quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

OSVANDIR E OS INCENDIÁRIOS DA FLORESTA


Capítulo II

METEORITO?

Meteorito não era! Seria a Mãe-de-ouro? Muitos pensaram que sim. Mas esta não explodia e nem deixavam cratera na terra. Apenas ia de um local para outro, deixando um raio de luz no céu.

Osvandir queria ir logo ao local onde caiu a bola de fogo. O pessoal aconselhou-o a não fazer isso por que a região era muito perigosa à noite.

Amanheceu e Sô Moacir ficou assustado, o seu hóspede havia desaparecido!

Ao chegarem ao local da queda da bola de fogo, lá estava ele, todo envolvido na pesquisa, com uma bolsa na mão e vários saquinhos plásticos cheios de material coletado na cratera.

Muitas fotos foram feitas utilizando-se vários ângulos. O tamanho desta cratera era um pouco maior que a anterior: diâmetro de quinze metros. Bem no centro fora encontrado um material que não pode ser identificado no momento.

O que seria tudo isso? Bombas vindo do espaço? Ou outro fenômeno desconhecido?

De manhã Osvandir solicitou do Senhor Moacir, que desse um giro de avião nas proximidades da fazenda do Raimundinho. No ar, pegou o binóculo e foi observando a região. Notou uma clareira no meio do matagal. Pediu ao piloto que se aproximasse o máximo possível. Notou alguma movimentação de pessoas e uma construção parecida com uma torre.

Combinou uma expedição ao local para o dia seguinte.

Todos com os equipamentos nas mochilas e não faltando os longos facões de cortar cana, que serviriam para limpeza da trilha. Foi muito fácil localizar o acampamento. Osvandir havia marcado no seu GPS as coordenadas.

Com algumas horas, contando com a experiência dos ajudantes, lá estavam junto daquele estranho equipamento, com motor movido a gasolina.

Estudando todas as possibilidades Osvandir chegou à conclusão que aquilo trataria de um lançador de objetos. Verificando num quartinho, viu restos do mesmo material que encontrara dentro e fora das crateras. Debaixo de uma das camas achou uma bola, envolvida com plástico e lona, pesando aproximadamente um quilo.

Subiu na torre de madeira e colocou uma pedra do mesmo peso daquela bola. Acionaram o motor e alguém do grupo apertou um botão vermelho de um painel parafusado na madeira. Ouve-se um barulho e algo subindo em alta velocidade jogou a pedra a centenas de metros adiante. O aparelho assemelhava-se aquelas antigas catapultas romanas que lançavam pedras contra os inimigos, só que os objetos lançados por este equipamento atingiam maior altitude, consequentemente indo parar mais longe.

Tudo fotografado, filmado e bem documentado, com a prova material de uma espécie de bomba caseira, de um quilo de material, seguiram para o povoado mais próximo para entregar às autoridades a documentação.

Sô Moacir ficou encarregado de acompanhar o processo.

Solucionado o problema das “bolas de fogo” no norte do estado de Tocantins, Osvandir despediu-se dos novos amigos e voltou para Minas.

Ainda no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, também denominado de Confins, na capital mineira, abriu um jornal e viu pequena reportagem que dizia o seguinte:

BOLAS DE FOGO NOS CÉUS DO PARÁ

Osvandir sacudiu a cabeça e pensou: --Vai começar tudo novamente!

Nenhum comentário:

Postar um comentário