quarta-feira, 7 de março de 2012

OS POBRES VELHINHOS

ABANDONADOS, MALTRATADOS, ROUBADOS E ASSASSINADOS:             OS IDOSOS


Os filhos, para agradar, usam uma infinidade de nomes para os seus velhos: Terceira idade, melhor idade, idade especial ou idoso; pura bobagem. Velho é velho, aqui ou em qualquer lugar do mundo.

Tem as suas deficiências: está ouvindo pouco, comendo menos, andando emborcado, desequilibrado, nem consegue raciocinar direito.

Outro dia vejo pela TV mais um, entre os milhares de casos, de um velhinho de mais de oitenta anos que foi ludibriado por um mau caráter, bem vestido, se dizendo tratar de um representante de banco. É bom frisar que banco não envia ninguém a sua casa.

Chegou, pediu para entrar, falou que o cartão da vítima estava com problemas, que iria providenciar a troca para que tudo ficasse bem.

O inocente, de cabeça branca, com o peso da idade nas costas, entregou o seu cartão, sem pestanejar e ainda agradeceu ao malandro.

Alguns dias depois recebeu a péssima notícia que o pagamento da sua aposentadoria, estava faltando alguns reais, para ele muito dinheiro.

Procurou logo a família, gente simples, que nem sabia o que fazer. O advogado orientou para que procurassem o banco, que não deu muita atenção ao assunto.

Voltaram ao advogado, que novamente foi parar naquele banco, exigiu o cancelamento do cartão e emissão de outro.

Houve então, como o velho não tinha assinado nada, o cancelamento daquele empréstimo.

O velhaco senhor, todo engravatado foi avisado pela financeira que o negócio não deu em nada. Que tratasse de pagar do seu bolso o gordo financiamento. Ele escorregou por entre as linhas daquele contrato e devolveu o que tinha recebido.
Mas nem sempre é assim e estes vagabundos, estão por aí, a cada dia aplicando novos golpes, difíceis de serem acompanhados e resolvidos pela polícia. A cada dia eles inventam uma nova maneira de assaltar a quem trabalhou a vida inteira e agora acha que pode descansar.

Se pensam que os velhinhos, os de melhor idade, estão a salvo da família, estão muito enganados. Volta e meia estão enrascados com parentes que querem por a mão na sua grana.

Outro dia mesmo foi um neto que no descuido do idoso, passou a mão na dinheirama e foi gastar com drogas.

Outro caso comum é o procurador que recebe uma quantia e repassa apenas a metade e estamos conversados...

Tem gente que fica de olho e na saída do banco, conversa vai, conversa vem e quando o coitado chega em casa, suado, cansado, pernas doendo, cabeça girando e sua filha pergunta:
-- Pai cadê o dinheiro?
-- Ele bate a mão no bolso e nada por ali.

Foi assaltado e nem percebeu. Deve ter sido aquele elegante Senhor, engravatado, acima de qualquer suspeita, que ofereceu-lhe um sorvete na esquina.

Agora a comida ia diminuir, o cigarro também e o amor de filha, irritada, estaria comprometido.
O Governo Federal e os Estaduais abriram as pernas e permitiram os mais variados descontos em folha, inclusive destes empréstimos, até por telefone; onde já se viu uma coisa dessas. O cidadão não assina documento nenhum e no noutro dia lá está o dinheiro em sua conta.

E se o indivíduo que ligou não for a pessoa que está dizendo ser? Apenas pegou os seus dados em qualquer lugar, na internet, achou na rua ou roubou pura e simplesmente.

As financeiras estão por aí, em todas as esquinas, nos melhores pontos, competindo com os grandes bancos. São muitas, fervilham nas grandes cidades e anunciam em todos jornais, rádios e televisão: Dinheiro a juros baixíssimos, escondem no pacote as altas taxas administrativas cobradas do idiota que pega um empréstimo para pagar outro.

A moda agora e juntar todos os seus empréstimos e pagar tudo num só. A vantagem? Só das Financeiras!

Você por acaso já viu Bancos e grandes empresas fazer alguma coisa vantajosa para o cliente? Enfiam a faca de qualquer jeito, querem é arrecadar ou vender.

Haja vista os altíssimos lucros, só no Brasil, dos quatro maiores bancos. Nem vou citar nomes, isso não adianta, só serve de propaganda para eles.

Para que falar mais? Não vamos fugir do assunto. Velho é velho e pronto!

Manoel Amaral

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