sábado, 5 de dezembro de 2009

OSVANDIR, OS LOBISOMENS E OS VAMPIROS

Capítulo II

A AURORA

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem
anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King Jr)


Tudo correu, no seu ponto de vista, maravilhosamente bem. Acordou com fôlego redobrado.

Calçou o tênis, vestiu uma camiseta, o seu calção e saiu para uma caminhada. Os pássaros, nos seus ninhos chilreavam por todo lado. O sol levantava-se preguiçosamente no horizonte.

Osvandir foi até o lago, lavou o rosto e pode notar um ser diferente na floresta. Esgueirava-se por entre as árvores. Parecia um cachorro, hora uma pessoa. Magro e pele quase branca, com pelos dourados.

Aquilo mexeu com os nervos do rapaz. Correu até a cabana, queria dizer para Joanna o que vira. Ela não estava na cama. Olhou por todos os lados e nada encontrou.

Onde estaria a sua amada? Enquanto estava envolvido com estes pensamentos viu alguém abrir a porta. Era Joanna. Interrogada, disse que vinha do quintal. Falou que estava a procura de um bom frango que queria matar para o almoço. Mas ninguém viu frango nenhum naquela cabana...

Fatos estranhos: o semi-animal na floresta, a ausência de frangos naquele local. As histórias não estavam conferindo com a realidade.

Naquele meio tempo, alguém bateu na porta, assustado Osvandir foi ver do que se tratava:
__ Bom dia meu Senhor, - cumprimentou Osvandir.
__ Bom dia nada! Mau dia! Perdi alguns animais.
__ Mas o que aconteceu? Disse Osvandir.
__ Um animal estranho atacou meu rebanho de cabras e matou três.
__ Comeu os animais?
__ Não. Apenas sugou o sangue!
__ Mas que coisa mais estranha. Eu vi um animal esquisito atravessar a floresta quando estava fazendo caminhada, hoje de manhã.
__ Como era esta criatura? – perguntou o sitiante.
__ Tinha algum pelo comprido, dourado e dava para notar a pele clara. Tive a impressão de tratar de uma pessoa, no entanto parecia um animal.
__ Por aqui nunca aconteceu uma coisa dessas.
__ Pode ter certeza que se aparecer mais algum fato novo levo ao conhecimento do Senhor. Onde moras?
__ Fico agradecido. Moro ali do outro lado do lago, próximo da estrada, ao lado de uma árvore de aroeira, bem velha, carcomida pelo tempo.
__ Então até breve. Ah! Como é o nome do Senhor?
__ Chamo José, mas todos por aqui me conhecem por Zezito das cabras. E o seu nome?
__ Sou conhecido como Osvandir, o ufólogo.

Manoel Amaral

Participe de nossa Antologia de poesia e prosa: osvandir.ovni@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário