segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ONDE ENCONTRAR ASSUNTO PARA SUAS HISTÓRIAS

ONDE ENCONTRAR ASSUNTO PARA SUAS HISTÓRIAS

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Se for conto é tudo inventado, juntando um pedaço de uma conversa de rua com alguma coisa lida em qualquer lugar.

Uma observação da natureza, pássaros, animais, flores, árvores, etc.
Se for crônica costumo fazê-las baseado em jornais, notícias da semana ou do dia. O que se destacou das outras, assunto exótico.

Nos jornais populares é ainda melhor, muito fácil de encontrar o seu assunto.
Nos contos tomar cuidado que a realidade pode ser muito pior do que o romantismo do autor na sua ficção.

Hoje, com as drogas por todo canto a ficção não está significando grande coisa. A realidade, cruel, não passaria pela cabeça do escritor.

Então? Como dosar a pílula? Misture um pouco de realidade com um pouco de ficção e tudo vai dar certo.

Nos botecos, nos elevadores, na observação de pessoas na rua. Sente-se num local como uma praça e passe a observar, vai ver muitos assuntos para suas crônicas e contos.

Nas filas de bancos, supermercados, mercearias e até na sua igreja, podem surgir mil e uma histórias para você passar para o papel, omitindo os nomes, criando novos personagens, claro.

E aquelas anotações que você fez há uns dois anos, que estão no caderninho, em papel solto na gaveta ou no seu computador.

Eu tenho mais de 200 títulos para contos, que ainda não foram utilizados. Como já disse em outra postagem, escrevo primeiro o título, depois vou pensar na história.

No caso das anotações, coloco um roteiro para não esquecer o que deveria escrever.


E as histórias de sua netinha, que certamente daria um livro? Vá passando para o papel que no final dá certo.

Manoel Amaral

domingo, 29 de setembro de 2013

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS


COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

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Seria bom escrever todo o texto e só depois pensar no título, mas pessoalmente sempre faço o contrário primeiro coloco o título e só depois vou pensar na história.

Nas crônicas deve ter tudo a ver com o assunto, já nos contos deve ser bem chamativo, do contrário, não conseguirá nenhum leitor.

Nestes tempos de internet o título também deve ser curto, no máximo umas três palavras.

Em Portugal os títulos, quase sempre, são muito longos.

Seja criativo, mas não deixe de ver os jornais, as manchetes chamam os leitores, principalmente os jornais mais populares. E agora com os eletrônicos, os títulos tem uma importância enorme.

Se você está escrevendo uma história infantil é muito importante prestar atenção ao título, do contrário não venderá o seu livro.

Isso é muito interessante, mas já tenho visto uns títulos idiotas que mesmo assim vendem (deve ser à custa de muito marketing).

Tem um conto meu com o seguinte título: A personagem que matou o 
autor.

O SUBTÍTULO


Veja algumas capas de livros e verá que abaixo do título vem um texto, é o subtítulo. É para ajudar a chamar mais a atenção do leitor e complementar o título.

Manoel Amaral

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sábado, 28 de setembro de 2013

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS

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Não se sabe o porquê do espanto. Só no Norte de Minas? Não! No Brasil inteiro. Desde que criaram as tais verbas indenizatórias, há alguns anos, em quase todos os municípios brasileiros há este tipo de fraude.

Foi investigado só agora, por que estava atingindo a Receita Estadual por sonegação fiscal, do contrário estariam lá a cada mês pegando o seu dinheirinho.

Desde que as Câmaras começaram a criar as tais verbas indenizatórias, tomando de exemplo as Assembleias Legislativas, que de tudo foram aparecendo: Nota Fria, Nota Quente, Nota Branca, Notinha, Notão, Gasolina, Supermercado, Mercearia, Farmácia, Cultura (nada!).

Contabilizado a quantidade de gasolina de um mês daria para os carros das Câmaras rodarem um ano, já fizeram estas contas. Num município, que não vou dizer o nome, as notas estavam tão altas que dava para ir a lua e voltar umas três vezes.

Como os Senhores Vereadores e Contadores estavam viajando, rodavam dia e noite, noite e dia. Era nota de tudo, menos bebidas, que era proibido, mas mesmo assim enchiam o carrinho de cervejas, os mais puros vinhos do Chile e até cachaças de Salinas, produzidas ali mesmo no Norte de Minas, mas na notas saia outra coisa, tudo bem secretinho, para ninguém descobrir a fraude.

Está tudo esclarecido em vários processos, que acabam dando em nada, eles fingem que devolvem e fica por isso mesmo e continuam dilapidando o erário público, todos sabem disso.

Sem contar os Executivos que desviam até da merenda escolar, da saúde, educação, em tudo. Está nos jornais, todo dia.

O povo doente, sem remédios e Prefeituras enterrando caixas cheias de medicamentos vencidos. Por quê? Compras em excesso em licitações fraudulentas.

Eles conseguem fazer de tudo para entregar  aos seus capachos os resultados de uma licitação fraudada, marcada, sei lá mais o que. Levam uns trocados (também os Servidores) e fica por isso mesmo.

Estava indo tudo bem até que apareceu a “Operação Caximanha” (que nome mais estranho)  e alguns Vereadores de Bocaiúva, não percebendo a “manha”, naquela manhã, foram todos pegos de surpresa.

O próprio nome da operação pode ter diversos significados: 1) Expressão “caxa” designa ou situação muito favorável ou benéfica; satisfação;  já “Manha” 1. Macete, técnica - 2. Malícia, esperteza e outro resultado que nem vou dizer, é melhor vocês mesmos verificarem no dicionário. “Caximanha” então deve ser Caixinha da Esperteza, mas neste caso a Polícia foi mais esperta.

Como disse no início, não se assustem desde que foram criadas as tais Verbas Indenizatórias que existe este tipo de coisa e não é só na área municipal, também na área estadual.

A nível estadual os Deputados usam mais a verba indenizatória para gastos com serviços de divulgação, serviços de gráfica, alimentação parlamentar (seja lá o que for isso), combustíveis, alugueis e principalmente consultorias, pesquisas e estudos técnicos. Dá mais dinheiro, são caras. Gostaria de ser um Consultor de Pesquisas e Estudos Técnicos, se fosse não estaria aqui ralando para escrever estas linhas.

A Assembleia (de Goiás) também não exige esses documentos dos parlamentares e efetua o pagamento da verba mediante uma simples folha de papel, onde se relacionam essas despesas de modo genérico.

“A verba indenizatória é considerada unanimemente, no Brasil, como uma excrescência, dentre as muitas que se multiplicam no interior dos Poderes Legislativos federal, estadual e municipal “, já dizia  Welliton Carlos, no Diário da Manhã, em 24;03;2013.

Uma tonelada de “caximanhas” para todos.

Amanhã o bicho vai pegar, vamos falar sobre as Fraudes nas ONGs. Aguardem. (Antes de escrever o artigo já estou recebendo ameaças). Podem ficar tranquilos, não vou citar nomes, só os municípios. Está bem, nem vou citar os municípios...

Manoel Amaral

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

COMO DAR NOME AO SEU PERSONAGEM

COMO DAR NOME AO SEU PERSONAGEM

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É bom não colocar marcas e nem nomes de pessoas reais e famosas (cantores, artistas em geral) nas suas histórias. Você poderá ter problemas com processos.

Uso para criar os meus personagens a junção de nomes: Osvandir, meu personagem preferido de quase todas as histórias é uma reunião de letras dos nomes Osvaldo + Jurandir. Na família do Osvandir todos os nomes começam com “O” e terminam com “ir”.

Numa história, no Amazonas, tinha dificuldade de criar os nomes de personagens. Decidi trocar o tipo de fonte do texto e acabei notando uns ótimos nomes para meus personagens: Verdana, Lucida, Arial e Tahoma. Pronto! Estava solucionada a questão, os lindos nomes dos meus personagens para aquela história. E funcionou bem, Lucida acabou sendo a namorada do Osvandir por um bom tempo (dez capítulos).

Agora tem nomes muito populares que também podem ser usados e não tem como alguém reclamar: João, Antônio, José, Maria... uma lista enorme.

E você, que é criativo, pode inventar nomes, quanto mais estranhos melhor.

É bom manter um dicionário de nomes próprios e seus significados e também de sobrenomes de famílias. Um dia poderá precisar.


Amanhã vamos falar de títulos dos contos ou crônicas.

Manoel Amaral

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

POUCAS E BOAS DO FACEBOOK

POUCAS E BOAS DO FACEBOOK

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Na época do Orkut escrevi para o site Texto Livre e para o meu blog o seguinte: “Esta Adoráveis Garotinhas.”

Agora na era do Facebook, volto com a série: “Adoráveis”. Vou começar com: “Estas Adoráveis Dudinhas”.

“Dudas” são aquelas garotinhas que vivem fotografando a si próprias para publicar no Facebook. Tiram fotos até do nariz, somente.
Não minto, passam o dia inteiro fotografando, com suas magníficas câmaras digitais nas mãos.

Tem também: “Estes Adoráveis Velhinhos”, que aposentados que, vivem com uma câmara profissional, dando uma de jornalistas, fotografando até as hortas caseiras e os pássaros que passam voando na sua rua.

E aquelas já bem madurinhas que mostram tudo: a Face e o Book, são “As Adoráveis Madurinhas”. Não querem ser, de jeito nenhum, mas aproveitam a todo o momento para aparecer.

E os jovens que querem aparecer “sarados” para as gatinhas, mas exercício que é bom mesmo, neca! O máximo que fazem é levantamento de peso: levantam o copo de cerveja. São os “Adoráveis jovens da era moderna,” da internet.

Os bobocas colocam fotos da família inteira na internet, telefone, CPF, Carteira de Identidade, endereço, CEP; senha do cartão de crédito, dando a maior documentação para os  arquivos dos bandidos. Depois sofrem um sequestro e dizem displicentemente: “ Não sei onde eles foram saber que eu sou rico!” São os “Adoráveis Bobocas do Face.”

Ah, ia esquecendo e aqueles que vivem vendendo as coisas por aqui e outros ainda que passam as manjadas correntes de dinheiro, são os “Detestáveis vendedores de Ilusão.”

Sem contar os que tentam Evangelizar o próximo, Online, são os ”Adoráveis Vigários e Pastores do Futuro.”  Na realidade os Vigaristas da religião.

E os que ficam passando artigos sensacionalistas, para conseguir visitas na sua página? Rato em Coca-Cola, pedaço de carne na cerveja, cueca furada sobre a pizza e um sem (duzentos) número de outras bobagens sem fim.

Estes são os “Adoráveis Detratores das marcas famosas”. Servem a quem? Aos concorrentes dos produtos citados. Pura perda de tempo.

Outra turma que queria atacar é aquela que se apropria de frases dos outros, não diz de quem é e sai por aí divulgando aos trancos e barrancos. O pior que às vezes publicam faltando letras, palavras ou frases inteiras. São “Os Detestáveis Plagiadores do Facebook”.

Partilhar? Tome cuidado, às vezes você não está partilhando, está pura e simplesmente fazendo a maior propaganda e de graça para um produto lançado. É isso que eles querem. “Estes Adoráveis Inventores do Multi Nível.”

E de repente você encontra a sua imagem ligada a um produto que está sendo lançado, dando o maior apoio, sem ter dado nenhuma opinião sobre aquilo, não sabe por quê? Foi por que curtiu, comentou ou compartilhou aquela propaganda. É tudo automático aqui nesta “Adorável Selva de Letras”.

Fora isto tudo de ruim, aparece algumas coisas boas: quem publica frases e coloca o nome do autor. Os contos, as crônicas e poesias, que estão por todas as páginas. As lindas fotos de jovens por todo lado. As flores, os pássaros e a identificação. As receitas de pratos gostosos. Muita coisa boa.

As reportagens e vídeos que capturam a notícia na hora: São os “Adoráveis Repórteres de Hoje”.


Pois é, tem muito mais no Facebook, vou cadastrar e publicar tudo que encontrar de interessante por aqui.

MANOEL AMARAL
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

SOM ESTRANHO

SOM ESTRANHO



Aquela manhã estava um pouco estranha, umas nuvens muito redondas, cor arroxeadas, não era coisa normal.

Depois das oito horas um som muito estranho começou no céu, sem sabermos de onde vinha e para onde ia.

Parecia mesmo um som daqueles filmes de ficção científica, mas era real, do aqui e agora, do presente.

A família foi ficando apavorada, não parava, foi até doze horas, quando diminuiu até sumir de vez.

Quando ligaram a TV, várias pessoas também tinham ouvido os mesmo sons e nos mesmos horários.

A internet estava cheia de gente que tinha tomado conhecimento do horripilante evento.

Na manhã seguinte, às oito horas o mesmo som começou, as janelas tremiam, como quando passa uma carreta na rua.

Aquele barulho não tinha similar, era como uma máquina enorme trabalhando.

Seriam os ETs consertando naves no espaço sideral? Sei não, pode ser coisa muito pior.

Algum satélite militar descontrolado, enviando mensagens para os gabinetes do FBI ou da CIA?

Mas o estranho som continuou pelo mundo inteiro e os sites de UFOS e coisas estranhas, davam manchetes a todo momento.

Numa tarde sombria, sem ninguém esperar, aquele estranho som sumiu, como que por encanto, como o zumbido no ouvido de muita gente.


Manoel Amaral

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

OSVANDIR EM VENEZA III

OSVANDIR EM VENEZA III


Capítulo III

GUARDA NEGRA

É tão triste Veneza,
Quando ouço no ar,
Barcarolas que vem,
Minha dor realçar.
(Agnaldo Timóteo - É tão triste Veneza )


Ao chegar a loja maçônica Osvandir  foi escoltado por um irmão-aprendiz, até uma grande sala azul, era a "sala dos passos perdidos", nas quatro paredes tinha uma porta, contando com a porta por onde chegou. O rapaz pediu que ele esperasse ali e assim que ele, aprendiz, saísse o Osvandir deveria escolher uma das portas, abrí-la e entrar.

Assim que o rapaz partiu, Osvandir escolheu a porta que tinha no frontão o desenho de uma estrela com sete pontas, em cada uma delas o símbolo astrológico dos planetas. Começando em cima e no sentido anti-horário,  o símbolo do Sol, Vênus, Mercúrio, Lua, Saturno, Júpiter e Marte.

Ao entrar pela porta foi recebido por nada mais, nada menos, que pelo o irmão Sereníssimo Grão Mestre da Fratellanza Italiana, Osvandir não podia ver o rosto do homem, pois o mesmo estava encoberto por um capuz negro, com duas pequenas aberturas para os olhos. O homem olhou para ele e perguntou por que  procurava saber sobre a Guarda Negra, Osvandir então contou sobre o apuro que o seu amigo Sandi estava passando e os acontecimentos no mosteiro, e  sabia que só através das informações seculares que a Guarda possuía ele conseguiria elucidar o misterioso caso.

O Sereníssimo então falou que para isso era preciso estar com a consciência desperta, adquirida através da abertura das sete chaves, onde cada etapa consistia em descobrir a chave da porta seguinte, mas que nos tempos que correm é preciso ser mais tolerante com os não iniciados e que o Osvandir poderia perguntar o que achasse necessário.

Osvandir começou perguntando sobre o livro, manual, que tinha pertencido a biblioteca do rei Salomão, o Grão Mestre olhou para ele e disse que o manual servia para montar um aparato científico que possibilitaria entender a formação do universo. Então Osvandir perguntou se isso tinha a ver com os terríveis acontecimentos dos monges do monte Etna e, se sim, de que maneira.

O homem foi até uma lousa, que ficava na parede em frente ao Osvandir, e desenhou um esquema, uma espécie de diagrama, dizendo que na época do rei Salomão foi observado um grande clarão no céu, o que os astrônomos hoje em dia chamam de uma Super Nova, e que esses mesmos cientistas calculavam que a explosão de uma supernova deveria liberar uma enorme quantidade de neutrinos.

Confuso, Osvandir, indagou o que esses tais neutrinos tinham a ver com o mosteiro? O Grão Mestre disse que na verdade o mosteiro abrigava um sofisticado detector de partículas, que existia uma antiga mina de sal nas entranhas da montanha e que o aparato científico tinha sido montado ali para detectar os neutrinos emitidos pela grande explosão inicial do universo, o Big Bang.

A quantidade de partículas capturada pode estar relacionada com questões fundamentais: O Universo teve um começo? Ele está em expansão? Um dia o Universo vai se contrair ou vai continuar se expandindo? Se ele se contrair, depois vai ter um começo de novo?

E ao que parece, pelo estado mental totalmente alterado, os monges esclareceram essas questões, e que os governantes "senhores do mundo" estavam a todo custo tentando manter em sigilo absoluto essa verdade.
Osvandir agradeceu e partiu rejuvenescido e em sua mente veio a figura de Corto Maltese, o marinheiro, e como diria ele, o personagem criado por Hugo Pratt, " há em Veneza três lugares mágicos e secretos: um na "rua dos amores e dos amigos", outro junto da "ponte das maravilhas" e o terceiro na "calle dei marrani", perto de "san geremia", no velho gueto. 

Quando os venesianos estão fartos das autoridades, vão até esses lugares secretos e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre para universos maravilhosos e para outras histórias."


Jose Ildefonso 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

UM TABLET DE GRAÇA!

REVISÃO DE LEI ORGÂNICA MUNICIPAL
ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE LEIS

Caro Vereador,
Venha trabalhar conosco: 
podemos fornecer projetos de leis para todas
as áreas municipais.
Esta semana um brinde sensacional
vai junto com a Revisão
da Lei Orgânica
Municipal, consulte:
www.casadosmunicipios.com.br



OSVANDIR EM VENEZA




Capítulo II

NOVA ORDEM MUNDIAL

“Uma nova ordem mundial vai emergir da atual crise econômica.”

Primeiro-ministro britânico, Gordon Brown


Ainda na ala de desembarque do aeroporto de Roma, Osvandir ficou sabendo que alguns voos, inclusive o seu com destino a Veneza, estavam atrasados. A ideia era de Roma seguir em um táxi-aéreo até o aeroporto de Treviso, que fica situado a 30 km da cidade de Veneza.

Uma vez em Treviso, pegaria um trem, idéia do próprio Osvandir, um romântico por natureza, cujas as partidas são em Paris e acontecem todos os dias as 20h30, na Gare de Bercy, uma estação ao sul da Catedral de Notre Dame e que, excepcionalmente nesta semana, faria parada em Treviso antes de finalmente chegar até Veneza.

Depois de muitas horas de leitura dos jornais, regadas ao legítimo capuccino e se interando das últimas notícias do terremoto que assolou a cidade de Áquila, no norte da Itália, finalmente Osvandir embarcou no táxi-aéreo, especialmente fretado para ele, com destino a Treviso.

Cansado da viagem, mas feliz por estar novamente na Veneza das antigas histórias, Veneza das ruelas, das pontes sobre os canais, Veneza da "escada louca" ou “escada turca", onde os personagens da comunidade armeno-judáico-egípcia se reuniam a beira do poço de hera, no "pátio secreto", ou do "arcano". Conta a lenda, que para lá entrar era preciso abrir sete portas, e cada uma delas tinha gravado o nome de um shed, demônio da casta dos Shedim criada por Adão quando foi separado de Eva, após o seu ato de "desobediência".

Ainda nesse estado, meio sonhando acordado, Osvandir voltou rapidamente à lucidez, em um insight, lhe veio a mente o nome Aurélia, só podia ser isso, o nome da proprietária da coleção de livros raros era uma alusão a outra Aurélia, a borboleta, a guardiã da sabedoria gnóstica, que oferecia seu saber a cada um que o desejasse em milhares de reflexos coloridos.

Osvandir pegou o celular e ligou para o seu amigo Sandi, o jovem médico que estava sendo perseguido, dia e noite, por um mercenário na tentativa de silenciar qualquer informação a respeito da estranha doença que vinha atacando os monges do monte Etna. A ligação estava muito ruim, mas Osvandir conseguiu que o amigo, que era nascido na cidade de Toledo, Espanha, se lembrasse das maravilhosas histórias que os mais velhos contavam em sua infância, em uma delas estava a chave que explicava a loucura dos monges.

Agora mais tranquilo, Osvandir resolveu aproveitar e tomar um banho na banheira relaxante do hotel. Pediu uma garrafa de vinho e em sua mente, como em um filme antigo, surgia as palavras proféticas: na vida dos homens que querem saber há sempre as sete portas secretas. Osvandir sabia que a manhã seguinte seria de muito trabalho e aproveitou o bom vinho em seu banho regado a sais e água morna.

Logo ao alvorecer procurou uma R.:L.:Hermes, ou como são mais comumente chamadas, loja maçônica, precisava obter mais informações da lendária Guarda Negra que há séculos pertence à Maçonaria e que anteriormente pertencia a uma ordem monástica militar, a dos Templários.

Começava aí a explicação que o seu perseguido amigo Sandi tanto procurava.


Jose Ildefonso

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

OSVANDIR EM VENEZA I

OSVANDIR EM VENEZA 

Imagem Google


Capítulo I
FORÇA ÔMEGA

Veneza foi o lugar aonde o homem brincou de ser Deus.”
Guto Graça



O Osvandir acordou com a campainha do telefone celular. Meio sonolento olhou para o relógio no pulso esquerdo, eram quatro horas da manhã. Sentou-se na pequena cama de campanha rapidamente e atendeu o chamado.

A voz do outro lado só disse duas palavras "Força Omega".

Osvandir desligou o celular, caminhou até o caixote, que servia de armário, onde estava uma pasta de couro de camelo, abriu-a e apanhou o envelope azul. Olhou bem, o papel estava um tanto quanto amassado, e então abriu o envelope com cuidado. A ordem era bem clara: Parta imediatamente para Veneza e se junte à Força Omega.

Durante o longo voo ele foi repassando o objetivo da importante missão que ele fora convocado, seguir a pista de uma rara e valiosa coleção antiga de livros científicos, todos vindos de uma mesma e singular biblioteca, tão misteriosa que o especialista do grupo especial Pepe, o Sábio, viajara antes na tentativa de evitar que uma organização criminosa arrematasse os livros.

Porém, o assassinato da dona da coleção, a enigmática Aurélia, e um inexplicável  incêndio onde os livros se encontravam guardados até a hora do leilão, acarreta a precipitação da operação que o Osvandir agora integra.

Ao chegar em Roma, Osvandir, logo descobre que há uma insidiosa intriga envolvendo um livro, na verdade um manual, que pertenceu ao Rei Salomão, mergulhando em um mistério que já vem do tempo dos Templários e envolve práticas sigilosas, levadas a cabo em um laboratório alquímico, atualmente abandonado e soterrado nas entranhas de uma montanha em Adis-Abeba, na Etiópia.

Enquanto isso, em outra parte do país, uma doença desconhecida coloca um remoto mosteiro erguido nas alturas do monte Etna em polvorosa: os monges se tornam psicóticos e assassinos canibais.

Um jovem médico toledano, Justino  Sandi, é chamado pelas autoridades do país e, ao chegar ao local, torna-se alvo de um assassino mercenário a mando de forças clandestinas que pretendem silenciar o assunto do mosteiro a todo o custo.

O único aliado de Sandi é o líder da Força Omega, nada mais nada menos que o Osvandir. Como chefe da força de operações especiais ele tinha recebido um prêmio pela última missão cumprida, e por isso estava de férias escalando o Everest, o telefonema inesperado tinha pego-o no pequeno alojamento do refúgio dos alpinistas.

E agora está nas mãos dele salvar o amigo médico, Sandi, enquanto a Força Omega procura desmascarar a trama que há vários séculos procura destruir a atual Ordem Secreta Mundial e alterar o destino da humanidade para sempre.

JOSÉ ILDEFONSO  (Ghostwriter do Osvandir) - Ano 2009

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

OSVANDIR E OS ZUMBIDOS NO OUVIDO II

OSVANDIR E OS ZUMBIDOS NO OUVIDO iI
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Síndrome de Ménière

O que seria a Síndrome de Ménière?
“Uma doença no ouvido interno que envolve perda de audição e tontura.”

“Na Sídrome de Ménière o sistema auditivo  era repentinamente acometido, com o aparecimento de um zumbido e diminuição da audição, e, como o ouvido interno é o local acometido, o surgimento da vertigem, tontura e desequilíbrio, acompanhados por náusea, vômito e síncope, poderia receber explicação sem que houvesse algum comprometimento que envolvesse o sistema nervoso central.”

“As possíveis etiologias da doença de Ménière são: diabetes, hipoadrenalismo, hipopituitarismo, hipotireoidismo, deficiências nutricionais, alergia por inalantes ou alimentos, doenças auto-imunes, viroses, lues, trauma craniano, cervical, acústico, barométrico ou cirúrgico, distúrbios cardiovasculares, osteodistrofias da cápsula ótica, estreitamento de meato acústico interno, senilidade labiríntica, distonias neurovegetativas ou distúrbios psicossomáticos.”

Pelos sintomas, Osvandir achou que poderia estar com esta doença, pois no início sofreu algumas tonturas e já estava sentindo perda da audição no ouvido direito.

Aqueles zumbidos nos ouvidos podem ser altos ou baixos. Eles podem ter som de campainha, sopro, rugido, zunido, assobio, sussurro ou chiado. Você pode chegar a pensar que está ouvindo o vento, água corrente, cachoeira, o interior de uma concha ou notas musicais, uma variação muito grande.

Osvandir, hoje com 33 anos, sem saber fazia parte do grupo de 28 milhões de brasileiros que sofrem de zumbido, que em inglês é conhecido por “tinnitus”. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente são 278 milhões de pessoas com o problema.
Muitos classificam o zumbido como uma colmeia de abelhas, outros mais românticos dizem que ouve a água caindo de uma cachoeira, em fim, todos estão com um barulho desconhecido e inexplicável nos ouvidos.

E ainda tem aqueles que acham  tem um cantar de cigarra, apito, concha, panela de pressão, chiado, muitos barulhos diferentes. Imagina-se que seja devido a cultura de cada uma das pessoas.


Muitos podem ser os sintomas: excesso de cera, infecções e lesões do ouvido são causas possíveis do problema. Desvios de coluna, alterações cardiovasculares, diabetes, disfunções da articulação da mandíbula e consumo excessivo de cafeína, álcool e tabaco são alguns deles.”
“No entanto, muitos outros fatores que aparentemente não têm nada a ver com o sistema auditivo podem dar origem a esse sintoma, no dizer de Luiz Fujita Jr.”

Dizem os médicos que90% dos casos têm como causa principal a perda auditiva.”

Não se sabe por que, e nem tem pesquisa sobre isso, mas “o problema acomete mais o sexo feminino.”

Noutra linha de pesquisas os cientistas dizem que “Distúrbios como ansiedade e depressão alteram os níveis dos neurotransmissores que estimulam as vias auditivas e podem causar zumbido.”



(Continua...)
Para ler o Capítulo I acesse:

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

OSVANDIR E OS ZUMBIDOS NO OUVIDO I

OSVANDIR E OS ZUMBIDOS NO OUVIDO i



ZUUUUMMMM NO OUVIDO



Os ruídos  começaram no ouvido direito, meses depois de uma queda, onde foi atingido na cabeça.

Passado alguns dias o mesmo tipo de zumbido, como se fossem grilos cantando: -- Cri, cri, cri..., só que desta vez no ouvido esquerdo.

Aquele barulho só passa despercebido durante o sono. O dia inteiro um legião de grilos com seus cri, cri, cri... Uma orquestra só para um ouvinte.

O tempo passou, Osvandir foi consultar um médico da área: OTORRINOLARINGOLOGISTA  que é o médico especialista em ouvidos, nariz, laringe e faringe.

Conversando com alguns pacientes ficou sabendo que muitas pessoas sofrem do mesmo mal: zumbido nos ouvidos.

Cada um dos que foram ouvidos disseram que o inicio da manifestação se deu de uma maneira diferente.

Lendo o jornal sobre a mesinha da sala de espera, por coincidência encontrou um artigo sobre o assunto.

A primeira manchete dizia:

O que é Zumbido no ouvido?
www.minhavida.com.br

“Sinônimos: Zumbido nos ouvidos; ruídos nos ouvidos; zunido no ouvido
O tinnitus (zumbido) é o termo médico para ruídos nos ouvidos quando não há fonte externa de sons.
Os ruídos ouvidos podem ser altos ou baixos. Eles podem ter som de campainha, sopro, rugido, zunido, assobio, sussurro ou chiado. Você pode chegar a pensar que está ouvindo o vento, água corrente, o interior de uma concha ou notas musicais.

Considerações

O tinnitus é comum. A maioria das pessoas apresenta alguma forma de tinnitus moderado, de vez em quando, que dura apenas alguns minutos. No entanto, o tinnitus constante ou recorrente causa estresse e pode interferir na sua capacidade de se concentrar ou dormir.

Causas

Ainda não foi determinado ao certo o que faz com que uma pessoa ouça sons sem que haja uma fonte sonora externa. No entanto, o tinnitus pode ser um sintoma da maioria dos problemas de ouvido, incluindo:
·         Infecções no ouvido

·         Corpos estranhos ou cera no ouvido;
·         Lesão causada por som alto;
·         Síndrome de Ménière -- uma doença no ouvindo interno que envolve perda de audição e tontura;
Álcool, cafeína, antibióticos, aspirina e outros medicamentos também podem causar ruídos na audição.
O tinnitus pode ocorrer juntamente com a perda de audição. Em alguns casos, é um sinal de hipertensão, alergia ou anemia. Em raras ocasiões, o tinnitus é o sinal de algum problema sério, como um tumor ou um aneurisma.”
Lendo o penúltimo parágrafo Osvandir lembrou que tomara um comprimido que o levara até o hospital. Ficara completamente desorientado. Este medicamento poderia ter causado o início de todos estes zumbidos. Lembrou-se, ainda que começou a perda de audição do ouvido esquerdo.
Vários exames foram feitos e não se chegou a nenhuma conclusão. Foi preciso procurar outro especialista na Capital. O caso estaria ficando mais sério?
(Continua...)

Manoel Amaral