quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DIA DAS BRUXAS





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Raloim para nós aqui do Brasil é o mesmo que “Dia das Bruxas”. Em Inglês o nome veio de “All hallow’s eve”, que significa a “véspera de todos os santos”.

É comemorado em 31 de outubro, mas não é como nos Estados Unidos. Aqui é tudo diferente.

Foi numa destas festas que o Osvandir ficou conhecendo uma infinidade de criaturas.
O Negrinho do Pastoreio veio montado no seu alazão. Já o Caipora (ou Caapora) chegou montado em um porco selvagem. A Cuca, com aquele bocão de jacaré, veio pelas águas poluídas do rio.

O Boitatá, a Cobra de Fogo, fez um risco no céu e desceu velozmente para perto de todos. O Boto que não é bobo nem nada, chegou assim disfarçado de homem bonito, de causar inveja a todos.

O Curupira, aquele anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás, atravessou a mata, num minuto. Mãe-D'água, a nossa a sereia, ou a Yara, do Rio Amazonas veio parar no meio da Festa.

Lobisomem também apareceu fantasiado de homem, para partir os corações das donzelas e mais tarde transformar-se em lobo selvagem.

Corpo-seco, este tipo de assombração, deixou de assustar nas estradas e fazer coisas ruins, também veio.

A Pisadeira, uma velha de chinelos, parou de atormentar as pessoas de madrugada e resolveu se divertir um pouco.

Mula-sem-cabeça, que aparece de quinta para sexta-feira, resolveu vir no domingo, galopando pela estrada, sem parar, soltando fogo pelas narinas.

Mãe-de-ouro, uma bola de fogo, parou de indicar jazidas de ouro e desceu no meio da festa para conhecer os novos amigos. Veio em forma de uma mulher bonita para atrair homens casados.

Saci-Pererê, chegou num rodamoinho. Com o seu cachimbo e com um gorro vermelho, dando gargalhadas.

O Unhudo veio lá de São Paulo, um homem bem magro, muito feio, parecido com uma múmia e as unhas bem grandes. De meter medo, mas ficaram com mais medo ainda quando ele pegou o Osvandir e deu-lhe um soco na sua cara e ele foi parar lá do outro lado do rio.

Quando a festa já ia começar, todos olharam para o céu e uma figura esquisita apareceu; era uma bruxa americana, montada em sua vassoura carregando abóboras, maçãs e velas.

Para completar a festa apareceram os morcegos e um gato preto, muitos ligados à bruxa.

A festa estava “bombando”, todos muito alegres, cada um com a sua fantasia. O som era dos melhores, aquele batidão tudo misturado: Rock, Pop, Funk, Axé e até Sertanejo Universitário. O som mais cavernoso chegou pouco depois.

O Boto foi chamando logo a Yara para dançar, enquanto o moço lobisomem, olhou para a lua cheia e soltou um urro daqueles, Pererê que havia assentado para descansar, caiu para trás.

A Mãe-do-Ouro juntou-se com o Boitatá, que também vive no espaço e foram dar os seus vôos rasantes por ali.

Corpo Seco pegou a Pisadeira e saíram dançando pelo salão. A Mula-sem-cabeça, pisou no rabo da Cuca e foi aquela confusão.

O Negrinho do Pastoreio, o Saci, o Caipora e o Curupira foram fumar cachimbo na beira do fogo e todos de olho na mata.

Quando a animação estava muito grande surgiu para o lado do cemitério a Mulher de Branco, a de Preto, a da Mala e outras nada recomendáveis para aquele tipo de festa.
O burburinho foi geral, cada um saiu para o seu lado. O Negrinho do Pastoreio pegou o seu alazão e sumiu dali. Saci Pererê desapareceu num abrir e fechar de olhos. A Cuca, a Mãe-D’água, o Boto e outros colegas caíram na água do rio e sumiram.

Mãe-do-Ouro e Boitatá que já estavam juntos fizeram um sinal de coração no espaço e ninguém mais os viu.

O Corpo Seco, o Curupira e o Caipora se embrenharam na mata mais próxima. A Pisadeira tentava acompanhá-lo, mas sentiu mal e ficou parada perto de uma cruz, na encruzilhada.

Para fugir dali, o mais rápido possível, a Bruxa Americana acionou a sua vassoura, falou a palavra mágica, mas esta não funcionou, foi verificar e notou que alguém trocara a sua por uma feita de garrafa pet. Era o faxineiro que passara por ali e encontrara aquela vassoura de piaçava tão boa e levara para o seu serviço noturno.

Sobrou o Unhudo e o Lobisomem para enfrentá-las. O som foi desligado e só se ouvia o seu urro.

Unhudo deu um soco na Mulher da Mala que ela foi parar no cemitério. A Mulher de Branco queria beijar o Lobisomem, ele usou suas enormes garras e jogou-a a um km de distância. Quanto à mulher de Preto, que foi sua antiga namorada, pegou-a pela mão e saíram pela estrada afora.

Osvandir que estava escondido atrás de uma moita, achou tudo uma coisa do outro mundo.

Manoel Amaral e Mão Seca
31/10/2010

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OUTUBRO SE FOI
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“O imposto é imposto.”
(Osamir primo do Osvandir)

Outubro está no fim, o último dia é das bruxas. A maior bruxa deste mês foi a aprovação do valor para IPTU de São Paulo. Todo pobre vai ter que arranjar outro lugar para morar.

Já não bastassem tantas contas, prestações, mensalidades, anuidades e esse IPTU, que alguns casos vai atingir um percentual absurdo.

Para aprovação houve muita negociação de cargos, facilidades no governo, empréstimos, maracutaia, e todo tipo de tramoia utilizado nestas horas. O voto favorável virou uma moeda de troca-troca.

Partidos emendados, vendidos, comprados, negociados, surrupiados, tudo na maior cara de pau e o povo só pode observar.

Houve sopapos, chutes, gritaria e briga dos Edis, ilustres moradores daquela Casa.

A primeira votação se deu na semana passada e a segunda ontem bem no fim do expediente.

A única coisa boa anunciada foi aumentar os descontos para aposentados.
A antecipação desta votação soou como um golpe, já afirmara Amato, Presidente da Associação Comercial de São Paulo.

Os reajustes terão repercussão negativa nos eleitores e em 2014 teremos eleição.
Além dos inúmeros malefícios, 13% dos comerciantes pretendem mudar de endereço comercial para outra cidade onde o IPTU seja mais barato, 9% pretendem reduzir o número de empregados. Isso representa 119 mil postos de trabalho perdidos, segundo o SEBRAE.

Um enorme buraco na vida de cada um. Os aluguéis vão aumentar, o preços dos imóveis idem. Só a prefeitura vai lucrar.

O cidadão vai sentir-se humilhado, amassado, imprensado, sem ter para onde ir ou em que buraco cair. Será empurrado cada vez mais para o interior.

Não bastasse tanto assalto, roubo, morte, assassinato e toda uma enorme lista de coisas ruins, nesta São Paulo vai se tornando cada vez mais difícil de sobreviver.

Cada um que nascer a partir de hoje já vai ter uma dívida com a Prefeitura a partir do ano que vem.

Há dd admitir que a vida não está fácil.

E este Pré-Sal que não vem!

O nome correto deveria ser Pós-Sal.

Você acredita em Papai-Noel? Eu não!

Black Blocs para vocês!

Manoel Amaral

domingo, 27 de outubro de 2013

AH NEM, ESTE ENEM

AH NEM, ESTE ENEM!


E o idiota, custou a estacionar o carro, pegou a carteira de identidade da irmã, pôs no bolso e correu, não adiantou o portão já estava fechado. Pulou o muro da escola, procurou a sala entregou o documento.

Entrou na sala e estava bem tranquilo, fazendo a prova, mas foi descoberto e expulso.

Esta é uma das muitas histórias acontecida de ontem para hoje, nesta incrível maratona que é o ENEM (sem acento no final).

Milhares chegaram atrasados, alguns dormiram demais, outros por causa do trânsito.

Foi o que aconteceu com Jardel, bebeu muito na noite de sábado e tentou chegar a tempo mas o trânsito estava terrível e não conseguiu.

Joaquim tentou ir no seu carro velho mas não chegou nem na metade do caminho, o pneu furou e estava sem estepe. Pior foi o outro que o carro parou na estrada, estava sem “gazolina”.

Izabel queria ficar bem longe da família e fazer tudo sozinha, se deu mal, pegou o metrô desceu no ponto errado, nem tentando um táxi consegui chegar aos portões antes das treze horas.

Alguns se envolveram em acidentes nas estradas das cidades vizinhas, a caminho da prova mais discutida do país.

Outros levam pé-de-coelho, ou vestem as mesmas roupas do sábado, para dar sorte. Pura bobagem tem mesmo é que estudar.

Nesta hora muitos já saíram, desistiram, não conseguiram chegar ao final.
A maioria dos alunos da rede pública também não chegaram lá acharam tudo muito difícil.

O azar de uns foi a felicidade de outros: D. Mariazinha ficou o dia inteiro vendendo as suas canetas pretas, bolinhos de carne, pastéis e um suco aguado.

Quarta feira isto tudo acaba o gabarito sai neste dia e aí muitos vão ver o buraco em que se meteram e sem saída. Notas baixíssimas na redação e não houve chance de receitas de miojo.

O tema é “Lei Seca”, não aquela de 1929, nos Estados Unidos, mas a nossa, nas estradas.

“A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 tem como tema "Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) minutos após o fechamento dos portões dos locais de prova pelo Brasil.” (Jornal Globo)

Depois dessa, vou beber a minha cachacinha de Salinas, safra de 1999, esperar mais algumas horas e soltar os foguetes para espantar os fantasmas do ENEM, há nem.


Manoel Amaral

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

AÇAÍ OU ASSAÍ?

AÇAÍ OU ASSAÍ?

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Osvandir vem notando que as lanchonetes onde vendem açaí e outros sucos de frutas vêm prosperando muito na cidade.

Outro dia encontrou uma lanchonete com frutos do cerrado, o sucesso foi tanto que alterou o título para frutos do Brasil e está vendendo franquia para todos estados.

Já a minha neta diz que para ovelha montar um negócio é muito fácil, basta tirar a lã,  colocar nas paredes e está pronta a Lã House.

Mas comércio por aqui (e acredito que em todo o país) é assim: montam um bem pequeno e daí uns três meses, não aguentando o aluguel, contador, energia, telefone, empregados; já fechou as portas. Comércio tem que ter estratégia, observar e pesquisar o local, a data abertura também influencia. 

É preciso estudar os produtos, as despesas, os lucros e o capital de giro.
Se montar uma loja em Shopping ainda tem as altíssimas despesas de condomínio.

Nunca faça como o Joãozinho da D. Mariazinha: achou que estava na hora de trabalhar por conta própria e lá se foi. Alugou uma loja bem no centro, nem perguntou o preço. Comprou um grande estoque de roupas e ficou aguardando os clientes.

No fim do mês achou que as vendas estavam indo bem, foi até a uma agência de carros e levou um dos mais caros.

No terceiro mês as vendas não foram lá grandes coisas e o pobre do Joãozinho que já era pobre, ficou mais pobre ainda: teve que devolver o veículo.

Quanto as lanchonetes são de sucos, alimentos rápidos, cafezinho e outras bebidas. Por aqui tem gente especializada em empadas e distribui por toda a cidade.

É o tipo de comércio que também naufraga com muita facilidade. Tudo depende do ponto e da paciência do dono, já dizia um velho comerciante.
Mas vi a placa e achei engraçado: Venha saborear o nosso assaí. Até o programa do Word assustou-se e grifou a palavra de vermelho.

A palavra açaí se escreve mesmo com “ç”. A outra só se for o caso de um churrasquinho e então o sujeito diz: -- Assa aí um churrasco de coração de frango, que eu adoro.

Vamos ficar por aqui. Amanhã tem mais.

Manoel Amaral

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DETESTO HORÁRIO DE VERÃO

DETESTO HORÁRIO DE VERÃO

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Horário de Verão só é bom para rico que anda de carro e pode chegar ao trabalho mais tarde, pois é dono da empresa.

Horário de verão para o pobre o é uma merda, tem que levantar uma hora mais cedo. Tudo escuro tem que passar nos lugares sem lâmpadas, mais escuro ainda.

Horário de verão não economiza nada que valha a pena. "Apresenta uma economia de apenas  4% a 5% de energia elétrica em horário de pico, é brincadeira, né não?" O sofredor somos nós que não podemos reclamar. É uma coisa impostas, de cima pra baixo e todos são obrigados a respeitar, com exceção dos estados do Nordestes e Norte.

Horário de verão não vale a pena pra ninguém, é uma excrecência acrescentada na legislação, para beneficiar uns poucos.

Horário de verão era para o Brasil todo, lembram? Alguns estados reclamaram e saíram fora. Apresentou alguma diferença? Nada. Atualmente apenas 11 estados aderem ao horário: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

Horário de verão foi criado no Brasil em 1931. Mas tudo começou em 1784, pelo norte americano Benjamin Franklin, com o objetivo de economizar vela de cera que iluminava o ambiente, adiantaram o relógio em uma hora no verão. Daí essa praga se espalhou pelo mundo todo.

Horário de verão definitivamente  não é unanimidade. Todo ano a discussão é a mesma.
O horário de verão vai até o dia 16 de fevereiro de 2014.   Começou à meia-noite de sábado (19) para domingo os relógios foram adiantados em uma hora.

O Horário de verão provoca uma mudança brusca de horário e o organismo sofre as consequências dessa mudança.

O Horário de verão não funcionou de 1985 a 2008, quando foi efetivado pelo  decreto n. 6.558.

Horário de verão, a partir desta data impôs a grande parte da população brasileira tem que conviver com “esse indesejável enrosco, que o mundo o vê como uma medida artificial sem consistência e sem sustentabilidade.”

O Horário de verão é um fiasco! Se você detesta este horário, curta.

Manoel Amaral
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domingo, 20 de outubro de 2013

OSVANDIR E A CARGA SAQUEADA

OSVANDIR E A CARGA SAQUEADA

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“A crítica é fácil, a arte de escrever é difícil.”

A carreta descia em alta velocidade, o freio não funcionou, tinha uma curva, detergente na pista. Tudo foi parar, para a felicidade dos saqueadores, bem num buraco.

Outro caminhão de madeira vinha a toda pela rodovia e naquela maldita curva tudo rodopiou. E não era só aquela carga, tinha tablete de maconha e armas no meio. Os que levaram a erva foram logo usando pelo caminho.

E agora vinha uma carreta carregada de feijão, tombou na beira da estrada, não se sabe por que. Parte da carga foi saqueada.

Papéis coloridos embalavam 90 kg de maconha em 104 tabletes que vinha do Paraguai, tombou, o povo levou e teve que devolver, a polícia chegou a tempo.

Muitas caixas de detergente ficaram espalhadas no local, o povo enchendo os carros. O que iriam fazer com tanto detergente?

Ajudando a polícia a retirar as caixas de detergente, o povo acabou prestando um serviço público: limparam a pista.

Tudo isso só este mês e no finalzinho desta semana uma caminhão de bananas também saiu da pista e desceu pela pirambeira. Apareceu muito macaco (dos dois lados) para saquear a carga.

Uma notícia interessante: uma empresa estava até utilizando este meio para fazer campanha de seus produtos. Parava o caminhão no acostamento e começava a distribuir as mercadorias. Levava até sacolas plásticas, para todos levarem o material mais confortavelmente.

É assim mesmo, no Brasil acontece de tudo. Não precisa da gente inventar nada.

Manoel Amaral


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os e-books brasileiros são os mais caros do mundo


Hoje resolvi dar uma busca, pelo Google, nuns e-books e encontrei “A Estrela Mais Brilhante do Céu” de Marian Keyes, da Editora Bertrand Brasil como exemplo:

IMPRESSO
A Estrela Mais Brilhante do Céu
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2011
Peso: 880g
Cadastrado em: 09 de setembro de 2013
Descrição: Novo. Lacrado. 598 págs. Não é Ed. Econômica.
Preço: R$28,00
Vendido na Estante Virtual

EBOOK

A estrela mais brilhante do céu
Autor: Marian Keyes
Título Original:The brightest star in the sky
Tradutor: Maria Clara Mattos
EAN: 9788528615395
Gênero:Chick Lit
Páginas: 602
Formato: 16 x 23 cm
Editora: Bertrand Brasil

Preço: R$ 60,00

Sinceramente não dá para acreditar, um livro impresso por R$28,00 e o mesmo título em e-book por R$60,00, coisa de louco.

Não estão, definitivamente, querendo vender e-book. Não acham que dá tanto lucro como o impresso, só pode ser isso.

As editoras brasileiras não querem largar o osso. Ainda bem que a Amazon está aí para acabar com esta história. Tem e-book lá até de $0,99 (noventa e nove centavos do dólar) e tem uns em português muito barato.

Mas vamos a análise acima: o livro de R$28,00 é distribuído pela Estante Virtual e o outro, um e-book, pela Editora Bertrand Brasil representada pela Record pela quantia de R$60,00.

Dá para acreditar num fato deste? Vão alegar que a Estante Virtual só vende livro usado, mas está lá no texto: “livro novo”, lacrado. 598 págs. Não é edição econômica.” Como pode uma coisa dessas?

O que dá a entender disso tudo é que as editoras brasileiras não estão querendo trabalhar com e-books. Porque será? Só pode ser pouco lucro.
Continuarei pesquisando, outro dia falo mais sobre o assunto.

Manoel Amaral

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

HISTÓRIA DE SÃO GONÇALO DO PARÁ/MG

HISTÓRIA DE SÃO GONÇALO DO PARÁ/MG

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Vamos começar tudo a partir de 1717, quando Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos (Conde de Assumar) saiu de Lisboa em viagem para o Brasil, aqui aportando em junho de 1717, no Rio de Janeiro.

“No dia 8 de Setembro, dedicado à celebração da Natividade de NOSSA SENHORA, mandou um emissário levar às Minas, a Certidão de sua posse.”

“No dia 26 de Setembro de 1717, mandou outro emissário às Minas, para avisar a todos os administradores de sua próxima visita. A viagem tinha como objetivo primordial conhecer e verificar as condições de trabalho nas Minas de Ribeirão do Carmo, hoje cidade de Mariana, nas Minas de São João Del Rei e de Vila Rica de Ouro Preto.”

Encontraram a imagem de N. S. Aparecida, nas águas do rio Paraíba, no dia 16 de outubro, segundo alguns ou no dia seguinte, dia 17, quando da visita do Conde Assumar, naquela região.

Em dezembro de 1719, estoura a revolução em Pitangui e vai até janeiro de 1720. No ano 1720, desmembrou-se a Capitania de São Paulo em duas, sendo criada a de Minas Gerais.

O Conde de Assumar manda soldados até o Povoado  para acalmar os revoltosos, na luta cortam as cabeças e espetam em paus no “Capão das Cabeças Cortadas”, sítio próximo de Pitangui.

O Chefe, Domingos do Prado, para não ser morto, foge para Goiás.

Daí podemos dizer que começou a história de nossa terra natal São Gonçalo do Pará: Felipe de Freitas e alguns que trabalhavam com o chefe dos revoltosos, nos garimpos de ouro, com medo dos soldados do Conde, seguiram rio acima até encontrarem a entrada do Ribeirão dos Morais.

O resto todo mundo já sabe. Se não sabe basta adquirir  o meu livro “História de São Gonçalo do Pará”, por apenas R$20,00, que enviarei pelos correios.

Manoel Amaral

manoel.amaral@gmail.com  para os pedidos


HISTÓRIA DE N. S. APARECIDA

História da N. S. da Conceição Aparecida
A Padroeira do Brasil


No início de Outubro de 1717, chegou a notícia de que o novo Governador da Província de São Paulo e Minas (Conde de Assumar)  passaria, em sua viagem, pela vila de Guaratinguetá.

Controvérsias: Data da Pesca: 16 de outubro, o Conde de Assumar ainda não tinha chegado a Vila.

Documentos de Portugal a Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, nº 3, de 1939, publicou nas páginas 295 a 316, o Diário completo da jornada feita por Dom Pedro de Almeida, chegando à Vila de Guaratinguetá no dia 17 de Outubro e lá permaneceu até o dia 30.” 


A estátua encontrada no rio Paraíba, era de terracota, feita de barro cozido no forno, rica em óxido de ferro, razão pela qual tomou a cor canela e não esta cor escura das estátuas de gesso feitas hoje em dia.

O autor da estátua foi possivelmente “um monge beneditino escultor, Frei Agostinho de Jesus, que vivia em Santana do Parnaíb, a cujo estilo é bem definido: lábios sorridentes, covinha no queixo, flores em relevo nos cabelos e broche com perolas no cabelo, e todos estes detalhes existem na imagem aparecida do rio.”

As duas partes da imagem foram definitivamente reunidas no ano de 1946, quando um especialista as uniu com um pino de ouro interno e completou o acabamento externo.”

A estátua passou por uma destruição considerável em 1978, quando, num atentado, foi quebrada em 200 fragmentos. Foi totalmente reconstituída pelas mãos da especialista em restauração do Museu de Arte de São Paulo, Maria Helena Chartuni.”


Manoel Amaral

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domingo, 13 de outubro de 2013

TRANSFORMAÇÃO DE ÁGUA EM GUARANÁ

TRANSFORMAÇÃO DE ÁGUA EM GUARANÁ
I
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Num destes domingos de canseira, muita festa no sábado, Osvandir foi assistir missa às sete horas da manhã.

Cochila aqui, tropeça acolá, até chegar à igreja. Depois de uma demora de meia hora teve início a missa do domingo.

Passou a primeira leitura, na segunda voltou o cochilo, e o sono chegou de vez.

Começou a sonhar que estava numa festa de aniversário na cidade de Canaã, perto de São Miguel do Anta, neste nosso estado de Minas Gerais.

A criançada corria por todos os cantos, pedindo guaraná. De repente aquele líquido tão doce e agradável àquelas crianças, acabou. Não sobrou nenhuma garrafinha.

Ouve um zum-zum, Osvandir foi chamado pelo dono da casa:  -- Não temos mais guaraná, como é que há de ser. O supermercado só abre amanhã e não tem nenhum comércio aberto, todos emendaram o feriado de ontem e foram para zona rural. Como vamos fazer? – disse o dono da casa angustiado.

-- Osvandir, você não pode fazer alguma coisa, -- gritou uma senhora já de idade.
-- Eu? Ainda não é chegado à minha hora, tenho apenas 33 anos, mas vou tentar.

Aquela mulher virando-se para os garçons disse:
-- Façam tudo que ele pedir.

Osvandir pediu que trouxessem três jarras de dois litros cada uma, com água e gelo. Foi até a sua bolsa, pegou uns envelopes, rasgou-os sobre cada litro e de repente aquilo tudo virou guaraná.
-- Milagre! Milagre! – gritaram as mulheres.

Com um cutucão de um amigo Osvandir acordou e o Padre acabava de ler o Evangelho de João, aquele do primeiro milagre de Cristo, a transformação da água em vinho.

Manoel Amaral


sábado, 12 de outubro de 2013

TODO AUTOR ADORA UM COMENTÁRIO
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Se você leu um texto, mas não comentou, não acrescenta nada para o crescimento do autor.

Todo escritor adora um comentário nem que seja maldoso, de que adiante você ficar curtindo, curtindo, compartilhando e esquecendo-se do mais importante que é o comentar.

Comentário atrai outros colegas que comungam a mesma ideia e além do mais podem fazer perguntas que serão esclarecidas pelos autores.

Um comentário bem feito é apreciado por todos e às vezes mais que o próprio artigo, crônica ou conto.

Um comentário poderá se transformar numa crônica ou artigo, dependo do assunto ou então servir para base para uma nova matéria.

Portanto se curtiu comente, se leu comente e se partilhou comente também!

MANOEL AMARAL


O HOMEM DOS DEZ MILHÕES DE DÓLARES

O HOMEM DE 10 MILHÕES DE DÓLARES


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01 - 08 - 17 - 44 - 46 - 53

Atravessei a semana passada com um pensamento na cabeça: -- O que terá acontecido com o homem ou mulher que ganhou 23 milhões de reais na Mega-Sena em Julho deste ano?

Os números sorteados foram: 01 – 08 – 17 – 44 – 46 – 53, o desaparecido acertou sozinho os seis números sorteados pelo concurso 1510 da Mega-Sena, no dia 10 (quarta-feira), no mês de julho passado, valor do prêmio: R$22.933,056,04.

Só de juros ele já perdeu mais de R$300 mil reais.

Ele ou ela é de Ponta Grossa/PR, Campos Gerais e fez a aposta na casa lotérica localizada na galeria de um edifício no centro de Ponta Grossa e nem conhecemos o nome a Lotérica.

O que teria acontecido como o feliz/infeliz ganhador (a)?

As conversas fiadas aumentaram nas cidades, nos postos de gasolina dizem que ele morreu atropelado.

Nas Lotéricas dizem que ele foi sequestrado ou tudo foi orquestrado, mais um golpe publicitário para mais vendas no fim do ano com a Mega-Sena da Virada.

Mas as conversas fiadas e à vista, continuaram: -- Ele morreu do coração e a família não quer falar nada porque até hoje está procurando o bilhete.

A conversa mais repetida é de que ele não morasse no município; mas que bobagem, ele poderia receber o prêmio em qualquer agência da cidade em que estivesse.

O interessante que pouca gente sabe que a aposta simples na Mega-Sena tem apenas uma chance em 50 mil de acertar as seis dezenas do concurso e ele fez uma aposta destas.

“Dizem que a mulher dele lavou a calça com o bilhete no bolso e o bilhete se desmanchou na água”.

Outros acham que ele nem sequer soube que fez a aposta premiada, isto pode ser verdade, de janeiro a julho deste ano, registrou-se um total de R$ 137,8 milhões em prêmios prescritos em vários concursos e modalidades de loterias.

No mesmo sorteio de que ele participou, 95 pessoas acertaram a quina e 9.101 a quadra.

O sortudo tinha 90 dias para retirar o prêmio , após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Em virtude da greve dos bancários, o ganhador poderá retirar o prêmio até um dia após o fim da paralisação. Parece-me que a greve terminou ontem.
Manoel Amaral

FONTE: Gazeta do Povo e Jornal O Globo
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