sábado, 19 de junho de 2010

OSVANDIR & NAZTAR NA ÁFRICA

Capítulo II
PIRATAS DA SOMÁLIA

Os trabalhadores ficaram presos nas galerias desde quarta-feira, um dia depois que Naztar chegou. O acidente foi mantido em segredo durante quase todo o dia, e a Desharmony só começou a liberar informações sobre o ocorrido no começo da noite.

Os primeiros 50 mineiros foram resgatados por volta da meia-noite, e os outros, a uma média de 100 pessoas por hora, estavam sendo retirados por elevadores de carga ou conexões com outras minas da mesma região.

A empresa informava aos jornalistas que há uma semana tinha realizado a manutenção da jazida.

Na Somália um novo confronto com um navio Corsário, solicitava a presença dos dois aventureiros.

A pirataria é uma praga praticada desde a Época do Ouro entre os séculos XV de XVIII. Todos piratas atuam à margem da lei, atacam até navios de seu próprio país.

Muitos corsários ingleses se apossaram de imensas fortunas nos mares e ainda jogavam a culpa nos pobres dos piratas.

Mas o que estaria acontecendo na Somália? Navios estrangeiros eram atacados e toda a carga saqueada.

Osvandir e Naztar seguiram para a região. A força naval anti-pirataria da União Europeia (UE), estava lá, tentando recuperar o que sobrou.

O navio atacado era francês, sem contar outro da semana passada que era inglês.

Quando menos esperavam, novo ataque. Osvandir e Naztar foram capturados pelos piratas.

O Governo da África do Sul foi contatado e os piratas exigiam uma alta soma como resgate.

Ali amarrados, naquele pavimento de bordo do navio, ficaram os dois incomunicáveis. Apesar do clima tropical do país, onde estavam fazia muito frio, pelas constantes rajadas de ventos vindo do sul.

Um dos piratas estava chegando próximo dos dois. O momento era de muita emoção, pois ele trazia na mão um enorme facão. Osvandir comentou com Naztar sobre as antigas tribos que decepavam as cabeças dos prisioneiros e isso aumentou mais ainda o terror entre os aprisionados.

__ Quem é Osvandir? - Perguntou o homem meio desdentado, numa linguagem aproximada do português, misturado com espanhol.
__ Sou eu.
__ Acompanhe-me – disse ele depois de cortar as cordas das pernas do Osvandir.

Foram para a cabine luxuosa do Capitão. Ali uma conversa desenrolou-se com muitas perguntas e poucas respostas. Queriam saber quem era o outro jovem. Osvandir informou que era o Neto do famoso Tarzan, que vivia com os macacos nas florestas africanas.

Uma gargalhada se fez ouvir pelo corredor. Era um outro pirata que ouvira parte final da conversa.
__ Que neto de Tarzan que nada! Tarzan nunca existiu. Aquilo tudo foi uma grande mentira dos americanos para humilhar o nosso continente. Aqueles filmes de aventuras eram para enganar inglês.

Num intervalo das conversas um silêncio baixou na cabine do capitão, maus pressentimentos, um barulho ensurdecedor lá fora. Tiros de canhão anti-aéreo.

Um dos tripulantes informou que era um Trinity, arma sueca, de grande alcance, tiro rápido e que poderia atirar até mísseis. Estes piratas estavam bem equipados. Este canhão é uma versão muito mais moderna que outros de 40mm.

O Capitão saiu para ver a emergência e deixou ordem para soltar os dois reféns.

Nenhum comentário:

Postar um comentário