quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA

URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA

"Parodiando Collor: a urna eletrônica brasileira é uma carroça"
Raul Takahashi

Esta semana fiquei muito preocupado com uma notícia que recebi sobre a nossa tão badalada urna eletrônica.

Na realidade ela não é tão boa como a propaganda diz.

Tem vários pontos vulneráveis e além do mais não fornece o registro digital do seu voto, caso queira.

Li um relatório 2º Relatório do Comitê Multidisciplinar Independente sobre as urnas eletrônicas argentinas de 2ª geração – 2011. Aí foi que cheguei a conclusão que a nossa é mesmo uma carroça como disse o Raul, da frase acima.

Não tenho mais confiança no sistema eleitoral informatizado. Fico imaginando a quantidade de fraudes que já houve sem nenhuma condição de constatação. A urna é uma caixa preta, apesar de não ser desta cor, como a dos aviões que na realidade é laranjada.

Não tem como o Fiscal de Partido fiscalizar a votação, a apuração; pois tudo é eletrônico. Imaginem com estes hackers que invadem tudo. Não tem mesmo segurança nenhuma, apesar dos tribunais dizerem o contrário, eu não acredito nisso.

Acho que o título eleitoral deveria ser com chip com todos os dados do eleitor e um dispositivo para evitar mais de uma votação no mesmo dia. Seria mais garantido. Tem em estudos um sistema que está sendo implantado de identificação pela digital, mas este já outro assunto.

A nossa urna não saiu da primeira geração. Tem muitos países que já aperfeiçoaram as suas, razão pela qual nunca confiaram na nossa.

A Argentina já produziu uma muito melhor que a nossa, bem mais moderna e com muitos recursos, como nos celulares de última geração. O cidadão não precisa teclar, apenas correr o dedo na tela, como fazem também nos tablets.

Segundo os técnicos em computação as fraudes em nossas urnas são de difícil detecção e não é confiável.

As da Argentina já possuem o registro material do voto, procedem auditoria automática do sistema e só utilizem programas de computador abertos, com esse Projeto de Lei do Voto Virtual, o Brasil vai na contramão da história.

O eleitor argentino pode conferir se o registro digital do seu voto contém de fato o seu voto. O eleitor brasileiro não pode.”

“Nenhum sistema informatizado é imune à fraude,” não sou eu que estou afirmando isto, são os técnicos em computação.

UMA COMPARAÇÃO DA ARGENTINA COM A BRASILEIRA

  1. O eleitor argentino pode conferir e até refutar o registro digital do seu voto, antes de deixar o local de votação e de forma simples e direta.
    O eleitor brasileiro não pode - no Brasil, o conteúdo do registro digital do voto é secreto até para o próprio eleitor, pois não lhe é permitido ver ou conferir o que nele foi gravado.
  2. Os fiscais de partido na Argentina podem conferir a apuração do voto eletrônico, verificando a integridade de cada registro de voto e assistindo sua contagem.
    O fiscal eleitoral brasileiro não pode - no Brasil, a apuração dos votos eletrônicos é secreta para o fiscal brasileiro, já que não lhe é permitido acompanhar e conferir a contagem dos votos.
  3. É plena a colaboração das autoridades eleitorais argentinas de todos os níveis para com a fiscalização, agregando segurança e confiabilidade ao processo eleitoral.

Tem mais uma coisinha, muito importante, que não falei: a apuração na Argentina é muito mais rápida que no Brasil.

tela é maior e possui touch-screen, em vez do teclado fixo, bem mais prático.

“ Na Argentina, após votar, o eleitor recebe seu voto na chamada cédula eletrônica e em papel impresso.”

“A urna argentina é mais rápida e "mais transparente" que a brasileira, por permitir que tanto o eleitor como o mesário possam conferir a "integridade do registro do voto".

Confira demais dados na fonte abaixo, tem muita coisa interessante:

FONTE: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/argentina2011.htm

Manoel Amaral

http://osvandir.blogspot.com

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