sexta-feira, 31 de maio de 2013

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES



Imagem: Google

“E eles tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos;” (Apocalipse 4:8)

Mais de cinco mil pessoas rodeavam o orador, não tinham o que comer, já estava escurecendo. Todos os apóstolos apreensivos.

O Apóstolo Lucas, mais conhecido por Lukinha, logo abaixo do lago, à direita do Mestre, foi quem falou:

“Mestre, ninguém tem o que comer, o que fazer?”

Mas ele respondeu: “Vós mesmos, dai-lhes de comer!”

Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar de comer a toda essa gente?”

O Senhor continuava falando ao povo ali naquele monte e todos ficaram extasiados com aquele Milagre.

O Profeta que tudo viu, não estava com tanto entusiasmo assim. Quando escureceu as nuvens, depois de uma forte chuva ele ficou de sobreaviso, sabia que alguma coisa iria acontecer.

No meio das nuvens negras quatro máquinas voadoras apareceram e elas tinham seis asas que giravam sem cessar.

Vários balaios de peixes fritos e pães foram deixados no chão. De tão hipnotizados que estavam com as palavras daquele Homem, os cristãos nem viram nada.

O difícil foi distribuir aquilo tudo e depois recolher o que sobrou.

“Todos comeram e ficaram saciados, e ainda encheram doze cestos de pedaços dos pães e dos peixes. Os que comeram dos pães foram cinco mil homens.”  

No outro dia foi mais fácil, foram distribuídos cestas básicas, utilizando o mesmo esquema. Desta vez tinha uma espécie de rolo papel, que ninguém sabia para que servia.

Os sabonetes de todas as cores e que eram usados só nos banhos dos Senadores e dos ricos foram entregues a população.

Uma espécie de pasta de dentes, feito a base de hortelã, colhido nas hortas do governo também fazia parte daquela cesta.

Muito leite de cabra para todos, Otávio queria ver o povo satisfeito.

“Otávio agrada aos pobres sem, contudo, resolver o problema da miséria reinante em Roma.” – dizia a oposição.

“Ele quer é ver os cristãos bem gordinhos para alimentar os seus leões” – respondia outro

A Apóstola Maria Madalena conseguiu as cestas com um grande comerciante da região e entregou tudo ali mesmo, no meio do pasto. E ainda ressaltou que dali para frente, todos os produtos poderiam ser adquiridos bem mais baratos em qualquer comércio de Roma.

Osvandir acordou com a bíblia nas mãos, aberta em Marcos 6:34-44.


terça-feira, 14 de maio de 2013

O ASSASSINO DO FACEBOOK IV & V



O ASSASSINO DO FACEBOOK – IV
Serial Killer
Ali bem próximo de um hotel, cujo nome bem sugestivo, “Cantinho do Amor”, Agenor, conversava com uma jovem.
Abordado por Osvandir, sentiu-se com um pouco de medo, tremeu de cima até o dedão do pé.
Razão não tinha, mas sentira que aquele rapaz não ia trazer-lhe boas notícias.
— Você viu este homem por aqui, Agenor?
— Ver, não vi, Senhor, mas fiquei sabendo que ele andou fazendo coisas que não devia.
— Que coisas? Você o conhece?
— Não! Só estou sendo confundido com o mesmo, porque também uso os antigos sapatos Vulcabrás 752.
— Quem te falou que estão suspeitando de você? O dono do hotel?
— Não, uma garota que conheço daqui da noite —  respondeu Agenor.
Quando Osvandir viu que aquele papo não ia dar em nada, desculpou-se com ele e disse que depois voltaria a conversar mais.
Ao chegar ao hotel em que se hospedara, teve uma nova notícia, um recado telefônico que o atendente anotara.
Analisou o texto e viu que poderia ser de alguém que queria se aproveitar da ocasião. Dizia que sabia quem era o assassino das garotas, mas só contaria se tivesse uma remuneração.

O ASSASSINO DO FACEBOOK – V
NÃO CURTIU
“Facebook: Onde você curte e não gasta nada.”
Osvandir não curtiu nada, estava achando aquilo tudo muito chato. Não encontrava o assassino, se é que ele existia.
Partiu para outras investigações, ficou sabendo que uma jovem fora assassinada por seu namorado que não concordava com o rompimento da relação.
Uma infinidade de crimes que estavam acontecendo na cidade, mas nada parecia ter relação com aqueles.
Resolveu fazer um passeio de madrugada, pelos lados onde fora encontrada a primeira vítima. Parou o carro, eram exatamente 05h00min, o sol já começava a despontar pelos lados da serra maior da cidade.
Cochilou e ouviu um barulho de latas rolando no asfalto. Passou a mão no binóculo e viu um velho carregando qualquer coisa num saco de plástico preto.
Saiu do carro e foi aproximando-se, (aleluia!) o homem usava sapato Vulcabrás e uma calça jeans.
Estava transportando o que fosse para uma camionete lá nos fundos da casa noturna.
Aproximou-se devagar, escondeu-se num beco e ficou observando.
Quando ele entrou na cabine do veículo, Osvandir chegou e perguntou o que ele trazia naquele saco preto.
Meio trêmulo o velho demorava a responder. Aí então acionou o carro da Polícia que já estava por ali e deram voz de prisão para o suspeito.
Na delegacia ele contou que era apenas lixo o que estava no saco. Ele era encarregado de limpar o local, todos os dias.
E as moças que foram encontradas mortas na rua, próximo da boate? — interrogou o Delegado.
— Eu apenas transportei os corpos, por ordem do patrão, não matei ninguém.
— Então elas morreram lá dentro, — perguntou Osvandir.
— Sim, meu caro Senhor.
Nesse meio tempo o laboratório já havia enviado os resultados dos exames dos cadáveres.
As garotas haviam ingerido alta dose de um coquetel de drogas.
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“Facebook: Novos começos, para grandes fins...” (Anônimo)

Manoel Amaral