domingo, 29 de abril de 2012

A MÍDIA E A LISTA


A MÍDIA E A LISTA
Imagem Google


A Polícia Geral, na “Operação Folhagem”, conseguiu incriminar os principais jornais do país: “O Mundo”, “O Estado Gasoso”, o “Galho” e a revista “Objetiva”.

No outro dia saiu em primeira página o seguinte:
O PRESO TEM A MANIA DE FILMAR, GRAVAR E FOTOGRAFAR TUDO

Reportagem de Celia Cimael

Foi uma cascata, tudo desmontando. O complexo jornalístico daquele país, que mandava e desmandava, de repente estava desmoronando.

Não conseguia mais derrubar ministros e nem assacar as verbas públicas.

O Presidente fora informado que na revista semanal sairia tudo sobre um de seus Ministros. Era trama pura, montagem de fotos, dinheiro esparramado na mesa, gravações indevidas, numa arapongagem descaradamente ilegal.

Eles faziam tudo para continuar mandando, eram apenas  quatro famílias que locupletavam a si e os seus seguidores.

Empreiteiras que não contribuíssem com o caixa, com grandes anúncios, eram logo denunciadas. A chantagem corria a solta.

Elegiam Presidentes, Governadores, Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores das grandes cidades.

O povo votava influenciado por pesquisas eleitorais fajutas, criminosas, alteradas a favor do grupo.

Quando um de seus prestigiados era eleito, aí começavam os trabalhos de arrecadação do grupo: desde coleta do lixo (que é um bom negócio) até fornecimento de alimentação para presos (outro bom negócio). Eles atuavam em todas as áreas que pudesse dar algum lucro, com pouco trabalho.

Passavam pela saúde, educação, meio ambiente, obras e vários outros setores que poderiam fraudar as licitações, ganhando empresas de seus grupos.

Viviam “dependurados em verbas farta dos cofres público” e das “ricas propagandas pagas nos grandes jornais, rádios e TVs” era o que dizia um blogueiro.

De outra feita, num estado mais distante ficavam de olho nas gordas verbas do plano do governo, ano eleitoral, verba esparramada por todo lado e eles capturando tudo para o seu rebanho.

Quando é contrariada ela contra-ataca, como no filme Guerra nas Estrelas.

E como tem equipamentos caríssimos para suas arapongagens, filmagens,  gravações fajutas e amplo laboratório digital para falsas montagens de fotos e voz.

Quando de montagem de CPIs eles trabalham para que tudo dê errado e seja esquecido como em outros casos de corrupção. Compravam voto no maior descaramento da história.

Agora todos estavam comprometidos com aquele alto empresário que tinha a mania de gravar conversas, filmar e fotografar tudo que se passava no seu escritório.

A lista era muito grande, gente do alto e baixo clero, como dizem lá na capital.

Grandes jornais, Rádios, TVs atolados até o pescoço. Políticos eleitos ilegalmente por todos os meios, estavam com o coração nas mãos.

A qualquer hora poderiam perder o mandato, o pior seria ficar por 4, 5 ou 10 anos na cadeia. Todos queriam cela especial, por causa dos cursos superiores. Mas a maioria iria mesmo para cela comum.

No outro dia, o pivô de toda confusão apareceu morto na prisão. Disseram que morreu enforcado por sua gravata amarrada na cabeceira da cama. Coisa estranha, nem deu para ele ficar de pé, ficou ajoelhado.

ManoelAmaral

http://osvandir.blogspot.com

sábado, 28 de abril de 2012

O PEQUENO GRANDE BANDIDO


O PEQUENO GRANDE BANDIDO

Começou a roubar quando tinha apenas 10 anos, hoje com 16 já é um grande bandido, com uma ficha policial quilométrica.

Continua beneficiando-se de nossa retrógrada lei. Alguns dizem que em matéria “di menor” temos as melhores leis do mundo.

No entanto alguma coisa não está funcionando, os menores estão cada vez mais envolvidos nos crimes: desde roubo de carros até assassinatos.

Muitos milhões de reais envolvidos e eles entram na cadeia num dia e  saem no outro como se nada tivessem acontecido.

Não são crianças, não são jovens, são marmanjos transvestidos “di menor”.
Sabem roubar, matar, esconder, atirar, espalhar o terror em qualquer lugar. Sabem muito bem o que estão fazendo. Poderiam ser julgados como em outros países como a França (a partir dos 13 anos), Itália, Japão e Alemanha (14 anos), Egito (15 anos) e Argentina (16 anos).

O Brasil precisa rever urgentemente a sua moderníssima legislação. Do jeito que vai, brevemente até criancinhas de 5 anos estarão assaltando nas ruas.
Os menores estão todos com barbas na cara, sabem estuprar, sabem até explodir caixa de bancos e roubar o dinheiro. 

Ultimamente calcularam mal, derrubando até o prédio. Se sabem tudo isso podem sim ser processados,  julgados e ficar na cadeia para “curtir” (não é assim que dizem?) seus crimes. Nada de redução de pena, nada de privilégios, nada de benefícios. Se fosse fácil, até trabalho forçado seria bom para aprenderem mais cedo que a vida vale mais do que imaginam.

É a Revista Veja que confirma: um em cada dez homicídios é cometido por menor.

Agora eles estão se especializando até em sequestro relâmpago. Aquela modalidade em que pegam o motorista, rodam a cidade inteira passando nas melhores lojas e fazendo compras com o cartão do sequestrado. Ou então exigem a senha e sacam todo o dinheiro do coitado. 

E eles não perdoam nem os idosos. (E ainda vem um inteligente Deputado querendo que os carros que transportem idosos tenha um adesivo alusivo (êpa!)). Aí que todos nós iremos para o beleléu, para a cidade dos pés juntos, passando desta para melhor (?).

Assalto à mão armada já praticam há muito tempo. Entram em bancos, mercearias, shopping e até em joalheria, levam tudo e ainda prendem os proprietários. Se o dinheiro for pouco, atiram e matam as pessoas, como se elas fossem animais de caça (que hoje até é proibido). Não perdoam nem a Zona Rural.

As mães, os pais e os parentes ficam calados porque também podem morrer ou por um lado ou por outro.

As meninas também estão entrando no crime, vão de 12 a 18 e entraram para competir com os meninos. Começam na escola, brigando com todo mundo. Filmam, colocam no ar, pela internet. 

Alguns pais incentivam, acham graça:
--Que menina danada, sabe lutar bem. – Depois começam a usar drogas, aí vem o inferno familiar, os pais não podem fazer nada. Se podem, não fazem.

Os drogados sempre dizem que podem parar quando querem, mas na realidade eles mesmos sabem que não é verdade.

Se preparem Senhores pais: vem aí uma droga muito pior que o Crack. Mais possante, efeito instantâneo, arrasador, mais barata e fabricada em laboratório, em grande escala.

Ninguém tem interesse real em mudar nada disto. Envolvem muitos bilhões de dólares. É uma teia, uma coisa puxa a outra. E ainda temos internet para divulgar tudo, não é mesmo?

Salvem-se ou morram afogados!

Manoel Amaral

Texto faz parte de nossa obra:
Manual para Campanha Eleitoral Vereador

sábado, 14 de abril de 2012

O PAPEL DO PAPEL


O PAPEL DO PAPEL
Livros

Dias desses adentrei numa livraria a procura de um livro de história, onde encontrei um texto muito interessante sobre a “Social Democracia Europeia.”

O vendedor disse-me que aquele ele não tinha, mas mostrou-me uns primorosos livros infantis. Papel couché de alto brilho, brancura e opacidade inigualáveis, foi a melhor qualidade na impressão que já vi. Fiquei encantado!

Mas como é meu costume, virei o livro e fui verificar a contracapa e como eu suspeitava: era impresso na China. Vários outros que folheei, todos eram de lá.

Quando ia xingar a Deus e todo-mundo, fiquei sabendo pelo mesmo vendedor que também a Índia, Coreia, Colômbia e Chile, estão produzindo livros didáticos para o Brasil. Quase caí de costas!

Da primeira eu já sabia há muito tempo, mas destes outros países, alguns até nossos vizinhos, eu não sabia.
O pior é que o próprio Governo participa disso encomendando livros didáticos, que são produzidos noutros países.

Ai vem o Senhor Fabio Arruda Mortara, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), e diz que “as editoras foram às compras no exterior, com base no argumento de que as gráficas editoriais brasileiras não teriam condições de entregar todas as encomendas dentro dos prazos estabelecidos nos editais.” (Mas hein?)

E não acabou: Karine Pansa, da Câmara Brasileira do Livro declara:
"Gostaríamos que houvesse menos importações em todos os segmentos, não só o livreiro, para o bem do desenvolvimento do Brasil". E acrescenta: "Sabemos que os editores estão buscando a possibilidade de impressão em outros países porque o custo Brasil é prejudicial nesse momento à produção nacional".
Estupefato, não acreditei o que lia no Jornal Estado de São Paulo e 
o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Carlos Wanderley Dias de Freitas, acrescentou:

"Se a editora vai fazer a impressão no Brasil, na China, na Europa ou na América do Sul, é um problema dela."

Não é não Senhor Presidente, o problema é de todos nós: ficamos sem montanhas (minérios), sem matas (madeira), sem empregos (tem muitas empresas fechando as portas).

A Presidenta diz que pretende reduzir a “carga tributária” no país: "Elas (as medidas) têm por objetivo justamente assegurar, através de questões tributárias e financeiras, maior capacidade de investimento para o setor privado". (Revista Exame)

É preciso trabalhar com cuidado, do contrário não adiantará nada, reduzirão os impostos para as empresas, mas estas continuarão cobrando os mesmos preços dos consumidores, como é muito comum por aqui.

Papel Higiênico

Se lá em cima eu quase chorei, com esta aqui eu quase morri de rir:
“O principal órgão de supervisão de qualidade da China detectou colônias de bactérias em parte do papel higiênico reciclado fabricado no país asiático e destinado à exportação, informa nesta sexta-feira a imprensa local.”

Muito cuidado na compra de papel higiênico, os chineses exportam para a Europa e Estados Unidos, mas pode estar exportando clandestinamente para o nosso pais, como fazem com brinquedos e outras bugigangas

Se o papel higiênico reciclado, lá da China está contaminado, imaginem o nosso. Será que temos fiscalização?

Todos adoram a reciclagem, vamos proteger o meio ambiente, mesmo que a nossa b(*)da fique quente!

Papel-Jornal

O Brasil produz pouco papel-jornal, não atendendo a demanda por isso tem que importar da Finlândia, da Noruega e Canadá.

Será que existe alguma grande revista brasileira que também está sendo impressa na China, Chile, Colômbia, Coreia ou Índia?

Agora mesmo estaremos lendo revistas, jornais, livros e tudo mais impressos em outros países. E o nosso papel? E nossas indústrias?

Foram todas esmagadas pelos concorrentes.

Por hoje é só. Voltarei qualquer dia desses se o nosso recanto ou o meu blog não acabar nas mãos dos chineses...

Manoel Amaral

FONTE:
http://periscopio.bligoo.com.br
Jornal Estado de São Paulo