domingo, 15 de maio de 2011

A NAMORADA DO PINÓQUIO

Imagem Google

“Tem muito Pinóquio na política.”
(Prima do Osvandir)



Era uma vez, uma senhora chamada Margarida. Era uma boa mulher, mas não sobrava dinheiro em casa. Foi obrigada a trabalhar no lixão da cidade.

Sua casinha era pequena, simples, mas muito limpinha e ela sabia fazer incríveis obras de arte dos restos retirados do lixo.

As crianças adoravam as bonecas que ela fazia da sucata.

Ela foi juntando tampinhas de garrafa pet, rolhas, arames, pedaços de tecidos, cordões e muitas outras peças. Construiu uma boneca especial. Todos que a viam falavam: ― Ela é tão linda, tão perfeita que parece uma criança de verdade.

Um marceneiro Italiano chamado Gepeto, acabara de construir, também, um boneco de madeira, muito bem feito, com o nome de Pinóquio.

Como no seu país ele não vivia bem, resolveu mudar para outro longe dali.

Escolheu um na América do Sul, onde diziam que naquela terra “em se plantando tudo dava.”

Vieram parar num grande país que outrora foi chamado de Ilha de Vera Cruz, Terra Nova, Terra dos Papagaios, Terra de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra do Brasil e finalmente Brasil, devido a grande quantidade de árvores com o nome de pau-brasil.


Gepeto quando aqui chegou e viu tantas árvores ficou muito feliz. Poderia fazer muitos bonecos, mais bonitos e melhores do que o Pinóquio.

Pinóquio não gostou da terra, viu que tinha muito mato e sujeira na cidade. Mas a proporção que foi conhecendo-a melhor começou a mudar de opinião.

Gepeto não sabia que o dinheiro que ele trouxera não dava para comprar casa nenhuma.

Acabou indo parar lá perto do lixão da cidade.

A primeira pessoa que encontrou foi a Dona Margarida, que o acolheu em sua casinha.

Gepeto ficou encantado ao ver a linda boneca feita de sucata e logo que a viu colocou-lhe o nome de Nóquia.

Os dois bonecos ficavam conversando o dia inteiro e Pinóquio queria mesmo era ser gente, ir para escola, trabalhar, ganhar um dinheirinho, comprar coisas e namorar.


Numa noite de lua cheia, uma fada-madrinha passou por lá. Viu aqueles bonecos e com sua varinha mágica resolveu transformá-los em duas lindas crianças.

Nóquia não sabia que Pinóquio era mentiroso e que cada vez que mentia seu nariz ficava vermelho e crescia. Ele acabou envolvendo-se com alguns políticos da cidade e chegou em casa contando mentiras.

Gepeto muito triste perguntou:
― Está com algum problema Pinóquio?
― Não papai...

Aí seu nariz começou a crescer, crescer, até que chegou ao conhecimento da fada. Ela ficou muito preocupada e o transformou novamente em boneco.

Não se conformando começou a chorar, chorar; até que a madeira começou a rachar com tanta lágrima. Gepeto vendo aquilo pegou as ferramentas e conseguiu trocar algumas peças e consertar o nariz.

A fada apareceu e disse para Pinóquio:
― Só posso transformá-lo novamente em criança se você prometer-me que vai se comportar melhor.
Ele prometeu, disse que nunca mais iria mentir, que aquilo era coisa do passado.

― Olha lá criança, se voltar a falar besteiras será transformado novamente em boneco de madeira... ou em coisa pior!
― Pode deixar, agora vou comportar-me direitinho.

Mas não adiantava, ele cresceu e continuou sempre mentindo. Até que um dia candidatou-se a Vereador da cidade e ganhou a eleição com suas mentiras.

Dona Margarida disse:
― Finalmente Pinóquio conseguiu um local ideal para trabalhar.

Manoel Amaral

Nenhum comentário:

Postar um comentário