quarta-feira, 17 de abril de 2013

O ASSASSINO DO FACEBOOK III


O ASSASSINO DO FACEBOOK – III

A morte da estudante

“Facebook: Aproximando quem está longe, afastando quem está perto.”

Assim que aquele senhor saiu da danceteria, Osvandir pegou o seu copo com todo cuidado e disse para o barman que levaria como prova de uma possível identificação de um criminoso.
Já no seu quarto de hotel espalhou aquele pozinho branco em toda a sua superfície e constatou três sinais de digitais. Com uma fita adesiva conseguiu retirar as digitais do copo.
Fotografou aquilo tudo e juntou ao arquivo das fotos. Pelo exame das fotos pode notar que o homem tinha uma altura aproximada de 1,80m, era magro e cabelos grisalhos.
Estaria por ali a procura da próxima vítima?
Quando saiu perguntou para várias pessoas se sabiam o nome dele, apenas uma soube informar o nome, mas não sabia o endereço.
Apressando o passo Osvandir pode ver que ele entrara num daqueles hotéis baratos dali da região.
No outro dia foi até lá e perguntou ao porteiro se havia alguém com aquelas caraterísticas por lá.
— Tem o Agenor, mas ele não usa calça jeans de jeito nenhum. Gosta de terno preto, camisa branca e gravata.
Descartada a possibilidade de ser Agenor assassino da loura, foi em busca de outras informações.
Osvandir ainda não tinha terminado o seu trabalho de pesquisa do primeiro assassinato quando o seu auxiliar anunciou o segundo. Um jovem estudante fora encontrada no mesmo local do primeiro.
Praticamente com as mesmas características: loura, 1,80m, belas pernas e bumbum arrebitado.

Só que neste caso ela parecia mais jovem. Cabelos mais curtos e não usava batom vermelho e nem soltava espuma pela boca.

Numa semana, dois assassinatos e os corpos ali no mesmo local. Isto tudo fez Osvandir supor que seria um Serial Killers.

Aquele psicopata voltara a atacar e mais uma moça caíra nos seus braços assassinos.

Estaria ele usando o Facebook para marcar estes encontros? Tudo indicava que sim. Ali era fácil de marcar os encontros naquela região.

Desta vez o perito raspou as unhas da vítima em busca de pele do assassino para revelar o seu DNA.

Algumas peças essenciais ao inquérito foram coletadas por Osvandir e pelos policiais.

Novamente o solado de um calçado muito conhecido há algum tempo: o Vulcabrás 752. Porque será esta fixação por este tipo?

Enquanto as análises do DNA não ficavam prontas, o jeito era pesquisar nas pensões e hotéis dali da região.

Numa das caminhadas pelas ruas próximas viu um homem conversando com uma jovem. As características eram idênticas as do procurado.

Manoel Amaral

terça-feira, 2 de abril de 2013

Assassinato no Facebook II - Calçado Vulcabrás 752


O ASSASSINO DO FACEBOOK II

Calçado Vulcabrás 752


 “Facebook: pura perda de tempo”
(Avó do Osvandir)

 

O jornal publicou em primeira página: Facebook faz mais uma vítima.

Osvandir leu e não acreditou. Pesquisou e encontrou alguém anunciando a morte de uma jovem.

Aquilo tudo parecia um filme de horror. Nem prestou atenção quando alguém novamente ligou:

— Eu sei quem matou a moça... — espere não desligue.

Não adiantou, o sujeito desligou o telefone. No ar ficou a pergunta:

Porque aquele cara ligava e desligava e não procurava a polícia?

Nas suas investigações Osvandir descobriu que o assassino seria uma pessoa mais velha: usava sapatos Vulcabrás 752, pelo formato da cópia da sola, em gesso. Este calçado que nem existe mais.

Naquele tempo havia a calça jeans Us Top, que também desapareceu, tinha até um slogan que era o seguinte: “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”

Já o Vulcabrás 752, um calçado muito resistente, durável e de couro legítimo.

Então foi fácil verificar nas baladas as pessoas com aquele tipo de sapato de 30 anos atrás.

Osvandir esteve naquela boate próximo onde foi encontrado o corpo da jovem e pediu ao porteiro que verificasse as pessoas que entrassem com aquelas características e ligasse para ele.

A noite não demorou muito e recebeu uma ligação informando:
— Tem um senhor aqui de uns 50 anos com calça jeans e uns sapatos pretos, bico fino, muito bem engraxado, não sei se seria o tipo de calçado que procura porque não conheço o Vulcabrás.

— Estou indo verificar – Osvandir pegou o carro, deu ré, na afobação quase bateu num outro veículo no estacionamento.

Será que seria o assassino? Lá se foi o investigador verificar a informação sobre o homem procurado.

Aproximou do balcão, pediu uma batida de limão (caipirinha). Começou a olhar o dito cujo. Pensou:
— O que este cara está fazendo porque aqui, um recinto para os jovens?

Discretamente fotografou-o em várias posições, só faltou de frente.

A calça jeans era mesmo a Us Top, pois tinha uma etiqueta grande, de couro, no bolso traseiro. O sapato foi fácil conhecer, era igualzinho a um par que o seu pai usava lá no sertão de Goiás.

Manoel Amaral