sexta-feira, 7 de junho de 2013

O VELHINHO II

“Nem tudo parece ser o que é.”

O Homem Fraco

O povo tomou conhecimento que houve um tiroteio na garagem da casa do amante. Morreram duas pessoas: Catarina, a esposa do velho e Osvaldo, o homem da academia. Alguns até pensaram em assalto seguido de morte, mas tal hipótese foi descartada pela polícia.

No inquérito ficou constatado que o casal brigou e cada um deu dois tiros no outro.

A polícia recolheu as armas e quatro balas incrustadas nas paredes. Havia pólvora nas mãos dos dois.

Foi recolhido na internet e nos celulares conversas dos dois amantes, no último recado em que combinaram de encontrar-se lá na garagem.

Para a polícia aquilo bastava, assunto encerrado.

Muitos puderam notar a tristeza do velho no enterro e nos dias seguintes.
O azar quando começa nunca acaba. Numa tarde de verão a casa de Josias pegou fogo.

Alguns meses depois Josias foi procurado pela seguradora que havia um seguro da casa.

Sua esposa Catarina fez este seguro, conforme documentação informou o corretor.
Engraçado, nem sabia disso, insinuou Josias.

A seguradora verificou se a documentação estava em ordem e mandou encaminhar para as providências legais.

Em poucos meses o valor do seguro foi depositado em sua conta, conforme combinado.

Todos se esqueceram do assunto, Josias mudou-se para outra cidade.

Manoel Amaral


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