sábado, 23 de março de 2013

O ASSASSINO DO FACEBOOK – I


O ASSASSINO DO FACEBOOK – I

A Loura do batom vermelho

Facebook = Muro de lamentações” Simata

Ela estava estendida no chão, de costas. Dava para ver que muito sangue jorrara daquela boca pintada com um batom vermelho.

Osvandir chegou ali para investigar o crime. Há muito não via uma mulher morta com aquela beleza. Loura, 1,80m, belas pernas e bumbum arrebitado.

Os policiais estavam à procura de vestígios do assassino. Uma cápsula deflagrada aqui, alguns fios de cabelos acolá.

Estava difícil trabalhar, a cena do crime estava toda revirada. Um lencinho de papel ainda estava na sua mão. Quando foi retirado, Osvandir pode notar um número de celular.

Na sua testa um pequeno corte, não era de faca ou qualquer outra arma cortante. Parecia ser de um acidente.

Na mão direita um anel de brilhante. Um cinto de couro legítimo perpassava a sua cintura e estava desabotoado.

Seria um crime sexual? As suas pernas estavam entreabertas.

Verificando a sua documentação que estava espalhada em volta do corpo, Osvandir ficou sabendo que se tratava de Noêmia Viriato.

Um dos policiais disse que a conhecia, morava a uns dois quarteirões daquele local, num prédio de luxo.

Próximo a sua mão esquerda podia notar-se uma pegada, sapato masculino, tamanho 42. Estava bem visível, parecia que o solado havia pisado em algum pó branco.

Fotografou a pegada, a posição e partes do corpo bem como os materiais da cena do crime.

Osvandir sacou do bolso a sua lupa e a pinça foi guardando em saquinhos plásticos com zíper, todo material que encontrava. Um pedaço de porcelana italiana, fios de cabelo preto, o lencinho com o número de celular.

Na boca entreaberta, ainda podia-se ver um pouco de alimentação. No canto direito do lábio havia uma estranha espuma branca.

Estava formada a cena. Agora que o corpo iria para o IML, o trabalho seria analisar tudo e interrogar as pessoas.

Em frente, uma boate de luxo, mas parece que ela não foi morta naquele local. Fora jogada ali, os rastros de pneus indicavam uma parada.

Um especialista tirou o molde dos pneus em gesso, os sinais estavam bem visíveis. Havia chovido e um pouco de terra estava ancorado na beira de um bueiro.

No seu escritório Osvandir começou analisar aquilo tudo e fazer anotações em seu Notebook.

O seu Iphone 5 vibrou e uma suave musiquinha saiu de seu minúsculo alto falante. Era o Delegado perguntando se já tinha chegado a alguma conclusão.

— Nada Elias, está muito difícil seguir uma linha de raciocínio. Quando tiver alguma coisa conclusiva ligo para o Senhor.

Nem bem colocou o aparelho na mesa, ele tocou novamente:

— Eu sei quem matou a moça...

— Quem é o Senhor? — Aí a pessoa desligou o telefone.

Mas nada foi ouvido. O silêncio pairou na sua sala.

Manoel Amaral

Leia a continuação pelos links abaixo:

http://osvandir.blogspot.com.br/2013/04/assassinato-no-facebook-ii-calcado.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2013/04/o-assassino-do-facebook-iii.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2013/05/o-assassino-do-facebook-iv-v.html

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