sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O ESTRANHO FENÔMENO

O ESTRANHO FENÔMENO
Imagem Google

Naquela pequena cidade do nordeste os fenômenos continuaram.
Aquelas crianças entre 14 a 17 anos continuavam a cair no chão, sem mais nem menos, com dores musculares.

Outras com dores de cabeça, sufoco no sistema respiratório, no peito, palidez, calafrio, dificuldades para caminhar, náusea.

Havia quem sentia paralisia muscular, aumento nos batimentos do coração, aumento da pressão arterial, desmaio, inquietação.

Todas ficavam com medo de morrer.

O terror estava instalado! Ninguém tinha mais sossego. Os pais em polvorosa, sem saber o que fazer.

Porque as meninas estariam gritando, em transe ou seria  ilusão coletiva?

Ao retomarem os sentidos não se lembravam de mais nada, apenas um vazio em suas mentes.

Quando acontecia com uma, todas ficam em pânico acreditando que também estariam sujeitas aos fenômenos paranormais.

Osvandir tomou conhecimento destes estranhos fenômenos partiu para aquela cidade a fim de encontrar uma solução.

Procurou se informar pela internet e ficou sabendo  que em duas cidades já haviam acontecido a mesma coisa: Itatira, em 2010 no Ceará e em novembro de 2007, em Chalco, próximo à Cidade do México.

Ficou sabendo que tudo é muito rápido, começa com um calafrio, depois as mãos ficam trêmulas, os batimentos do coração ficam acelerados, dá sede, um sufocamento toma conta do tórax, as pernas não seguram o corpo e aos poucos vem o desmaio.

Junto às famílias tomou conhecimento da rotina das alunas: iam de casa para escola, depois da aula passavam numa sorveteria e de lá seguiam para casa.

Fato observado é que todas estavam na puberdade que é um período em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas.

E todas as vezes que sofriam aqueles ataques estavam no ciclo da  menstruação que pode durar de 3 a 8 dias, com perda de sangue, dor abdominal, alterações de humor e mamas sensíveis.
Pode haver ainda cansaço, sensação de inchaço e irritabilidade.
As mães davam um “Chá de Zabumba” para amenizar os efeitos da menstruação.

Acontece que o Chá de Zabumba, usado em infusão é alívio de espasmos musculares, bronco dilatação; mas também provoca delírios, perda de consciência e alucinações.

No livro “A Erva do Diabo” Carlos Castañeda, informa os efeitos deste chá que pode causar alucinações visuais e delírios incontroláveis.

Estava fechado o caso: não havia histeria coletiva, reação psicossomática ou histeria em massa e nem transes, apenas efeito do chá da planta alucinógena.

O relatório foi encaminhado para a Delegada local que solicitou das mães que não mais usassem os chás da erva do diabo.



Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br




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