sexta-feira, 2 de julho de 2010

OSVANDIR & NAZTAR, O NETO DE TARZAN

Capítulo IV
UM SAFÁRI NO SERENGETI

Serengeti vem da palavra Masai, Siringit, “que significa o lugar onde a terra vai durar para sempre” e remete para as planícies relvadas, que compõem cerca de um terço do mais antigo parque da Tanzânia.

Tanzânia, cuja capital fica em Dodoma, é um país de vastas planícies, montanhas e grandes lagos.

Mas Osvandir e Naztar não estavam num safári no Serengeti, apenas atravessaram parte do parque e se dirigiram para bem próximo do Monte Kilimanjaro, com 5.985 m de altura, uma das maiores montanhas do mundo, que durante a maior parte do ano o pico fica coberto de neve. Foram para resgatar dois turistas ingleses e três americanos.

Eles estavam perdidos no emaranhado de Ngorongoro Crater, à beira da famosa Cratera Ngorongoro, no extremo leste do Serengeti, na Tanzânia do norte.

Para atender ao pedido mais rapidamente, Osvandir e Naztar foram de jipe até certo ponto, depois partiram de balão sobre a planície, que permitia uma visão diferente da vida selvagem e da paisagem.
De câmara digital nas mãos iam fotografando tudo. De vez em quando um leão aparecia faminto, devorando uma gazela ou um antílope, caçado pelas fêmeas. Os gnus estavam em toda parte.
Viram Leões, leopardos, crocodilos, guepardos, rinocerontes, gnus, zebras, impalas, javalis, topi (ou antílopes), gazelas e hiena, chita e caracal (ou lince-do-deserto, é um carnívoro da família dos felídeos). Predadores e presas todos ali juntos, numa visão sem igual.

Serengeti é sinônimo de vastos rebanhos de variados animais selvagens que realizam movimentos migratórios ao longo do ano e que podem ser observadas nas planícies de mais de 14 mil km² do parque.

Era hora de descer do balão e seguir a pé, até o sopé da montanha.
Um vento começava a soprar do leste e um friozinho a congelar as mãos.

Um javali assustado, com cria nova, ameaçou atacar Naztar, mas a perícia de Osvandir afastou-o da vítima.

Um javali pode pesar mais de cem quilos e é considerado na África como símbolo da força, da coragem e da bravura, sua presas eram utilizadas como amuletos em longos colares pelos povos primitivos.

Seguiam os dois distraidamente, conversando sobre o próximo jogo do Brasil contra a Holanda, no campo do Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, quando esbarraram numa jibóia conhecida sob o nome indígena de «Iran Cego». Um pulo por um lado e uma observação, ela estava devorando um pequeno mamífero.

Agora ficava mais difícil, subir uma rampa cheia de pedregulhos, atravessar um cem número de buracos e equilibrar sobre precipícios.
Numa altitude já bem avançada, encontraram sinais de um acampamento. As cinzas de uma fogueira, ainda quentes, indicavam que estiveram por ali.

Um escorregão e Naztar foi parar lá em baixo, numa queda de uns 15 metros, rolando mato abaixo. Muito preocupado Osvandir perguntou se havia algum ferimento e este respondeu que estava bem.

Seguiram dali mesmo por uma trilha e tiveram a sorte de ouvir alguns gritos. Eram os malfadados turistas perdidos.

Foi Naztar que entendeu melhor o pedido de socorro, vinha de uma matinha próxima. Um helicóptero de busca acabava de sobrevoar aquela região.

Encontrados os turistas, foram alimentados com algumas barras de chocolate e cereais, por Osvandir.

Através de sinais no solo conseguiram atrair a atenção do piloto. Embarcaram todos para a cidade mais próxima, colocando fim em mais uma frustrada escalada de montanha na África por turistas inexperientes a procura de aventura selvagem.

Chegaram ao hotel cinco horas antes do jogo do Brasil x Holanda e o barulho era enorme. O amarelo e o vermelho dominavam todas as cores naquela manhã.

Manoel Amaral



Fonte Pesquisa: www.serengeti.org/, safari.go2africa.com/tanzania/serengeti-safari.asp,
www.go2africa.com › Tanzania

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