sábado, 31 de agosto de 2013

O FEIJÃO NOSSO DE CADA DIA

Imagem Google


“Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe...”


Domingo, desci a rua para comprar alguns produtos da feira, que é próxima da minha casa.

Tudo muito mais caro que no Supermercado, que também fica ali pertinho.
Mas é puro prazer de conversar com as pessoas, saber das novidades, tomar um cafezinho.

E os DVDs infestando as barracas, começam vendendo a 6 por R$10,00 e no fim já estão entregando 8 por R$10,00.

De legítimo da região, são poucos, a maioria traz mercadoria do Ceasa/MG.
Mas conseguimos encontrar queijos, linguiça, churrasco e algumas frutas de época: abacaxi, laranja, jabuticaba e um mundo de variedades de legumes e verduras. E vem uns frescos dizendo que isso não é fruta é legume, outra hora dizem o contrário. Para mim é o que é e pronto. Conhecemos assim e assim fica.

Mas consultando a Wikipédia ficamos sabendo que na realidade o abacaxi é uma  inflorescência e trata-se de uma espiga.

Tem até ramos, cascas e plantas da flora da medicina nacional, para acalmar, levantar e dispor de mais saúde.

As pimentas são um caso à parte: tem a malagueta, a preta, a do bode,  a biquinho (que não arde) e a terrível mexicana, todo tipo que você imaginar.

Os vendedores de produtos eletrônicos tem todo um arsenal, vindo da China, via Paraguai ou São Paulo. Agora estão em baixa porque qualquer um pode importar um produto da China (ou qualquer outro país), pela internet.

Mas a gente ia falar era sobre o feijão: na feira tem feijões e feijões. Uns colhidos por aqui, outros pura enganação, vêm de muito longe, assim como a batatinha, a cenoura e a cebola que vêm do Alto Paranaíba, principalmente da região de São Gotardo e Ibiá, todas da Serra da Canastra.

Então, comprei numa da rua, no centro, numa velha mercearia, um feijão roxinho, que só é produzido melhor na região de Araxá, Patos de Minas e por ali.

Pensei com meus botões: --É hoje que tiro a barriga da miséria...
Qual-o-quê, ela continuou na miséria, o feijão era uma merda (desculpe-me as donzelas). Não é que tivesse muitas pedras, como sempre acontece, é que ele estava misturado com feijão de outra safra (velho) e alguns grãos estavam “bichados”, com aqueles furinhos do pulgão, sem contar que não era roxinho, estava mais para rosinha.

Foi uma decepção muito grande porque já estava com a carne preparada para o almoço que foi sem feijão.


Manoel Amaral

2 comentários:

  1. Cronica viva, que nos empurra para a feirinha mais próxima para passear por tantas delícias...Pena que o feijão não estava bom, mas quem sabe da próxima ida a cronica tenha seu final alterado para dizer do quanto ficou gostoso aquele feijão recheado de carne..

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