segunda-feira, 12 de março de 2012

O BRASILEIRO É SEM EDUCAÇÃO

O BRASILEIRO É SEM EDUCAÇÃO

O copo de plástico, como é visto hoje, foi concebido na década de 30 (1930), mas como naquela época a moda demorava muito a chegar por aqui, só pelos anos 60 que virou uma praga, aonde a gente ia, encontrava um.

Naquela época tudo era diferente de hoje, não vamos ser chato, dizer que tudo era melhor, não era. Tinha muitas coisas ruins também.

Mas pelo menos quando a gente saia de uma festa, poderíamos observar que tudo estava em ordem, nenhum copo no chão, nem líquidos derramados nas mesas.

Já tinha o rock, o iê, iê, iê; o memorável conjunto The Beatles e outros de músicas de ritmos acelerados, mas nem por isso saíamos por aí quebrando as coisas e nem tacando fogo nas lixeiras e quebrando as placas nas ruas depois dos bailes.

A hora que a gente chegava em casa era exatamente a hora que hoje os jovens estão saindo para as festas.

O mais popular era o copo americano, de vidro, com 200 ml. Agente bebia, mas não derramava, comia mas não empanturrava de salgadinhos e docinhos.

Hoje ao acompanharmos nossos netos a uma festinha de aniversário já notamos uma grande diferença de nosso tempo.

Antes mesmo de cantar o famoso parabéns, já tem copos plásticos esparramados pelo chão, garrafas pet tombadas nas mesas, papéis e pedaços de coxinhas, empadinhas e cajuzinhos pelo chão. Crianças correndo por todo lado, trepando nas mesas, fazendo xixi na maior tranquilidade fora do banheiro.

A coisa mais chata que acho é a fúria com que as crianças atacam os balões mesmo antes de terminar a festa. Não podem sobrar nenhum, todos devem ser explodidos.

Passando pela rua vemos a educação do brasileiro de hoje, com pequena ressalva para alguns, a lixeira está mesmo ali e tudo você pode encontrar pelo chão: toco de cigarros, papéis de balas, chicletes e picolés. Restos de sorvete e os abomináveis copos plásticos, agora maiores. O dobro dos antigos copos de 200 ml? Não, o triplo. Ou um pouquinho a mais: 700 ml.

E como eles estão espalhados pela rua, calçadas e praças. No meio das flores, gramas e escondidos atrás das grandes árvores. Os sacos de lixo das lanchonetes ou sorveterias já não comportam tanta sujeira, tanta falta de educação.

Sei que muitos vão dizer: --Mas não vamos generalizar! Tem muito jovem bem educado. Joga lixo na lixeira.

Joga, mas são tantos copos (de 700 ml) que a lixeira não suporta e nem os sacos plásticos.

Produzimos lixo em excesso, somos verdadeiros homens de plástico. Tudo, tudo, agora é feito de plástico. Quem imaginaria um relógio feito de plástico?

E as garrafas pet para refrigerantes? Começaram com os tímidos 900 ml, passaram logo para 1.500 ml e agora já encontramos de 3.500 ml e brevemente já estaremos nos 5.000 ml ou 5 litros. Todos estão bebendo demais, alargando o estômago.

Estava eu numa mesa de um bar, saboreando alguns pastéis assados, quando notei três jovens assentando-se na mesa ao lado. Pediram qualquer coisa para beber. O calor estava insuportável. Mandaram vir uma Coca Cola de 3.500 ml. Aí pensei: -- Quase 1.200 ml para cada um, se tomarem tudo. É muita coisa, vão alargar o estômago demais, por causa de uma bebida tão viciante como essa.

E não é que não largaram nem uma gotinha na garrafa? Não sobrou nada para uma abelhinha que estava voando por ali. Iam para aula com a barriga naquela situação, ainda mais com aquele produto que tem muitos ingredientes na receita que até hoje ninguém sabe exatamente o que é. A sua fórmula continua sendo um dos grandes segredos industriais da atualidade.

O mesmo acontece com as pipocas nos cinemas. Fico até com vergonha de dizer, naquele tempo a gente pegava um saquinho de pipoca que cabia na palma da mão. Hoje os meninos que não estão nem andando ainda já entram com embalagem do seu tamanho. Grande mesmo nunca vi coisa igual, para que tudo isso?

Mas estamos na era do exagero, vejam só o tamanho dos sanduiches que vão pelo mesmo caminho das bebidas. Para que tanta ganância de ganhar e os outros de comer?

“Nos Estados Unidos existem 4 milhões de pessoas com obesidade mórbida, e no Brasil existe mais de 1milhão. Em cada 10 brasileiros 4 estão acima do peso.” Vou por umas aspas aqui e informar que não sou eu que estou afirmando isso. São médicos, hospitais e serviços de saúde do país. E o pior: morrem 80.000 obesos por ano.

As crianças, desde cedo são estimuladas a ficar em casa, comendo bolacha, vendo TV, no computador ou jogando videogame, com uma vida sedentária.

Já prestaram a atenção nas barrigas? Estão cada vez maiores. Cerveja nos adultos e refri nas crianças. Não estão almoçando e jantando, estão “tomando todas”, como gosta de dizer um vizinho.

Acho até melhor parar por aqui, o assunto vai desdobrando-se, de uma coisa pulamos para outra, vai rendendo e para internet mais de duas páginas já é muito grande...

Manoel Amaral

http://osvandir.blogspot.com

4 comentários:

  1. Eh Manoel. Falou tudo.
    Mas, não tem mais como parar esta evolução sedentária, consumista e desordenada.
    Acredito eu, que iremos tão longe que chegará um ponto em que não há mais pra onde ir.
    Restará então, começar denovo.
    Informaticamente falando, o cérebro não suportará tanto e resetará.
    Acredito que só assim, a terra poderá continuar "viva".
    Abraços

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pelo comentário.
    Também partilho com suas
    ideias. Vai chegar um ponto
    nos tamanhos, tanto para baixo
    como para cima, que não terá
    mais jeitos de fabricar.

    ResponderExcluir
  3. Querido,Manoel!!!

    Estou aproveitando para agradecer pelo livro.Estou lendo,e ao mesmo tempo me divertindo muito com as histórias de Osvandir.Não posso deixar de falar.Deve ter orgulho do seu filho,Nandu Amaral,pois ele é meu melhor amigo.Tem uma carta que ele me enviou e postei no meu blog.Já compartilhei com um monte de amigos meus,que fizeram o mesmo com os amigos deles.http://ceisasousa.blogspot.com.br/2012/01/uma-carta-que-recebi-do-meu-melhor.html Eu tenho o maior orgulho de ser amiga dele.O Nandu,sempre estar pronto a me ajudar,nos mais infinitos apuros que eu passo.Grande parte que eu sou, hoje,agradeço de coração a pessoa dele.Pois a cada dia evoluímos JUNTOS na construção do nosso SER. E compartilhamos o conhecimento e aprendemos a amar.

    Ceiç@ de Sous@ amiga de Fernando Amaral.

    ResponderExcluir
  4. Que bom Ceiça, o Fernando gosta mesmo de ajudar as pessoas.

    Abraços
    Manoel

    ResponderExcluir