sábado, 18 de agosto de 2012

A VIÚVA E O SEQUESTRO II


A VIÚVA E O SEQUESTRO – II

(Na visão dos bandidos)

Cláudio, era o nome de registro  daquele moleque que sempre estava aprontando as suas.

No meio da bandidagem ele tinha outros apelidos: Claudito ou Dito.

Tinha o cabelo comprido e vivera muito tempo com sua avó, antes de cair na rua.

O mentor do sequestro conhecia bem a viúva e até a chamava de mãezinha.
Aquela imagem que a ela vira na TV era ele mesmo, o seu vizinho, que se passava por sequestrado.

Foi uma embromação danada, ele chorava frente às câmaras e aquele que lhe segurava com uma faca apontada para o pescoço, era seu comparsa. Tudo ficou muito bem real na Televisão. A repórter capturou a imagem por uma das janelas do prédio onde estavam.

Depois eles desapareceram de lá e foram telefonar para D. Margarida.
–Ela cairia no golpe direitinho pensavam.

Da primeira vez não deu muito certo porque passava um caminhão no momento e ela não ficou sabendo direito o local da entrega dos R$500.000,00 que fora do pedido.

Da segunda vez ficou tudo acertado.

Meia hora depois do telefonema pegaram o carro e foram até a estrada que ia para Bela Vista e naquela árvore seca estava uma sacola preta com vários pacotes de notas de cem reais.

De posse daquela grana poderiam passar muito tempo sem novos golpes ou investir em outros maiores.

Quando ligou para a viúva dizendo que seu filho estava solto, sabia que ela nem iria verificar.

Manoel Amaral

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