quinta-feira, 28 de outubro de 2010

OSVANDIR E A COBRA GRANDE

Capítulo III
A COBRA GRANDE


Osvandir e os demais náufragos estavam sendo aguardados no porto de Manacapuru. Zeca já o esperava no porto. Perguntou a Osvandir se ele queria voltar para a fazenda, mas este respondeu:
- Por favor, leve-me daqui direto para Manaus, pois já tomei muito susto por ontem e hoje.

Zeca perguntou-lhe. – Você vai assim mesmo, molhado?
- Vou como estou. Se quiser me levar agora agradeço muito. Voltarei para Manaus pela Rodovia AM-070. Coloque o combustível, vamos embora daqui o mais rápido possível.

Zeca entendeu o estado psicológico do primo e amigo. Levou-o para o Fusca e Osvandir sentou-se com a roupa molhada, segurando ainda, sua maleta.
Procuraram a entrada para a 070 e rumaram para Manaus margeando o rio Solimões. Havia queimadas na margem da estrada. Zeca perguntou:
- Por quê o navio afundou?
- Deve ter batido em uma cobra grande. Foi o boato que ouvi, - respondeu Osvandir, quase sem acreditar.

Continuaram a viagem sem comentar mais nada. Cada um carregava seus demônios nas cabeças: Cão do Inferno e Cobra Grande.

Depois de uns 90 km percorridos chegaram à Capital. Zeca o levou para uma loja de roupas e Osvandir comprou duas mudas de roupa e uma mala nova, pois a dele estava molhada e deformada. Depois de trocar de roupa na Loja, foram comprar passagem de avião para S. Paulo. Procuraram um Hotel, onde Osvandir hospedou-se. Despediram-se, às gargalhadas e enviou lembranças para a família dele.

Zeca partiu para sua fazenda lembrando-se da aventura que ambos haviam vivido.

Osvandir viajou de avião para S. Paulo e de lá tomou um jatinho para Goiânia.
Chegando lá, telefonou para Amaral, Pepe e seu tio Osmair. A este, contou uma mentira bem forjada e lhe transmitiu o abraço do primo Zeca.

Osvandir não esqueceu a Botija, o Cão do Inferno e a Cobra Grande. Manacapuru e muriçocas. Nunca mais. Agora pensava em procurar o Curupira nas matas do Amazonas.

Moura.

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