quinta-feira, 5 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo II
A FALTA D’ÁGUA

Passado o susto veio a preocupação: como adaptar-se rápido ao clima e surpresas do planeta vermelho.

O dirigentes ficaram apreensivos com mais gente e mais problemas para todos. A água já era considerada como produto raro, contrabandeada e controlada pela máfia espacial. Descobriram alguns vulcões extintos em cujas crateras foi encontrada água em estado sólido. A retirada deste precioso líquido era muito dispendiosa. O preço de uma garrafinha de 500 ml estava valendo praticamente 1/10 do dia de trabalho.

O trabalhadores braçais usavam apenas um clip no nariz para adaptar-se ao ar do planeta e roupas especiais, quando trabalhavam nas minas; os demais não usavam nada, trabalhavam como Agentes Administrativos, dentro das construções previamente preparadas pelos americanos, verdadeiras latas de sardinha, com incríveis tubos de ligação, uma verdadeira teia.
A ventilação deixava muito a desejar. As músicas perturbavam, pois os ouvidos não estavam acostumados com aqueles ruidos espaciais do Electro, um aparelho que distribuia som e imagem por todo canto.

Com seu caderno eletrônico nas mãos, um sucessor do Kindle, da Sony, Osvandir vagava de seção em seção colhendo fotos, fatos e boatos.

Fez uma pequena visita aos indianos e chineses e ficou horrorizado com o que ouvia. Disseram que alguns habitantes de outros planetas também estavam explorando outros tipos de minérios em vários locais do planeta.

Aquilo tudo era uma verdadeira confusão. Pegou um Aero-car, aparelho que voava a baixa altura e pode observar que realmente o planeta virou um verdadeiro caos, com todos tipos de seres: humanos, desumanos e extraterrestres.

Naquela pequena viagem sobre planeta, pousou num aglomerado de seres vindos do Planeta X, mais conhecido como Nebiru, que tinham a aparênciam dos humanos, um pouco mais vermelhos, como os indios brasileiros, mas bem mais escuro. Como diziam os chineses: “os marrons”.

Eles tinham os dedos das mãos presos por uma membrana e atrás das orelhas três perfurações de três centímetros cada uma, as guelras. Disseram que moravam no fundo do mar, de onde vieram. Até que os olhos pareciam mesmo, olhos de peixe, fora isto, o resto era como qualquer pessoa.

Com a ajuda de um bom tradutor, do Google, novo aparelho lançado no mercado, conseguiaa falar com vários deles e descobriu que tinham um nível cultural excelente, apenas um grande defeito para quem vai viver vários meses em comunidades fechadas: eram muito brigões. Qualquer discussão já gerava um briga dificilmente dominada pelos “homens da farda vermelha”, como eram conhecidos os Soldados do Sistema (SS).

Conversava animadamente com uma garota marrom, quando inesperadamente surgiu por detrás de uma porta um jovem com um pedaço de ferro nas mãos e foi logo atacando a todos. Com um simples movimento das mãos, técnica aprendida no Nordeste do Brasil, com o velho Mestre Moura, Osvandir conseguiu dominar aquele revoltoso ser... humano.
Retirando-se daquele local resolveu voltar para o seu Setor 9, bem distante dali.

Quando estava avistando a sua área de trabalho, qualquer coisa explodiu no Aero-car.
(Continua...)
Manoel Amaral

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