terça-feira, 14 de maio de 2013

O ASSASSINO DO FACEBOOK IV & V



O ASSASSINO DO FACEBOOK – IV
Serial Killer
Ali bem próximo de um hotel, cujo nome bem sugestivo, “Cantinho do Amor”, Agenor, conversava com uma jovem.
Abordado por Osvandir, sentiu-se com um pouco de medo, tremeu de cima até o dedão do pé.
Razão não tinha, mas sentira que aquele rapaz não ia trazer-lhe boas notícias.
— Você viu este homem por aqui, Agenor?
— Ver, não vi, Senhor, mas fiquei sabendo que ele andou fazendo coisas que não devia.
— Que coisas? Você o conhece?
— Não! Só estou sendo confundido com o mesmo, porque também uso os antigos sapatos Vulcabrás 752.
— Quem te falou que estão suspeitando de você? O dono do hotel?
— Não, uma garota que conheço daqui da noite —  respondeu Agenor.
Quando Osvandir viu que aquele papo não ia dar em nada, desculpou-se com ele e disse que depois voltaria a conversar mais.
Ao chegar ao hotel em que se hospedara, teve uma nova notícia, um recado telefônico que o atendente anotara.
Analisou o texto e viu que poderia ser de alguém que queria se aproveitar da ocasião. Dizia que sabia quem era o assassino das garotas, mas só contaria se tivesse uma remuneração.

O ASSASSINO DO FACEBOOK – V
NÃO CURTIU
“Facebook: Onde você curte e não gasta nada.”
Osvandir não curtiu nada, estava achando aquilo tudo muito chato. Não encontrava o assassino, se é que ele existia.
Partiu para outras investigações, ficou sabendo que uma jovem fora assassinada por seu namorado que não concordava com o rompimento da relação.
Uma infinidade de crimes que estavam acontecendo na cidade, mas nada parecia ter relação com aqueles.
Resolveu fazer um passeio de madrugada, pelos lados onde fora encontrada a primeira vítima. Parou o carro, eram exatamente 05h00min, o sol já começava a despontar pelos lados da serra maior da cidade.
Cochilou e ouviu um barulho de latas rolando no asfalto. Passou a mão no binóculo e viu um velho carregando qualquer coisa num saco de plástico preto.
Saiu do carro e foi aproximando-se, (aleluia!) o homem usava sapato Vulcabrás e uma calça jeans.
Estava transportando o que fosse para uma camionete lá nos fundos da casa noturna.
Aproximou-se devagar, escondeu-se num beco e ficou observando.
Quando ele entrou na cabine do veículo, Osvandir chegou e perguntou o que ele trazia naquele saco preto.
Meio trêmulo o velho demorava a responder. Aí então acionou o carro da Polícia que já estava por ali e deram voz de prisão para o suspeito.
Na delegacia ele contou que era apenas lixo o que estava no saco. Ele era encarregado de limpar o local, todos os dias.
E as moças que foram encontradas mortas na rua, próximo da boate? — interrogou o Delegado.
— Eu apenas transportei os corpos, por ordem do patrão, não matei ninguém.
— Então elas morreram lá dentro, — perguntou Osvandir.
— Sim, meu caro Senhor.
Nesse meio tempo o laboratório já havia enviado os resultados dos exames dos cadáveres.
As garotas haviam ingerido alta dose de um coquetel de drogas.
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“Facebook: Novos começos, para grandes fins...” (Anônimo)

Manoel Amaral

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