quinta-feira, 10 de abril de 2014

O MEDO



 “A diferença entre a polícia e o bandido é que o crime paga melhor.”  Ediel


Medo, medo de tudo, de viajar, trabalhar, abrir o portão da garagem.

Temos que fazer diversos trajetos ao sair de casa, tomar cuidado com o celular, o tablet ou o dinheiro no bolso, coisas que desaparecem num abrir e fechar de olhos.

Bandido hoje é mais equipado do que a polícia. Tem mais dinheiro que todo mundo. Pode pintar e bordar que não vai preso. Já nós, só bordar...

Em Aparecida do Norte, estando na rua fique com a mão no bolso por que lá o dinheiro desaparece como por encanto. Não é só lá em toda cidade grande e agora também nas pequenas. Não temos salvação, só mesmo jogando uma bomba atômica no país e depois começar tudo de novo.

Lembrei até de um filme, mas não o nome, onde quando encerra a guerra numa periferia de um grande centro, matando todos os líderes, uma criança de uns dez anos aparece e levanta um fuzil.
Significa que a guerra nunca vai acabar.

Estamos no fim do fim? Parece que sim, tem de tudo atualmente: muita liberdade, governo desgovernado, povo desesperado, bandido no comando e terminar não sabem quando.

As chuvas não vêm quando precisamos, quando vem saem arrasando tudo. A seca já atinge locais nunca dantes atingidos. Rios estão secando, geleiras derretendo, temperatura só aumentando. Terremotos, maremotos, tufões, vulcões, tsunamis cada dia aumentam mais, é o efeito dominó.

E o lixo só diversificando. O mar está todo poluído, os rios nem se fala, os córregos estão cinza-escuro. As nascentes estão secando.

A coisa está preta, pior que preta: pretíssima! O homem, principal responsável por isto tudo, continua poluindo cada vez mais.

E o país onde tem a maior reserva de água doce do mundo, está com falta d’água em vários locais.

São Paulo, a maior cidade da América Latrina, está pedindo água.

E aviões sumindo, navios afundando, carros batendo, trens descarrilhando e o ser humano desintegrando.


O povo está ficando cansado de esperar por liberdade e segurança, ensino e saúde, paz sem guerra e nada de bom vislumbra no horizonte.

O homem não pode nem exercer o seu sagrado direito de defesa que vão logo esquartejando e separando-lhe a cabeça.

A vida é dura, cruel, difícil de acreditar. O real ultrapassa a ficção.

É o produto ruim do homem, homem que devora o homem.

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

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