sábado, 7 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo III
A REVOLTA


Era um tiroteio no próximo de onde ia pousar, uma explosão chegou a abalar o Aero-car.
De manhã quando abriu o Jornal do Setor 9, O Amanhecer, noticiou:

Adolescente morre em troca de tiros

“Um adolescente de 16 anos suspeito de roubar um veículo Aero-car acompanhado da namorada, grávida de três meses, morreu em uma troca de tiros com os “fardas vermelhas” (SS), na noite de ontem na região do Setor 9, zona Norte. Pouco antes do tiroteio, ele tentou atingir policiais que cumpriam a sua dolorosa missão. O jovem “di menor” estava armado com uma pistola de uso exclusivo da Polícia de Repressão” – dizia o jornal.

Osvandir comentou:
__ Até aqui! Estamos perdidos! Em São Paulo, no meu país, isso era corriqueiro, mas por aqui pensei que não existisse isso...
__ Hiii, meu filho, você não viu nada, isto aqui virou uma verdadeira panela de pressão, está prestes a explodir! Falou o Chefe do Setor.
__ Cruz credo! - Exclamou Osvandir.
__ Eles andam, na maior velocidade em seus quadriciclos, fabricados na China, exclusivamente para trafegar no solo marciano. As rodas são monstruosas, da altura de um homem e de grande velocidade. Destroem tudo pela frente, ainda foram adaptadas com armas que podem atingir a mais de um quilômetro de distância. São uma praga.
- Continuou explicando o Senhor Alfredo para uma roda de novatos.

De acordo com a corporação policial os “menores” assaltam, matam sem dó nem piedade, principalmente agora que o tempo deles está terminando, porque no mês que vem uma nova lei vai entrar em vigor rebaixando para 15 anos a idade de responsabilidade civil.

Osvandir tinha muita coisa para aprender. Lia relatórios e mais relatórios.

Descobriu ele, uma Escola Especial, a “Espaço Sideral” que ensinava coisas do futuro, colocava os alunos em dia com as atualidades espaciais. Trazia, anualmente, diferentes gincanas, de todos setores, para competição entre as turmas de alunos. Tinham vários nomes de equipes: Preta-black, Azul-blue, Vermelha-red, Verde-green, Branca-white. Nomes tão criativos, que competiam o ano inteiro, dava mais trabalho para os pais que para os alunos.

Continua...
Manoel Amaral

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