terça-feira, 22 de junho de 2010

OSVANDIR E NAZTAR NA ÁFRICA DO SUL

Capitulo III
A COPA DO MUNDO

Naztar queria ver o jogo do Brasil e Costa do Marfim, por sorte Osvandir tinha um amigo que havia ligado falando de dois ingressos, ele não iria por problemas na família. Aproveitaram o domingo e foram ver o jogo no Soccer City Stadium.

As autoridades de Joanesburgo capricharam, fizeram um trabalho muito interessante de arquitetura. Do lado de fora já dá para ver a grandeza desta obra.

Quando adentraram naquele fabuloso estádio, tudo novo, organizado, coisa de primeiro mundo, ficaram impressionados.

Naztar não entendia quase nada de futebol, gostava de outro tipo de esporte de sua terra, o basquetebol. Algumas coisas que Osvandir sabia repassava para o neto de Tarzan.

Os jogadores do Brasil entraram em campo: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva e Felipe Melo; Elano, Kaká e Robinho; Luís Fabiano, o Técnico – Dunga, como sempre com aquela cara fechada.

O Time da Costa do Marfim com Barry; Demel, Kolo Touré, Zokora e Tiéné; Yaya Touré, Eboué e Tioté; Dindane, Drogba e Kalou (Keita) com o Técnico Sven-Göran Eriksson, de origem francesa.

As mulheres gritavam: __ Kaká, Kaká, Kaká!!!

Robinho fez alguns gestos e elas gritaram ainda mais.

Os hinos foram tocados, a emoção foi geral. Das arquibancadas as vuvuzelas faziam aquele barulho ensurdecedor. Parecia que estavam numa colméia gigante de tanto zunzum, tudo no maior agito.

Faixas verde-amarelas e o alaranjado preencheram todos os espaços.
O primeiro gol saiu aos 24 minutos do primeiro tempo, era Luis Fabiano. Depois vieram os outros gols no segundo tempo, um do Fabiano, novamente, e o outro do Elano, pelo Brasil e depois no finalzinho do jogo um gol da Costa do Marfim, pelo Drogba. 3 x 1, um bom resultado para o Brasil.

No meio daquela multidão barulhenta saíram Naztar e Osvandir, foram para o hotel, que havia reservado há bem tempo, mas que não fora usado devido os contratempos, das idas e vindas, as aventuras com os piratas e o salvamento dos mineiros.

Assim que tomaram o primeiro lanche naquele luxuoso hotel, ficafram sabendo de notícias que não eram nada agradáveis. Traficantes de animais, marfim e peles, estavam agindo em Moçambique. O jornal anunciava que as autoridades moçambicanas havia prendido dois deles, sendo um de nacionalidade inglesa e o outro americano.

Em vários países africanos, aumentaram o número de elefantes abatidos por caçadores, para retirada do marfim. O enxame de turistas que vieram para assistir os jogos da copa, triplicou o comércio ilegal de animais. Pequenos macacos e aves coloridas eram os preferidos. Peles de animais raros também estavam à venda pelos traficantes.

O tráfico de animais põe em risco a biodiversidade do planeta e Naztar estava muito preocupado com estes fatos. A caça selvagem provoca uma diminuição da população dos animais em extinção.

O grande problema é a pobreza, aqueles homens as vezes vão vender os animais ou peles porque não tem nada para dar de comer aos seus numerosos filhos.

Mas existem outros que faturam alto com estas atitudes. Os chineses compram grande quantidade de marfim da África.

Quando Osvandir tentavam entrar no elevador, foi chamado por um gerente do hotel. Havia um recado para ele vindo da Tanzânia.

Manoel Amaral

sábado, 19 de junho de 2010

OSVANDIR & NAZTAR NA ÁFRICA

Capítulo II
PIRATAS DA SOMÁLIA

Os trabalhadores ficaram presos nas galerias desde quarta-feira, um dia depois que Naztar chegou. O acidente foi mantido em segredo durante quase todo o dia, e a Desharmony só começou a liberar informações sobre o ocorrido no começo da noite.

Os primeiros 50 mineiros foram resgatados por volta da meia-noite, e os outros, a uma média de 100 pessoas por hora, estavam sendo retirados por elevadores de carga ou conexões com outras minas da mesma região.

A empresa informava aos jornalistas que há uma semana tinha realizado a manutenção da jazida.

Na Somália um novo confronto com um navio Corsário, solicitava a presença dos dois aventureiros.

A pirataria é uma praga praticada desde a Época do Ouro entre os séculos XV de XVIII. Todos piratas atuam à margem da lei, atacam até navios de seu próprio país.

Muitos corsários ingleses se apossaram de imensas fortunas nos mares e ainda jogavam a culpa nos pobres dos piratas.

Mas o que estaria acontecendo na Somália? Navios estrangeiros eram atacados e toda a carga saqueada.

Osvandir e Naztar seguiram para a região. A força naval anti-pirataria da União Europeia (UE), estava lá, tentando recuperar o que sobrou.

O navio atacado era francês, sem contar outro da semana passada que era inglês.

Quando menos esperavam, novo ataque. Osvandir e Naztar foram capturados pelos piratas.

O Governo da África do Sul foi contatado e os piratas exigiam uma alta soma como resgate.

Ali amarrados, naquele pavimento de bordo do navio, ficaram os dois incomunicáveis. Apesar do clima tropical do país, onde estavam fazia muito frio, pelas constantes rajadas de ventos vindo do sul.

Um dos piratas estava chegando próximo dos dois. O momento era de muita emoção, pois ele trazia na mão um enorme facão. Osvandir comentou com Naztar sobre as antigas tribos que decepavam as cabeças dos prisioneiros e isso aumentou mais ainda o terror entre os aprisionados.

__ Quem é Osvandir? - Perguntou o homem meio desdentado, numa linguagem aproximada do português, misturado com espanhol.
__ Sou eu.
__ Acompanhe-me – disse ele depois de cortar as cordas das pernas do Osvandir.

Foram para a cabine luxuosa do Capitão. Ali uma conversa desenrolou-se com muitas perguntas e poucas respostas. Queriam saber quem era o outro jovem. Osvandir informou que era o Neto do famoso Tarzan, que vivia com os macacos nas florestas africanas.

Uma gargalhada se fez ouvir pelo corredor. Era um outro pirata que ouvira parte final da conversa.
__ Que neto de Tarzan que nada! Tarzan nunca existiu. Aquilo tudo foi uma grande mentira dos americanos para humilhar o nosso continente. Aqueles filmes de aventuras eram para enganar inglês.

Num intervalo das conversas um silêncio baixou na cabine do capitão, maus pressentimentos, um barulho ensurdecedor lá fora. Tiros de canhão anti-aéreo.

Um dos tripulantes informou que era um Trinity, arma sueca, de grande alcance, tiro rápido e que poderia atirar até mísseis. Estes piratas estavam bem equipados. Este canhão é uma versão muito mais moderna que outros de 40mm.

O Capitão saiu para ver a emergência e deixou ordem para soltar os dois reféns.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

OSVANDIR & NAZTAR, O NETO DE TARZAN I

A MINA DE OURO

Imagem Google


Mrs. John Wassman, o lendário Naztar, neto de Tarzan, percorre as selvas ainda restante do devastado continente africano, protegendo-a da ganância dos países exploradores.

Em Angola, Congo e África do Sul, enfrenta grandes problemas contra a cobiça internacional por causa da extraordinária riqueza mineral existente em seu subsolo. Dos 48 minerais considerados estratégicos pelo mundo industrial de alta tecnologia, a África monopoliza não menos que 38.

As grandes potências mundiais, China, Japão, a Coréia do Sul, a Índia, a Turquia, o Irã França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, mas ainda da Alemanha, da Rússia e até da Polônia, incluindo o Brasil
estão todos na disputa por um pedaço de terra na sofrida África.

Todos querem avançar, atirar, matar e arrancar o que resta de riqueza no subsolo.

Isso representa riscos para o continente africano, para o meio ambiente e a população. A China há muitos anos já monta um esquema de exploração e aquisição nos 53 países africanos, interessada em materiais estratégicos.

A população muito pobre, ditadores muito ricos, guerras civis, exploração religiosa e tudo mais para agravar a situação.

É neste cenário em que entra Naztar, o neto de Tarzan. Ele chegou para acabar com a exploração.

Saiu de New York e foi direto para Johanesburgo, onde uma mina de ouro com mais de três mil trabalhadores, estão sofrendo com os constantes desabamentos.

O Governo da África do Sul quer fechar a mina, pela falta de segurança, as empresas continuam explorando os mineiros.

Num recente acidente, mais de cinqüenta pessoas faleceram, ficaram enterrados para sempre, no meio daquela riqueza.

A chegada de Naztar foi muito aplaudida, ele tentaria solucionar alguns problemas naquele local.

Entrou logo em contato com os administradores, mandou reforçar os escoramentos, solicitou colocação de mais iluminação e ventilação, o que não agradou nada aos proprietários.

A empresa “Desharmony”, responsável pela mina não quer aumentar gastos, ao contrário, pretende reduzi-los. Enquanto isso os três mil mineiros correm riscos constantes.

Todos os dias novos acidentes. Ainda ontem os mineiros ficaram presos na com a queda de uma coluna sobre o fosso do elevador principal, que ficou parado, depois que as conexões elétricas foram destruídas.

Um dos mineiros informou:
__ A infra-estrutura do poço tem problemas, porque é muito velha e nunca recebe manutenção.
__ Trabalhar ali é correr alto risco de vida – falou outro mineiro exaltado.
__ Nos últimos dois anos, - informou o Presidente do Sindicato dos Mineiros - a região mineradora custou a vida de dezenas de mineiros em deslizamentos de rochas e outros acidentes.

Naztar, ouvia tudo isso e procurava mais informações sobre a grande empresa mineradora, a “Desharmony”. A mina fica em Johnyville, perto de Johanesburgo. A Desharmony é uma da maiores extratoras de ouro do mundo e uma das maiores empresas da África do Sul, o maior produtor mundial de ouro e que tem a mineração como o principal pilar de sua economia.

Nem bem acabara de obter essas informações e novo desabamento foi anunciado e vários mineiros ficaram presos entre num setor de dinamitação e a saída da mina.

Osvandir chegou para a Copa do Mundo, nem teve tempo de ver treinos do Brasil, foi chamado para ajudar Naztar.

Naquele hotel de Johanesburgo os dois se conheceram;
__ Mas que prazer conhecer tão ilustre figura do Brasil – disse Naztar.
__ Eu é que estou encantado com o seu trabalho aqui na África, há muito que pretendia realizar alguma coisa para ajudar este sofrido povo e essa é a hora, - falou Osvandir.

Enquanto os dois conversavam, novos equipamentos de segurança eram fornecidos, mas as maneiras antigas de exploração, a idade da mina com mais de 30 anos, tudo isso conjugado provocam acidentes quase todos os dias.

Naztar fazia um grande esforço, solicitando aos encarregado que trouxessem a perfuratriz para que abrisse um poço paralelo, com a finalidade de entrada de ar e com sua ampliação, para a saída dos pobres mineiros.

Enquanto Osvandir ajudava no resgate de alguns mineiros que eram levados à superfície, aplausos foram ouvidos para aquele jovem descompromissado, que veio até a África do Sul trabalhar em prol de um mundo melhor.

Os mineiros resgatados chegavam traumatizados, com sinais de cansaço, fome, cãibras e, em alguns casos, desidratação e claustrofobia.

Enquanto isso o Administrador dava entrevista informando que os os mineiros resgatados estavam bem de saúde.

MANOEL AMARAL