita maconha.

Devido o alto valor do produto, a droga apreendida foi destruída por alto-forno, para evitar tentativa de recuperação pelos bandidos.

Suspeita-se que vem muito mais por aí para abastecer a Copa das Copas.
O “Caso Petrobrás” só vem rendendo assunto, O Jornal O Tempo informa, dia quatro de maio: Em 2010, uma empreiteira fez doação no valor de R$17,7 milhões para campanha do partido da situação  e fechou contrato com a Petrobrás no valor de R$1,8 bilhões para prestação de serviços aqui e no exterior. Este contrato está sendo investigado pela PF e MPF.

Curiosamente a Petrobrás está demitindo pelo sistema PDV (Programa de Demissão Voluntária) vários funcionários e vai desembolsar R$2,4 bilhões de reais com indenizações. Cada um dos demitidos vai receber a pechincha de R$180 mil a um teto de R$600 mil. Em 2012 ela tinha 85 mil funcionários.

Municípios ignoram a Lei e não criam alternativas para o Lixo. Em agosto termina o prazo para solução adequada.

E o Príncipe Harry virá a Belo Horizonte para prestigiar o time inglês.

O Sistema Cantareira, que vinha só baixando o seu nível de água, recebeu um reforço do volume de água da reserva (volume morto).

Putin proíbe palavrão na internet. É assim que começa, depois proíbe tudo.
As Prefeituras estão em estado de falência, mais da metade dependem do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, repasse federal.

“O desgoverno, os crimes sem solução, a corrupção escancarada deixam de ser desvios da norma e vão criando nova cultura. As instituições democráticas estão sem força, se desmoralizando, já que o próprio governo as desrespeita.” Arnaldo Jabor

E no dia seis de maio falece a inocente mulher que foi linchada pelos internautas incitados pela mídia. Várias pessoas já foram presas.

E os Planos de Saúde burlaram a lei do idoso dobrando as mensalidades.
“Os governadores compram as legendas com nomeações e o Estado deixa de servir à população para servir ao interesse dos eleitos, aumentando as chances de corrupção e falta de eficiência na gestão”. (Transparência Brasil – Cláudio Abramo – 18/05 Hoje em Dia)

Bolsa Família: Números para clarear a ideia: R$24,9 bilhões reais foram pagos em 2013 em Bolsa Família. Quatorze milhões de família foram inscritas no programa e 75% dos beneficiários estão trabalhando ou procurando emprego. Até um gato foi cadastrado no Programa.

O que vamos fazer com 200 mil turistas que vão aparecer por aqui a partir de junho? A maioria dos táxis, hotéis, restaurantes e comércio em geral não tem ninguém que atenda em língua inglesa. Francês ou outra língua nem pensar. Imagine o Japonês ou Chinês.

O certo é que as campanhas eleitorais deste ano vão ficar bem caras e tudo vai sair do nosso bolso. Como mudar é difícil e caro.

Uma notícia do “Jornal Hoje em Dia” intrigou-me: O Jornal “Valor Econômico” disse que a empresa americana Boeing está trazendo para o Brasil a sua divisão de Defesa, Espaço e Segurança, para prestar serviços ao Ministério da Defesa.

Até o final deste ano teremos mais de 50 mil haitianos no país. Faça você mesmo a sua conta. Mais 50 mil empregos que teremos que arranjar.

A ANS – Agência Nacional de Saúde suspendeu 161 planos de saúde por descumprimento de prazos.

Enquanto isso os Black Blocs continuam quebrando o pau nas passeatas contra a Copa das Copas.


Manoel Amaral


Fonte: Jornal Folha de São Paulo
Jornal Estadão
Jornal Hoje em Dia

Jornal O Tempo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ORIGEM DOS MITOS E LENDAS

ORIGEM, MITOS E LENDAS
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Estavam todos alegres, numa festinha de Grupo Escolar, lá num bairro distante.

No meio daquela discussão Osvandir perguntou:

 – Mas exatamente o que significa a palavra "folclore"?
E o Professor respondeu:

– Analisando a sua origem os especialistas chamam isso de "etimologia"- encontramos folk = povo, nação, raça; e lore = ato de ensinar, instrução. Portanto folclore significa "ensinamento do povo", ou seja, a voz do povo.

Saindo daquele grupo Osvandir seguiu direto para casa, tinha que arrumar as malas para seguir viagem no dia seguinte para o interior de Goiás, onde mora seu tio Osmair.

Sentiu um frio vindo das janelas, fechou a do lado do motorista até o topo. Parou o carro na garagem, desceu com o seu inseparável Net book e seguiu direto para o chuveiro.

Sentiu-se bem melhor, acendeu a luz do quarto, olhou a correspondência, alguns convites, fatura do cartão de crédito e uma revista que não quis nem abrir, falava da briga da Rede Globo e TV Record.

Já cochilando, encostou-se num travesseiro bem macio e dormiu.
O carro seguia pela estrada, ao longe viu uma porteira que conheceu logo, já estava chegando ao sítio do seu tio.

Interessante que achou a viagem curta. Viajou muito pouco e já foi encontrando as terras onde nasceu. O que havia acontecido?

Uma bruma cobria todo monte e o lago estava parecendo uma pista gelada. Alguns peixes pulavam para comer insetos sobre as águas. As árvores estavam estranhas, qualquer coisa havia acontecido com sua terra.

Lá no fundo, depois de uma grande moita de bambu e algumas bananeiras, estava a casa sede.

Ele chegou e foi logo convidado a tomar um cafezinho e pensou logo nos adoráveis biscoitinhos de Dona Margarida, uma velha cozinheira do seu tio.

Ao sentar-se à mesa notou que a velha e simpática biscoiteira não estava mais lá. Vinha uma elegante Senhora com um pano pintadinho, amarrado à cabeça. Prestou atenção para decorar o nome dela.

– Vem cá meu filho. Venha provar dos biscoitinhos da velha.

– É Osvandir, venha comer o bolo que você tanto gosta. Tia Anastácia caprichou neste de hoje, - disse Osmair.

– Tia Anastácia? Onde foi parar a Dona Margarida?

– Faleceu no mês passado.

Osvandir viu outra Senhora gorda com um livro na mão, lendo histórias para as crianças. Quem seria? Foi até lá e apresentou-se:

– Sou sobrinho do dono do sítio.
– Muito prazer, sou Dona Benta, velha amiga de Dona Osair. Você seria o famoso ufólogo Osvandir?

– Sim, menos o famoso.

– Olha, aqui estes dias estão acontecendo muitas coisas interessantes. Agorinha mesmo acabamos de ver a Mãe-de-ouro passando daquela montanha até o riacho. É uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro.

– Quando estava chegando vi uma criatura esquisita, pensei até em parar o carro. Parecia uma cobra de fogo.

– É o Boitatá, protege as matas e os animais,  tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. No Nordeste é conhecido como “fogo que corre”.

– Uai, Dona Benta, a Senhora conhece mesmo tudo sobre o folclore, hein? - Disse um dos meninos.

– A semana passada o Curupira apareceu logo ali na mata. Ele também  é protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás.
A conversa estava boa, mas Osvandir muito cansado, resolveu ir dormir, aproveitando o seu velho quartinho dos tempos de criança.
Sonhou com Lobisomem, um animal meio lobo e homem numa noite de lua cheia. Quando aquele grotesco bicho veio atacá-lo ele acordou.
Dona Benta ainda lia e resolveu contar a lenda do  Boto para as crianças:

– Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região
amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida.
Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

Manoel Amaral


quarta-feira, 14 de maio de 2014

O SOLDADINHO DE PLÁSTICO

O SALDADINHO DE PLÁSTICO


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Naqueles tempos, onde não tinha apagão e nem Ministro Lobão, um velho General, grande herói de guerra, resolveu fazer vinte e cinco soldadinhos, com espingardas ao ombro, todos  de sucata de garrafa pet, para dar de presente ao seu netinho.

O aniversariante abriu a caixa de presente e foi colocando-os enfileirados. Eram quase todos idênticos, um deles tinha apenas uma perna, porque o plástico acabou e não deu para completar o bonequinho, mas isso não impedia que ele ficasse em pé junto aos outros.

Ali naquela sala tinham vários brinquedos caros, da indústria nacional e outros bem baratinhos vindos da nação vizinha.

Mas o que mais chamava a atenção do soldadinho de plástico era uma bela garotinha, que estava à porta de um castelo de papelão com um lindo vestido de bailarina, de tecido de TNT e um xale cheio de pedrinhas brilhantes de biju.

Ela tinha os braços e uma perna levantados e ficava a dançar ao som de uma música eletrônica; o soldadinho de plástico mal conseguia parar em pé, mas nem lembrava que só tinha uma perna de tanta emoção.

Morador de uma caixa de tênis, o seu batalhão, vivia marchando prá lá e pra cá.

Em noite de lua cheia, quando não havia queimadas, nem outras fumaças no ar, fazia chorosas serenatas para sua amada.

No meio da festa apareciam juntinhos e ele sempre olhando para aquele belo rostinho.

De outra velha caixa de sapatos surgiu um ser estranho, que foi confundido com o Saci Pererê, mas este tinha as duas pernas. Ele ficou nervoso e gritou com o soldadinho de plástico:
― Pode largar a minha bailarina!

O Soldadinho nem deu atenção, só ficou agarrado à linda mocinha.

Aí o feioso personagem gritou com mais força ainda:
― Depois da meia-noite você vai ver!  As coisas vão ficar pretas!

Quando chegou meia  noite o velho relógio de parede da mansão bateu: dim, dom; dim, dom.

Depois da última badalada tudo escureceu! Apenas uma luz de um raio no céu e o barulho do trovão.

O soldadinho foi atirado na rua e aquela chuva forte provocou uma enorme enxurrada que tudo levou. Grande quantidade de terra e pedras  desceram das encostas.

E o pequeno soldado de plástico seguia acompanhando a águas. Deu sorte, pois no meio do rodamoinho havia um bueiro, aí  ele conseguiu voltar ao ponto de  onde caíra.

Foi resgatado por seus amigos do batalhão, olhou para um lado e para o outro e vislumbrou aquela menininha linda que chorava num cantinho.

De repente uma das crianças jogou o soldadinho na lareira e ele sentiu um calor envolvendo o seu corpo. Achou até que seria o imenso amor que sentia pela bailarina.      

Conseguiu, ainda, dar uma última olhada para sua amada. Ela retribuiu, atirando o seu xale o que piorou a situação, o fogo aumentou. Um  vento forte que vinha da janela da sala e sem ninguém soubesse como,  levou a bailarina para a lareira.


Uma luz azulada foi vista pelas crianças lá pelos lados da fogueira. Dos dois só sobraram algumas pecinhas de biju da bailarina e um pedacinho de plástico do soldadinho.

Manoel Amaral
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segunda-feira, 12 de maio de 2014

BOB ESPONJA, PATRIC E LULA MOLUSCO

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E Bob Esponja tomou uma decisão: largaria aquele bar, junto com seu amigo Patric e Lula Molusco, resolveram subir para a superfície.

Depois de muitas bolhas avistou terra, terra que não acabava mais.

Ali aportando no continente, viram uns humanos quase pelados.

Os habitantes perguntaram pelos navios, os brindes, a comida e outras quinquilharias. Bob ficou surpreso, eles falavam a sua língua.

--Quem são e onde estamos ?

Disseram que eram os Canindés e que o local era a Terra de Santa Cruz.

Patric, o seu melhor amigo, encontrou um bom lugar para morar. Uma casinha redonda, como a sua, toda coberta de uns finos fios, um Senhor informou que era capim Sapé.

Lula Molusco ficou sabendo que tinha um índio muito parecido com ele nestas boas  terras das mulheres peladas.

Eles, os nativos, informaram ainda que haviam outras comunidades para dentro do continente.

Ficaram com aqueles anfitriões por alguns dias e depois partiram em busca do ouro perdido, isto é, da esperança perdida. Só que eles não podiam afastar-se muito das praias, pois toda hora deviam tomam um bom banho para recuperar as forças.
O Bob não estava nem ligando, mas seus companheiros não aguentavam nem um quilômetro sem entrar na água. Patric era o mais prejudicado.

Até que Lula Molusco estava adaptando-se bem naquelas terras. Com quatro tentáculos, subia morros e pulava pedras, com muita disposição.

Ao longe avistaram uma comunidade, bem maior que a do fundo do mar. 
Imaginaram: é ali que vamos passar uma boa temporada.

Lá chegando o Lula Molusco foi logo perguntando pelo índio seu Xará, mas ele vivia em outra tribo, muito longe dali.

Patric  estava muito feliz, arranjou muitos amigos humanos por ali. Corria na praia, voltava até onde estavam  morando.

Aquele reino não era o do seu mundo, ali tinha muitas mulheres bonitas, comidas a vontade, sem precisar trabalhar.

Até o Bob Esponja, que sempre vivia fabricando hambúrguer, agora adorava uma soneca naquelas redes.

O chefe “Beiço Comprido” da tribo dos Canindés ficara para trás, agora por aqui o cacique era “Boi Deitado”. Bonachão, não queria saber de briga com ninguém. Gostou daqueles três novos amigos.

Mas muita calmaria é sinal de perigo, uma tribo de índios antropófagos aproximava da região.

(Continua...)


Manoel Amaral

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sábado, 10 de maio de 2014

SÓ NOTÍCIAS RUINS

SÓ NOTÍCIAS RUINS


Logo no inicio do mês de abril a PF descobre, pela Operação Canudos, no Rio Grande do Sul, duas organizações criminosas que fraudavam o sistema do Ministério do Trabalho fazendo saques irregulares do seguro-desemprego. Isto não é novidade, acontece no Brasil inteiro.

Muitos abacaxis nos aguardam em 2015, além dos buracos da eleição. A conta de luz poderá ser pré-paga, conforme afirma a ANEEL. É um retrocesso, na África tem este tipo de cartão.

Presa a médica que mandou cortar o pinto do ex-noivo por rompimento do noivado. Foi condenada a seis anos.

Na Operação Lava Jato a PF prendeu doleiros, mas o mais engraçado foi uma senhora que foi presa em Guarulhos/SP com €200 mil escondidos na calcinha (?). Deveria ser uma calçola...

Assaltantes aterrorizaram as cidades pequenas, explodindo os caixas dos bancos. A mesma tática: grampos na porta das delegacias, carro incendiado para impedir passagem, de madrugada e milhões roubados. Ninguém fala nada, bancos não importam, dinheiro está no seguro. Polícias do interior não conseguem pegar ninguém, com carros velhos, sem gasolina, armas defasadas e sem munição. Os bandidos armados até aos dentes, com moderníssimas metralhadoras que derrubam até aviões.

Neste mês nunca se viu tanto acidentes nas estradas, muitas ambulâncias e ônibus.

Para piorar o ambiente os bandidos paravam muitos ônibus e levavam tudo dos turistas. Os que reagiam levavam chumbo: ou estão no cemitério ou na cadeira de rodas.

E a dengue, hein? Agora ataca com novo mosquito que é capaz de transmitir nova doença. Eles são capazes de transmitir a doença em dois dias. Vivem fora de casa, nos parques, nas beiras das matas, nos lotes vagos e bambuzais.
Afanásio foi acusado de roubar algumas galinhas e o processo foi parar no STF. Não acreditam? Mas olhem direitinho o nome do réu. Então, ele afanou as aves. Sonha em ficar rico escrevendo um livro. A sua tia diz que ele vive criando longas histórias.

As teorias sobre a queda do Avião da Malásia Airlines, chegam ao cúmulo do absurdo. Agora é o FBI e a CIA que alguns pesquisadores acham que controlaram o pouso em qualquer lugar daquele continente, para resgatar preciosas informações. Os passageiros se foram para o fundo do mar.
Nosso país tão bom para viver, tem onze cidades que estão entre as 30 mais violentas do mundo. Tem mais municípios  no ranking: 16; Maceió é a quinta mais violenta do mundo.

A PF e a Receita Federal andaram assustando os moradores ricos de Divinópolis/MG; estiveram sobrevoando os condomínios de luxo. É que este pessoal não costuma declarar direito os seus bens.

Para acabar com esta polêmica boba, de gente do Facebook, o dono da Friboi é o empresário José Batista Júnior e quer ser governador do estado de Goiás.
Apareceu um superbactéria aqui no Brasil que está assustando todo mundo do meio científico, em alerta internacional. É encontrada no sangue.

Aqui em Minas dois candidatos querem jogar pimenta nos olhos dos eleitores: Pimenta da Veiga e Fernando Pimentel.

E a compra da Pasadena? Foi um bom ou mau negócio? Não precisa responder, tem outra compra duvidosa que também vai dar o que falar: Petrobrás compra Refinaria no Japão, outro mau negócio.

Os índios brasileiros podem a qualquer momento criar mais 216 “países” dentro do nosso amado Brasil. É o que diz texto publicado no Jornal O Tempo de 23 de abril. Esta declaração de direitos indígenas foi assinada no período do Governo Lula.
O Mundo Cão da Internet informa para o bem e para o mal. Uma grande notícia pode beneficiar a todos e uma má notícia pode por tudo a perder. Agora em Maio vimos uma tragédia por culpa de alguns malvados blogueiros e leitores do Facebook. Estes bandidos devem ser penalizados.

Mais de um milhão de títulos de livros são publicados por ano. É muita informação que passa por todos meios, aja cérebro para contabilizar tudo isso.

Encerramos com a frase: “A quantidade de trapalhada é tão grande, sacrificando tanto a população, que causa espanto que democracia ainda resista.” (Editorial de 27/05 do Jornal O Tempo).

Manoel Amaral

1º/05/2014
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OSVANDIR CHOROU

OSVANDIR CHOROU!


A D. Oldair, tia do Osvandir, foi quem nos contou essa história, baseada em fatos reais:

A família estava passando por muitos problemas; o marido desempregado por mais de um ano, seis crianças para cuidar. A filha mais velha, com apenas 11 anos já ajudava em tudo, naquele barraco emprestado por um vizinho de bom coração. A mulher de Joãozito foi internada para fazer exames, ficou sabendo que a coisa andava preta para seu lado: o primeiro exame constatou um tumor no seu seio direito. Retirado material para análise, ficou comprovado que era maligno.

Internada às pressas no Hospital do Câncer, para as primeiras sessões de quimioterapia e radiação,  logo os seus cabelos foram caindo. Isabelita foi visitá-la, mas foi impedida de entrar no hospital pela burocracia. “Crianças com menos de 12 anos não podem entrar”, repetiu o moço da portaria.

Como esperta que era, esperou um cochilo do porteiro e entrou, procurou o quarto 1313 e lá encontrou a sua pobre mãezinha entre aqueles equipamentos do hospital. Notou que ela usava um lenço amarrado a cabeça e perguntou: “Pra que isso mamãe?” A mãe disse que era parte do tratamento hospitalar.

Isabelita falou dos irmãos, todos sentiam a sua falta e do pai que cada vez bebia mais. Mas no meio de tanta notícia ruim apareceu uma boa, e aí Izabelita era só sorrisos: “vou começar amanhã num novo emprego, mamãe, vou vender doces e frutas na rodovia, pertinho daquele posto de gasolina.”

Noutra visita à mãe, dizia que estava ganhando o suficiente para levar alimento para os outros cinco irmãos e seu pai. A sua mãe pediu-lhe que abrisse a gaveta do móvel do quarto e retirasse a sua bolsa. Tentou recostar-se na cabeceira da cama, não conseguiu, pediu ajuda, as enfermeiras a colocaram na posição solicitada. Abriu a bolsa, pegou uma caneta e uma velha foto sua e do marido, escreveu, com as mãos trêmulas, uma mensagem no verso. Entregou a foto para Isabelita.

A menina saiu do hospital com aquela foto junto ao coração. Ao chegar a sua casa, pegou um lápis de seu irmão e também escreveu uma frase logo abaixo da que sua mãe escrevera.

Os dias foram passando rapidamente e Isabelita ali naquele ambiente nada bom para crianças, mas ela sabia se defender muito bem. Quando alguém tentava qualquer coisa, ela dizia: “antes de me fazer mal, pense em sua filha ou sua irmã”. E o resultado era impressionante, aquelas palavras, ditas com tanta simplicidade e inocência, atingia os corações das pessoas.

Ela ficou famosa no local, apareceu até numa reportagem sobre menores que trabalham nas estradas. Muitos que circulavam por ali conheciam a história de sua família e contribuíam independente de receber qualquer mercadoria.

Mas o tempo voava e a doença de sua mãe agravara, o câncer atingira várias partes do corpo. Debilitada, ela já não conhecia quase ninguém, os remédios sempre muito fortes a deixava dopada o dia inteiro.

Numa das visitas, nova confusão na portaria que não permitia a sua entrada. Com pena, outro porteiro, deixou a criança entrar. Isabelita pode ficar só alguns instantes com sua mãe. Ela estava pálida, da cor dos alvos lençóis do hospital. Conseguiu apenas levantar a mão direita parecendo dizer adeus.

Isabelita voltou para casa muito triste, colocou comida na mesa para seus irmãos e perguntou pelo pai, ninguém sabia onde ele estava.

No outro dia Isabelita levantou-se mais cedo, com vários pensamentos na cabeça, algo lhe dizia que vida de sua mãe estava no fim.

Correu ao hospital, mas não conseguiu entrar, ficou por ali observando até a tardinha, quando notou uma ambulância saindo. Procurou informações e ficou sabendo que aquele carro levava o corpo de uma mulher para o necrotério.

Aquela mulher fora enterrada em cova rasa, com despesas pagas pela Prefeitura local.

No outro dia Isabelita sumiu; ninguém tinha notícia dela, o irmão de nove anos esteve no seu ponto de trabalho e não conseguiu nenhuma informação.

Andando por uma vala da rodovia encontrou uma fotografia de sua mãe e de seu pai. Atrás da foto uma mensagem: “Isabelita querida, cuide bem de seus irmãos”.

Logo abaixo outra frase: “Pode deixar mamãe, vou cuidar bem dos meus irmãos e do papai.”


Manoel Amaral 
Dezembro de 2007