sábado, 4 de agosto de 2012

EXCALIBUR - Final


EXCALIBUR

“Excalibur, o mito, a espada
Que numa rocha foi enfiada
E Artur provou o 
seu valor
Quando da pedra a arrancou.”

Ibernise M. 
Morais Silva. Indiara (GO),

O mito, a lenda, lá estava aquela linda espada toda cravejada de brilhantes e com o cabo em ouro maciço, enterrada até a metade numa rocha.

Se fosse no Brasil já tinha quebrado a rocha de qualquer jeito para roubar a espada, mas naquele reino onde contaria mesmo era a honra, a honestidade e a lealdade, o jovem teria que retirá-la com as suas próprias forças, para tornar-se rei.

Osvandir olhou de um lado, de outro, ela estava numa pedra grande, de granito. Balançou-a, experimentou arrancá-la, nada! Ela estava profundamente enfiada numa rachadura.

Voltando ao castelo, foram almoçar.

Perguntando sobre vinagre, alguém lhe passou um pequeno recipiente de vidro com um líquido escuro. Era o mais puro vinagre balsâmico que usavam nas refeições naquele tempo.

Guardou o vidro junto com a coca cola. Estava pensando numa maneira de ajudar o jovem Arthur.

Na primeira noite fez uma mistura líquida, foi até a espada despejou um pouco em todo contorno da lâmina. Balançou-a mais um pouco e nova dose daquele líquido misterioso.

Na noite seguinte fez o mesmo e assim foi durante uma semana.

No sábado Arthur iria tentar retirar a espada. A festa estava toda pronta. Um dos mais belos cavalos fora escolhido para levar o jovem Arthur até o local.
A multidão aglomerara em torno daquela famosa espada, a Excalibur.

Quem conseguisse retirá-la tornar-se-ia o rei. Muitos tentaram, mas em vão, agora pela última vez era permitido ao jovem exercer este direito.
Foi aproximando-se aos poucos, o sol batia naquela lâmina de aço e refletia nos seus olhos.

Posicionou com um pé direito próximo da base da espada, com as duas mãos fez um primeiro esforço, nada! Na segunda tentativa a espada se moveu, estava saindo da pedra. Na terceira ela soltou-se totalmente e foi erguida.
Um grito partiu da multidão. Logo as festas começaram. O povo festejou até o raiar do dia.

A coroação do rei estava marcada para as 10h00min, tudo acertado.

Osvandir ia partir. O Mago Merlin estava ao seu lado indicando que o melhor local seria um portão nos fundos da muralha do castelo, que diziam onde as pessoas desapareciam.

A máquina roncou, as rodas da frente estavam no ar, Osvandir sentiu um friozinho na barriga. Partiu!

Já do outro lado caiu perto de um portão de cemitério de uma antiga igreja de cidade histórica de Minas.

Repetindo a história para os seus colegas a sua volta eles não entenderem uma parte:
-- Osvandir, mas que líquido misterioso era aquele que você usou para ajudar o Arthur a extrair a espada da pedra.

-- Um dia eu colocava um pouco de vinagre, outro dia coca cola. É que li numa dessas histórias romanas que um rei dissolveu as pedras de uma montanha, com vinagre, para passar com o seu exército, lá na Itália; fiz o mesmo com a pedra, para liberar a espada.

-- Mas o que tem a ver a coca cola com isso?

-- Você nunca ouviu falar que coca cola com suco de abacaxi dissolve pedra nos rins?

Manoel Amaral

OUTROS CAPÍTULOS:
http://osvandir.blogspot.com.br/2012/07/osvandir-e-o-portal-do-tempo-cap-i.html



Fonte: 
Para ler todo o poema:

2 comentários:

  1. Blz Manoel?
    Seu blog ficou chic demais.
    Muita coisa legal junta. Mais fácil escolher o conteudo que se quer ler.
    Gostei. Ficou manero pra caramba.
    parabéns.
    Abraços

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  2. Obrigado amigão.
    Ficou mesmo da maneira que eu queria.
    Por assunto então é só clicar e tem
    tudo na sua mão.
    Ainda tem o menu vertical do lado direito.
    Tente aí para você ver.

    Abraços
    Manoel

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