terça-feira, 25 de dezembro de 2012


 

Roteiro de Melquior

Roteiro de Gaspar
Roteiro de Baltazar

OSVANDIR E OS TRÊS REIS MAGOS

Os três reis magos seguiam pelo deserto afora, sendo conduzidos por uma estrela que bem poderia ter sido a conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes. Outros estudiosos dizem que foi um cometa na constelação de Capricórnio que conduziu os três.

“Belquior (ou Melquior) seria o representante da raça branca (européia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam. Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas.)”

Os Magos eram considerados entre os Medos, Persas e Caldeus, uma classe de sábios, eruditos, filósofos, astrólogos e sacerdotes, detentores de muitos e variados conhecimentos

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata:
“Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.Quanto aos seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltazar traduz-se por “Deus manifesta o Rei”. Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Melquior ou Belquior, representando a raça branca, entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, da raça amarela, o incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar,o negro, a mirra em reconhecimento da humanidade."

A mirra, era uma resina antiséptica usada em embalsamentos desde o Egito.

Os Magos fariam um trajeto de 1000 a 1200 quilômetros no espaço de um ano.
De repente tudo mudou. Uma nuvem escura surgiu no céu, uma tempestade de areia cobriu toda região.

O vento parou, a nuvem de areia abaixou. Os três reis magos haviam desaparecido.

Osvandir estava no Estado do Pará, fazendo uma investigação sobre o aparecimento de ufos em um povoado distante da capital.

As coisas não andavam bem nas suas pesquisas; ficou sabendo que uma estrela diferente surgira no céu, naqueles dias. Informaram mais que três figuras esquisitas, com roupas totalmente fora de época, caíram do céu, sem mais nem menos, em três estados do país. Um de cor negra caíra no sul da Bahia, outro de cor amarela, descera na divisa dos estados do Acre e Amazonas e finalmente um terceiro, de cor branca, foi parar no Rio Grande do Sul.

Eles estavam deslocando-se para o norte do país. O que caira na Bahia dizia chamar-se Baltazar, o que descera no Acre falava que seu nome era Gaspar e o que vinha do sul dizia chamar-se Melquior.

Osvandir estava juntando os cacos para montar a história, era quase fim do ano. Ficou em Belém para ver o que aconteceria.

Acompanhou a trajetória daquelas três pessoas que pareciam ter muita pressa.
O que saiu do Acre, o Gaspar, chegou primeiro em Belém, no que foi seguido por Baltazar e finalmente o Melquior que vinha do Sul do País.

Parece que havia uma coincidência muito grande, pois foram hospedar-se no mesmo hotel onde estava Osvandir.

Aquelas figuras, com roupas estranhas, despertaram grande interesse em toda a população.
No hotel, ficaram conversando entre si, contando as aventuras por que passaram.

Osvandir quis conhecer aquelas brilhantes figuras e entrou no meio da conversa. Explicou que andava pesquisando uma estranha estrela que aparecera em Belém há alguns dias. Os magos ficaram interessados.

Gaspar, da raça amarela, contou que até chegar a Belém passara por muitos povoados e cidades e viajou principalmente pelos rios. Negociou o ouro nos garimpos da região.

Melquior, o representante da raça branca, disse que foi o que fez o maior percurso. Saiu de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, passou por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e muitas cidades que nem lembrava os nomes. Anotou que passou perto de uma cidade denominada Nazareno, em Minas Gerais. Comprou incenso num dos locais por que passou, não lembrando onde.

Já Baltazar, da raça negra, veio feliz de Salvador, na Bahia, onde conseguiu comprar mirra ou uma substância parecida. Passara por muitas cidades no litoral, inclusive uma que guardou bem o nome: Nova Jerusalém.

Disseram que o objetivo comum era encontrar uma criança, nascida em Belém, num local simples, quem sabe até uma gruta.

Osvandir pegou um mapa da cidade, pesquisou pela periferia e localizou um ponto onde existia algumas grutas.

Foram os quatro para aquele local, verificando onde a estrela indicava.
E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.” (Mat. 2 – 11)
Manoel

Fonte Pesquisa:
Mapas: Google;
http://www.miniweb.com.br/imagens/home/dezembro/natal/reis_magos.html
portal.portugalmistico.com/content/view/49/36/ - 35k

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

OSVANDIR E A BOLSA DOURADA


OSVANDIR E A BOLSA DOURADA
Imagem Google

Osvandir vinha descendo a rua principal de sua cidade quando vislumbrou alguma coisa, próxima de uma árvore, no canteiro da praça.

Parou, olhou e pensou: por que estaria, uma bolsa tão bonita, abandonada ali naquele local?

Apanhou-a, verificou, não estava com documentos, parecia vazia. Mas quando Osvandir começou a examiná-la, notou num bolso um pequeno papel com um número de telefone e escrito em cima Márcia.

Examinando melhor achou num fundo falso qualquer coisa tipo papel.

Com a ajuda de um canivete conseguiu cortar a costura e uma surpresa: quatrocentos reais em notas novas de cem.

Pensou até tratar-se de dinheiro antigo, mas não, era o real mesmo. Seriam notas falsas? Também não eram.

Preocupado com aquilo tudo resolveu telefonar para Márcia cujo número de telefone estava num pedaço de papel num dos bolsos.

Ligou, ela informou que não tinha perdido bolsa nenhuma, mas pelas características parecia ser uma bolsa que sua amiga Michelle havia perdido esta semana. Prontamente informou um número de telefone dela.

Osvandir estava mesmo disposto a resolver o problema ligou para o novo número e uma voz fina, parecendo de criança,  surgiu do outro lado:

-- Procurando quem?
-- Michelle, desejo falar com ela – disse Osvandir.
-- Vou chamá-la.
-- Alô, quem me procura? O que deseja?
-- Michelle, sou Osvandir, recebi este número de sua amiga Márcia. Ontem estava descendo a rua principal e encontrei no jardim uma bolsa muito bonita, meio dourada. Estilo chique, parece ser cara.

Com aquela simples descrição do objeto Michelle já foi logo respondendo:
-- Olha Osvandir, estes dias perdi uma bolsa, com todos os documentos e alguns reais, próximo de uma sorveteria, quando lá parei para apreciar um novo sabor de açaí. Pela sua descrição parece ser esta, mas é um pouco longe deste local onde você a encontrou.

-- Vamos fazer o seguinte, marcamos um local e você vem ver se é esta mesmo a sua bolsa perdida, ok? – disse Osvandir, já um pouco aliviado.

Marcaram encontro na mesma sorveteria onde havia perdido a dita bolsa, para o mesmo dia.

Algumas horas mais tarde, Osvandir chegou ao local e lá estava uma linda jovem olhando para um lado e para outro.
-- Michelle?
-- Sim. É o Osvandir?
-- Sou. Pois então, a bolsa é esta. Mas não contei toda a história, no fundo falso encontrei estas notas de cem que somam quatrocentos reais.
-- Este dinheiro não é meu. Lá tinham no máximo uns cinquenta reais.
-- O que faço com ele?
-- Dê para uma pessoa que estiver precisando...
-- Está certo, vou procurar uma pessoa hoje ainda.

Ali na sorveteria saboreando uma verdadeira mania nacional, o açaí, os dois conversaram muito e Michelle disse para ele:

-- Olha Osvandir, você tão inteligente, descobriu o dinheiro num fundo falso que nem eu, dona da bolsa sabia, não ficou sabendo em que esta bolsa pode se transformar.
-- Estou começando a ficar curioso...

Com um simples apertar de mão de um lado e afundamento de outro ela se transformou numa...

-- Bolsa de supermercado...
-- Olha só que coisa mais interessante...
-- Pois é Osvandir, você não explorou todas as possibilidades de um simples objeto.
-- Pode ter certeza Michelle, de agora em diante ficarei mais atento.

E num apertado abraço se despediram, cada um dirigiu para o seu carro. Dias se passaram até que Osvandir recebeu um telefonema:
-- Caro amigo, não há de ver que perdi novamente a mesma bolsa?
-- E você quer encontrar-me onde?

Manoel Amaral