sexta-feira, 9 de abril de 2010

OSVANDIR E A CHUVA DE OURO

Tudo parecia calmo; engano! Um desenrolar de fatos iriam acontecer naquela noite.

Osvandir estava numa fazenda perto de Quixadá, no Ceará, de onde dava para avistar a pedra da Galinha Choca. Fora convidado por um fazendeiro para desvendar o segredo de algumas luzes noturnas.

Seguiram para um ranchinho de sapê, bem no sopé da montanha. Os últimos raios solares sumiam por detrás das pedras e das árvores.

Aquilo parecia bizarro, mas estava lá no céu, quase estrelado, um objeto não identificado, de formato irregular, dançando pra lá e pra cá, como se estivesse dependurado numa corda e amarrado num galho de uma árvore. Só que não existia corda nem árvore!

Aproximando a imagem por binóculo dava para ver pequenas luzes nas bordas. Coisa mais estranha, não fazia barulho nenhum, não girava e nem seguia para qualquer lugar, ficava ali balançando.

Era de um bom tamanho, coisa assim entre 100 a 120 metros de diâmetro. Seria um helicóptero? Nunca vimos um com este tamanho. Seria mesmo tão grande? Ou era pura ilusão de ótica?

Sem mais nem menos ele se dirigiu em alta velocidade em direção a Pedra da Galinha Choca, girou várias vezes em torno dela e pousou nas suas proximidades.

Nossa intenção era chegar o mais próximo possível, no entanto o mato era cheio de espinhos e garranchos, o que nos impediu de seguir rápido até aquele local, disse seu Joaquim, amigo de Osvandir.

Andaram mais de um quilômetro e não conseguiram encontrar nada. Já eram quase vinte e duas horas e não de encontrarem o objeto dançante.

Novas bolas de luzes circundaram o espaço, coisas que os habitantes do local chamam de mãe-do-ouro.

Todos cansados voltaram para o rancho, onde passariam a noite. Depois de comerem uma carne assada, o assunto principal eram os casos de assombrações:

Tinha uma Senhora lá de um bairro de Quixadá que contava a história de um capeta muito comprido, com mais de cinco metros de altura, que andava assustando as pessoas por lá.

Na rua onde moro já contam é o caso de uma velhinha de branco que aparecia para pessoas, quando elas mais precisavam de conforto. Ninguém sabia de onde vinha.

Assim decorreu a noite e quando amanheceu seu Joaquim chamou Osvandir para dar uma pesquisada num material que encontraram no meio do mato, sobre as árvores.

Parecia espaguete, daquele bem fininho. Era amarelinho, mas com o passar do tempo desaparecia. Os peões disseram que encontraram ali próximo do rancho. Osvandir quis ir até lá e foi.

No local as árvores estavam cobertas daquele material, parecido com aquela erva daninha amarela, chamada “cipó chumbo, cipó dourado ou fios de ovos” que cobre algumas plantas.

Coletaram uma boa porção para analisar, mas à tarde já tinha desaparecido totalmente.

De onde viria aquele maná? Ninguém sabia.

Na segunda noite de vigília, quando todos já estavam indo para a cama, alguém olhou pela janela e viu objeto voando baixinho próximo do rancho.

Todos saíram para fora e notaram uma “chuva de ouro” descendo dos céus, quando aquele objeto passou. Cobriu toda a extensão entre onde estavam e a pedra da Galinha Choca.

Osvandir pegou uma pequena caixa de isopor, capturou sobre as árvores uma boa quantidade do material dourado e guardou para levar até o laboratório.

Aquele material recolhido lembrava aqueles “Cabelos de Anjo”, da década de 50, em Portugal. Recentemente, em 2007, choveu filamentos também na Itália, vindo de esferas luminosas.

Osvandir pegou alguns “fios de ouro” deixo-os ao sol e depois de quatro horas eles desapareceram para sempre.

Ao chegar a Quixadá, conversou com algumas pessoas, como físicos, e outros que estudavam química para analisarem o material.

Para quê serviria aqueles filamentos e por que estariam deixando aquele material logo ali, bem próximo da pedra da Galinha Choca, Ceará?

Manoel Amaral

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