terça-feira, 28 de agosto de 2012

COMO PUBLICAR O SEU PRIMEIRO LIVRO


COMO PUBLICAR O SEU PRIMEIRO LIVRO


“O primeiro livro a gente nunca esquece”
Osamir, avô do Osvandir

Você ficou um ano escrevendo o seu primeiro livro, foi muito difícil. Levantava às 6h da manhã e se dedicava uma hora por dia só para escrita. Duzentas páginas de puro suor. Na sua maneira de entender, o melhor romance do mundo. O público alvo de 8 a 80 anos. Histórias verídicas que aconteceram com sua família nos últimos 50 anos.

Agora e como fazer para publicá-lo?

Cuidar da Revisão por profissional competente, não envie original para alguém da família que é professor de português. Isto é assunto para quem entende.

Ainda tem a formatação do livro, o registro dos direitos autorais, a obtenção do ISBN, capa, impressão até a divulgação e comercialização. 

Decidir sobre a capa que pode ser uma foto antiga da família ou da cidade. Pode-se contratar um desenhista ou um que já faça este serviço na área digital, não estes que fazem simples montagens de imagens. Têm editoras que desenham a capa de graça.

Este tipo de  livro será lido só pela família do escritor. Não se iluda é a mais pura verdade. Nem espere ser contratado por uma grande editora porque isto não vai acontecer. Nem precisa enviar os originais, pura perda de tempo. O tipo de seu livro não se enquadra em nenhuma delas.

Não inunde o seu livro com fotos, isto encarece a produção.

Solicite orçamento em várias gráficas ou editoras de sua cidade. Se preferir use a internet, mas tome cuidado com editoras picaretas.

Encomende inicialmente uns cinquenta exemplares, para teste. Eles vão querer te vender mil exemplares, com argumento que fica mais barato a unidade. Não caia nesta a  não ser que tenha garagem para estocar livros não vendidos.

Venda e receba antecipadamente cotas para cada um dos parentes interessados.

Se seu livro é de poesias deve tomar conhecimento que “poesia vende muito pouco no Brasil, uns 10% do total das vendas”. Um exemplo de quem vende bem nesta área: Adélia Prado.
Contos é mais ou menos o mesmo percentual. O que vende melhor é mesmo o romance.

Uma área promissora é a infanto-juvenil, mas que merece certo conhecimento do escritor. Não é só contar uma historinha e pronto.
Impresso a cores fica caríssimo. Muitas fotos ou desenhos. Poucas  páginas.

Conheço bons escritores, com livros nas melhores editoras, porém pobres. Dez por cento que pagam do direito autoral, não traz riqueza para ninguém.

Aqui só ganha dinheiro quem é conhecido no mercado: Paulo Coelho, por exemplo, que tem editora própria e batalhou muito para isso. Nada veio de graça e nem caiu do céu.

O pior de tudo que a maioria dos escritores são maus vendedores. Bom era Monteiro Lobato. Onde não existia livrarias ele colocava os livros nas farmácias e mercearias.

Todo escritor novato precisa de um empurrão: tem que ser alguém já conhecido do povo. A TV também ajuda muito: tente o Jô Soares. Vai esperar muitos anos, mas quem sabe um dia chega lá.

Pela internet, com os e-books tudo é mais fácil. Monte uma página, um site ou blog e vá colocando pequenos pensamentos no Twitter,  no Facebook ou no já velho Orkut com o seu endereço eletrônico que pode dar ótimos resultados. Envie e-mails para os amigos. Ganhar muito dinheiro pode esquecer. Dá para as despesas, o que já é ótimo.

Se conseguir destaque na internet, fatalmente será chamado pelos maiores programas e aí é só: “fazer a fama e deitar na cama”, eu disse cama e não lama. O Faustão divulga livros, mas tem muito dinheiro por trás disso, só grandes editoras.

Aqueles livros bonitos, com títulos chamativos, em destaque, que você vê nas livrarias, não duvide, eles pagam por aqueles espaços.

Participar de Antologias, Concursos Literários ou sites que aceitam textos para publicação, tudo isso é bom para divulgar o nome. Evite os que cobram taxas. Nem entre naqueles que são para profissionais. Não perca o seu tempo. Prêmio Jabuti é para escritor, não para aprendiz.

Agora meu amigo, se você já fez tudo isso e não colheu nenhum resultado, ou o livro é muito ruim ou falhou nalguma parte.

Conselho final: Crie um blog e vá publicando as suas poesias, crônicas ou contos. Pode até contar uma piadinha de vez em quando. Depois junte tudo e transforme num e-book e passe a vender aí mesmo no seu blog. Fácil não?

Se quiser visitar o meu blog:
http://osvandir.blogspot.com.br – (há seis anos na internet.)
Imagem: Banco Google

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

B. CASSIDY & S. KID - V


B. CASSIDY & S. KID - V

AS FARC

Como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC monitoravam o sistema de rádio da polícia, ficaram sabendo que qualquer coisa estranha estava acontecendo.

De imediato, vinte terroristas, armaram um bloqueio depois de uma curva.
Kid estava achando tudo muito tranquilo, cutucou Cassidy que já cochilava. 

Este se assustou e perguntou do que se tratava:
-- ¿Qué pasa amigo?
O motorista parou o carro e pensou que queriam descer.
--No quiero bajar.

Pelo pouco tempo que estavam naquele país até que a fala não estava tão ruim.

Quando ouviram um tiro de fuzil, aí a coisa piorou. Cassidy & Kid saltaram do veículo e se esconderam próximo de umas pedras. Nem se lembraram de levar o dinheiro.

José Ramon e Pretta abaixaram-se e ficaram esperando para ver o que acontecia.

Um grande tiroteio lá para os lados da curva. A polícia resolveu atacar os membros das FARC achando que eles tinham alguma coisa a ver com o assalto.

As FARC - Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colômbia, o Ejército del Pueblo, são consideradas uma organização terrorista pelo governo da Colômbia e pelo governo dos Estados Unidos.

Eles lutam contra “el deliberado propósito de enriquecer a una élite local privilegiada, en grave perjuicio delos intereses de las grandes mayorías colombianas”.

Pois é, mas a luta lá longe continuava, até que os quatro amigos entendessem que aquilo tudo não tinha nada com eles.

Ramon reconheceu um amigo no meio do mato e fez um sinal para aproximação. Ele andava meio sumido, tinha entrado para as FARC.

Tudo arranjado, com alguns bolívares nas mãos e o assunto resolvido, iria conversar com o seu chefe.

Benedito Cassidy, Salvador Kid, Pretta Silva e José Ramon infiltrar-se-iam no bando e ninguém diria mais nada.

No outro dia três cadáveres foram encontrados na estrada, os rostos desfigurados. A polícia  boliviana informou a Interpol que haviam matado os bandidos brasileiros.

Manoel Amaral

B. CASSIDY & S. KID - IV


B. CASSIDY & S. KID - IV

Os Terroristas

Os nossos amigos não sabiam que a polícia já tinha fotos de Pretta que agia em atitude suspeita dentro do banco e tudo foi registrado pelas câmaras de segurança.

Cassidy, mais esperto, pensou em entrar no fim do dia, quando os funcionários estivessem saindo, o que facilitaria o controle da ação e a fuga.

Estudadas todas as possibilidades, acharam melhor entrar mesmo à noite. 

Aqueles dias de heroísmo acabaram, agora era melhor tomar mais cuidado.

Alugaram uma casa próxima ao banco, compraram alguns macacões azuis, de instaladores de TV a cabo e trabalharam a noite inteira, serrando as grades de uma  das janelas dos fundos do banco. Deixando a mesma presa apenas pela parte superior, de maneira que a hora que fossem usá-la era só puxá-la para cima e a entrada ficaria fácil.

Estudaram os sistemas de alarme e a possibilidade de desligá-los, mas não era tão fácil assim.

Resolveram entrar assim mesmo, retirar o dinheiro dos caixas eletrônicos sem explosões, apenas usando maçarico.

Vieram na noite de quinta feira, retiraram o dinheiro mas na saída tiveram a surpresa de encontrar com soldados da polícia boliviana que foram avisados pelos alarmes por detectores de presença de infravermelho.

Refeito do susto dobraram a esquina e entraram no carro que já estava ligado.

O motorista era um cara experiente e conhecia todos os caminhos daquela região. Foi logo saindo para periferia e atingindo a rodovia principal.

Aquele não era um dia de sorte, mais adiante, num entroncamento havia novos policiais a espera dos assaltantes do banco.

José tomou um desvio, estrada de terra e partiu para o meio da floresta.

Manoel Amaral

B. CASSIDY & S. KID - III


B. CASSIDY & S. KID - III

O Primeiro Assalto

Cidade grande, diferente das que assaltavam no Brasil. Kid já foi logo para o centro financeiro, ali nos arredores da Praça 24 de Setembro.

Viu muitos bancos, mas optaram por um pequeno, para experimentar. 

Analisaram as saídas, o trânsito e outros detalhes que ia anotando no seu caderninho de bolso.

Cassidy estudava a possibilidade de contratar algumas pessoas para ajudarem na empreitada. Sondava nas periferias da cidade. Comprou um carro, mesmo sabendo pouco da língua.

Pretta fez um depósito na agência e anotou todos os detalhes internos. Inclusive ficou muito amiga de um dos seguranças, que a convidou para sair à noite.

Ela fotografou, disfarçadamente, as câmaras de segurança de todo o saguão e da parte onde estavam os caixas e o cofre.

Trabalho terminado deu abraço apertado no segurança e soltou um suspiro apaixonado, coisa que ela sabia fingir sempre.

Dois dias depois voltou ao banco para concluir alguns detalhes que Cassidy achou importante.

Reuniram à noite nas imediações da Av. San Martín, no bairro Equipetrol, para devorar o churrasco à boliviana na Casa Típica de Camba.

Kid ressabiado pela dor de barriga que sentiu na viagem, comeu pouca carne, preferindo mais as saladas.

Ficou combinado que o assalto seria numa quinta-feira, do início do mês, quando o movimento financeiro era maior, dia de pagamento dos aposentados.

Estudaram duas opções: entrar à noite, explodir os caixas eletrônicos e tentar abrir o cofre ou invadir o banco durante o dia, o que acharam mais perigoso.
Pretta sugeriu que ela entraria ao meio-dia, pela frente e os dois amigos entrariam pelos fundos, por causa da porta giratória detectora de metal, rendendo os velhinhos, sem atirar em ninguém.

Kid achou melhor explodir tudo à noite e sair com o dinheiro, indo direto para alguma floresta que encontrassem.

Manoel Amaral

sábado, 25 de agosto de 2012

B. CASSIDY & S. KID - II



B. CASSIDY & S. KID - II

O Trem da Morte

Cansados de aventuras nestas terras, B. Cassidy & S. Kid com sua namorada Pretta resolveram ir para Bolívia.

Cuidaram de passar num posto de saúde de Corumbá e receberam a vacina de febre amarela.

Pretta não tinha carteira de identidade, o que atrasou em um dia na viagem. Puseram um dinheiro extra na mão do rapaz que cuidava dos papéis, enquanto eles descansavam num dos hotéis daquela cidade de Mato Grosso do Sul.

Saíram de Corumbá, num carro velho, foram até Puerto Quijarro e seguiram para Santa Cruz de la Sierra no velho trem.

Segundo as falas de Cassidy, eles poderiam pegar o trem Regional que fazia aquela rota da morte, ali viajariam tranquilos, no meio das galinhas, porcos e outros animais.

Ficaram até admirados, o preço da passagem era muito baixo, mas os bancos eram muito duros.

Seguiram por entre aquelas montanhas por horas e horas. Em cada estação desciam e entravam novos passageiros com suas cargas mais estranhas.
Por esta razão nem notaram que eles levavam duas caixas bem pesadas.


Mas ficaram de sobreaviso com alguns indivíduos parecidos com  bandoleiros mal-encarados dos faroestes.

Kid teve uma dor de barriga e intoxicação com os alimentos bem suspeitos adquiridos nas estações. Muita carne de porco e gordura.

Outra coisa que avisaram é sobre o roubo de bagagem, até tentaram levar uma das malas dos dois, mas não foi possível pelo peso. Pretta acabou perdendo uma bolsa, surrupiada por um menor que sumiu na multidão.

Depois de quase 19 horas e seiscentos e tantos quilômetros de descidas e subidas avistaram as luzes de Santa Cruz de la Sierra.

Manoel Amaral

terça-feira, 21 de agosto de 2012

B. CASSIDY & S. KID - I



B. CASSIDY & S. KID - I

Os bandidos do New-West

Cassidy e Kid estavam sempre juntos naqueles assaltos a bancos, carros fortes e suas intermináveis fugas pelas montanhas daquele país.

Já tinham passado pelas Gerais onde procuravam as cidades menores, a caraterística principal destes assaltantes.

Faziam um levantamento inicial, contratavam alguns extras para vigiar as entradas.

Provocavam um acidente para chamar a atenção para outro lado, enquanto dinamitavam os bancos ou os caixas fortes.

Dominavam quartéis, delegacias e fóruns levando todas as armas.

Chegaram a comprar até uma metralhadora antiaérea e antitanque, adquirida no Paraguai, vários carros, celulares e uma infinidade de outras armas e equipamento para arrombar cofres. Nunca se esquecendo das caixas de dinamite, um artefato explosivo à base de nitroglicerina.

Cassidy vivia bolando os mais incríveis planos para atacar as cidades.
Certa vez estavam planejando um assalto a uma mina de ouro na Venezuela que renderia uns  50 milhões, mas houve muitas prisões e eles tiveram que desistir do plano.

Um dos assaltos mais espetaculares que realizaram teve um planejamento de aproximadamente um mês.

Alugaram uma casa próxima a um banco. Fizeram um túnel, sem que ninguém desconfiasse de nada e num feriadão levaram todas as joias e dinheiro ali depositado. Foi preciso uma pá-carregadeira para transportar tanto dinheiro.

Os 40 milhões foram distribuídos entre os participantes e os coitados caçados por todo país.

Outros compraram carros, casas, fazendas e até iates. Com mulheres e farras foi uma ninharia.

A partir daí o seu bando foi quase dizimado. Houve extorsão, assalto a assaltantes e vários assassinatos de familiares dos bandidos. Mas isso foi há muito tempo.

Agora eles contentam com pequenos roubos a carros fortes e assalto a bancos de pequenas cidades.

sábado, 18 de agosto de 2012

VIÚVA E O SEQUESTRO III


A VIÚVA E O SEQUESTRO – III

(Na visão da viúva)

Cinquenta anos se passaram e Margarida estava ali, mas nunca ficou sozinha, sempre tinha alguém para conversar. Com quatro celulares para aproveitar todas as promoções das telefônicas, fofocava o dia inteiro. Conhecia todo mundo e sabia bem quem era esse tal de Claudinho.

Ele vivia na sua casa almoçando e jantando e surrupiando algumas latas de cervejas da geladeira. Trabalhar mesmo? Neca de pitibiriba.

Acostumada a assistir aqueles horríveis enlatados americanos  aprendera todos os tipos de golpes. Muito mais esperta que aqueles bandidinhos pés-de-chinelos.

Quando os bandidos ligaram a primeira vez ela ouviu muito bem o valor e o local, só pediu para repetir depois, para ganhar tempo.

Queria pensar em alguma coisa e foi aí que se lembrou dos cinco mil reais em notas falsas, compradas pelo marido, no Paraguai.                      
Então pensou:  Chegou a hora de usar esta muamba.

Retornou a ligação e disse o seguinte aos bandidos:
– Só levarei o dinheiro solicitado se vocês deixarem no local dois aparelhos de TV. Mas quero coisa moderna, de Plasma, umas 50 polegadas, qualquer marca serve.

Uma ela pretendia dar para sua vizinha que também tinha uma TV muito velha.

Arrumou uma sacola de plástico preto e colocou lá dentro os cinco mil reais em notas de cem, falsas. Mais falsas do que aquelas notas de três reais que alguns falsários soltaram na praça.

O desfecho final todos sabem: os bandidos ficaram sem as TVs e com um monte de papel que não valia nada. Reclamar para quem?

A decepção chegou muito rápido: quando tentaram passar a primeira nota de cem numa padaria, foram presos.

Neca de pitibiriba = mixaria, nada, ninharia.

Manoel Amaral

A VIÚVA E O SEQUESTRO II


A VIÚVA E O SEQUESTRO – II

(Na visão dos bandidos)

Cláudio, era o nome de registro  daquele moleque que sempre estava aprontando as suas.

No meio da bandidagem ele tinha outros apelidos: Claudito ou Dito.

Tinha o cabelo comprido e vivera muito tempo com sua avó, antes de cair na rua.

O mentor do sequestro conhecia bem a viúva e até a chamava de mãezinha.
Aquela imagem que a ela vira na TV era ele mesmo, o seu vizinho, que se passava por sequestrado.

Foi uma embromação danada, ele chorava frente às câmaras e aquele que lhe segurava com uma faca apontada para o pescoço, era seu comparsa. Tudo ficou muito bem real na Televisão. A repórter capturou a imagem por uma das janelas do prédio onde estavam.

Depois eles desapareceram de lá e foram telefonar para D. Margarida.
–Ela cairia no golpe direitinho pensavam.

Da primeira vez não deu muito certo porque passava um caminhão no momento e ela não ficou sabendo direito o local da entrega dos R$500.000,00 que fora do pedido.

Da segunda vez ficou tudo acertado.

Meia hora depois do telefonema pegaram o carro e foram até a estrada que ia para Bela Vista e naquela árvore seca estava uma sacola preta com vários pacotes de notas de cem reais.

De posse daquela grana poderiam passar muito tempo sem novos golpes ou investir em outros maiores.

Quando ligou para a viúva dizendo que seu filho estava solto, sabia que ela nem iria verificar.

Manoel Amaral

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A VIÚVA E O SEQUESTRO – I

Original do Google

A VIÚVA E O SEQUESTRO – I


(Na visão do narrador)

Cinquenta anos se passaram e Margarida estava ali, sozinha, sem ninguém para conversar. Só tinha uma TV velha que ligava na hora dos noticiários.

O seu marido Juca havia batido as botas há muito tempo. Não resistira as constantes idas ao hospital para hemodiálise. 

O seu sangue já não estava valendo quase nada. Juntara algum dinheiro no seu trabalho de caminhoneiro. Passava dias de cão quando apareciam as greves paralisando as rodovias principais. Não tinham como alimentar-se direito. Comia um arroz carreteiro preparado num    mini fogão de duas bocas que carregava consigo. Era o máximo que podia fazer.

Juca, o fiel marido de Margarida, enfrentou muitas fases ruins na vida. 

Comprou uma carreta nova e tinha época que custava a pagar as prestações. Por causa deste veículo acabou perdendo uma casa. Teve que vendê-la, para pagar o restante da dívida com a financeira.

Margarida também enfrentara muitos problemas na sua juventude. Agora até que ela estava em boa situação. Alimentava-se muito bem. O coração dera uma trégua, outras doenças menores também sumiram. Ela fazia as suas caminhadas tranquilamente. Não tinha do que queixar-se.

Naquela manhã quando ligou a TV, uma notícia chamou-lhe a atenção: o sequestro de um rapaz. Olhou assim de relance e parece que conheceu alguém naquela reportagem.

Mudou de canal. A mesma história triste. Ligou para vizinha, queria saber mais alguma coisa, mas nada, ninguém atendeu a chamada.

Assim que colocou o telefone no gancho, este tocou. Ela correu para atender. Do outro lado da linha alguém dizia:
-- Estamos com o seu filho. Deixe R$50.000,00 na estrada... – nesta hora um caminhão passou na rua fazendo muito barulho, não deu para ela ouvir direito o local.

Desligou o telefone e ficou aguardando nova chamada. Meia hora depois o bandido ligou novamente, desta vez muito nervoso porque não havia encontrado o dinheiro no local combinado. Fez ameaças, disse que iria matar o rapaz caso o dinheiro não fosse pago.

Dona Margarida disse-lhe que não ouvira direito onde era para deixar o dinheiro, ele repetiu tudo.

Ela correu ao banco onde tinha umas economias e fez um saque do valor solicitado, pegou o carro e saiu em desabalada carreira, com o dinheiro numa sacola plástica e foi até onde combinara de deixar o dinheiro: debaixo de uma árvore seca, na beira da estrada que ia para o Povoado de Bela Vista.

De volta para casa ficou ali junto ao telefone esperando qualquer notícia sobre o sequestro.

Lá pelas dez horas o telefone tocou, quando ela foi atender, ninguém do outro lado da linha. Esperou mais alguns minutos e novamente o aquele som da campainha tirou-lhe do cochilo.

-- Olha dona, o seu filho foi solto, está perto do posto de gasolina.

E ela nem tinha filhos...

Manoel Amaral

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quem diria hein? Coca-Cola dá câncer!




Quem diria, hein? Coca-Cola dá câncer!


Fora a infinidade de venenos que ingerimos diariamente, agora quem é viciado em refrigerantes coloridos com o corante 4-MEI, um subproduto do chamado caramelo 4, pode estar sujeito a ter câncer, principalmente no Brasil que a dosagem é a mais alta (como sempre) do mundo.De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido por aqui, contém 263 microgramas do corante em 350 ml.”

Os outros refrigerantes também tem os seus venenos, nenhum escapa.

A Coca-Cola se defende dizendo que todos os seus produtos são seguros e estão de acordo com as dosagens do país.

Onde a dosagem do caramelo 4 é menor: na Califórnia (EUA) e na China.

Tanto a Coca-Cola como a Pepsi Cola, alteraram a composição do caramelo em março deste ano, devido o risco de câncer.

Não corri esse risco até agora, nunca fui viciado em refrigerantes caramelados. O meu estômago é fraco e solto logo um hic, quando os coloco na boca. E aquele gosto de remédio?

Alguns dirão: -- Eu só tomo refrigerantes Zero ou light.

Mas não adianta os aditivos adoçantes, aspartame, utilizados pelas Coca-Cola diet (zero) e light, é considerado maléfico a saúde.
“O aspartame é hoje considerado o aditivo mais perigoso e responsável por 70% das reações adversas a aditivos alimentares.”

Então meu filho, o melhor é diminuir a dosagem, comprar menos. Evitar aquelas embalagem grandes, para que sobrar na mesa? Um litro só dá para a família inteira e pronto. Pra quê encher o bucho de um líquido que pode lhe trazer o mal amanhã?

Estava para terminar esta crônica e veio-me uma notícia muito interessante sobre a Coca-Cola. É que na Bolívia os dirigentes não querem saber da dita cuja por lá. Vão substituí-la pelo suco de pêssego “mocochinche”. Já marcaram até a data para sua retirada: 21 de dezembro deste ano, para coincidir com o calendário Maia.
Tem um fundo político, a gente sabe, mas a notícia é verdadeira.

Atrás deste episódio vem outro: as franquias de McDonald estão operando no vermelho há vários anos. Não conseguiram, até hoje, combinar o sistema de alimentação dos bolivianos com os seus produtos. E já estão arrumando as malas para sair do país

Na minha cidade há anos eles estão loucos para montar uma franquia da McDonald e não falta dinheiro para isso. É a própria empresa que não quer liberar.

Governadores e Prefeitos vivem mendigando fábricas de Coca-Cola no país inteiro. Sem dúvidas nenhuma é a bebida que mais vende depois da cerveja.

Imaginem vocês se tudo isso se passasse por aqui. Haveria greve, assassinato e até revolução, não duvide não. O dinheiro compra tudo.


Manoel Amaral

Visitem o nosso novo site:
www.escritoresonline.com.br

Fonte: http://pt.shvoong.com/
Jornal Estado de Minas,
Ascom Coca-Cola
andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br - Folha de S. Paulo