terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DA MANIPULAÇÃO AO DEBOCHE

DA MANIPULAÇÃO AO DEBOCHE

Demos uma entrevista (por telefone) para jornalista Alice Maciel “O Estado de Minas”, maior jornal do estado, e ela se fez passar por uma Vereadora de uma cidade que não vou dizer qual, querendo comprar Projetos de Leis.

No outro dia, qual não foi o meu espanto, a manchete dizia:

VEREADOR PODE COMPRAR PROJETO DE LEI POR R$19,90

“O candidato a vereador nas eleições de outubro em qualquer um dos 5.565 municípios brasileiros poderá dispensar o preparo técnico, político ou administrativo. Se eleito, poderá deixar-se tomar pela preguiça. Bastará dispor de R$ 19,90 para comprar pacotes de projetos de lei pela internet e os apresentar nos Legislativos municipais como sendo seus.

Os temas em pauta vão do esporte à educação, do meio ambiente ao lazer, da proteção ao idoso à proteção à mulher. O serviço a R$ 19,90 é de propriedade do mineiro Manoel Amaral, no endereço http://www.casadosmunicipios.com.br. (JORNAL “O ESTADO DE MINAS”

Este texto foi repetido a exaustão por todos grandes jornais deste país, inclusive Revista Veja, Info, Estadão, e todos das capitais.

Um até mais engraçadinho estampou a figura (personagem da Casseta e Planeta) o Sr. Greysson, com o velho bordão: Quer ser candidato a vereador? Seus problemas acabaram! Vem aí o kit vereador! (Rondônia Empresarial) www.rondonia/empresarial.com.br/

Ai aparece o deboche do Jornal Globo News (em Pauta), com jornalista de New York, São Paulo e o apresentador do Programa comparando aquele fato a lojas de R$1,99 e davam gargalhadas e dizendo que aquilo era uma fraude. (g1.globo.com).

Foi até engraçado que o “tiro saiu pela culatra”, pois vieram autoridades declarar que aquilo era um trabalho de assessoria e não tinha nada de ilegal.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Cláudio Stábile, disse que não existe lei que proíba esse tipo de negócio. “Não há nenhum impedimento para isso, o vereador pode até contratar uma assessoria para montar seus projetos”, comentou.

Outras também se manifestaram sobre o assunto dizendo que não viam nada de ilegal naquele trabalho de assessoria. Nunca houve venda de Projetos de Leis, no meu caso, apenas as pessoas pagam uma taxa de pesquisa de R$19,90, para acessar o banco de dados com mais de 15 mil Projetos de Leis.

Mas neste trabalho de pesquisa encontrei uma pérola, que passo para vocês, meus queridos leitores: Boni, o "mago da Globo" lança livro:

MANIPULAÇÃO. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma ‘glicerinazinha’ e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula - mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco. ”Foi uma maneira, diz o executivo, de melhorar a postura do candidato junto ao espectador para que ele ficasse “em pé de igualdade com a popularidade do Lula”. “Todo aquele debate foi (produzido) - não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos. ” http://ww.exkola.com.br/scripts/noticia.php?id=58303160

Pois é, manipulação, deboche, tudo ao mesmo tempo é o que a rede pratica sempre quando não tem interesse financeiro em jogo.

Quanto a mim, estou sobrevivendo, o excesso de exposição à mídia só trouxe beneficios para o meu tipo de trabalho. A Globo deu um tiro no próprio pé.

Um conselho do velho aqui: quando alguém ligar para você dizendo que quer uma entrevista sobre determinado assunto, diga que não. Entrevista por telefone só pode dar besteira no final, ainda mais que os repórteres estão ávidos por colocar no ar as velhas picuinhas. Quem vê novela está saturado de ver isso.

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

http://osvandir.blogspot.com

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Campanha Eleitoral



CAMPANHA ELEITORAL

Veja na prática como funciona uma

Campanha Eleitoral para Vereador.

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Vamos ensinar-lhe táticas

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OSVANDIR E A VIAGEM DE SEUS SONHOS

OSVANDIR E A VIAGEM DE SEUS SONHOS


Osvandir procurou a Agência CBB, os preços estavam ótimos, cerca de 50% de desconto, contratou uma viagem marítima entre Santos-SP e Salvador-BA, com partida no sábado do Porto de Santos, no domingo estaria no Rio de Janeiro, na segunda um passeio pelos pontos turísticos e na terça estariam em Salvador num fantástico roteiro como anunciava o próprio panfleto da empresa.

Mas o que aconteceu não foi nada agradável. Tudo deu errado. Um vírus do tipo B da Influenza atacou os passageiros logo na chegada ao Rio de Janeiro. O navio Imperador Peruano, o maior da frota da empresa, robusto, moderno e suntuoso e em todos os seus ambientes, mas quis o destino que alguns passageiros não passassem daquele local, morreram ali mesmo. Nem chegaram a ser levados até a um hospital.

Os outros passageiros saíram do navio e ficaram pelas ruas do Rio de Janeiro, vendo o desfile carnavalesco, mas muito tristes com os acontecimentos.

De volta ao grande navio que com todas as Luxuosas acomodações, amplas áreas sociais e muitas atividades nas áreas de lazer e entretenimento, é o que espera por você a bordo deste fabuloso navio. Alegria, descontração e muita diversão são os itens que agregam ao fantástico roteiro, visitando Rio de Janeiro, Salvador e Búzios. Todo este conforto fica muito mais saboroso, com o exclusivo sistema de “tudo incluído”, com todas as refeições, bebidas, shows e entretenimento a bordo.” conforme dizia o impresso distribuído na agência de viagens, não era mais o mesmo. Tudo estava sombrio.

Seguiram para Salvador, outra complicação se apresentava para o Comandante: rajadas de 100 km/h de vento, vindos do Sul, especialmente em regiões elevadas, estavam atingindo o navio.
Ele balançava de um lado para o outro. Algumas alertas foram dadas aos navegantes. Algo não ia bem naquele elefante marinho. Ele estava beirando demais o continente, parece que estava fora da rota.
Algumas ilhas já estavam à vista nos visores das cabines.
Um barulho se fez ouvir, parecia um grande esbarrão com material mais resistente que o fundo do navio.
Ele foi tombando de mansinho, como uma criancinha caindo da escada. Ninguém pode fazer nada.
Um enorme buraco foi encontrado, por um ajudante da casa de máquinas, naquele casco que era de aço puro.
Alguém até disse, parodiando o acidente com o Titanic:
–Só Deus poderia interromper esta viagem!
E a viagem estava interrompida. Vários salva-vidas foram distribuídos aos passageiros. Barcos foram içados ao mar, cheio de pessoas. Primeiro os velhos, crianças e mulheres.
Muitos homens ajudando, como se fossem da tripulação.
Procuraram o comandante, ele não foi encontrado. Havia abandonado o navio havia meia hora antes. Todo o barco estava inclinado. Parece que queria virar de cabeça para baixo.
O sonho do Osvandir foi por água abaixo. Nem Rio de Janeiro, nem Salvador. A Marinha foi comunicada. Um Comandante em terra estava nervosíssimo, pedia ao Comandante do navio que retornasse ao seu posto.
Nada do homem voltar a sua posição de direção. Os funcionários é que estavam salvando o povo.
Já pensaram? Duas mil pessoas, todas tentando sair daquele monstro marinho? Era um barulho ensurdecedor. E a cada momento ele afundava mais um pouco. Chegou numa posição constrangedora para todos. Os aposentos todos cobertos pelas águas. Tudo perdido.
Osvandir conseguiu salvar só os seus documentos pessoais e um binóculo que trazia ao pescoço.
Tudo perdido, alguns nadando direto para umas pequenas ilhas ali por perto, nem esperaram os barcos que não davam para todos.
Só morreu um casal de velhinhos, que não conseguiu sair dos aposentos.
O vírus tirou a alegria de todos no início e a gora no fim da tarde de terça-feira estava tudo acabado.
Vários ônibus foram alugados pela empresa e seguiram direto para o aeroporto. Cada um foi para sua casa, sem passeio, só tristeza. Foi um duro golpe para todos.
Manoel Amaral
http:Osvandir.blogspot.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA

URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA

"Parodiando Collor: a urna eletrônica brasileira é uma carroça"
Raul Takahashi

Esta semana fiquei muito preocupado com uma notícia que recebi sobre a nossa tão badalada urna eletrônica.

Na realidade ela não é tão boa como a propaganda diz.

Tem vários pontos vulneráveis e além do mais não fornece o registro digital do seu voto, caso queira.

Li um relatório 2º Relatório do Comitê Multidisciplinar Independente sobre as urnas eletrônicas argentinas de 2ª geração – 2011. Aí foi que cheguei a conclusão que a nossa é mesmo uma carroça como disse o Raul, da frase acima.

Não tenho mais confiança no sistema eleitoral informatizado. Fico imaginando a quantidade de fraudes que já houve sem nenhuma condição de constatação. A urna é uma caixa preta, apesar de não ser desta cor, como a dos aviões que na realidade é laranjada.

Não tem como o Fiscal de Partido fiscalizar a votação, a apuração; pois tudo é eletrônico. Imaginem com estes hackers que invadem tudo. Não tem mesmo segurança nenhuma, apesar dos tribunais dizerem o contrário, eu não acredito nisso.

Acho que o título eleitoral deveria ser com chip com todos os dados do eleitor e um dispositivo para evitar mais de uma votação no mesmo dia. Seria mais garantido. Tem em estudos um sistema que está sendo implantado de identificação pela digital, mas este já outro assunto.

A nossa urna não saiu da primeira geração. Tem muitos países que já aperfeiçoaram as suas, razão pela qual nunca confiaram na nossa.

A Argentina já produziu uma muito melhor que a nossa, bem mais moderna e com muitos recursos, como nos celulares de última geração. O cidadão não precisa teclar, apenas correr o dedo na tela, como fazem também nos tablets.

Segundo os técnicos em computação as fraudes em nossas urnas são de difícil detecção e não é confiável.

As da Argentina já possuem o registro material do voto, procedem auditoria automática do sistema e só utilizem programas de computador abertos, com esse Projeto de Lei do Voto Virtual, o Brasil vai na contramão da história.

O eleitor argentino pode conferir se o registro digital do seu voto contém de fato o seu voto. O eleitor brasileiro não pode.”

“Nenhum sistema informatizado é imune à fraude,” não sou eu que estou afirmando isto, são os técnicos em computação.

UMA COMPARAÇÃO DA ARGENTINA COM A BRASILEIRA

  1. O eleitor argentino pode conferir e até refutar o registro digital do seu voto, antes de deixar o local de votação e de forma simples e direta.
    O eleitor brasileiro não pode - no Brasil, o conteúdo do registro digital do voto é secreto até para o próprio eleitor, pois não lhe é permitido ver ou conferir o que nele foi gravado.
  2. Os fiscais de partido na Argentina podem conferir a apuração do voto eletrônico, verificando a integridade de cada registro de voto e assistindo sua contagem.
    O fiscal eleitoral brasileiro não pode - no Brasil, a apuração dos votos eletrônicos é secreta para o fiscal brasileiro, já que não lhe é permitido acompanhar e conferir a contagem dos votos.
  3. É plena a colaboração das autoridades eleitorais argentinas de todos os níveis para com a fiscalização, agregando segurança e confiabilidade ao processo eleitoral.

Tem mais uma coisinha, muito importante, que não falei: a apuração na Argentina é muito mais rápida que no Brasil.

tela é maior e possui touch-screen, em vez do teclado fixo, bem mais prático.

“ Na Argentina, após votar, o eleitor recebe seu voto na chamada cédula eletrônica e em papel impresso.”

“A urna argentina é mais rápida e "mais transparente" que a brasileira, por permitir que tanto o eleitor como o mesário possam conferir a "integridade do registro do voto".

Confira demais dados na fonte abaixo, tem muita coisa interessante:

FONTE: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/argentina2011.htm

Manoel Amaral

http://osvandir.blogspot.com

THE NEW WEST - IV - A CAIXA DE PANDORA


THE NEW WEST - IV

A CAIXA DE PANDORA


“Operação Caixa de Pandora, foi criada em 2009, para reprimir fraudes em licitações no governo do Distrito Federal.”

Envolvimento de servidores públicos, empresários e até integrantes do Judiciário.

“A Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, acabou com o Mensalão de DEM em Brasília e levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda”

Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros. Foi uma de maior impacto da PF.

“O esquema de corrupção seria uma espécie de “pedágio” que Arruda cobrava de empresas interessadas em conseguir contratos com sua gestão. O dinheiro arrecadado, segundo o inquérito da Polícia Federal, era dividido entre ele, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários e assessores.”

De acordo com a operação da PF, o dinheiro que Arruda repassava a políticos vinha de empresas privadas que prestavam serviço ao governo do DF. Aqui uma coisa interessante, o dinheiro distribuído não saía da área pública.

“As empresas pagavam "por fora" para garantir a os contratos e continuidade dos serviços. O ex-governador, por sua vez, pagava aos aliados e adversários políticos para garantir estabilidade no governo e aprovar os projetos que queria. Com o apoio político, facilitava os contratos e licitações das empregas que forneciam o dinheiro.”

“Entre a pilha de coisas recolhidas, estavam agendas com anotações de pagamentos a políticos, livro-caixa com a contabilidade que os investigadores suspeitam ser de propina, dossiês sobre corrupção em empresas públicas e secretarias, além de um mapa com loteamento político de mais de três mil cargos no governo do DF, remessas de dinheiro para o exterior e acertos para fraude em licitações públicas.”

Ao todo, o processo principal já tem cerca de 40 mil páginas, fora os apensos e os avulsos.


Manoel Amaral

Fonte: Do R7, em Brasília; Revista Veja; Folha de S.Paulo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

THE NEW WEST – III CORRUPÇÃO

THE NEW WEST – III

CORRUPÇÃO

“A reeleição é um poço de corrupção”

(Osmair – Tio do Osvandir)

No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.

A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.

Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.

Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.

O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).

Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.

A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)

Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.

Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.

A reeleição favorece a corrupção.

Veja abaixo alguns casos mais recentes de corrupção:

CPI do Banestado - 2004

“Comissão Parlamentar de Inquérito pediu 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. A comissão investigou o envio de cerca de R$30 bilhões, por meio das chamadas contas CC-5.” (Revista Veja)

MENSALÃO - 2005

“A prática já existia e consistia no pagamento de uma “mesada” para deputados votarem a favor de projetos de interesse do governo Lula, mas a palavra apareceu pela primeira vez na “Folha de S. Paulo”, em entrevista do deputado Roberto Jefferson. “ (Revista Veja)

DINHEIRO NA CUECA – 2005

“José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do então deputado José Genoino, foi detido com US$100 mil escondidos sob a cueca e outros R$200 mil numa maleta.“ (Revista Veja)

ANTONIO PALOCCI - 2006

O então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi afastado do cargo depois da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da “República de Ribeirão Preto”. (REvsista Veja)

Operação Sanguessuga - 2006

“A Operação Sanguessuga, deflagrada em 2006 pela Polícia Federal, ilustra à perfeição como a dependência dos municípios em relação às verbas federais e a atuação dos intermediários que transportam recursos de uma esfera para a outra fomentam a corrupção. A operação desbaratou um esquema de superfaturamento na compra de ambulâncias que estava disseminado em dezenas de municípios.” (Revista Veja)

RENAN CALHEIROS – 2007

“Em maio, a revista “Veja” revelou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia recursos da empreiteira Mendes Júnior, por meio do lobista Cláudio Gontijo, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.” (Revista Veja)

Ministro Rondeau e Construtora Gautama - 2007

“O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido num esquema que fraudava licitações para a realização de obras públicas pela construtora Gautama.” (Revista Veja)

OPERAÇÃO SATIAGRAHA – 2007

“Policiais federais cumpriram 24 mandatos de prisão em São Paulo, Rio, Brasília e Salvador, como resultado de investigações da Polícia Federal sobre crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.” (Revista Veja)

Manoel Amaral

domingo, 12 de fevereiro de 2012

THE NEW WEST - II - O CAVALO VOADOR


THE NEW WEST – II
O CAVALO VOADOR


“Quem mata um homem é chamado de assassino,
quem mata milhares é chamado de herói.” Charles Chaplin


Hoje as grandes quadrilhas andam num só cavalo voador, o avião.

Podem marcar assaltos em vários pontos estratégicos do país ao mesmo tempo.

Recolhem grandes quantias de cada vez, que nunca mais são encontradas.

Haja vista o maior assalto a banco de nosso país: O Banco Central de Fortaleza, em 2005, de onde 36 ladrões levaram R$ 164.755.150,00 dos cofres, dos quais, até o momento, apenas uns 20% foram encontrados.

O mais impressionante é que cavaram um túnel subterrâneo de 80 metros de comprimento, por 70 cm de diâmetro, uma verdadeira obra de engenharia.

O dinheiro, em notas de R$50,00, previamente selecionadas, sem numeração, pesava 3 toneladas. Usaram uma empilhadeira para recolher o dinheiro.

Este foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Não foi descoberto até agora quem foi o mentor principal do grande assalto e a ligação com alguém do banco. Desconfiam de altas autoridades.

Usaram avião, carreta e outros meios para transportar o dinheiro para vários estados do país.
Alguns bandidos presos, foram chantageados, sequestrados e outros acabaram mortos.

Como o assunto é muito interessante já foram produzidos um filme, um livro e vários documentos sobre o assunto.

Livro: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central" de autoria de Roger Franchini
Filme: Assalto ao Banco Central. Direção: Marcos Paulo. Com os atores: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte.

Encontrei um excelente slide na internet:
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/assalto-ao-banco-central/

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

THE NEW WEST - I - Os Cowboys do Asfalto

THE NEW WEST - I
OS COWBOYS DO ASFALTO





“Mais que de máquinas, precisamos de humanidade."
Charles Chaplin



Eles chegam em seus velozes cavalos mecânicos, portando equipamentos eletrônicos de alta geração.

No lugar de máscaras usam capacetes, com viseiras rebaixadas tornando-os assim irreconhecíveis.

Usam calças e blusões de couro negro, botas especiais e luvas.
Numa aceleração constante, no meio daquele trânsito caótico, atingem qualquer local com muita facilidade.

Andam sempre em dupla. O cavalo do velho oeste carregava apenas um assaltante; hoje, o mecânico, leva dois.

Visam a vítima, param no local escolhido. Um desce e faz a coleta do dinheiro dos postos de combustíveis.

O outro fica ali a espera do colega, para a fuga desenfreada no meio da rua.
A Polícia vai atrás, quando é alertada a tempo, mas dificilmente consegue prender os assaltantes.
Estamos no “Novo Oeste”, onde assaltar e matar são coisas corriqueiras.
Cidades do interior não tem mais sossego. As pequenas agências ou postos bancários são assaltados com mais facilidade.

Eles chegam, amarram e prendem os funcionários (geralmente mulheres) nos banheiros.

Abrem o cofre com muita agilidade, recolhem o dinheiro, limpam também as gavetas dos guichês de atendimento e ainda têm a audácia de assaltar os clientes do banco.

Muitas vezes dinamitam os caixas eletrônicos levando tudo, quando não levam os ditos.

Quando são presos, um sempre escapa e o dinheiro roubado não aparece.
Tempos modernos, como diria Charles Chaplin.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O LIVRO IMPRESSO NÃO VAI ACABAR

"O LIVRO IMPRESSO NÃO VAI ACABAR"

“No passado, os guerreiros hábeis tornavam-se,

eles próprios, invencíveis. Depois, esperavam as

oportunidades para destruir o inimigo.”

A Arte da Guerra de Sun Tzu, 500 A.C





A COLÔNIA DIGITAL



Já fazia anos que eles estavam no espaço. Eram jovens, não conheciam o seu planeta de origem.

Tudo ali era digital. Não tinha jornais, revistas, livros impressos. Grandes telões davam as notícias do dia. Escolas adaptaram o antigo quadro negro, do planeta mãe, para enormes telas brancas que funcionavam ao toque das mãos.

O ensino também era implantado no cérebro, em chips, por blocos: geografia, história, matemática, química, biologia, línguas e ciências espaciais.

Naquela Colônia cada um fazia o seu trabalho previamente estabelecido por computadores e ninguém reclamava.

Um dia um jovem rebelde veio mostrando a todos os colegas um livrinho em papel antigo e todos da turma ficaram curiosos. Tinha muitas palavras que eles desconheciam, mas era curioso pegar aquelas páginas amareladas pelo tempo e descobrir o que continham.

O primeiro livro que conheceram chamava-se A Arte da Guerra de Sun Tzu, escrito na China há séculos. Depois apareceram livros de poesia e ninguém sabia para que serviam. Uma garotinha apaixonada foi quem descobriu: copiou um texto e enviou para o namorado. Aquilo dali para frente virou uma febre. Queriam mais e mais livros de poesias.

O fornecedor, aquele jovem rebelde, os descobrira numa velha biblioteca do planeta Terra. Como era um dos únicos que estavam sempre viajando pelo espaço, teve oportunidade de conhecer os livros em papel.

Mas o Olho Mágico, não gostara nada disso. Dizia que os livros em papel estariam disseminando ideias loucas, provocativas e contra o Regime Central. Queriam implantar outro regime de governo na Colônia.

Todos os livros recolhidos, entre eles muitos clássicos da antiguidade, foram para a fogueira eletrônica.

Os robôs que serviam de guarda ao Sistema estavam agora aparelhados para recolher todo tipo de livro impresso que encontrassem.

Para sanar este problema os espertos jovens digitalizavam a maioria dos livros que recebiam. Mas o legal mesmo, eles diziam, era ler no livro em papel. E desafiavam os robôs colocando capas coloridas que os qualificavam como produtos eletrônicos. Alguns até liam à noite para não serem surpreendidos.

A maioria dos livros já estava lançada na rede de comunicação extranet, onde todos ficavam plugados dia e noite.

Cada dia novas maneiras de ler o livro em papel era repassadas, ao pé do ouvido, para todos. Os guardas eram enganados de todas as maneiras. Até na hora das aulas eles conseguiam passar pequenas listas com textos, indicando outros livros interessantes.

Tudo estava indo muito bem, até que aquele jovem rebelde resolveu por em prática o que leu no primeiro livro que circulou na Colônia Digital: A Arte da Guerra de Sun Tzu.

Armou uma torre de livros bem na praça central e no meio daquela confusão, todos querendo apanhar o seu, foi aí que ele conseguiu desativar vários robôs.

Criou uma equipe e começaram a desmontar todos eles, não tinham armas, mas tinham inteligência e armavam emboscados para as máquinas que não sabiam raciocinar como eles.

Numa daquelas emboscadas descobriram uma grande nave espacial escondida num enorme galpão.

O jovem rebelde elaborou um plano de fuga daquela Colônia. Um grupo, muito maior do que os androides, furaram o cerco e embarcaram naquela nave. Já sabia navegar pelo espaço devido as suas experiências anteriores.

Dirigiram para o Planeta Azul, demorou dois dias, mas foram dias felizes e todos vinham com um livro nas mãos.

No planeta puderam conhecer várias bibliotecas reais e livros por todos os lados, sem o perigo de serem molestados. Ao contrário, eram incentivados a ler.

MANOEL AMARAL