quarta-feira, 7 de julho de 2010

Osvandir, o Espião que abalou a Rússia


Imagem Google

Capítulo I
Moscou

“А информационная война - это комплекс мероприятий и операций,
проводимых в мирное и военное время, в которых информация
является одновременно оружием, ресурсом и целью.”

“E a guerra de informação - é um complexo de atividades e
operações realizadas em tempo de paz e de guerra, na qual a
informação é tanto uma arma , de recursos e efeitos.”
Jornal Pravda, Rússia


Osvandir passeava tranquilamente entre uns turistas, no Rio de Janeiro, antes de embarcar para a Rússia e assistiu a uma cena chocante. Um casal passeava na rua e um bueiro explodiu, lançando uma mulher a mais de três metros de altura. O fogo que saia do buraco provocou queimadura no casal, que foi imediatamente internado, em estado grave.

Depois dessa Osvandir seguiu direto para o hotel e em seguida para o Aeroporto Internacional do Galeão, comprando passagem, bem como seguro de viagem, para a Rússia. Perguntaram se era a passeio ou a negócios e foi informado que era a negócios. Foi Informado as reservas de hotel e programação da data de retorno em seus documentos.

Embarcou às 10h, para uma viagem de aproximadamente de 11.542 km de distância em linha reta do Rio de Janeiro, Brasil até Moscou, na Rússia. Horas e horas naquele confortável assento.

Um cafezinho, um salgadinho, bebida alcoólica que foi prontamente recusada. As aeromoças muito gentis.

Leu revistas e os dois livros que levou: Como aprender Russo em 30 dias e Giselle Montfort, a espiã nua que abalou Paris”, de David Nasser. Um Guia da capital russa, Moscou, também encontrava-se na maleta de mão.

Abriu um jornal, mas estava em Russo e não entendeu quase nada, dizia qualquer coisa relacionada com espionagem nos EUA.

Fizeram escala num país da Europa, Portugal. Seguiram em frente.
Osvandir resolveu perguntar quantas horas de Brasil a Moscou, a aeromoça, num português muito enrolado respondeu que gastariam 15 horas.

Mês de julho deste ano 2010, a temperatura em Moscou apresenta-se em média de 21 a 24 graus, quente para eles, mas suave para Osvandir.
A maior dificuldade foi devido à língua, o problema foi resolvido com a contratação de um intérprete.

Na Praça Vermelha viu o Kremlin ao lado. Andou de metrô, na Linha Vermelha. Aquilo que é meio de transporte. Que organização. Com 19 estações e 26,1 km de comprimento. Foi uma das primeiras linhas de metrô criadas em Moscou.

Os principais pontos turísticos de Moscou: Visitou o Museu Nacional de História, Catedral do Cristo Salvador, Museu de Belas Artes Púshkin, Catedral de São Basílio, Teatro Bolshoi.
Osvandir fez uma reserva, com antecedência para o espetáculo de 6 de julho, no Teatro Bolshoi, valor US$279 por ingresso. Conforme o cartaz tratava-se do Ballet Clássico Alexander Glazunov "Raymonda" (Balé em três atos).

O luxo nas dependências do Teatro impressionou o nosso herói, a Orquestra Sinfônica Teatro Bolshoi, estava lá com todos seus membros, na direção de Pavet Sorokin.

O pessoal do Teatro ainda estava um pouco abalado pelo falecimento de Marina Semenova, lendária bailarina clássica da época soviética, aos 102 anos, dia 9 de junho próximo passado.
Ficar nas residências, ao aconchego do aquecimento é muito bom, mas sair às ruas, para quem vive o verão praticamente o ano inteiro, no seu país de origem, é meio difícil. O frio é muito forte para quem não está acostumado.

Por esta razão, assim que a peça terminou, Osvandir correu para o hotel, mas teve uma surpresa quando atravessou a porta de entrada. Dois policiais da KGB estavam a sua espera. Foi preso.

Manoel Amaral

Leia os dois capítulos I e II

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia_13.html

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