quarta-feira, 23 de novembro de 2011

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA II

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA II


Capítulo II
O VELHO RELÓGIO

Olívio resolveu procurar alguém de sua confiança para ajudá-lo a desvendar o segredo daquilo tudo. Pegou o mapa e guardou num local desconhecido dos demais, tomando o cuidado de envolvê-lo em tecidos para não danificá-lo ainda mais.

O relógio, a cópia do mapa e dois pedacinhos de papéis, levou-os consigo até a capital.
Por pura sorte ficou sabendo que um rapaz iria dar uma palestra sobre “códigos na ufologia” no salão do hotel onde hospedava.

Foi, gostou, depois do show fez umas perguntas, sobre outros assuntos, as repostas foram satisfatórias. Viu que ele entendia um pouco de arqueologia, códigos, criptografia e povos indígenas do Amazonas. Convidou-o para uma conversa mais tarde.

Num local bem discreto, Olívio encontrou-se com o palestrante:
― Bom dia Osvandir – disse o velho garimpeiro.
― Bom dia meu Senhor - respondeu o palestrante.
― Vamos até aquela mesa ali – indicou uma mais afastada. Vamos tratar de negócios.
― Estou à disposição para analisar os seus problemas.

Daí, conversa vai, conversa vem e um pouco de receio de ambas as partes, Olívio mostrou o relógio, os dois papéis e a cópia do que seria um mapa para Osvandir.

Ao colocar as mãos naquele velho relógio, parecido com um que seu avô usava, lá no interior de Goiás, sentiu um calafrio.

Como lidava sempre com estes objetos antigos foi logo abrindo-o deixando cair um finíssimo papel na mesa.

O garimpeiro assustou-se e disse que não tinha conhecimento deste documento.

Osvandir desdobrou aquele papel, passando a mão direita sobre a mesa, para desamassá-lo.

Havia várias anotações, com caneta de ponta fina e um mini mapa de alguma região.

O velho homem, acostumado com tudo lá no sertão, ficou paralisado.

Era uma cópia perfeita do mapa tatuado nas costas do defunto e que tanto trabalho lhe deu para curtir a pele.

Contou toda a história para Osvandir, por que estava ali e sobre o outro mapa tatuado, os dois papeizinhos, o relógio e o medo de alguém descobrir aqueles segredos todos.

Osvandir tranquilizou-o dizendo que tudo ficaria só com os dois. Não precisaria preocupar-se.
Só aí ele pode dormir em paz, coisa que não fazia desde que descobrira aquele corpo.

De manhã, já no café, Olívio foi contando mais alguns detalhes. Falou sobre uma lenda de um grande garimpo de diamantes nas terras indígenas, entre duas serras, que até hoje ninguém havia descoberto e que os índios sempre falavam.

Osvandir havia examinado os dois pequenos pedaços de papel e achou que poderia ser outro tipo de informação importante diferente do mapa.

Quanto ao mapa foi analisando tudo e anotando em seu note book. Passou numa copiadora e mandou ampliar em papel tamanho A2 (42,0 cm x 59,4 cm), mas não existia aquele ali, então ampliou o máximo em tamanho A3 (29,7 cmx 42,0 cm).

Pelos contornos achou que já havia visto em algum lugar. Copiou os mapas mais antigos da região amazonas e foi examinando devagar.

― Eureka! Não falei, sabia que já tinha visto em algum lugar este desenho!

Era uma região de uma reserva indígena, os contornos conferiam.

Manoel Amaral
Este texto faz parte do livro "Antologia I - Blog do Osvandir"

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