terça-feira, 13 de julho de 2010

OSVANDIR, O ESPIÃO QUE ABALOU A RÚSSIA


Capítulo II
OSVANDIR, UM ESPIÃO


Ele foi preso e, acusado de ser um agente da CIA, a serviço de inteligência dos EUA.
“Osvandir foi acusado, pela Promotoria, de se passar por cidadão russo para, sob as ordens dos serviços de inteligência americano, se infiltrar em círculos políticos influentes da Rússia e coletar informações. Após as confissões no tribunal de Moscou, o juiz responsável pelo caso descartou as outras acusações que pesavam contra o suspeito - entre elas a de microfilmar importantes pesquisas sobre ufologia - e ordenou a sua deportação imediata do país, o que seria fruto de um acordo em troca das confissões..”

Se todas aquelas acusações se confirmassem ele seria enviado para a Sibéria, para trabalhos forçados, num local com temperatura maior que -25º (vinte e cinco graus abaixo de zero!). Logo ele que não estava suportando nem 20º, acostumado que estava com sol o ano inteiro em sua terra natal.

O Governo Americano mandou um avião com alguns espiões, a Rússia fez o mesmo. Pousaram num campo secretO e a impressa não teve acesso. Tentaram fotografar, mas não foi possível. Tudo fora projetado para que a integridade física do espiões fosse mantida.

Osvandir que mal conhecera a Rússia foi deportado para o EUA.
No avião, abriu sorrateiramente o seu note book e viu no seu jornal eletrônico preferido a seguinte manchete:

EUA e Rússia realizam maior troca de espiões pós-Guerra Fria

“Os órfãos da Guerra Fria voltaram a suspirar esta semana com a prisão em Nova York da jovem espiã russa Anna Chapman, acusada de usar seus encantos de mulher fatal, e ainda por cima ruiva, para seduzir funcionários do governo e empresários americanos. Buscava, diz a Polícia Federal dos EUA, “segredos íntimos” para o Kremlim.”
Outro texto vinha da Rússia:

“Um avião trouxe quatro espiões condenados na Rússia e que receberam um perdão do presidente, Dimitri Medvedev.”

Assim, nesta confusão de contra-informação Osvandir estava metido até o pescoço. A Rússia o acusava de espião, os EUA nem desconfiava que ele era brasileiro.
Quando puseram os pés em New York foi que o FBI descobriu um estranho entre os espiões. Interrogado e jogado numa cela fria por dois dias, depois foi levado para a prisão de Guantânamo, Base Naval dos EUA em Cuba, acusado de terrorista.

Por ali ficou até que o Consulado Brasileiro tomou conhecimento e providenciou documentação para a sua soltura.

Quando as autoridades americanas souberam que ele era “ufólogo brasileiro”, todos caíram na gargalhada.

Liberado e deportado com forte esquema de segurança. Partiu de Cuba num dia chuvoso e veio parar no aeroporto de São Paulo. De lá conseguiu ligar para um amigo que o trouxe até a sua terra.

Depois de passado o susto, ficou imaginando o que seria dele se fosse para a Sibéria, morreria dentro de poucos dias com os trabalhos forçados e o frio, logo ele que não passou nenhuma noite com a linda espiã ruiva Anna Chapman.

Manoel Amaral

Leia o Capítulo I e II

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia_13.html

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Osvandir, o Espião que abalou a Rússia


Imagem Google

Capítulo I
Moscou

“А информационная война - это комплекс мероприятий и операций,
проводимых в мирное и военное время, в которых информация
является одновременно оружием, ресурсом и целью.”

“E a guerra de informação - é um complexo de atividades e
operações realizadas em tempo de paz e de guerra, na qual a
informação é tanto uma arma , de recursos e efeitos.”
Jornal Pravda, Rússia


Osvandir passeava tranquilamente entre uns turistas, no Rio de Janeiro, antes de embarcar para a Rússia e assistiu a uma cena chocante. Um casal passeava na rua e um bueiro explodiu, lançando uma mulher a mais de três metros de altura. O fogo que saia do buraco provocou queimadura no casal, que foi imediatamente internado, em estado grave.

Depois dessa Osvandir seguiu direto para o hotel e em seguida para o Aeroporto Internacional do Galeão, comprando passagem, bem como seguro de viagem, para a Rússia. Perguntaram se era a passeio ou a negócios e foi informado que era a negócios. Foi Informado as reservas de hotel e programação da data de retorno em seus documentos.

Embarcou às 10h, para uma viagem de aproximadamente de 11.542 km de distância em linha reta do Rio de Janeiro, Brasil até Moscou, na Rússia. Horas e horas naquele confortável assento.

Um cafezinho, um salgadinho, bebida alcoólica que foi prontamente recusada. As aeromoças muito gentis.

Leu revistas e os dois livros que levou: Como aprender Russo em 30 dias e Giselle Montfort, a espiã nua que abalou Paris”, de David Nasser. Um Guia da capital russa, Moscou, também encontrava-se na maleta de mão.

Abriu um jornal, mas estava em Russo e não entendeu quase nada, dizia qualquer coisa relacionada com espionagem nos EUA.

Fizeram escala num país da Europa, Portugal. Seguiram em frente.
Osvandir resolveu perguntar quantas horas de Brasil a Moscou, a aeromoça, num português muito enrolado respondeu que gastariam 15 horas.

Mês de julho deste ano 2010, a temperatura em Moscou apresenta-se em média de 21 a 24 graus, quente para eles, mas suave para Osvandir.
A maior dificuldade foi devido à língua, o problema foi resolvido com a contratação de um intérprete.

Na Praça Vermelha viu o Kremlin ao lado. Andou de metrô, na Linha Vermelha. Aquilo que é meio de transporte. Que organização. Com 19 estações e 26,1 km de comprimento. Foi uma das primeiras linhas de metrô criadas em Moscou.

Os principais pontos turísticos de Moscou: Visitou o Museu Nacional de História, Catedral do Cristo Salvador, Museu de Belas Artes Púshkin, Catedral de São Basílio, Teatro Bolshoi.
Osvandir fez uma reserva, com antecedência para o espetáculo de 6 de julho, no Teatro Bolshoi, valor US$279 por ingresso. Conforme o cartaz tratava-se do Ballet Clássico Alexander Glazunov "Raymonda" (Balé em três atos).

O luxo nas dependências do Teatro impressionou o nosso herói, a Orquestra Sinfônica Teatro Bolshoi, estava lá com todos seus membros, na direção de Pavet Sorokin.

O pessoal do Teatro ainda estava um pouco abalado pelo falecimento de Marina Semenova, lendária bailarina clássica da época soviética, aos 102 anos, dia 9 de junho próximo passado.
Ficar nas residências, ao aconchego do aquecimento é muito bom, mas sair às ruas, para quem vive o verão praticamente o ano inteiro, no seu país de origem, é meio difícil. O frio é muito forte para quem não está acostumado.

Por esta razão, assim que a peça terminou, Osvandir correu para o hotel, mas teve uma surpresa quando atravessou a porta de entrada. Dois policiais da KGB estavam a sua espera. Foi preso.

Manoel Amaral

Leia os dois capítulos I e II

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia_13.html

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O PORTAL DO TESOURO

Uma chuva fina caiu à noite, de manhã um nevoeiro cobriu a cidade. Em Pitangui, outrora terra do ouro, hoje uma pacata cidade do interior de Minas; dois velhos conversavam:
– Sabe aquela casa velha da rua de baixo? Um Senhor chamado Josias, demoliu-a para levar até um sítio, no Estado de São Paulo. Quer montar uma fazenda só com construções da época do ouro.
– É mesmo? Que coisa, hein? Tanta gente querendo modernidade e este cara quer reconstruir as velharias do século 18. É de se admirar!
– Pois é, fiquei sabendo agorinha mesmo. Estive lá para verificar o madeirame da velha casa. Tem cada peça de 25 x 25 cm, mais de um palmo de largura. A maioria de aroeira e estão ainda muito conservados.

Aquele papo entre os dois velhos senhores ia longe. Um descreveu os tempos da chegada dos primeiros habitantes da região: “Descoberta por bandeirantes paulistas, chefiados por Bartolomeu Bueno da Siqueira, foi a Sétima Vila criada no Estado, em 1715, no ciclo do ouro, e elevada à cidade em 1855...”

O outro falou do tempo do ouro: “Entre 1713 e 1720, aconteceram as primeiras revoltas pitanguienses contra as imposições da Coroa Portuguesa, sendo a primeira, a Sublevação da Cachaça. A Revolta de 1720, liderada por Domingos Rodrigues do Prado, contra a cobrança do quinto do ouro, conclamava que “quem não pagasse, morria”...

Apesar da derrota da Vila de Pitangui, os pitanguienses não pagaram e Conde de Assumar, então governador da Capitania, teve, contrariamente à sua vontade, de anistiar a dívida, dizendo que “essa Vila deveria ser queimada para que dela não se tivesse mais memória”, chamando a população local de “mulatos atrevidos”. Foi a 1ª grande revolta contra a Coroa, antes mesmo da de Felipe dos Santos, em Ouro Preto.

Estes fatos históricos são do conhecimento de todos Pitanguienses e as mais interessantes histórias são contadas nas ruas, nos bares e nos aconchegantes lares daquela cidade mineira.

Uma delas passamos a relatar abaixo:
Na demolição daquela casa velha da rua de baixo, o Sr. Josias, foi amontoando a madeira de um lado e as telhas e adobes de outro. Quando o caminhão chegou estava bem mais fácil para o carregamento.

Tudo foi levando para o “Sítio do Tesouro Encantado”, num pequeno município de São Paulo.

O processo de montagem da antiga casa era mais difícil que o senhor Josias imaginava. Como ele não fez um esquema da construção, nem bateu nenhuma fotografia antes de demolir, teve que desenhar mais ou menos, para os pedreiros tentar erguer as paredes e deixar tudo com o aspecto da primitiva construção.

Os esteios principais foram erguidos, algumas paredes foram levantadas, usando barro para juntar os adobes.

Os esteios mais largos (25 x 25 cm), foram serrados ao meio para completar a construção.

Tinham que tomar muito cuidado porque existiam uns grandes pregos de ferro grudados nos esteios. Eles estavam ainda em bom estado de conservação, alguns mediam 10 cm de comprimento, todos aquecidos na forja e modelados na enorme bigorna.

Em ritmo acelerado seguiam os pedreiros, carpinteiros e ajudantes. Tudo naquela barulheira infernal, até que um grito foi ouvido:

– Nossa Senhora, o que é isso?

O mestre de obras assustado foi onde tudo ocorria e deparou com uma cena muito interessante: várias moedas de ouro, prata, barra de ouro, ouro em pó numa garrafa e uma porção de objeto de valor incalculável, tudo ali esparramado no chão sujo de serragem da carpintaria.

– Santo Deus! O que é isso meu filho.
– Sei não meu pai, tava tudo aí dentro desta peça de madeira, quando passei a serra ao meio, caiu tudo no chão...
– Mas é dinheiro demais, vou chamar o patrão... – Senhor Josiiiiaaas!!!

Josias veio assustado pensando ser algum acidente, quando deparou com todo aquele ouro no chão, desmaiou. Foi muita emoção para um dia só.

– O dinheiro deu para construir a casa? – perguntou Osvandir.
– É claro que deu Osvandir e sabe como tudo foi parar ali? O proprietário da antiga casa usava aquele buraco na madeira, que fora diligentemente trabalhada, para servir de cofre da família, colocaram moedas ali por mais de 50 anos.

Manoel Amaral




Fonte Pesquisa Histórica: Site Prefeitura: www.pitangui.mg.gov.br/

sábado, 3 de julho de 2010

OSVANDIR E NAZTAR NA ÁFRICA DO SUL



Capítulo Final

O GOLPE DOS DIAMANTES
OU O DIA EM QUE AS VUVUZELAS SILENCIARAM


As famosas vuvuzelas, (no Brasil conhecida como corneta ou cornetão e em Moçambique como xipalapala), estavam fazendo um barulho ensurdecedor, parecia uma grande colméia de abelhas africanas. Amarelo, verde e laranja, eram as cores que se destacavam naquele evento.

Osvandir e Naztar estavam ali no meio daquela multidão enlouquecida. Fotos, sanduíches, bebidas, água, tudo no meio daquele movimento de vai-e-vem de todo mundo antes de começar o jogo.

Jogo iniciado no estádio Nelson Mandela Baya, Brasil e Holanda entraram em combate, foi mesmo uma guerra. Cada lado tentando colocar a bola na rede.

Um gol para o Brasil, depois o empate e a Holanda fez mais um, 2 x 1, aí os jogadores de nossa seleção perderam o rumo, ficaram, desorientados. Sem contar no caso do Felipe Melo que deu uma pisada em Robben, sem nenhuma necessidade e foi expulso de campo. Nossa Seleção já profundamente abalada acabou perdendo o jogo.
No final as vuvuzelas silenciaram.

Engraçado que Osvandir saiu normalmente do estádio e Naztar é que estava abalado com a derrota do Brasil.

No Hotel novo recado para os dois, entraram e saíram imediatamente, nem tiveram tempo para almoçar, tomaram um rápido lanche e foram saber direito do que se tratava.

Quando abriram o jornal, lá estava a manchete:

HOLANDÊS É SEQUESTRADO NA ÁFRICA DO SUL

Vítima de um golpe, ele foi sequestrado no aeroporto de Joanesburgo, - completava o título.
Com essa bomba nas mãos, lá estavam Osvandir e Naztar, tentando achar uma solução para o caso.

Foi aí que Osvandir lembrou que já houvera um outro seqüestro de um brasileiro, seria a repetição da mesma história.

Eles iludem as pessoas com e-mail, telefonemas e prometem fortunas depositadas em seu nome quando o negócio for realizado. É o famoso Golpe “419 scam”.

Vejam o destaque para este assunto que são dado por jornais na África:
“O chamado " 419 scam "é um tipo de fraude dominada por criminosos da Nigéria e outros países da África. As vítimas do golpe éi prometido uma grande quantia em dinheiro, como um prêmio da loteria, herança, dinheiro depositado em alguma conta bancária, etc

As vítimas nunca recebem essa fortuna inexistente, mas são aliciadas para enviar seu dinheiro para os criminosos, que permanecem anônimos. Eles escondem a sua verdadeira identidade e localização usando nomes e endereços postais falsos, bem como a comunicação via e-mail gratuito, contas anônimas e telefones celulares.

Tenha em mente que scammers não usam seus nomes reais para fraudar e aliciar as pessoas. Os criminosos usam nomes de pessoas ou empresas reais ou inventam nomes ou endereços falsos. Qualquer pessoa real ou empresas a seguir mencionadas não têm ligação à scammers
!”

No caso do empresário holandês aconteceu o mesmo. Venderam para sua empresa, uma grande quantidade de diamantes brutos, por um preço baixíssimo.

Quando ele veio buscar a mercadoria, um negócio milionário, ao descer no Aeroporto Internacional OR Tambo, foi seqüestrado pela quadrilha nigeriana.
A polícia estava fazendo busca na região onde eles costumam colocar as pessoas seqüestradas e nada encontraram.

Osvandir e Naztar deram mais sorte, foram para região sul de Joanesburgo e numa casa “laranjada”, muito suspeita, localizaram cinco bandidos, fortemente armados. Chamaram a polícia e o comerciante holandês, inexperiente, foi liberado.

Ele confessou na delegacia que foi torturado com ferro de passar roupas e cigarro. Ficou sem alimentação por um dia e não pode tomar banho durante o período que ficou em cativeiro.

De volta ao Hotel Paris Hilton, encontraram uma famosa cantora do mesmo nome que foi presa por fumar maconha no recinto.

De manhã Osvandir voltou ao Brasil e Naztar ficaria por lá mais alguns dias, na esperança de ver o seu país (EUA) Campeão da Copa.

Manoel Amaral

sexta-feira, 2 de julho de 2010

OSVANDIR & NAZTAR, O NETO DE TARZAN

Capítulo IV
UM SAFÁRI NO SERENGETI

Serengeti vem da palavra Masai, Siringit, “que significa o lugar onde a terra vai durar para sempre” e remete para as planícies relvadas, que compõem cerca de um terço do mais antigo parque da Tanzânia.

Tanzânia, cuja capital fica em Dodoma, é um país de vastas planícies, montanhas e grandes lagos.

Mas Osvandir e Naztar não estavam num safári no Serengeti, apenas atravessaram parte do parque e se dirigiram para bem próximo do Monte Kilimanjaro, com 5.985 m de altura, uma das maiores montanhas do mundo, que durante a maior parte do ano o pico fica coberto de neve. Foram para resgatar dois turistas ingleses e três americanos.

Eles estavam perdidos no emaranhado de Ngorongoro Crater, à beira da famosa Cratera Ngorongoro, no extremo leste do Serengeti, na Tanzânia do norte.

Para atender ao pedido mais rapidamente, Osvandir e Naztar foram de jipe até certo ponto, depois partiram de balão sobre a planície, que permitia uma visão diferente da vida selvagem e da paisagem.
De câmara digital nas mãos iam fotografando tudo. De vez em quando um leão aparecia faminto, devorando uma gazela ou um antílope, caçado pelas fêmeas. Os gnus estavam em toda parte.
Viram Leões, leopardos, crocodilos, guepardos, rinocerontes, gnus, zebras, impalas, javalis, topi (ou antílopes), gazelas e hiena, chita e caracal (ou lince-do-deserto, é um carnívoro da família dos felídeos). Predadores e presas todos ali juntos, numa visão sem igual.

Serengeti é sinônimo de vastos rebanhos de variados animais selvagens que realizam movimentos migratórios ao longo do ano e que podem ser observadas nas planícies de mais de 14 mil km² do parque.

Era hora de descer do balão e seguir a pé, até o sopé da montanha.
Um vento começava a soprar do leste e um friozinho a congelar as mãos.

Um javali assustado, com cria nova, ameaçou atacar Naztar, mas a perícia de Osvandir afastou-o da vítima.

Um javali pode pesar mais de cem quilos e é considerado na África como símbolo da força, da coragem e da bravura, sua presas eram utilizadas como amuletos em longos colares pelos povos primitivos.

Seguiam os dois distraidamente, conversando sobre o próximo jogo do Brasil contra a Holanda, no campo do Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, quando esbarraram numa jibóia conhecida sob o nome indígena de «Iran Cego». Um pulo por um lado e uma observação, ela estava devorando um pequeno mamífero.

Agora ficava mais difícil, subir uma rampa cheia de pedregulhos, atravessar um cem número de buracos e equilibrar sobre precipícios.
Numa altitude já bem avançada, encontraram sinais de um acampamento. As cinzas de uma fogueira, ainda quentes, indicavam que estiveram por ali.

Um escorregão e Naztar foi parar lá em baixo, numa queda de uns 15 metros, rolando mato abaixo. Muito preocupado Osvandir perguntou se havia algum ferimento e este respondeu que estava bem.

Seguiram dali mesmo por uma trilha e tiveram a sorte de ouvir alguns gritos. Eram os malfadados turistas perdidos.

Foi Naztar que entendeu melhor o pedido de socorro, vinha de uma matinha próxima. Um helicóptero de busca acabava de sobrevoar aquela região.

Encontrados os turistas, foram alimentados com algumas barras de chocolate e cereais, por Osvandir.

Através de sinais no solo conseguiram atrair a atenção do piloto. Embarcaram todos para a cidade mais próxima, colocando fim em mais uma frustrada escalada de montanha na África por turistas inexperientes a procura de aventura selvagem.

Chegaram ao hotel cinco horas antes do jogo do Brasil x Holanda e o barulho era enorme. O amarelo e o vermelho dominavam todas as cores naquela manhã.

Manoel Amaral



Fonte Pesquisa: www.serengeti.org/, safari.go2africa.com/tanzania/serengeti-safari.asp,
www.go2africa.com › Tanzania