quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA IV

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA IV
Capítulo IV - Final

O TESOURO ENTERRADO

Osvandir trazia um prospector de mineração, importado dos EUA. Comprou através de um colombiano. Estava novinho, era a primeira vez que iria usá-lo.

Ligou o aparelho, toda a área, com 30 metros de profundidade, era registrado na tela. Quando havia a presença de qualquer metal o aparelho dava um sinal.

Havia um multi-sensor integrado que oferecia as imagens em 3D, em alta resolução, aquele equipamento era de última geração, moderníssimo.

Um GPS estava acoplado ao aparelho para registrar o local exato dos metais. Tudo era registrado naquela diminuta tela digital.
Com o seu tablet (leitor de livro digital) de 10 polegadas, Osvandir ia fazendo as anotações registradas e acompanhando todos os detalhes das representações gráficas.

Um sinal no sensor, uma parada, e ali naquela tela estava registrado qualquer coisa interessante.
Mais um pouco para direita, esquerda e pronto. Era mesmo onde tudo estava enterrado.
Agora era escavar com todo cuidado.

Pararam para um pequeno lanche e depois um longo trabalho de tirar terra. Parece que tudo estava enterrado a mais ou menos 5 metros de profundidade.

Senhor Olívio, muito emocionado, não conteve as lágrimas. Depois de muita pesquisa estava quase chegando ao tão falado tesouro do Garimpo das Duas Serras.

O primeiro que apareceu foi uma sacola de couro, cheio de pedras brutas, mas muito brilhantes ao sol. O velho garimpeiro foi logo dizendo:
―São diamantes e dos redondos. Que maravilha! Devem valer uma fortuna.

Osvandir olhou aquelas pedras, se fosse ele o garimpeiro nem reparava que elas valessem tanto.
Foi até a sua mochila, apanhou uma pequena lupa, examinou e disse:
―São muito puras, sem nenhum trinco ou qualquer mancha.

Olívio, naquele momento sentiu um batida forte no coração e caiu no meio daqueles cascalhos.
Quando Osvandir colocou a mão sobre a sua boca, tocou a veia jugular, notou que ele esta morto!
E agora? O que fazer com aquele tesouro todo? Como impedir que aquele local sofresse uma invasão de garimpeiros e outras pessoas?

Osvandir continuou a cavar mais um pouco e encontrou um vidro de um litro cheio de pepitas de ouro. Algumas bem grandes.

Fez prospecção mais abaixo, mas não encontrou mais nada.

Pegou tudo que havia encontrado, guardou em lugar seguro.

Foi até a aldeia dos índios Cinta Fina, comentou os fatos com o cacique. Este não entendeu direito a proposta de Osvandir.

Ele queria passar para tribo todo ouro e diamantes encontrados na caverna.

Não queriam de maneira alguma aceitar aquela riqueza toda, achavam que Osvandir deveria ficar pelo menos com 10% do total de tudo.

Para não haver confusão, aceitou aquela oferta, pediu ao cacique que isolasse o local, apagasse todas as pistas e enterrasse o corpo do garimpeiro Olívio.

Chegando ao povoado, colocou fogo em todos os documentos relacionado com aquela aventura.
No dia seguinte, viajou para a capital e finalmente em casa pode resolver o que fazer com os diamantes e parte das pepitas que recebeu dos índios.

Depois de muito pensar fez a doação para o Museu do Ouro e Pedras Preciosas, de uma grande capital do país.

No local onde Olívio vivia, lá na mata, um astuto garimpeiro, encontrou num buraco, um mapa de pele humana, envolvido em vários tecidos...

Manoel Amaral

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