sexta-feira, 26 de novembro de 2010

OSVANDIR E O FENÔMENO SIDERAL - I I I

OSVANDIR E O FENÔMENO SIDERAL

Capítulo III

Depoimentos


Nenhum dos três acreditavam muito na explosão, pouso de nave ou ufo naquela região, mas foram lá verificar os fatos. Desta vez o engenheiro resolveu acompanhá-los.

No caminho encontraram o médico Jacinto que veio lá do Rio de Janeiro.
– Como vai Doutor? Já fui apresentado ao Senhor lá na pousada – disse Osvandir.
– Você é o ufólogo lá de Minas? O que veio pesquisar aqui?
– Vim com o Waldemar para dar uma olhada, mas o que está me interessando mesmo é o caso da explosão...
– Escolheu a pessoa certa, eu sou quem foi designado para cuidar dos enfermos...
– Enfermos? Quem está doente por aqui. Casos de dengue hemorrágica?
– Não amigo, eu sou especialista em queimaduras, estou ajudando as enfermeiras num caso muito estranho acontecido por aqui. Não sei bem da história, vocês deverão entrevistar melhor as testemunhas.
– Mas será que é o mesmo caso que viemos pesquisar?
– A cidade é pequena, tem cerca de 25.000 habitantes, poucas ruas, logo vamos saber... – disse o médico.

O engenheiro Juvêncio que até aquele momento mantinha-se calado resolveu entrar na conversa:
– Será o caso dos fins de outubro?
– Pode ser – respondeu o médico.

Seguiram para o pequeno posto de saúde no final do quarteirão. Ali entre vários enfermos tinha sete pessoas que há 20 dias permaneciam internados. Tiveram que arrumar camas com os vizinhos, devido a precariedade do local.

Waldemar e Osvandir entraram primeiro, a enfermeira quis barrá-los, mas o médico disse que poderia deixar os dois entrar. Os quartos estavam isolados, com visitas proibidas.

Para piorar a situação um surto de catapora e meningite atacou a região.

Os que estavam internados eram:
O primeiro paciente, uma mulher de 40 anos, tinha câncer.
O segundo, uma mulher, 35 anos, era estéril.
O terceiro caso era mais simples, problemas na arcada dentária, um senhor, setenta anos de idade.
O quarto sofria de tuberculose.
O quinto, uma jovem de 15 anos, tinha problemas nos rins.
O sexto, uma mulher de 45 anos, com diabetes;
O sétimo, um jovem de 25 anos, com AIDS.
Todos os casos comprovados através de tratamentos anteriores, laudos médicos, exames de sangue, chapas de raio X, etc.

Waldemar e Osvandir tiveram o cuidado de resguardar os nomes verdadeiros de todos eles.

O primeiro a ser entrevistado por Osvandir foi a paciente com câncer:
– A senhora tinha câncer há muito tempo?
– Sim! Tudo comprovado por laudo médico, eu ia fazer tratamento em Belém, sempre. Olha meus cabelos, agora que estão renascendo.
– A Senhora estava junto com os outros seis, no final da rua, naquele dia?
– Sim moço, a coisa foi feia num certo sentido, mas por outro lado os benefícios...
– Benefícios? Que aconteceu depois? Estou ficando curioso.
– Eu e meus amigos, estávamos nos dirigindo para rezar o terço de domingo, na casa de um colega nosso, justamente pedindo graças.
– Desejo saber como foi e o que você viu, naquele dia 31 de outubro.
– Olha, veio um objeto descendo do espaço, fazendo caracol, parece que alguma coisa não ia bem com ele...

Do outro lado do quarto, Waldemar entrevistava a mulher de 35 anos, que não tinha filhos:
– O que foi que a Senhora viu, naquele domingo?
– Eu vinha junto com a minha companheira de quarto, descendo a rua e ela alertou-me para um objeto que vinha descendo em espiral, um barulho bem esquisito, parecia grande...

No outro quarto o engenheiro Juvêncio falava com aquele senhor de idade avançada, com problemas na arcada dentária.
– E aí, como foi que tudo aconteceu?
– “Nois” vinha vindo lá da rua de cima, todo mundo junto, “conversano”, até que alguém chamou a atenção para o céu. Uma coisa vinha caindo e deixando uma fumaça branca para trás, lá para o lado dos Campos de Tauá

Manoel Amaral

Um comentário:

  1. Oi Manoel. Blz?
    Este suspense esta ficando cada vez melhor. DO jeito que Osvandir gosta.
    Mas esta cidade heim..... vai ter problemas assim...
    Abraços

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