quarta-feira, 31 de março de 2010

OSVANDIR & DOURADO


DOURADO VIROU OURO

“Não são as espécies mais fortes que sobrevivem,

nem as mais inteligentes,

e sim as que respondem melhor à mudança.”

Alexandre Bortoletto

Nem a chata dançarina Lia;

A falação da policial Maroca;

A estratégia do Advogado Alex;

O Jogo da tuiteira Tessália

A inocência do publicitário Michel;

A dança do ator Uillian;

A moda do estudante Serginho;

As previsões do engenheiro agrônomo Eliéser;

A maqui(n)ação do Dicesar;

Os olhos verdes da cirurgiã Fernanda;

O sotaque nortista de Ana Marcela;

O corpo sarado do Personal Trainer Cadu;

Nem o jornalismo de Angélica;

Nem o cacau da empresária Cláudia;

O doutorado em lingüística da Elenita;

A Joseane que rodou na primeira semana.

Nada disso adiantou, Marcelo Dourado arrancou o primeiro prêmio. Mas não haveria um engano? Foi o Bial quem errou, pegou a lista de cabeça para baixo. O povo votou para o Dourado sair, não para ganhar o primeiro prêmio.

Manoel Amaral

sábado, 27 de março de 2010

BBB 10 E OSVANDIR

A chata da Lia enchia a cara num canto, agarrada ao Cadu. Dicesar e Serginho dançavam na pista. Fernanda tropeçando em todo lugar. Anamara falando que nem papagaio e brigando com a Lia. E o Dourado cuspindo por todo lado.

Era este o panorama daquela noite, por volta das vinte e três horas. Mais uma festa do na casa do BBB 10, em 17 de março, tocava a banda Crossover, com participação de Junior Lima (da ex-dupla Sandy & Jr).

Entraram os mascarados e fantasiados de preto, verificaram os banheiros, a cozinha, os quartos que por sinal estavam bem bagunçados e a sala de jantar. Foram até no quarto do líder experimentar as bolachinhas. Dançaram ao som da banda, comeram, beberam e saíram sem ninguém desconfiar quem seriam eles.

Na saída, um dos jovens mascarados, esbarrou na bateria do conjunto e deixou cair a sua máscara. Rapidamente agachou-se, fazendo um passo de dança, agarrou um pedaço de tecido, cobriu o rosto e saiu pela porta dos fundos.

Só quem estava bem próximo pode notar, era Osvandir, que fora convidado para participar daquele evento.

Manoel Amaral

sexta-feira, 26 de março de 2010

OSVANDIR E O BANDIDO TATUADO

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
(Chico Buarque)


Hoje mesmo, em Minas, um usuário de maconha denunciou a si próprio, indicando à polícia uma plantação de maconha no seu sítio. Ele esteve na Delegacia e informou que plantava a erva para consumo próprio, há mais de 20 anos.

E por falar na dita, a que foi encontrada, num lote vago, em Barbacena-MG, em 2009, e arrancada pela PM, não era a “Erva do Diabo”, mas pura e simplesmente uma plantinha qualquer.

Tem aquele outro ladrão que ficou entalado na chaminé da lanchonete. Pensou que era Papai-Noel, mas não conseguiu entrar por aquele buraco tão estreito.

Um outro bandido, acostumado a roubar equipamentos de som de veículos na garagem de prédios, recolheu todo o material que conseguiu naquela noite e colocou num dos carros. Cochilou, dormiu e se deu mal, quando acordou estava nas mãos da Polícia.

Uns ladrões de bancos se deram mal. Tiveram o trabalho de fazer um buraco na caixa eletrônica 10 x 15 cm, com maçarico, mas algo não estava previsto; o fogo do equipamento acabou queimando o dinheiro. Fugiram numa camionete e foram presos. Alguns populares viram só as cinzas na carroceria do veículo.

Estes fatos inusitados acontecem diariamente, basta prestar um pouco de atenção. Vejam só este outro que aconteceu ontem em Minas: Um carro seguia normalmente pela estrada, num posto policial solicitaram sua parada. O motorista enfiou o pé no acelerador. Não adiantou, foi preso. O carro estava cheio de maconha...

Este outro depois de roubar uma casa lotérica com uma arma de
brinquedo, deixou cair no chão um currículo, que tinha até mesmo foto.

No Rio, um assalto foi frustrado pelos latidos de uma cadela. O dono da casa acordou com o barulho e imobilizou o bandido, que era franzino e mudo. Ele gostava de roubar cuecas. Na prisão a polícia descobriu que estava usando calcinha.

Num dia desses, num município do interior, tivemos notícia que uma quadrilha de encapuzados, estava assaltando o comércio local. E ainda ameaçavam os proprietários, que se denunciassem, fariam qualquer coisa com as pessoas da família.

Os comerciantes estavam ficando amedrontados. Um dos bandidos era baixinho e muito bravo, era exatamente quem comandava os outros quatro. Seu apelido: Gigante!

Foi numa destas incursões pela noite, todos encapuzados que algo diferente aconteceu; alguém que não tinha medo de ladrões e muito menos de Gigante, resolveu enfrentá-los. Ficou de vigia em seu comércio até tarde, quando eles chegaram disparou alguns tiros e os bandidos saíram em disparada.

No dia seguinte quando estava tudo muito tranqüilo, um carro preto parou na porta de seu comércio e cinco mascarados entraram. Levaram tudo que queriam e ainda fizeram ameaças. Sô Chico não teve como reagir, pois foi amarrado no balcão de sua mercearia. O chefe da quadrilha, como era muito exibido, voltou lá antes de partir e colocou o braço direito na testa e gritou: __ Eu sou o Gigante!

O comerciante levantou a cabeça e fixou bem os olhos numa tatuagem que o bandido tinha no braço direito.

O tempo passou e houve um período de calmaria, tudo indicava que eles estariam roubando em outros povoados.

Mas o comerciante não esqueceu aquelas palavras gravadas no braço direito do bandido. Procurou a Polícia e relatou o fato. Como o município era pequeno, foi muito fácil por as mãos naquela quadrilha que assustava a região.

O que estava escrito na tatuagem? – Perguntou Osvandir.

__ O idiota do bandido gravou no seu braço direito: José da Cidinha.


Manoel Amaral

domingo, 21 de março de 2010

OSVANDIR E O UFO DA CASCATINHA

“Realidade e ficção, aqui amalgamadas
por um tênue fio de fantasia.”
Ronaldo Cagiano


Osvandir não estava mesmo nos seus melhores dias. Quando abriu o guarda-chuva chinês, uma rajada de vendo o levou de uma só vez. Ficou apenas com o cabo nas mãos. Pensou: — Estas porcarias baratas só dão nisso, a gente fica na chuva.

Entrou no seu veículo, engrenou a ré e quase bateu numa moto. Subiu no passeio, ficou muito nervoso, quase acertou um poste.

Saiu em disparada pela rua de baixo, ao alcançar uma pequena ponte e logo após uma subida forte, de terra com cascalho solto, deixou para trás, o último bairro da cidade.

Estava com pressa, ultrapassou a estradinha onde devia entrar, à esquerda. Virou o carro numa operação nada convencional, conseguindo alcançar aquele desvio que procurava.

Chegou numa encruzilhada e agora? Seguir em frente, à direita ou à esquerda? Sua mãe sempre dizia, em caso de dúvida siga à direita. Seguiu, era uma estrada sem saída. Voltou e seguiu em frente.

De longe dava para ouvir o barulho da cascatinha. Aproximou mais do local e avistou umas pedras. O córrego estava lá embaixo, a uns cem metros. Era ali mesmo o local indicado pelo pessoal.

Primeiro resolveu refrescar a cabeça nas águas da pequena cascata.
O poço não era tão fundo, mas todo cuidado era pouco, por causa das pedras. Não precisava ir muito perto da queda, o vento trazia aquela aragem até a gente.

O posto de observação dos Óvnis era logo abaixo das pedreiras. Tinha sinal de fogueiras por ali. Os restos de uma barraca de plástico preto ainda resistiam ao vento.

Não precisou esperar muito depois que escureceu. Várias luzes começaram aparecer do lado da matinha. No brejo um fogo azulado, que conhecemos por fogo fátuo, aumentava à proporção que escurecia.

Ouviu um zuuuuuummmmm. Não percebeu de onde vinha. Colocou a câmera digital em punho, pronta para fotografar até um inseto, por menor que fosse.

Olhou para cima, céu estrelado, nada de discos voadores. Um silêncio sem fim. Parecia que ele estava praticamente surdo. Nem um grilo cantava. Nem coruja aparecia nos buracos daquele cupinzeiro no meio do pasto.
Encostou-se às pedras, dormiu. Acordou assustado, um barulho no meio do mato. Foi verificar, era um coelho que corria de um predador.

Voltou ao seu posto de observação. Tinha muitos mosquitos, fez como os pescadores: pegou uma bosta de vaca, bem seca, colocou fogo, a fumaça espantou os insetos.

Novo barulho, nem ligou, deveria ser alguma cobra pegando algum rato ou um preá fugindo de gato do mato.

Cochilou, assustou-se, olhou o relógio, não passara nem cinco minutos e imaginara que haviam decorrido várias horas.

Um clarão muito forte surgiu pelo o lado do despenhadeiro. Subiu mais rápido que a velocidade da luz. Não deu tempo nem de ajeitar a câmara.

Naquele silêncio, um medo, uma tremedeira, suor frio, tudo de uma só vez atacaram Osvandir.

Levantou-se, bateu o pé no chão, sem nem saber por quê. Apontou a câmara para o lado do Cruzeiro do Sul, deu um giro de noventa graus e focalizou outras estrelas. Notou um pontinho cintilante que se aproximava numa velocidade incrível. Desta vez ele não iria perder nenhuma foto. Foi afastando e fotografando. Inadvertidamente clicou no “modo fotografar”, que na realidade filmava. Tropeçou naquele cupinzeiro, embaraçou-se num cipó e saiu rolando ladeira abaixo, com a câmera na mão. O impacto da queda de mais de quinze metros acabou desligando-a.

Verificando o que fotografara, notou que havia feito um filme de sua própria queda. Uma pedra, um cupinzeiro, um mourão de cerca, umas folhagens e nada mais. Nada mais? Na última cena da filmagem havia um ponto negro, bem nítido, entre duas estrelas.

A prova estava ali, na última foto. Passou para o computador, consultou seus amigos e todos foram claros:
-- Trata-se de um inseto.


Manoel Amaral

sexta-feira, 19 de março de 2010

OSVANDIR E O GRANDE DESASTRE

Capítulo I

A AMEAÇA

"Não sei como será a terceira guerra mundial,
mas sei como será a quarta: com pedras e paus."
(Albert Einstein)

Ouviu-se pela mídia que ataques simultâneos seriam desfechados por terroristas, em todo o mundo.

Os paises com melhores meios de detecção de bombas ou outras ameaças, estavam em alerta.

O plano divulgado é que seriam detonadas várias bombas em todos continentes.

Na América do Sul: São Paulo (Brasil), em seguida Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia) e Belém (Brasil).

Cidades mais populosas da América do Norte: Toronto (Canadá), New York (EUA), México City e San Francisco (EUA).

Principais pontos da Europa: Roma (Itália), Madrid (Espanha), Londres (Inglaterra), estendendo-se para o lado de Varsóvia (Polônia), Moscou (Rússia) e Estocolmo (Suécia).

Pontos estratégicos da Ásia: Teerã (Irã), Nova Delhi (Índia), Hong Kong e Beijing (China).

Na África procuraram pontos representativos: Cairo (Egito), Dakar (Senegal), Porto Novo (Nigéria), Mogadishu (Somália) e Luanda (Angola).

No continente australiano apenas uma bomba-vírus disparada até Canberra, seria o suficiente para exterminar toda a população.

Os pontos já estavam todos assinalados por GPS, no mapa eletrônico de posse dos terroristas.

Quando começariam os ataques? Ninguém sabia! A tensão aumentava quando qualquer fato corriqueiro acontecia.

Os jornais impressos atingiram record de vendas diariamente. A mídia em geral estava em polvorosa. Na internet, determinados sites sobre guerra, tiveram milhões de visitações diárias.




Capítulo II

A BOMBA

“Triste época! É mais fácil desintegrar
um átomo do que um preconceito.”
(Albert Einstein)

Essas mini-bombas seriam enviadas por satélites e espalhariam milhões de vírus que exterminaria cada ser humano em 24 horas.

Era algo mais impactante do que qualquer bomba já fabricada.

Não haveria explosão, os animais e plantas não seriam afetados. Nem a terra ficaria poluída, apenas o ar, por um determinado tempo.

Os primeiros sintomas de quem fosse atacado pelo vírus seria “a febre muito alta e vômitos, olhos ficariam avermelhados, a pele do rosto adquiriria uma tonalidade amarelada e apareciam em seguida, manchas vermelhas que logo se transformariam em feridas, o corpo começaria a inchar e ficaria muito agressivo e confuso.”

Uma experiência foi realizada na África, em laboratório, o paciente “começou a vomitar sangue escuro e a sangrar sem parar pelo nariz. Movia-se de uma forma estranha, parecia fora de si, seus órgãos se desfaziam, estava morrendo aos poucos.”

Em outro laboratório a pessoa “sangrava por todos os orifícios de seu corpo. Quando o paciente morria, o vírus necessitava então de um novo hospedeiro e atacava o mais próximo.” As contaminações eram muito rápidas e pelo ar.

Qualquer coisa no DNA humano atraía o vírus pois só eles eram atacados. Os animais, mesmo convivendo com eles não ficavam infectados.

E essa bomba-vírus seria espalhada por todos os cantos da terra.

Tudo isso se transformou num quebra-cabeça para os dirigentes de todas as nações do mundo. Quem estaria por trás deste maquiavélico plano? E quem poderia impedir que tal guerra bacteriológica iniciasse?

Os mais modernos armamentos se tornaram inúteis nesta guerra espacial


Capítulo III

O EXTERMÍNO
"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana.
Mas, no que respeita ao universo,
ainda não adquiri a certeza absoluta."
(Albert Einstein)

O extermínio seria total, apenas as pessoas que estivessem em voo, estariam salva enquanto no espaço, depois que pousassem seriam contaminadas.

Osvandir seguia para a Europa, a fim de participar de um seminário sobre Ufos, em Portugal, quando soube do plano.

Pensou em desviar este satélite de sua rota e colocá-lo em colisão com algum asteróide.

Ligou para NASA, procurou saber quais satélites tinha condições de lançar bombas sobre a terra. Agora que o monopólio acabou, quase todos os países estão lançando satélites para várias finalidades, ficou difícil classificá-los.

Somente alguns com estas condições, localizou logo qual seria o principal suspeito.

A Estação Espacial Internacional ajudou informando a rota do satélite. Feito os cálculos, Osvandir chegou à conclusão que poderia enviar um foguete da terra e colocar o satélite em chamas, mas mesmo assim correria o risco de alguns vírus se espalharem pela atmosfera terrestre.

Aí os fatores externos entraram em ação. Um asteróide conhecido por uma sigla numérica, surgiu lento, em direção à terra. Prejudicou a rota de vários engenhos espaciais e finalmente atingiu o temido satélite numa explosão, ficou no céu, por várias horas um circulo de cor esverdeada.

Os crédulos dizem que seria obra de ETs de outras galáxias, ajudando aos terráqueos, mas quem observou direitinho, por telescópio, antes da explosão, um fino raio ultravioleta partiu de uma outra direção e atingiu o satélite.
Osvandir que foi um deles pensou: -- De onde partiu aquele fino raio ultravioleta?

MANOEL AMARAL

quarta-feira, 10 de março de 2010

OSVANDIR E ABDUÇÃO NA FAZENDA

“Nesta fuga para o nada, numa terra onde só
existe o presente, sem passado e nem futuro.”
(O sábio Avô do Osvandir)


Ali na fazenda do senhor William aparecia luzes de madrugada. Os vizinhos andavam assustados. Algumas vacas haviam desaparecido.
Ninguém sabia o que estava acontecendo.

Uma vaca foi encontrada sem os olhos, sem língua e sem sangue. Alguns órgãos internos foram retirados como se o trabalho fosse feito por um experiente cirurgião.

Convidaram Osvandir para investigar o fenômeno. Ele não fez de rogado, partiu para o local “de mala e cuia”. Planejou ficar por lá uns dez dias. Levou todo seu material investigativo. Desta vez fez questão de colocar na maleta de mão, o seu possante binóculo, para fins noturnos e a câmara digital que já vinha acoplada ao mesmo.

Voou num monomotor Cirrus SR 22, de propriedade do fazendeiro. Não foi muito fácil o pouso, a pista era muito ruim. Sacudiu muito, mas como Osvandir já está acostumado com estas coisas de tanto ir e vir, isto foi o de menos.

Na primeira noite de investigação, aguardou a luzes, nada apareceu.

Na segunda noite um alvoroço. Alguns peões diziam que próximo da mata estava aparecendo uma luz, mas um deles deu um tiro para o alto e o objeto desapareceu.

Um peão informou:
__ Era uma luz clara, muito forte, queimava os olhos da gente.

Tudo estava muito estranho, se no outro caso levaram os órgãos internos; neste deixaram, num descampado, apenas as patas, os chifres e o estômago, mais conhecido como “bucho de vaca”. Um saco de aniagem também estava ali perto do que restou do animal.

Osvandir fotografou a primeira vaca e o que restou da segunda, comparando os casos notou que no primeiro era muito bem calculado os cortes, como se tivessem usando raio laser. Já no segundo não havia tanto cuidado e o sangue estava esparramado pelo chão, bem como vários pedacinhos de carne.

Outros casos começaram aparecer nas fazendas vizinhas, que vinham logo relatar ao Senhor William.

Numa delas além do chifre, patas e bucho, ficaram também as costelas e alguns ossos. Desossaram o animal ali mesmo, no meio do pasto. Isto significava que estavam interessados somente na carne.

Paralelamente, nas cidades vizinhas, Osvandir tomou conhecimento que havia gente vendendo carne para açougueiros, bem mais barato que o preço cotado por arroba.

Foi investigar de perto e numa delegacia local encontrou cinco ladrões de gado que mais tarde confessaram que estavam roubando vaca, utilizando uma camionete, aproveitando o alvoroço das luzes que aparecerem no primeiro caso.

O Senhor William montou uma emboscada e aguardou por duas noites e finalmente pegou quatro ladrões tentando matar uma de suas vacas. Foram pegos e entregues a delegacia para que tomassem as devidas providências.

Quando pensaram que estava tudo resolvido, numa outra fazenda apareceu um bezerro com a língua cortada, olhos arrancados e todos os órgãos internos retirados. Várias luzes apareceram no céu, sem contar que um rapaz viu um aparelho no ar, antes de escurecer.

Foi assim que ele descreveu o objeto voador:
__ Parecia duas bacias grandes, uma debaixo da outra, tipo oval. Refletia a luz do sol no seu metal, não fazia qualquer barulho, nem soltava qualquer tipo de fumaça, voava em todas as direções. Fiquei com muito medo e corri para dentro de casa.

Cada um descreve um objeto desconhecido de acordo com o ambiente onde vive.

Osvandir arquivou o primeiro e o último caso na sua pasta de assuntos ufológicos para futuros estudos.

Ao chegar em casa, abrindo o seu jornal eletrônico preferido, leu a seguinte manchete:

MAIS DUAS VACAS MUTILADAS FORAM
ENCONTRADAS NO COLORADO - EUA


MANOEL AMARAL

sábado, 6 de março de 2010

OSVANDIR E O SUMIÇO DE LOURENÇO

A ABDUÇÃO


“Abdução Alienígena é o nome que se dá ao seqüestro e
abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço exterior.”
Edson Aran


Ele chegou dizendo que viajara para muito longe. Que sofrera muito. Eles o pegaram, colocaram num carro esquisito, triangular, todo verde escuro, com faróis muito possantes e emblemas desconhecidos. Um enorme círculo e um traço horizontal cortando-o ao meio.

Informou que de tanto tomar uma espécie de choque, ficou com o braço esquerdo paralisado. Uma luz forte impedia que ele visse melhor quem eram os agressores. Continuou explicando para Osvandir:

“Foi em maio de 1970, logo depois das festas de Nossa Senhora, aqui no povoado. Acordei assustado, vi uma luz muito forte, achei até que era farol de caminhão. Abri a porta e alguma coisa acertou minha cabeça. Não vi o que era. Fiquei imóvel por muito tempo, perdi os sentidos. As vozes eram muito agudas e pareciam que estavam arranhando uma lata ou mesmo um barulho de TV quando está fora do canal. Quando acordei estava todo banhado em suor.”

Lourenço continuou contando aquela história incrível:
“Acho que fiquei muitos dias desaparecido, não sei dizer. Parece até que voei muito alto. Mostraram-me coisas que nunca vi na vida. Equipamentos bem polidos, brilhantes. Veículos voando por todo lado, sem gasolina, álcool ou qualquer outro combustível conhecido. Passei um bom tempo com dor de cabeça, náusea e tontura. Perdi uma parte da visão. Nas pontas dos meus dedos apareceram estranhas perfurações. Estive num local onde existia uma espécie de hospital, coisa muito fina, chique. Não se via nada fora do lugar. Tudo muito branco, camas e macas muito aperfeiçoadas. Ali os médicos tinham pouco trabalho, as máquinas faziam a maior parte dos serviços. Telas gigantes refletiam imagem de todo o corpo do paciente.”

Fora deixado em outro estado, sem referência nenhuma. Ficou perambulando por várias cidades. Perdera o rumo de sua terra natal.

Assim que chegou em casa foi considerado um louco que havia sido torturado pelo regime militar.

A família procurou um advogado, que após pesquisar o caso, entrou com uma ação de indenização por danos materiais e morais.

Hoje recebe uma pensão mensal no valor de vários salários mínimos.
Dizem que no seu caso houve perseguição política, prisão e tortura.


Não existe prova de que Lourenço foi abduzido por extraterrestres, mas também ninguém descarta tal hipótese.

MANOEL AMARAL
www.afadinha.com.br

terça-feira, 2 de março de 2010

OSVANDIR E AVATAR

“Avatara, significa aquele que descende de Deus,
ou simplesmente encarnação.”
(Wikipédia)

Osvandir com sua ousadia, espírito competitivo, independência, força de vontade e originalidade; desceu num campo de pouso, improvisado, lá naqueles confins do Amazonas.

Só não sabia o que estava por acontecer.

Vária forças extraterrestres foram convocadas.

Das águas, em cima de um bloco gigante de gelo, desprendido das geleiras, por um maremoto, vinha Aguatar.

Do mais profundo vulcão, do Chile, embrenhava nas matas Fogatar.Num rodamoinho, dos ares caía Arratar e finalmente do mais profundo da floresta chegava Terratar.

Água, fogo, ar e terra vinham para auxiliar Osvandir a combater a devastação da floresta.

O encontro daquelas forças, geradas por seres originários de encarnação, provocou um abalo sísmico, sentido na maior parte do território brasileiro, provocando um pequeno desvio no eixo da terra.

O primeiro ser espiritual, Aguatar encarnou no corpo de um índio que acabava de ser morto por uma cobra.

Fogatar, encontrou o corpo de um incendiário e devastador das matas. Um avião caiu, vários corpos estirados no chão, Arratar escolheu um deles. No corpo de um pequeno agricultor entrou de mansinho Terratar.

Parecia tão simples, mas não era. Osvandir assistiu aquilo tudo e teve que fechar os olhos para acostumar com aquelas cenas inéditas.

Sentiram que a floresta estava necessitando de suas forças. A devastação estava aumentando dia-a-dia.

Incêndios aqui e acolá. Cortes de grandes árvores e troncos descendo rio abaixo. Nossa madeira indo parar em paises da Ásia. Os índios cada vez mais afastados de seu habitat natural. Os pequenos agricultores pressionados a venderem suas terras para os magnatas da soja ou do gado.

Nosso minério, extraído das entranhas da terra, sendo contrabandeado ou vendido a preço de banana. Nióbio saindo por baixo do pano, entre fronteiras, sem ninguém dar notícia. Ouro indo enfeitar coroa de reis de algum país da Europa. Os diamantes, rubis, esmeraldas, ágatas, ametistas, topázios e granada, enviadas a paises distantes para serem usadas como jóias, bijuterias, brincos, colares, pulseiras, anéis, pedras lapidadas, brutas, cinzeiros, chapas, chaveiros e enfeites.

Nossos tesouros sumindo e ficando como lembrança, apenas buracos no solo. Aqui jaz uma mina de diamantes, ali uma de ouro, acolá outra de topázio.

Começando agir, Fogatar aplicou a técnica do contra-fogo, apagando fogo com fogo. Terratar atacou os contrabandistas de minérios, cobrindo de terra, todas as minas em exploração. Em seguida Arratar, num rodamoinho, levou as construções e os móveis dos expansionistas da soja e do gado, deixando o campo limpo para explorações. Aguatar carregou todos os troncos de madeira que seguiam pelos rios e os escondeu na floresta.
Pressionados por aqueles acontecimentos, sem explicação, os exploradores da Amazônia, fugiram do local, cada um seguindo o seu destino.

Osvandir que a tudo assistia, cumprimentou os seres Avatares, divindades de outras eras, que tanto bem fez a floresta.

Eles disseram que ficassem atentos, que em qualquer dia ou época, voltariam para beneficiar a querida Amazônia.

Dizendo adeus a todos, e esperando um outro encontro no futuro, Osvandir, partiu para a sua terra com o coração mais leve.

MANOEL AMARAL