sábado, 21 de novembro de 2009

OSVANDIR E O FILME LUA NOVA


"Antes de você, Bella, minha vida era como uma noite sem lua."

(Livro Lua Nova)

Osvandir iria com a namorada ao cinema para assistir Lua Nova, havia comprado dois ingressos com um mês de antecedência.

Um deles teve que ser trocado porque esqueceu de retirá-lo do bolso de sua calça jeans e a máquina de lavar triturou-o, sobrou apenas alguns pedacinhos de papel amarelo.

Teve que ir ao shopping, conversar com a gerência, explicar a situação, não tinha mais ingressos à venda para aquele dia.

O gerente, muito bacana, resolveu rápido, deu-lhe um ingresso de cortesia e disse-lhe para trocá-lo por outro ou confirmar a data do filme.

Tudo resolvido, chegou o grande dia da pré-estreia. Meia noite. Tudo escuro, mesmo antes de entrar no cinema, diga-se de passagem que o seu carro enguiçou e teve e solicitar um táxi para chegar até a casa da namorada.

Uma chuva muito grossa fez com que molhasse parte da roupa ao abrir a porta do veículo.

Na porta do cinema aquele alvoroço, mocinhas de 12 a 17 anos, todas doidinhas para entrar e o vigilante porteiro não abria o portão.

Dez minutos, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e buuummm! Aquela pelota de gente, todos querendo pegar o melhor lugar no cinema. Eram duas salas, mas estavam todas vendidas. Não cabia mais ninguém. Pessoas sentadas no corredor, em pé lá atrás e aquele burburinho.

Quando a sessão começou, foi aquele silêncio sepulcral. Poderia até ouvir-se um mosquito da dengue zunir por ali.

Não era o filme ainda, apenas propaganda de outros, como o 2012 e Distrito 9, que Osvandir já havia assistido na semana anterior.

O filme começou e aquele jovem vampiro que não sugava sangue de ninguém, branquelo, mas lindo no imaginário das jovenzinhas, começou a atuar, arrancando sorrisos e lágrimas de todas.

Não é necessário contar aqui o enredo do filme, quase a mesma coisa que o primeiro. O mesmo esquema, como nos filmes de Harry Potter.

Os livros do mesmo autor vendem muito e estão no topo da lista da Revista Veja. Agora saiu outro, maior que os anteriores, cerca de 550 páginas, chama-se “A Hospedeira”.

É impressionante como os jovens leem aqueles livros, com quase 600 páginas, de um fôlego só. Começam e não param nunca. E ainda tem mais, incentivam aos pais também a lerem para ver de que se tratam estes livros que tanto encantam os jovens.

O filme acabou, muitas mães e pais estão ali na entrada do cinema para levar os jovens para casa. Alguns nem foram embora, ficaram por ali mesmo esperando. Olhando vitrine, fazendo algumas compras no Shopping. Vendo as roupas, as câmaras digitais, o Papai Noel, os bares, restaurantes e os jogos eletrônicos. A maioria com outras crianças menores, dando um trabalho danado.

Mas como dizia uma sábia Senhora:

__ É melhor esperar ali, sofrer um pouquinho, saber onde estão os filhos jovens, do que ter que receber notícias desagradáveis pelo celular.

MANOEL AMARAL

http://osvandir.blogspot.com

http://osvandir.blogs.sapo.com

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