quarta-feira, 6 de abril de 2011

OSVANDIR E A MULHER DE PRETO DE OURO BRANCO


“Pela Estrada Real e seus descaminhos o suor escorreu,

o sangue correu e o ouro escoou a caminho da Europa.”

(Instituto Estrada Real)

Capítulo I

Ouro Branco

Numa aventura anterior, em 1999, Osvandir esteve em Ouro Preto e encontrou a Mulher de Branco, passou um susto danado.

Agora ele resolveu visitar a cidade de Ouro Branco, também em Minas Gerais.

Perguntou na Prefeitura a origem do nome Ouro Branco e um funcionário informou que o ouro de cor amarela, natural claro, produzida pelo metal paládio a ele associado, é denominado de "Ouro Branco".

Ficou instalado, provisoriamente, no Hotel Mirante da Serra.

Resolveu ver uma velha gameleira que segunda a história, foi onde ficou exposta a perna direita de Tiradentes. Sentiu os pelos dos braços arrepiarem quando chegou perto.

Ali na Estrada Real, viveu o momento onde o Governo do Estado mandou distribuir várias partes do corpo de Tiradentes, colocando-os onde ele mais frequentava.

Saindo deste caso tenebroso foi para o Hotel, nem teve coragem para almoçar. Tomou apenas um café.

Ao sair, o porteiro disse-lhe que tinha um recado de uma mulher muito bonita. Eis o que estava escrito naquele papel amarelado pelo tempo: “Venha encontrar-me na Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens”.

Reparou bem no papel e notou que o bilhete fora escrito com uma velha caneta-tinteiro, com tinta azul. Achou aquilo meio estranho, por que hoje em dia ninguém escreve mais com estas canetas.

Deixou de pensar no pior, a caneta poderia ser a famosa Mont Blanc. Nada de terrorífico, coisa de gente fina.

Queria mesmo conhecer a Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, bem antiga. Pegou o carro e deu umas voltas pela cidade, pensou melhor e voltou ao Hotel para almoçar.

Quando o relógio da matriz bateu doze badaladas ele levantou-se repentinamente, nem tinha almoçado direito e foi ao encontro da misteriosa mulher.

De longe ele pode notar na porta da Capela uma mulher vestida de preto.

Agora ele estava metido em encrenca muito pior do que a Mulher de Branco de Ouro Preto.

Ao aproximar o veículo, notou que ele era muito magra, tipo modelo profissional, com uns vinte e cinco anos aproximadamente. Muito bonita, cabelos negros e um batom vermelho muito forte. Rosto um pouco pálido.

― Olá meu jovem, ― disse ela logo aproximando de Osvandir.

― Como vai? Qual o objetivo deste convite tão especial?

― Você não queria conhecer Ouro Branco? Deixa comigo. Meu pai é proprietário de umas terras próximo da Fazenda Carreiras, na Estrada Real.

― Ouvi falar que hoje haverá uma balada... ― nem bem Osvandir, completara a frase, aquela linda mulher foi dizendo:

― Eu sei onde é, poderemos ir. Vou te mostrar o local e à noite estarei a sua espera lá.

Despreocupado Osvandir voltou para o Hotel; mas e nome da moça? Ele nem perguntou. Procurou o porteiro do hotel, ele também não sabia o nome da mulher.

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