terça-feira, 10 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo VI
O RACISMO


Como em qualquer aglomeração de seres humanos ou extraterrestres o racismo ocorre.

Quem acha que no Brasil e nos EUA existe racismo não têm a menor noção do que acontece em Marte.

Os indianos detestam os latinos americanos, que são odiados pelos chineses e todos são odiados pelos extras.

Tudo vira um caldeirão, toda balada anunciada por ali, pode esperar que sai briga de amarelo entre branco ou vermelho, entre marrom, coisa de louco. Marrom, com dissemos são os habitantes vindo do Planeta X, ou Nebiru, conhecidos como seres "subhumanos”.

Tinha uma placa no portão: “O trabalho liberta”, mas quem trabalhava era cada vez mais escravo. Viajavam em velozes trens bala, de um setor para outro, como gado indo para o matadouro, por isso os mais velhos não agüentavam, morriam de fome ou de sede. Párias, sujos, favelados do espaço. “Irmãos combaterão entre si e se matarão”. “O meu reino não é deste Planeta. Se meu reino fosse deste planeta, os meus soldados espaciais se empenhariam por mim, para que não fosse entregue aos vermelhos”, - dizia o profeta de longa barba branca.


Capítulo VII
A BANDIDAGEM
“Milionário não quer deixar de ser milionário e, para tanto,
precisa continuar colonizando e privatizando a máquina estatal”
(Waldo Luís Viana)

Não passava um só dia sem que o Jornal “O Amanhecer” noticiasse a morte de várias pessoas por assassinato pelo polícia ou briga entre gangues. A bandidagem era pior que na Terra. Drogas eram distribuídas por Setores e depois passavam para fazer a arrecadação.

A “TV Lobo das Ravinas” brigando com a “TV Renascer”, tentando cada uma aparecer mais que a outra e logicamente pegar os melhores anunciantes.

A empresaa Petro-Mar, a maior anunciante estatal, e a sua grande rival a Marte-Petro , especialista em descoberta de petróleo em qualquer lugar, agora estava pesquisando minerais mais nobres com “equipamentos de alta resolução (altimetria de satélite, gradiômetros gravimétricos e magnetométricos, magnetômetro de césio, DGPS e computadores potentes) tornando disponíveis um enorme volume de dados para exploração de recursos minerais.”

Altos cargos eram vendidos nas maiores empresas pela Máfia Marciana, chamada MM.

Casos de crimes de todos os tipos, como esses, eram cometidos sempre e anunciados naqueles jornais que atravessavam a noite, mostrando os assuntos mais escabrosos.



Capítulo VIII
CADEIA DE SEGURANÇA MÁXIMA


Aquela cadeia de Segurança Máxima, era um verdadeiro Campo de Concentração.

Parte dela funcionava numa velha nave espacial, que foi remodelada para receber mais e mais detentos. Onde cabia 1.000 já tinha 1.500 recuperandos, como diziam por lá.

A parte administrativa funcionava no Planeta Vermelho. A burocracia era muito grande. Uma informação segura, só era obtida após visita e mais visitas a vários setores.

A maioria morria logo nos primeiros meses de gripe virótica. O cidadão começava a vomitar e evacuar até morrer, botando sangue pela boca e por todos os poros. As doenças mais estranhas apareciam naqueles cubículos.

Um inseto que sobreviveu a bombas atômicas, na terra, imigrou para o espaço, uma horrorosa barata preta que comia de tudo, até carne de presos. Quando as pessoas iam de um setor para outro diziam emigração.

O planeta Marte continuava quente, com uma poeira vermelha e pouca água. Uma missão, da convenção de Planetas Exploradores decidiu que o melhor seria vir até a Terra, colocar uma base no interior do Amazonas, com a finalidade de canalizar toda água excedente do local para enormes tanques de reboque espacial.

Aquele tipo de transporte parecia um velho trem Maria Fumaça, seguia pelo espaço como uma cobra no meio do pantanal. Levava água e trazia minério para a China e Índia, que agora eram países que comandavam este sofrido planeta azul, a Terra.

Estes dois países ainda importavam grande quantidade de sucata de metal dos países terceiromundistas, que ainda existiam.

O Brasil virara uma terra de ninguém. Cada Deputado queria levar a melhor parte.

Elegeram um Presidente negro, seguindo o mesmo caminho dos EUA.
Mas não estava dando muito certo, porque as Elites Burras queriam o poder a qualquer custo. Os Partidos Políticos participavam daquelas mutretas de sempre e não largavam a mamata. Viviam dependurados nos peitos da mãe nação.

Uma nova bandeira surgia no cenário político, o Partido Marciano, cuja cor era vermelha, estava dominando o Parlamento.

MANOEL AMARAL

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