domingo, 6 de outubro de 2013

AS ONGS E AS RAPINAGENS

AS ONGS E AS RAPINAGENS



Se fosse escrever mesmo sobre este assunto, neste nosso país, daria para uma trilogia (como é moda), mas como nosso entendimento nesta área é pouco vamos ficar só nesta crônica.

O assunto é meio nebuloso: As ONGs e as rapinagens.

A ONU, que usou pela primeira vez o termo ONG, em 1950, como sendo uma organização da sociedade civil que não estive vinculada a um governo.

No Brasil as Organizações Não Governamentais – ONGS apareceram na década de 1970 e só começaram mesmo nos anos 90.

Por incrível que pareça, elas não estão vinculadas a governos, mas vivem dependuradas neles. As verbas recebidas são na maioria governamentais.

Quando alguns políticos descobriram esta mina de ouro, todos criaram a sua ONG. Foram tantas registradas (340 mil instituições desse tipo registradas no Brasil) que, hoje, fica difícil saber quem é quem.

No início elas deitaram e rolaram nas verbas públicas, quase nenhuma apresentou relatórios ou comprovantes de gastos.

Ficou tudo no rolo. Mas com o passar do tempo o governo percebeu que era muito dinheiro indo para o ralo e nenhum resultado, aí criaram alguma legislação para controla-las.

Algumas nem endereço tinham, funcionavam nas casas dos criadores, em lotes vagos, ou simplesmente não tinham endereço.

Todos os dias nos jornais havia um “escândalo envolvendo organizações não-governamentais beneficiadas com dinheiro público em esquemas fraudulentos.”

Mas existem boas ONGS, que cuidam de crianças, animais, índios, meio ambiente, etc.

Lorenzo Aldé, num artigo no Centro de Criação de Imagem Popular, disse que  “entende-se ONG como qualquer instituição não-governamental sem fins lucrativos, igreja é ONG, creche comunitária é ONG, grupo teatral é ONG, associação de moradores é ONG, a CBF é ONG e o instituto criado pela cunhada do vereador que no ano seguinte recebe milhões em convênio público também é ONG”.

Aí que mora o perigo, quando o político cheio de má-fé cria uma ONG, sem site, sem endereço, sem e-mail, telefone ou sede fixa, sem sobrenomes dos dirigentes e recebendo milhões de verbas públicas, dá para desconfiar.

Muitas, numa atuação assistencialista distribuindo todos os tipos  favores nas comunidades, estão na realidade é a procura de votos.

Vamos começar no município: se o Prefeito sabe que tal ONG é do bem, não custa liberar algumas verbas, o mesmo se diz a nível estadual e federal. Mas se observa que ela recebe e devora as verbas com muita avidez, corte-a de sua lista.

Não podemos generalizar, existem muitas bem intencionadas, que realmente produzem ou praticam atos que devemos louvar.


Roubar, furtar, abafar, arrebatar, empalmar, escamotear, larapiar, rapinar, saquear, surripiar e tirar, são termos usados para o mal e se quiser aprofundar no assunto, existe um livro do Padre António Vieira de 1744, que já falava do assunto:

A ARTE DE
FURTAR
Padre António Vieira
Na officinna de Martinho
Schagen
Amsterdam
MDCCXLIV
1744


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