domingo, 27 de abril de 2014

O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU

O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU



Capítulo I
O RAIO AZUL
"Muita luz é como muita sombra: não deixa ver."
(Carlos Castaneda)


Um lindo raio azul cobriu aquele céu cheio de nuvens brancas. Tudo parou de funcionar. Os aviões pousaram em locais improvisados, apenas os pássaros permaneceram no espaço. A energia elétrica desapareceu.

As águas do mar ficaram revoltas, alguns vulcões voltaram a jorrar aquela lava, derretendo tudo a sua frente. Algumas ilhas afundaram, outras apareceram, mudando o Mapa do Mundo.

Novas Ordens foram criadas, maneiras antigas ressuscitadas. Gostos e desgostos em discussão. As cidades ficaram quase vazias. Não tinham o que fazer por ali, sem energia elétrica. Os bancos voltaram a utilizar aquelas velhas máquinas Facit de calcular, resgatadas dos museus e porões.

As máquinas de escrever Ollivetti ou Halda ficaram valorizadas. Os papéis diminuíram e muito caros. Todos os rascunhos foram aproveitados. Papel carbono, para cópias, era raro no mercado. No comércio em geral, passaram a utilizar o jornal velho para embrulhar as coisas.

As feiras de verduras se tornaram grandes feiras de troca. Tinha de tudo, até relógio de pulso movido a corda.

Os celulares eram abandonados nas mesas dos bares e serviam de brinquedos para crianças. Tinha até um jogo premiava quem atirasse o seu mais longe, no meio do brejo. Um artista plástico criou uma casa só destes aparelhos e gabinetes de computadores.

As bebidas fortes como cachaça, que não dependia da energia elétrica para a fabricação, voltaram ao mercado. O açúcar saiu da praça e entrou a rapadura no lugar. O café até ficara mais gostoso. Saíram os pães, roscas; as padarias estavam vendendo apenas biscoitos de polvilho e bolos de fubá do legítimo moinho d’água.

Aos poucos, os carros foram parando, quando acabava a gasolina.
Aqueles mais modernos, nem chegaram a funcionar, por causa dos circuitos elétricos. Estava até engraçado, os carros antigos valiam mais que os novos. Os Jipes ficaram,  muito raros e caros, só os grandes fazendeiros os possuíam. Os antigos “Ferros Velhos” transformaram-se em “Ferros Novos”.

Criaram um óleo de mamona que fazia os veículos a diesel funcionarem perfeitamente, até os tratores.

Os jovens, agora sem internet, sem nada para fazer, sem shopping para visitar, foram plantar horta nos lotes vagos e acharam até divertido a nova distração. Os campos de futebol viraram currais para criação de ovelhas ou cabritos. Voltou o futebol de campinho de várzea.

Os astrônomos, ufólogos, jornalistas e outros correlatos foram plantar batatas ou fazer coisa melhor para sobreviver. Sobraram poucos cientistas, as profissões perderam o valor. Os professores estavam muito requisitados, mas o ensino era bem diferente.

(Continuará, se eu sobreviver...)

Manoel Amaral

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Escrito em setembro/2009
  








Capítulo II

JERICO

O termo “ideia de jerico”, seria uma má ideia. Ideia tola. 
Na Região Nordeste do Brasil, jerico é o mesmo que mula. 
Ou seja, seria o mesmo que ideia de burro, de mula.


O certo é que a comunidade de JERICO (sem assento no “o”) estava bem mais desenvolvido que muitos outros, então Osvandir resolveu ir para aquele local. Levou seu assessor, porque depois da luz azul, os escritores não tinham valor. Todos foram plantar ou colher cebolas. Outros mais rebeldes foram enviados para as plantações de canas, para combustível, no setor de capina. Só quem conhece sabe o sacrifício que é!

Viajaram cerca de 300 km e chegaram a terra prometida. Um portal de concreto na entrada, com letras grandes, JERICO. Poucas casas boas, a maioria simples e muitos barracões.

A casa do Prefeito, como sempre, era a maior de todas. Deveriam encontrar com um tal de Jeq,(pronuncia-se “Jeque”), o rapaz que estava sempre tomando decisões. Osvandir pensou logo em “Jegue”, aquele jumentinho, que também é chamado de Jerico. Seria por causa dele o nome da comunidade?

Ele mostrou para os visitantes o que já tinham conseguido sem auxílio da energia elétrica.

Monjolos, engenhos, moinhos, todos funcionando com a água. Algumas peças foram retiradas de aviões velhos onde a abundância de alumínio é maior.

Existia uma fundição de alumínio e outra de ferro, que não ficamos sabendo como era o funcionamento devido o sistema de segurança ser muito bem controlado.

Gostamos dos moinhos de vento, onde a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água.

Por estarem próximo ao mar, num local onde secara um lago, encontraram sal, estavam fazendo grande negócio com ele. Utilizavam os antigos sistemas de retirada. Vendiam o sal grosso ou em barra e já estavam preparando um moinho para o refino.

Tudo estava correndo as mil maravilhas se não fosse a grande quantidade de malandros que estavam sempre chegando e saindo do Comunidade de Jerico (sem acento no “o”).

Jeq era filho do Prefeito, uma pessoa boníssima, já bem velho. Os jovens do local tinham uma ocupação normal dos adultos. Ninguém ficava sem trabalho. Criaram até uma moeda própria, mas o comércio funcionava mesmo era a base de troca.

Osvandir ficou sabendo, conversando com alguns membros da comunidade, que Jeq sumira por uns tempos e ninguém soube direito por onde ele andara.

Procurara saber dele próprio por onde andara e só ficou sabendo coisas esparsas, o que aumentou mais o mistério.

Uns diziam que ele vira uma nave espacial lá no pasto da fazenda de seu pai. Outros foram mais incisivos e informaram que ele fora raptado por um disco voador.

Com estas informações contraditória, Osvandir resolveu convidá-lo para uma pescaria. Tudo preparado, barraca, lanterna, binóculos, facas, anzóis e minhocas.

Acontece que Jeq não era dado a ficar quieto, estava sempre em movimento, o que prejudicava a pescaria. Largaram tudo e foram conversar. Osvandir contou-lhe que já fora levado por um disco voador e mostrou-lhe os três pontinhos negros atrás de sua orelha esquerda, que sempre  acusava a presença de Óvnis.

Jeq ficou impressionado e quis saber outras histórias de sua viada.  Perguntou se ele passara pelo FBI e pela CIA. Osvandir fez um pequeno relato do que já tinha vivido e suas andanças pelo mundo procurando Ufos, mas nunca tinha trabalhado para aquelas entidades. Sabia muitos truques por eles utilizados, mas não chegara a frequentar o meio.

O jovem inquieto acabou confessando que esteve na guerra do Iraque e que fora contratado por empresas não muito confiáveis, para trabalhos temporários.

Os dois tiveram uma vida mais ou menos parecida, só que Jeq ainda tinha os pais e Osvandir perdera os seus quando ainda era criança.

Voltaram ao Comunidade, sem peixe nenhum, mas com várias informações de ambas as partes.

Estavam almoçando quando um rapaz veio correndo avisar que a comunidade estava sendo invadida por um grande número de famigerados bandidos.

(Continuará, se sobrevivermos)

Manoel Amaral
Setembro/2009

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O DIA QUE A INTERNET ACABOU




Capitulo III

A TOMADA DE JERICO

"Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas;
ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado,
e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade,
cada qual para o lugar que lhe ficava defronte,
e tomaram a cidade" Js 6:20.

Os estranhos eram selvagens, atacavam em grupo e tudo destruía. Tocaram umas cornetas feitas de chifres de carneiro, como nos tempos do Primeiro Testamento.

Não sabemos se por milagre ou por dinamite, a verdade é que ao tocarem aqueles instrumentos, os muros e o portal de entrada da comunidade desabaram.

Aqueles bárbaros foram invadindo tudo e tomando conta dos alimentos.

Barulho se combate com barulho. Sem demonstrar nenhum medo, dois habitantes de Jerico seguiram para o meio do grupo e puseram a tocar, em som altíssimo, seus instrumentos (um pistom e um saxofone). Atraídos pelo som que não conheciam, eles foram para a rua principal. Um saiu tocando por um lado e o outro por outra rua, assim aqueles bárbaros foram logo divididos em dois grupos.

Com muito custo, com a ajuda das ideias de Jeq e da astúcia de Osvandir, aquele povo foi dominado e enviado de volta para sua região.

Após a partida deles, o muro foi reconstruído, bem como o portal. Tomaram a precaução de agora em diante, ficarem de sobreaviso para caso de invasão.

Jerico estava num lugar privilegiado, entre montanhas, não tinha campo de aviação. Não recebeu quase nenhuma visita de estrangeiros. Estava muito longe dos grandes centros. Por esta razão evitaram a contaminação pela gripe A. Os raros casos que aconteceram foram com pessoas que por ali passaram e seguiram em frente, levando aquele vírus maligno.

Noutras comunidades a Gripe Suína chegava e se instalava aproveitando a debilidade da população.

Porém após o Raio Azul, as coisas complicaram muito e outras doenças apareceram: varíola, catapora, gripe comum, piolhos, sarna e por aí. O pequeno Posto de Saúde estava cheio de pessoas com uma infinidade de sintomas. Cada grupo que chegava trazia um tipo de doença, que era debelado com muito custo.

Com a chegada de Osvandir, alguma coisa foi melhorada. A população foi devidamente informada sobre este novo vírus da Gripe. Os funcionários do Posto de Saúde queriam saber mais e foram orientados de acordo com vários prospectos que trazia na mochila.

Ali naquela Comunidade de pouco mais de 10.000 habitantes as necessidades eram bem menos que outros grandes centros.

Produção de alimentos até que existiam por todo lado, porque as terras não foram afetadas, mas o difícil era o transporte. Para uma viagem de 50 km gastava-se dois dias com o carro-de-bois. Às vezes as verduras e legumes estragavam com a viagem, sendo uma tremenda perda de tempo.

Por esta razão os comerciantes preferiam transportar a carne, os grãos e o sal.

Como Jerico já tinha resolvido muito sobre como moer os grãos (milho para o fubá), triturar o sal e tirar a casca de arroz e café, o seu comércio era muito grande com outras comunidades. Passaram até a fabricar linguiça, queijos, carne seca, gordura de porco, farinha, fubá, pó de café, óleo de mamona (combustível para veículos e lamparinas de iluminação) para remessa a outras localidades mais distantes.

Os problemas maiores eram os custos da segurança para remessa dos produtos. Os assaltos sempre constantes nas estradas impediam viagens sem planejamento.

Quando Osvandir e o seu grupo preparavam-se para partir uma estranha luz apareceu no céu, bem próxima dos moinhos de vento. Ficou girando, como se fosse um torvelinho. O povo ficou olhando aquele espetáculo raro.

De repente um telefone de orelhão começou a tocar e uma luz acendeu num poste...

Continua...

Manoel Amaral
Setembro-2009
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O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU




Capítulo IV

A VOLTA

“E tudo voltou como d’antes no castelo de Abrantes”
(Sábio Velhinho de Jerico)

O povo em polvorosa, gritando:
__ A energia elétrica chegou! Os rádios e TVs estão funcionando!
__ Mas o que estão falando sobre a estranha luz, perguntou Osvandir.
__ Nada ainda, respondeu Jeq.

A TV da sala da casa do Prefeito e a do bar da praça, estavam funcionando. Ora vinha a imagem de um militar, ora de um homem parecido com o Presidente.

A viagem do Osvandir foi adiada até segunda ordem. Precisava saber mais alguma coisa.

Foi com Jeq até a sua sala de trabalho e tentaram ligar o computador.
Só aparecia uma tela vazia e sem cor. Internet não estava conseguindo acessar.

Quando eles conversavam uma imagem apareceu na tela, que não parava de girar. Algumas letras foram completando o texto:

_________________________________________
A página não pode ser exibida

A página que você procura não está disponível no momento.
Talvez o site esteja passando por dificuldades técnicas ou
você precise ajustar as configurações do navegador.
_____________________________________________________________


Que navegador? Não tinha nenhum para usar. Mas qualquer coisa já estava começando a funcionar.

Os nerds de garagem já estavam bolando planos para novos programas.
Google não existia mais, nem yahoo, muito menos UOL e Gmail. Funcionava muito mal um tal de Yagoo...

Os programas do Bil Gates foram para o beleléu... Uma vantagem grande foi que os vírus desapareceram.

Alguns joguinhos, simplezinhos, já estavam funcionando.

Os nossos arquivos foram todos deletados. Alguns processadores de textos foram entregues ao público gratuitamente.

Só os Militares estavam usando a internet fluentemente. O povão dependia das Companhias de Telefonia, Satélites, um inferno sem fim...

Um grupo de programadores estava trabalhando rápido para colocar à disposição do povo uma série de programas.

Um buscador já funcionava a todo vapor: Busk. Um navegador também começava a dar as caras: Jangada. O melhor processador de textos até o momento era o ÁgilStar.   Neste campo de programação, os brasileiros estavam levando a melhor. Novos programas de e-mail: Carta e Recado.

Os blogs começaram a surgir, assim meio acanhados e os principais provedores de blogs eram: Valentepress, AsilBR. Todos os domínios passaram a ter números, ao invés de ponto com. O do Brasil era 666.

Os computadores estavam muito valorizados, porque a maioria foram abandonados e inutilizados. Senhor José, dono de grandes galpões de peças velhas de informática estava faturando bastante.

Foi aí que a China começou a vender aquelas porcarias bem baratinhas que todo mundo podia comprar. Os parentes de Bill Gates lançaram no mercado o Windows 3.0, limpinho, sem aquelas bobagens que pareciam árvore de natal, com presentinho dependurado por todo lado. Só processador de texto, mais nada. Pagava-se apenas uma pequena taxa de uso. O mercado reagiu, eles ficaram bilionários novamente.

As empresas fabricantes de anti-vírus, colocaram maliciosamente no meio, os seus vírus. O comércio eletrônico voltou a funcionar normalmente. Só o povo que estava um pouco atrasado com os assuntos da área.

O barateamento do CPU garantiu a aquisição de PC por muitas pessoas, o caminho seguido desde o ano de 2011 era o de simplificação.

Todos os programas eram “baixados” apenas para uso pessoal. Ninguém precisava mais comprar qualquer tipo de software. Estavam todos disponíveis na internet. Isto significa que os computadores eram usados apenas para a conexão. Ninguém precisava fazer dowload e nem comprar aquelas placas caríssimas.

Filmes? Vídeos? Fotos? Livros? Música? Estava tudo lá, bem guardadinho, como se você fosse procurar na locadora ou biblioteca.

A TV, o PC e o DVD finalmente estavam unidos num só aparelho.

Grandes espaços eram reservados na rede para os arquivos, cerca de 15 giga por pessoa física, para guardar o que quisesse, sem custo algum. Só as pessoas jurídicas pagavam um preço mensal.

Os Celulares começaram a gritar por todo canto e o petróleo do pré-sal, esquecido nas profundezas, voltou a jorrar e este país a funcionar. Funcionar?

“E tudo voltou como d’antes no castelo de Abrantes!”

FIM

Manoel Amaral

Escrito originalmente em setembro de 2009
www.afadinha.com.br



sexta-feira, 25 de abril de 2014

O FRANCÊS QUE NÃO ENTENDEU O BRASIL II e porque ele fugiu correndo...


Este adorável francês Jean chegou aqui ao Brasil, dois meses antes da maior Copa do Mundo.

Depois de andar por todo lado resolveu visitar um parque nacional, foi lá para Mato Grosso, na Chapada dos Veadeiros (êpa!), um local lindo para visitar.

Por onde se pode encontrar ainda o pau-terra-vermelho, o caju-do-cerrado, o murici, e as mandioqueiras. No meio da mata tem até pau-d’arco roxo (raro), copaíba, aroeira e tamanqueira. Muito buriti e babaçu por todos os lados.

Entre os animais que podem ser encontrados por lá: a onça pintada, o cervo-do-pantanal, o veado-campeiro, lobo guará. Tem ema, urubu-rei e o gavião real. Se der sorte pode até encontrar a anaconda gigante.

E o nosso pobre turista não tem a menor noção destas coisas, só conhece o local por fotos, cinema e TV.

Lá vai ele e mais dois colegas embrenhando-se na mata a procura de um bom lugar para acampar.

Acho que eles nem leram as placas que é proibido fumar nas áreas de visitação.

Também eles já haviam embrenhado no mato, sem guia nem nada. Acharam que poderiam seguir mata-a-dentro sem se perder.

Ali não havia sinal de celular e a noite já vinha de mansinho.

Seguiram pela trilha de Seriema, a mais curtinha, um ótimo local para banho.
Deram azar por que esta trilha é uma das menos visitadas, poucas pessoas passam por ali.

Saíram fora do indicado, a procura de um poço para refrescar do calor.
Perderam-se na floresta, pouca comida, sem sinal de celular, não conheciam o local. Anoiteceu.

De manhã os três franceses tentaram voltar, mas quanto mais andavam, não saiam do lugar e cada vez perdiam mais a noção do tempo e localização.

Uma onça pintada rosnou atrás das moitas, Jean escorregou na casca de uma fruta e caiu. O animal, que procurava outra vítima, deu um salto e conseguiu pegar um coelho selvagem.

Uma ema passou rápido, quase não foi percebida, estava a procura de alimentos como folhas, brotos, sementes, insetos e pequenas serpentes e animais.


Os três turistas foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros, depois de várias horas perdidos naquela mata.

Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br

domingo, 20 de abril de 2014

O FRANCÊS QUE NÃO ENTENDEU O BRASIL

O FRANCÊS QUE NÃO ENTENDEU O BRASIL –

Imagem Google

                                  e porque ele fugiu correndo

”…Qu’il soit infini aussi longtemps qu’il durera !”
Vinícius de Morais

E aquele francês Jean Jacques queria conhecer o Brasil. E o serviço de Turismo aconselhou ao turista visitar uma favela do Rio.

Ele foi ao complexo do Alemão, lá estava tudo pacificado: tiroteio durante a noite que nem festa de São João.

Resolveu ir para a periferia da periferia, lá pros lados onde “Judas perdeu as botas.”

Muita gente dormindo pelas calçadas, por que no centro da cidade não pode mais.

Aqueles moradores de rua, sem perspectiva nenhuma de melhoria de vida. O Programa Minha Casa Minha Dívida, não foi feito para eles, quem estão abaixo da linha de pobreza. Hoje o cidadão tem que pagar altas prestações mensais aos bancos. Como eles não ganham...

A cada dia aqueles indivíduos estão sendo varridos da face da terra por uma onda de extermínio, uma verdadeira “Limpeza Social”.

Por precaução eles dormem durante o dia, à noite estão correndo risco de vida.

Jean, o nobre francês, foi vendo aquilo, ficando triste com o país da maior Copa do Mundo.

Quando ouviu e leu sobre os gastos com os estádios e nada para saúde, encino (estão escrevendo assim nas capas dos cadernos) e Transporte, ficou muito triste.

Abriu o Jornal e pode constatar que naquela madrugada vários bancos foram assaltados com bananas de dinamite. Noutra coluna ficou sabendo sobre tráfico de órgãos humanos. Naufrágio no Amazonas, apreensão em São Paulo de uma tonelada de maconha, fora incêndio criminoso em favelas.

Viu e espantou-se com o trânsito, com vários quilômetros, nos fins de semana. Ele que não era bobo nem nada, logo pensou:
--Já imaginaram isso aqui no mês de junho, durante a Copa com mais de três milhões de turistas, andando por todo lado?

Resolveu ir para o Nordeste e apreciar aquelas praias maravilhosas.

O que viu não gostou nenhum pouco. Tinha acabado de descer do táxi, que deu várias voltas desnecessárias, próximo do hotel e já foi “cantado”, por uma garotinha de uns 14 anos. Elas já conhecem as suas vítimas, sendo elas também vítimas deste sistema social de altos privilégios para poucos.

Correu para praia mais próxima para esfriar a cabeça e por lá era a mesma coisa: o turismo sexual “corria à solta”. Não ouve tempo nem dele fotografar o lindo por do sol, roubaram a sua câmara digital.

Resolveu então tomar uma água de coco, mas o preço que pediram foi alto. Acabou comprando uma água mineral, quando notou ela estava violada, foi reclamar, mas cadê o vendedor?

Quando estava pensando que tudo aquilo estava tranquilo demais, vem um arrastão de vinte jovens e levam tudo dos turistas desprevenidos.

Mediante esta tão boa acolhida resolve ir ao restaurante do hotel e por lá comer uma boa feijoada. Mas aquela refeição só era para quem estava acostumado. Ficou com dor de barriga por três dias, sendo internado no UPA 24 horas, que incrivelmente nunca funcionou à noite.

Saiu de lá mais branco do que já era, pegou a mochila, arrumou tudo, passou a mão na sua mala, comprou passagem para o seu país e zarpou o mais rápido possível.


Manoel Amaral

Fonte:

https://www.youtube.com/watch?v=zlKdXKPGo5k Brasil: denunciam desalojamento disfarçado e limpeza social - Favelas

https://www.youtube.com/watch?v=GEsAwat2_Dg  Fogo nas favelas. Empreendimentos Mobiliários – alto preço dos imóveis região.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

MENINA DE 11 ANOS ESCREVE LIVRO

MENINA DE 11 ANOS ESCREVEU UM LIVRO

Neste dia 18 de abril quando comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil, resolvemos publicar a história desta valente menina:

Todos os dias, durante dois meses, em 2013, Maria Luíza, foi para o computador e escreveu o livro: A Fadinha de Tooncitynei. A capa e os desenhos são de sua autoria, todos feitos no computador, em um programinha bem antigo (Paint).

Os originais levados pelo avô, que também é escritor, para correção, ouve uma surpresa: pouca coisa a modificar ou corrigir. A linguagem parecia de gente grande.

A menina é mesmo um gênio, texto limpo, histórias convincentes.

A só falta agora publicá-lo e tudo já começou; primeiro será impresso e depois como e-book numa editora de destaque.

Quanto à edição impressa, está estudando as propostas de várias editoras, caso inédito no país. Normalmente é o autor quem vai em   busca das editoras e é rejeitado na maioria delas. Quando encontra alguma só sobre sistema de demanda e pagamento adiantado.

O livro conta a história de uma escola de fadas e as dificuldades dos alunos em aprender todos os truques para tornarem estes entes tão queridos das crianças.

Maria Luíza, esta pequena escritora, lê muito, em média dois ou três livros por semana.

--Quando você resolveu escrever o livro? – Pergunta alguém.

--Desde 2013, fim do ano, que passei todos os capítulos para o computador. 
Chegava da aula e entrava no Word para escrever. Foi uma luta diária, não podia parar, queria terminar o livro até o fim do ano e consegui. Agora meu avô está cuidando do resto. Pretendo lançá-lo no Dia das Crianças, ou antes.

E ela quer imprimir o livro, com aproximadamente 50 páginas, bem barato, de maneira que a maioria das crianças de sua escola possam adquiri-lo. 

Ela aceita doação de livros infanto-juvenis, para entrar em contato com a autora mirim: manoel.amaral@gmail.com

Manoel Amaral


quarta-feira, 16 de abril de 2014

OS FRANCESES NO BRASIL I

OS FRANCESES NO BRASIL I

Imagem Google

Terra da Copa do Mundo

“A sociedade é muito hipócrita... só lembra-se de ser brasileiro durante a copa.” Gustavo Sousa – Site: Pensador


O Brasil é o país do futebol, nesta época ninguém pensa em mais nada.

No mês de junho será feriado do dia primeiro ao dia trinta. Ninguém fará mais nada além do pensar em futebol.

Que venham os turistas, não nos responsabilizamos por nada.

E aquele turista francês que aqui chegou e foi fazer turismo no Amazonas? Acabou comido por uma onça pintada!

E o outro que foi para o Pantanal, queria ver a natureza e acabou engolido por uma sucuri de 12 metros.

Outro turista, não muito versado em águas de nosso país, entrou num rio, louco para fazer xixi e quando acabou sentiu uma dormência no pinto; era aquele peixinho que não mede mais que meio centímetro que subiu pelos seus canais. Segundo a Wikipédia é:
O Candiru (Vandellia cirrhosa), também chamado de canero ou peixe-vampiro, é um peixe de água doce que pertence ao grupo comumente chamado de peixe-gato.
Imagem Google

Para retirá-lo só através de operação, do contrário a pessoa morre. E lá no mato não tem hospital.

Fora mais de  duzentos que foram mordidos por escorpiões, cobras e formigas gigantes.

Um grupo foi cercado por índios que levaram tudo, deixando-os só de cuecas e calcinhas.

No centro de São Paulo, a maior cidade da América Latrina, vários foram assassinados por balas perdidas, sem chance de serem processados. Corpos não reclamados foram enterrados em vala rasa, sem nenhuma identificação.

Os que foram para as favelas fumar uns “browns” ou cheirar “polvilho” tiveram toda a grana roubada.

Já aqueles trouxas que procuravam aluguel de camas mais baratos foram mortos e seus corpos jogados no mar com uma pedra amarrada ao pescoço.

Outros vieram para o turismo sexual e acabaram enganados por travestis que lhes roubaram todo o dinheiro e outros pertences.

Então, se tiver querendo fumar um cigarrinho tranquilo, debaixo de uma árvore, sem ladrão, nem ninguém para incomodar é só ir par a “boca do fumo” e solicitar o a “erva do diabo” que todos sabem o que é.

Em cada estado tem um nome, para evitar complicação, resolvemos informar o nome da maconha e suas denominações.



Imagem Google

Para os turistas menos informados, aqui em nosso país a maconha ou o seu cigarro podem ser chamados por: Aliamba, Americana, Banza Belo, Belota Bhang, Bina, Birra, Birro, Bóia, Borete, Breu, Bunfa, Camarão, Cangonha, Canja, Canjinha, Capim, Capuchet, Carne-seca, Caroço, Caroçuda, Chá, Chiba, Chibata, Chirona, Churriado, Come-e-dorme, Congo, Diamba, Douradinha, Erva do norte, Erva maldita, Erva maligna, Erva Fininho, Fumo, Jero brabo, Fumo d’angola, Fumo louco, Grama, Jaraqui, Jasco, Jerê, Jererê, Kif, Lombra, Malva, Manga, Manga rosa, Marola, Maronha, Massa, Mato louco, Half, Liamba, Rama, Tarugo, Terere, Tijolo, Melro, seco, Mexicana, Ópio de pobre, Palhão, Planta do diabo, Xibaba, Xinfra.


Manoel Amaral

Osvandir.blogspot.com.br

segunda-feira, 14 de abril de 2014

AS POSTAGENS (E AS BOBAGENS) DO FACEBOOK


Esta semana estive olhando as postagens daqui deste recanto e resolvi não seguir algumas pessoas.

Então, se de repente notarem que não estou mais em suas páginas podem ter a certeza que usei  o recurso próprio de não segui-los.

Não pretendo seguir, ler, acompanhar, compartilhar, curtir ou qualquer coisa semelhante das seguintes pessoas:

Quem vive publicando pedidos de jogos...

Os que fazem campanha eleitoral de qualquer partido.

Os que publicam só fotos da família, fazendo churrasco...

Os religiosos fanáticos... (de qualquer religião).

Os torcedores, idem, idem... de qualquer time .

Os que fazem anúncios, na maior cara de pau, utilizando este espaço.

Os que publicam mais de 50 postagens num só dia.

Os que nos azucrinam com pedidos dos mais diversos tipos.

Os que publicam frases, pensamentos e textos em geral sem dizer qual é o autor.

Os que publicam fotos e mais fotos e mais fotos.

Os que publicam piadinhas sem graça e indecorosas.

Os que dizem palavrões e KKKKKKKK.

Os que enviam correntes de investimento (peloamordedeus).

Os idiotas que vivem fazendo propaganda gratuita de filmes, através de compartilhamento e outros meios.

Os que a todo custo querem aparecer através de vídeos.

Os que vivem beijando cachorros, gatos ou outros animais.

Os que publicam fotos da família inteira, passando CPF, número do cartão de crédito, facilitando assim os sequestros e saques indevidos.

Os que publicam fotos mostrando localização de suas casas e seus bens, (tem muitos bandidos no Facebook que adoram isso!).

Os que só postam texto alheios, são incapazes de produzi-los.

Vai um aviso: NÃO ME SIGAM, ESTOU PERDIDO. (tirei de um para-choque de caminhão).

Manoel Amaral

NOTA: Crie você mesmo os seus próprios textos.