sexta-feira, 8 de março de 2013


DIA INTERNACIONAL DA MULHER
NÃO TEMOS NADA A COMEMORAR
“Mulher gosta mesmo é de apanhar”
(Pensamento do sec. Passado)


Quantas vezes ouvimos os mais velhos citar esta frase e outras: “Em mulher não se bate nem com uma flor!”

Mas as notícias não são boas, apesar da Lei Maria da Penha, no interior não existe proteção às pessoas ameaçadas. Daí o medo em denunciar, porque acaba morrendo nas mãos do denunciado.

Muitas mulheres preferem viver a vida toda apanhando a levar o seu companheiro para cadeia. Sabe que quando ele sair de lá, ela estará correndo risco de vida.

Muitas mulheres apanham e são incapazes de abandonar o homem que bate nelas.

A culpa é de um Estado que não garante proteção e assistência àquelas que precisam. 

Elas não procuram ajuda porque têm medo, se sentem vulneráveis porque sabem que o agressor vai voltar e vai até ser mais violento.

A mulher denuncia, ela deve sentir que o sistema, o poder judiciário, vai protegê-la, mas isso nem sempre acontece.

Algumas estatísticas:
O Brasil é o sétimo país mais violento do mundo.
Em 70% dos casos, o agressor é o marido ou companheiro da vítima.
Quase 4,5 mil mulheres foram mortas em 2010.

Nesses 30 anos, foram 92 mil assassinatos.

São 20 mil mulheres (59% das 32 mil que relataram casos de violência no primeiro semestre de 2012).
Uma em cada quatro mulheres é vítima de violência extrema.

Uma em cada duas mulheres sofre assédio sexual durante a vida.

A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.

São dez mulheres mortas por dia no Brasil, todo dia. 

Em Minas são 280 denúncias a cada 100 mil habitantes neste ano.

São muitos casos de agressão física, aquela grave, que deixa realmente lesões, e até a morte dessa mulher o agressor xinga, ameaça, bate.

Muitos jovens não aceitam terminar o relacionamento, e mata a mulher para se vingar, ou para ela não ser de mais ninguém.

E as manchetes nos jornais? Diariamente, mas vejam só esta: Marido absolvido por matar a esposa durante o sono.

No “Caso Eliza Samudio” o goleiro Bruno só dia 07/03, confessou que mandou matar a namorada. Acho que eles resolveram adiar um pouco estas revelações para coincidir com o dia internacional da mulher.

Sua sentença: 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, sendo 17 anos e seis meses em regime inicialmente fechado.

"O réu achou que sumindo com o corpo a impunidade estaria certa", disse a Juíza Marixa Rodrigues.

defesa de Bruno disse que ele vai ficar preso por cerca de três anos.

Manoel Amaral

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