sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ALADIM E O CARTÃO MÁGICO

Imagem Google

“Dinheiro não traz felicidade: manda buscar.”
Márcio Casaroti

Aladim caminhava por uma rua estreita e escura, de um pequeno bairro de cidade grande, quando uma coisa brilhou no chão.

Aproximou-se para ver do que se tratava, olhando para os lados, pensando logo em algum bandido.

À luz do sol ela brilhava muito. Subitamente um grande clarão surgiu como se fosse uma lâmpada de mercúrio.

Aladim estava ali a olhar aquela lâmpada brilhante quando notou uma fumacinha branca subindo aos ares.

No meio daquele rodamoinho surgiu um gênio com várias ideias na cabeça, oferecendo tudo, parecendo político em época de eleições.

Oferecia três pedidos para o cidadão Aladim. Riquezas sem fim, modernidades mil, viagens até à lua, marte ou outros planetas.

Aladim, muito comedido perguntou:
― O Senhor tem aí um tal de Cartão Corporativo?
― Cartão corporativo? Onde você viu falar isso meu filho?
― Aqui mesmo em nosso diminuto reino.
― Tá, vou pesquisar... huuuuummmm. Tem vários cartões de Crédito, serve?
― Não, quero somente Cartão Corporativo!
― Do Reino Unido?
― Isso mesmo!
― Está aqui o seu Cartão! Agora você só tem direito a mais dois pedidos, viu?

Aladim pensou, pensou e revolveu pedir mais dois Cartões Corporativos.

O gênio muito encabulado perguntou:
― O que você vai fazer com uns cartõezinhos de plástico?
― Muita coisa – respondeu Aladim.

Uma nuvem branca surgiu e levou aquele gênio maluco.
Aladim ficou ali por muito tempo, admirando aqueles três cartões de plásticos, brilhantes, com faixa dourada.

Lembrou que esta praga de cartões fora criada para facilitar a transparência das contas do reino e diminuir os gastos por meio da comprovação de notas.

Naquele reinado, onde o petróleo jorrava em todo lugar, o cartão podia ser utilizado para qualquer tipo de compra, desde passagens aéreas até pagamento de prestações de vários tipos e saques em dinheiro. Enfim, o cartão era de muita utilidade para qualquer cidadão que trabalhasse na área pública.

Mas Aladim nunca ocupou cargo público, como ficaria a sua situação? Ninguém sabia, também nunca ouve fiscalização dos ditos cartões e todos os usuários estavam usando como bem entendessem aqueles magníficos e brilhantes, suporte de vida!

Foi vivendo e aprendendo, primeiro sacou cem mil para comprar uma casinha. Entusiasmado fez uma viagem pelos países vizinhos, gastando uma nota preta (ou seria uma nota afrodescendente?).

Na volta observou se havia algum comentário, nada, tudo estava como deixara.
Resolveu então arranjar uma namorada e gastar a vontade em bailes, restaurantes, viagens, carros, roupas, e tudo que o cartão poderia comprar. Por enquanto estava usando apenas o primeiro cartão, em caso de problemas passava imediatamente para outro, por que ele não era bobo.

Assim foi enriquecendo cada vez mais, sem ninguém saber como, muitos até pensavam que ele esta vendendo drogas, mas depois chegavam a conclusão que aquele bom moço não iria chafurdar na lama do sistema violento dos traficantes.

Mas um fato muito interessante aconteceu: o gênio Midala resolveu voltar para ver como estava vivendo Aladim.

Chegou, bateu na porta do palácio (palácio?), é, o esperto mocinho já comprara um velho palácio na rua principal do lugarejo e mandara reformá-lo, era o melhor prédio daquele local.

― Enriqueceu muito meu velho amigo! Como foi que fez isso? Com aqueles cartõezinhos de plástico?
― É preciso destreza e muita sabedoria. Não pode ir como muita sede ao pote. Tem que saber usar o que ganha. Movimentar o capital. Nunca desperdiçar. Hoje estou aplicando muito dinheiro em ecologia. Está vendo aquela fábrica? É tudo reciclagem, muitas pessoas trabalham ali. O valor das vendas é dividido entre eles.
― Aladim, meu filho, como você está se tornando sábio. Toma mais alguns cartões, onde poderá usar com sabedoria.
― Obrigado meu gênio. Você poderá visitar-me quando quiser. Agora vamos almoçar com tudo que temos direito e depois uma sobremesa com frutas da região, por que ninguém é de ferro!

O gênio Midala aprovou tudo que Aladim fizera e disse que voltaria sempre.

Manoel Amaral

Um comentário:

  1. Blz?
    Estou precisando de um (apenas um) cartão destes.
    E não precisa ser do reino unido, pode ser do Brazil mesmo. rsrsrsrs
    O probelma é que não encontro minha lâmpada. rsrsrs
    Abraços de
    Thymonthy

    ResponderExcluir