sábado, 21 de novembro de 2009

OSVANDIR E O FILME LUA NOVA


"Antes de você, Bella, minha vida era como uma noite sem lua."

(Livro Lua Nova)

Osvandir iria com a namorada ao cinema para assistir Lua Nova, havia comprado dois ingressos com um mês de antecedência.

Um deles teve que ser trocado porque esqueceu de retirá-lo do bolso de sua calça jeans e a máquina de lavar triturou-o, sobrou apenas alguns pedacinhos de papel amarelo.

Teve que ir ao shopping, conversar com a gerência, explicar a situação, não tinha mais ingressos à venda para aquele dia.

O gerente, muito bacana, resolveu rápido, deu-lhe um ingresso de cortesia e disse-lhe para trocá-lo por outro ou confirmar a data do filme.

Tudo resolvido, chegou o grande dia da pré-estreia. Meia noite. Tudo escuro, mesmo antes de entrar no cinema, diga-se de passagem que o seu carro enguiçou e teve e solicitar um táxi para chegar até a casa da namorada.

Uma chuva muito grossa fez com que molhasse parte da roupa ao abrir a porta do veículo.

Na porta do cinema aquele alvoroço, mocinhas de 12 a 17 anos, todas doidinhas para entrar e o vigilante porteiro não abria o portão.

Dez minutos, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e buuummm! Aquela pelota de gente, todos querendo pegar o melhor lugar no cinema. Eram duas salas, mas estavam todas vendidas. Não cabia mais ninguém. Pessoas sentadas no corredor, em pé lá atrás e aquele burburinho.

Quando a sessão começou, foi aquele silêncio sepulcral. Poderia até ouvir-se um mosquito da dengue zunir por ali.

Não era o filme ainda, apenas propaganda de outros, como o 2012 e Distrito 9, que Osvandir já havia assistido na semana anterior.

O filme começou e aquele jovem vampiro que não sugava sangue de ninguém, branquelo, mas lindo no imaginário das jovenzinhas, começou a atuar, arrancando sorrisos e lágrimas de todas.

Não é necessário contar aqui o enredo do filme, quase a mesma coisa que o primeiro. O mesmo esquema, como nos filmes de Harry Potter.

Os livros do mesmo autor vendem muito e estão no topo da lista da Revista Veja. Agora saiu outro, maior que os anteriores, cerca de 550 páginas, chama-se “A Hospedeira”.

É impressionante como os jovens leem aqueles livros, com quase 600 páginas, de um fôlego só. Começam e não param nunca. E ainda tem mais, incentivam aos pais também a lerem para ver de que se tratam estes livros que tanto encantam os jovens.

O filme acabou, muitas mães e pais estão ali na entrada do cinema para levar os jovens para casa. Alguns nem foram embora, ficaram por ali mesmo esperando. Olhando vitrine, fazendo algumas compras no Shopping. Vendo as roupas, as câmaras digitais, o Papai Noel, os bares, restaurantes e os jogos eletrônicos. A maioria com outras crianças menores, dando um trabalho danado.

Mas como dizia uma sábia Senhora:

__ É melhor esperar ali, sofrer um pouquinho, saber onde estão os filhos jovens, do que ter que receber notícias desagradáveis pelo celular.

MANOEL AMARAL

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O SACI PERERÊ E O APAGÃO


Imagem Google

“Não fui eu o responsável pelo apagão...”
(Saci Pererê)


O Saci Pererê faz parte do folclore brasileiro. A origem da lenda é do sul do Brasil.

A composição do Saci processou da seguinte maneira: o gorro vermelho é de origem européia, pito de palha ou o cachimbo pode ser dos mineiros derivado dos índios e numa luta de capoeira no nordeste acabou perdendo uma perna. Tem um largo cinto vermelho. Às vezes usa uma vara bem comprida para espantar os indesejáveis. Pode aparecer até pelado. Adora assoviar e ficar invisível. Quando fuma solta fumaça pelos olhos. Se tiver de bom humor pode ajudar as pessoas a encontrar coisas perdidas.

É um negrinho de origem africana que vive fazendo travessuras por aí. Muito brincalhão, faz desaparecer objetos e às vezes os esconde nos lugares mais esquisitos.

Costuma aparecer num redemoinho de vento. Quem consegue pegar a sua carapuça ou gorro, tem ele em seu domínio.

Alguns dizem que para conseguir pegar um Saci é preciso usar uma peneira de cambaúba, pequena, virgem (que nunca foi usada), colocando-a sobre o pé de vento e tirar o gorrinho.

Tem diversos nomes por este país inteiro: “Yaci-Yaterê” de origem Tupi Guarani, “Saci-cererê, Saci-pererê, Matimpererê, Martim-pererê”, “saci-saçura, saci-sarerê, saci-siriri, saci-tapererê ou saci-trique”, “matitaperê, matintapereira, sem-fim”,segundo constam em nossos dicionários. E para os lados do Rio São Francisco é conhecido como: “Romão ou Romãozinho”.

Muitas mulheres jogam a culpa no coitado quando o feijão queima no fogo alto do fogão a gás. Elas descuidam e o coitado é que leva a fama.

Em alguns estados dizem que ele nasce em brotos de bambu ou que viram orelha de pau. Uns acreditam que ele vive até setenta e sete anos. Se você ver um cogumelo nascer em algum lugar diferente pode acreditar que é o Saci.

Pois bem, aí está a lenda do Saci Pererê. Mas o que seria Pererê?
Segundo um Dicionário Online, a palavra viria do verbo pererecar (de perereca): “v.i. Bras. Mover-se agitadamente de um lado para outro. / Ficar desnorteado. / (RS) Saltitar, dar pulos.”
E é isso mesmo que ele faz...

Acontece que por esses dias estão culpando o Saci pelo apagão. Dizem que ele chegou num redemoinho muito grande, lá para as bandas de Itaipu e acabou prejudicando quase todos estados do país.

Isto é mentira da Elite. Querem culpar o coitado só porque ele sabe mandar uma enxame de maribondos para qualquer lugar para espantar uma boiada, mas não entende nada de energia elétrica.

Sabe fazer desaparecer algumas moedas, mas não como um Deputado ou Senador que fazem desaparecer montanhas de moedas por ano dos cofres da Nação.

Ele sabe andar ligeiro numa perna só, mas isto algumas pessoas também sabem fazer com o pouco dinheiro que recebem por mês.

Ele protege as crianças e os velhinhos dos maus caracteres, contra os pedófilos, os assassinos, os emprestadores de dinheiro para descontos em folhas, com contratos por telefones.

Luta contra estes abomináveis políticos que enriquecem ilicitamente, deixando o povo na pobreza.

Saci sabe dar saltos, rodopiar como um pião, dar rasteira, mas não sabe fazer truques sujos nas eleições, comprando votos ou induzindo os eleitores.

Sempre está por traz de quem é “cadeirante”, olhando aqui e acolá, para que não aconteça nenhum acidente.

Pererê nunca foi santo, mas pode ser invocado nas horas difíceis se precisar de ajuda para encontrar um objeto perdido. Se sentir um ventinho frio atrás da orelha pode ter certeza que ele está por aí.

Salvem o Saci destas injustas acusações! Ele é do bem!
Seu aniversário: 3l de outubro.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CHAPEUZINHO VERMELHO, O LOBO MAU E O APAGÃO

Imagem Google

“Alguém disse: __O último que sair apaga a luz,
- e o estagiário acreditou nisso!”


Aconteceu num País muito distante, pra lá da América do Sul, bem abaixo da Venezuela, onde tem um Presidentezinho muito carinhoso chamado “Polvo”, por causa de seus longos braços...

Aconteceu que uma mocinha chamada Chapeuzinho, andava com um vestido cor-de-rosa, muito curto, chamando a atenção de todo mundo e ainda aprontou o maior alvoroço na Faculdade onde estudava.

Como pretendia, ficou conhecida no mundo inteiro, até no New York Time, o maior jornal do mundo, ela posou e abusou. As revistas disputavam sua imagem à tapa! O que não faz umas pernas bonitas!

Porém o Ministro Lobo Mau, que não era do ramo, foi nomeado pelo Presidente para tomar conta do Ministério das Minas e Energia, ironicamente, lugar que era ocupado, há algum tempo por outra incompetente.

Mas depois do apagão (o dicionário do Word insiste em dizer que não é apagão e sim afegão), todos queriam comer o fígado do Lobo Mau, e perguntavam: __ Nosso País tem uma rede segura?

As repostas eram as mais contraditórias e alguns diziam que o País teria muita preocupação com a emissão de gases-estufa. Talvez fosse a plantação de repolho perto da grande floresta.

Para acalmar os cidadãos o Presidentezinho anunciou que além da “Bolsa Alimentação,” iria distribuir a “Bolsa Falação”, para todo mundo falar no celular. As empresas já tinham concordado, o dinheiro não era delas mesmo, era do Fistel – Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.

Num apagão anterior julgaram a culpa na Mula-sem-cabeça, no Saci Pererê, no Boitatá, num hacker e por aí afora. O despreparo do Lobo Mau provou mais uma vez que aquele País estava um caos.

Horas depois do Blecaute, o Presidente atribuiu as causas a problemas atmosféricos; raios, trovões e chuvas fortes de granizo, poderiam ter provocado a escuridão. A escuridão estava é na cabeça dos dirigentes, eles olhavam mas não viam. E o Mandatário Maior da Nação continuava afirmando que o “sistema energético era eficiente e robusto”.

“Serrinha”, Governador de um grande estado disse que a “situação era gravíssima, bastava uma ventania ou raio para paralisar todas as turbinas” de Upiati. Falou que devia ser “falta de investimento e qualidade na manutenção.” O pior é que ele não está podendo falar muito em “qualidade de construção” porque uma ponte enorme, caiu mesmo no meio da rua, de uma grande cidade, logo depois da construção. Estas empreiteiras só trabalham com material de segunda...

A Polícia Secreta do País (PSR) “não descarta a possibilidade de que fatores não metereológicos (sabotagem) tenham provocado o episódio.”

Para acalmar o povo, o Presidente “Polvo”, aquele monumento de bondade, anunciou que transformará a TV Senado e TV Câmara, em TVs Populares, passando filmes de faroeste italiano, o dia inteiro, para o delírio dos pobres.

Como neste País o povo elege, democraticamente, de tempos em tempos, um novo Presidente; “Polvo”, já preparava secretamente a sua candidata.

Ele que não era bobo nem nada, escolheu a Chapeuzinho Vermelho, do vestido-cor-rosa, bem curtinho, para candidata a Presidente. A Oposição ficou horrorizada!

Acontece que Lobo Mau, que sempre foi muito mau, não estava nada satisfeito com isso. O “Serrinha” também quer ser candidato e ainda para complicar o Arécio, lá das montanhas do interior.

O Giro, que veio de Tiros, quer ser Vice de qualquer um. Acontece que a maioria das cidades do País, tem muitos empregados na administração e este ano já disseram: __ Não vai haver pagamento de 13º Salário. A situação está crítica.

O Presidente “Polvo” distribuiu bilhões para aquelas cidades, mas os Prefeitos gastaram tudo com propaganda, viagens, “mensalões” ou embolsaram o resto pura e simplesmente.

O Presidente, os Ministros e o resto dos capachos e cupinxas, nunca gostaram da imprensa. Dizem que ela é fofoqueira, “só diz o que não deve”. Esses dias publicaram uma lista dos cornos de uma cidade do interior, que deu pano para manga. Muita separação, briga de casais, duelos de garruchas, espadas etc e tal.

A imprensa descobriu ainda que o Presidente fez uma compra de mais de 1.000 ternos de uma só vez, muitos sapatos em couro legítimo, meias de todas as cores. Uniformes, guarda-pós, agasalhos esportivos, um montão de roupas.

O que mais chamou a atenção na imprensa foi que o Supremo Tribunal daquele País comprou dez lamparinas com seus respectivos pavios. Estavam prevenindo contra um novo apagão.

Mas como estávamos dizendo, Osvandir saiu com a namorada, foi passear à noite, bem próximo das usinas de Upiati, aquele lago lindo, sob o luar um turbilhão de águas.

Tudo tão calmo, nenhuma nuvem no céu, apenas estrelas bem brilhantes. De repente um raio surgiu do nada e uma estranha nave espacial cruzou o horizonte. Pairou sobre as redes de transmissão e por ali permaneceu fazendo acrobacias. Tudo escureceu.

Osvandir pode calcular, pelo tamanho dos prédios de Usina de Upiati que ela mediria uns cem metros de ponta a ponta. Parecia com uma bola de futebol americano, com uma cor azul brilhante e um entorno de branco muito forte.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com
http://osvandir.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O SEQUESTRO DO LEITOR

“Escrever é uma viagem perigosa para dentro de nós mesmos”
(Chistopher Vogler)


“Estava perambulando pelas páginas de um livro, quando senti que tinha sido seqüestrado. Não podia largá-lo, em hipótese alguma.Dizia o leitor aflito”

Neste esquema o leitor era obrigado a ler um conto diariamente. Uma tortura, mas real.

Aquele livro, grande, 364 páginas, antologia de contos, pegou aquele jovem desprevenido.

Não podia mais pensar nem agir como antes. Estava completamente comprometido com aquelas páginas.

Conta de energia, telefone, água, tudo ficou atrasado. Até a prestação da casa, que tinha uma multa e uns juros altos, ficou ali na gaveta.

A mensalidade da faculdade, a lavadeira, a prestação dos sapatos, das roupas, gente cobrando. Farmácia cortando o crédito e o cartão de crédito? Também embolando.

O trabalho de escritório foi esquecido, como se não existisse. O chefe ligou várias vezes, ele nem atendeu. Olhava na bina do aparelho telefônico e sabia quem estava ligando e desligava na cara do cidadão.

Tudo correndo desta maneira. A vivência era a dos contos, nada mais.

Enquanto isso, tudo acontecia do lado de fora:

Albertina se casara com Mário que a abandonou depois de três dias.

A Universidade expulsou a garota da mini-saia. Ela resolveu entrar com processo de indenização e danos morais.

O menino foi amordaço na escola. A Professora disse que ele falava demais.

A lista de cornos, naquela cidade do interior de Minas, estava causando o maior reboliço.

Homem tem documentos usados por irmão foragido, que pintava e bordava em seu nome.

O Ministro das Comunicações pretende dar ao povo, a Bolsa Celular. Disse que é para beneficiar quem tem bolsa família. Mas não é de graça, as empresas receberão do Fundo de Fiscalização das Telefônicas. Muito dinheiro envolvido: mais de dois bilhões de reais.

E no Sul de Minas, surto de diarréia, postos de saúde cheios de gente indo aos banheiros. Alguns acham que o Prefeito tratou mal a água da cidade.

Criança sai para entregar a chave da vizinha e é morta misteriosamente.

Várias balas perdidas (não existe bala perdida), matam no Rio.

Aposentados vão ter que esperar mais. O aumento prometido não vai sair. Quem sabe poderia sair um celular desta bolsa para os coitados.

Morto aparece no próprio velório, assustando todo mundo. Acontece que quem havia sido atropelado era outra pessoa. As suas irmãs esqueceram a sua fisionomia de tanto ele morar na rua.

Velório da mulher que ainda estava no Hospital. Explica-se estavam velando a mulher errada.

Namoro na WEB acaba em homicídio, o corpo da mulher foi encontrado incinerado.

Os Políticos, no ano que vem, serão todos honesto. Ano de Eleição vale tudo, até fingir que é homem do bem. Adeus quadrilhas, mensalões, empréstimos fabulosos, castelos e viagens ao exterior.

Seria melhor o Leitor ficar no mundo dos contos, aqui fora a vida continua cruel.

“No conto, o autor vence o leitor por nocaute”
(Alex Gennari)

MANOEL AMARAL

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

AS AVENTURAS DO OSVANDIR II

Ufólogo lança seu terceiro
livro em Divinópolis


O pesquisador ufólogo e escritor Manoel Ferreira do Amaral, 65, pós-graduado em direito público, escreve para jornais e revistas desde os 18 anos. Nascido em São Gonçalo do Pará, a terra do doce, veio para Divinópolis há 30 anos. Começou a escrever livros no ano de 2003, quando editou a obra de pesquisa histórica: História de São Gonçalo do Pará – À Beira do Rio Pará. Os outros livros escritos pelo autor são em formato de e-books, e é nesse estilo que há poucos dias lançou o seu terceiro livro As Aventuras de Osvandir II, onde explora, mais uma vez, de forma bem humorada, suas pesquisas e informações ligadas à ufologia.

“O nome Osvandir foi inventado, retirado de outros nomes de ufólogos brasileiros e internacionais, que lidam com a ufologia com a finalidade de ganhar dinheiro, enganando o povo.
Dois meses depois de lançado primeiro livro, em torno do personagem, um leitor enviou-me um e-mail para que observasse melhor o nome Osvandir, que tinha a palavra Óvni no seu contexto.
Fiquei espantado com aquela alusão porque o nome todo do personagem é Osvandir Vieira Nicolai (uma referência à máfia ufológica mundial) que também traz oculto o nome Óvni. Depois, pesquisando na internet descobri que existem vários Osvandires pelo Brasil afora”, explica.
Sobre sua referências literárias, o escritor declara: “Leio sempre Clarice Lispector, Affonso Romano Sant'Ana, Saramago, Fernando Pessoa, Machado de Assis (um ótimo contista) e Guimarães Rosa, por sinal um monumento da literatura nacional - tudo vem antes ou depois dele; um inventor de palavras. Além deles, leio também muitos autores novos na internet, em livros que baixo em arquivos especializados.
A inspiração para escrever vem de uma palavra dita por alguém na rua, num elevador, num campo de futebol ou uma placa dependurada numa parede. Um fato jornalístico, publicado nestes jornais de R$0,25, podem dar um bom conto. Aqui em Divinópolis estão sempre acontecendo coisas incríveis, difíceis de acreditar. Porém, conseguir patrocínio para imprimir o meu material é complicado, mas caso eu consiga qualquer tipo de apoio pretendo pelo menos colocá-los na www.amazon.com e outras editoras especializadas em e-book, para venda pela internet, bem como na www.lulu.com e também em meu blog pessoal (http://osvandir.blogspot.com)”, destaca o escritor.
JORNAL MAGAZINE - 11/11/2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE - FINAL

Capítulo IX
A VOLTA


O por do sol daquele planeta não era como na terra, era vermelho, quase sem nuvens. As estrelas pareciam mais quentes e se atiravam no espaço, num espetáculo raríssimo. Um vapor quente subia dos buracos de mineração.

Tem sempre que haver uma volta, e o tempo era chegado. As novas tecnologias que podem mudar o mundo para sempre, seguiam seu curso.

Já não era o mesmo, aquele jovem que um dia partira nesta viagem louca.

Na terra, sempre azul, debaixo das nuvens, mas a política mundial era um desastre.

A viagem de volta ao Planeta Terra ocorrera mais rápido que o esperado; na rota, a nave encontrou uma “corrente espacial” denominada pelos cientistas de “corrente de Galinewton”, que atuava no espaço, como as correntes marítimas, foi descoberta por um brilhante cientista, parente de Osvandir, morador no Estado de São Paulo.

Com várias ideias na cabeça, para criação e movimentação assim que pusesse os pés no seu planeta natal.

A primeira delas seria a criação de uma ONG – “Osvandir Nova Geração”, para incentivar a juventude a cuidar do meio ambiente antes que tudo virasse só poluição, como já acontece em vários lugares.

Aquela ideia surgiu quando ele visitava os “Marrons”, extraterrestres do Planeta X, que lhe passaram várias maneiras de cuidar do Planeta, antes que ele se tornasse inabitável, como o caso de seu próprio astro.

Todos seriam conscientizados para que pudéssemos viver bem, por mais alguns anos.

Assim se fez, depois de meses e meses naquela nave cargueira, pegando uma conversa aqui outra acolá, foi anotando tudo e daí surgiria o livro “As Aventuras de Osvandir no Planeta Marte”.
A publicação em e-book, já estava definitivamente estudada. Todas as escolas receberiam a publicação por e-mail.

As crianças do mundo inteiro poderiam ajudar a melhorar a vida em nosso planeta.

Um som estranho se fez ouvir. Um ronco mais próximo completou a cena. Um bocejo da moça alertou ao rapaz, que não estava gostando do filme.

Osvandir, acordou assustado, numa cadeira do cinema.

Fora assistir, na última semana, o filme Distrito 9, recomendado por um físico paulista, ufólogo e inteligente astrônomo, descobridor de estrelas.

O filme já estava no fim, a enorme nave espacial dos “Camarões” já seguia seu rumo, dormira boa parte naquelas aconchegantes cadeiras, ao lado de sua prima Oscarina.

Osvandir acordou do sonho, mas a ideia da ONG vai continuar, será realidade. O primeiro passo foi dado, ONG - Osvandir Nova Geração, já está criada

Manoel Amaral

terça-feira, 10 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo VI
O RACISMO


Como em qualquer aglomeração de seres humanos ou extraterrestres o racismo ocorre.

Quem acha que no Brasil e nos EUA existe racismo não têm a menor noção do que acontece em Marte.

Os indianos detestam os latinos americanos, que são odiados pelos chineses e todos são odiados pelos extras.

Tudo vira um caldeirão, toda balada anunciada por ali, pode esperar que sai briga de amarelo entre branco ou vermelho, entre marrom, coisa de louco. Marrom, com dissemos são os habitantes vindo do Planeta X, ou Nebiru, conhecidos como seres "subhumanos”.

Tinha uma placa no portão: “O trabalho liberta”, mas quem trabalhava era cada vez mais escravo. Viajavam em velozes trens bala, de um setor para outro, como gado indo para o matadouro, por isso os mais velhos não agüentavam, morriam de fome ou de sede. Párias, sujos, favelados do espaço. “Irmãos combaterão entre si e se matarão”. “O meu reino não é deste Planeta. Se meu reino fosse deste planeta, os meus soldados espaciais se empenhariam por mim, para que não fosse entregue aos vermelhos”, - dizia o profeta de longa barba branca.


Capítulo VII
A BANDIDAGEM
“Milionário não quer deixar de ser milionário e, para tanto,
precisa continuar colonizando e privatizando a máquina estatal”
(Waldo Luís Viana)

Não passava um só dia sem que o Jornal “O Amanhecer” noticiasse a morte de várias pessoas por assassinato pelo polícia ou briga entre gangues. A bandidagem era pior que na Terra. Drogas eram distribuídas por Setores e depois passavam para fazer a arrecadação.

A “TV Lobo das Ravinas” brigando com a “TV Renascer”, tentando cada uma aparecer mais que a outra e logicamente pegar os melhores anunciantes.

A empresaa Petro-Mar, a maior anunciante estatal, e a sua grande rival a Marte-Petro , especialista em descoberta de petróleo em qualquer lugar, agora estava pesquisando minerais mais nobres com “equipamentos de alta resolução (altimetria de satélite, gradiômetros gravimétricos e magnetométricos, magnetômetro de césio, DGPS e computadores potentes) tornando disponíveis um enorme volume de dados para exploração de recursos minerais.”

Altos cargos eram vendidos nas maiores empresas pela Máfia Marciana, chamada MM.

Casos de crimes de todos os tipos, como esses, eram cometidos sempre e anunciados naqueles jornais que atravessavam a noite, mostrando os assuntos mais escabrosos.



Capítulo VIII
CADEIA DE SEGURANÇA MÁXIMA


Aquela cadeia de Segurança Máxima, era um verdadeiro Campo de Concentração.

Parte dela funcionava numa velha nave espacial, que foi remodelada para receber mais e mais detentos. Onde cabia 1.000 já tinha 1.500 recuperandos, como diziam por lá.

A parte administrativa funcionava no Planeta Vermelho. A burocracia era muito grande. Uma informação segura, só era obtida após visita e mais visitas a vários setores.

A maioria morria logo nos primeiros meses de gripe virótica. O cidadão começava a vomitar e evacuar até morrer, botando sangue pela boca e por todos os poros. As doenças mais estranhas apareciam naqueles cubículos.

Um inseto que sobreviveu a bombas atômicas, na terra, imigrou para o espaço, uma horrorosa barata preta que comia de tudo, até carne de presos. Quando as pessoas iam de um setor para outro diziam emigração.

O planeta Marte continuava quente, com uma poeira vermelha e pouca água. Uma missão, da convenção de Planetas Exploradores decidiu que o melhor seria vir até a Terra, colocar uma base no interior do Amazonas, com a finalidade de canalizar toda água excedente do local para enormes tanques de reboque espacial.

Aquele tipo de transporte parecia um velho trem Maria Fumaça, seguia pelo espaço como uma cobra no meio do pantanal. Levava água e trazia minério para a China e Índia, que agora eram países que comandavam este sofrido planeta azul, a Terra.

Estes dois países ainda importavam grande quantidade de sucata de metal dos países terceiromundistas, que ainda existiam.

O Brasil virara uma terra de ninguém. Cada Deputado queria levar a melhor parte.

Elegeram um Presidente negro, seguindo o mesmo caminho dos EUA.
Mas não estava dando muito certo, porque as Elites Burras queriam o poder a qualquer custo. Os Partidos Políticos participavam daquelas mutretas de sempre e não largavam a mamata. Viviam dependurados nos peitos da mãe nação.

Uma nova bandeira surgia no cenário político, o Partido Marciano, cuja cor era vermelha, estava dominando o Parlamento.

MANOEL AMARAL

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE


Capítulo IV
A MARCA E O IMPLANTE

“... e todos traziam na testa, na mão esquerda ou no olho, a marca,
e gritavam, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido
o poder de danificar a terra e o mar” (Adaptação do Apocalipse de João)


Os extraterrestres informaram a Osvandir que agora os implantes não eram feitos como antigamente, um minúsculo grão de arroz injetado nas pessoas, em qualquer parte do corpo, cujo objetivo era para ficar ligado com eles. Um possante rádio, de cerca de dois a três milímetros que passaria todas as informações sobre o ser ou o local onde estava, além de atuar como marca-passo se fosse o caso.

Hoje, eles atuam no sangue dos seres humanos, corrigindo alguma falha do corpo, e funcionam melhor do que antes, fornecendo milhões informações sobre o local onde vive e a situação do implantado, muito mais difícil de ser detectado por aparelhos da medicina ou da espionagem.

Antes eles eram arrancados, quando descobertos pelo homem.
Casos e mais casos estão documentados na imprensa mundial.
Mesmo aqui em Minas, vide o Jornal Eletrônico Ufovia.


Sendo líquido, fica mais difícil a localização pela equipe médica. Só se for um aparelho avançadíssimo para detectar alguma alteração no sangue.



Capítulo V
ABDUÇÃO


Atualmente não se fazem mais abdução como antigamente, levando o ser até a nave para exames e implantação de óvulo fecundado. Eles fazem isso apenas retirando o óvulo da doadora e o resto é feito no laboratório. Fazem apenas um acompanhamento da vítima para saberem se está tudo bem, depois da retirada do óvulo.

Aquelas terroríficas visitas noturnas, sempre noticiadas nos principais jornais escandalosos do mundo, com a finalidade de vender mais, não acontecem no momento. Daí os raros casos verdadeiros de ufologia, não acontecerem mais.

As Abduções acontecidas atualmente, são da CIA, FBI e outras polícias de governos que desejam desviar o foco de atenção do povo de determinado assunto, anunciando o desaparecimento de pessoas julgando a culpa nos ETs.

Manoel Amaral

domingo, 8 de novembro de 2009

LIVROS DO OSVANDIR


CAPAS DOS LIVROS DO OSVANDIR I & II

PRIMEIRO VOLUME - Preço: R$14,90 - 266 páginas
AS AVENTURAS DE OSVANDIR I
ÍNDICE:
Dedicatória
Prefácio
A Ceia de Natal
O Etezão – Varginha
Operação Pires – OP
O Cometa
No Mundo da Magia
O Banco do Brasil
Osvandir no Espaço
O Mistério do Triângulo - Fábio
Implantado em Itaúna Pepe
O Carro Preto
Assombração – Bahia - AL
Aventuras em Portugal - Marina
Histórias de Fim de Ano
Caçando Ufos
Roubo de Cargas
Naves em Riolândia
Carnaval, Canavial e Arrozal
Ufos em Foz do Iguaçu - Letícia
Óvni em Itaúna
O Chupa-Cabra
Lobisomem
Portal do Tempo
O Curioso Retorno
Pasárgada
A Viagem
Abdução
Aventura na Amazônia
Fontes Pesquisas
A Casa Assombrada - AL
Osvandir e Osvaldir (Globo)
Osvandir no Ceará - Moura
O Grampo Misterioso - Kelly
Notas sobre autor.

SEGUNDO VOLUME: 104 páginas - Preço: R$9,90
AS AVENTURAS DE OSVANDIR II
ET e Estes Discos Voadores
O Dia em que a internet acabou
Osvandir em Israel
Quem matou este homem
O Vendedor de lingüiça
Atos Secretos
O Seqüestro
O Objeto Misterioso
A Madame e o Cão
As Luzes Faiscantes
Luzes no Morro
Bola de Fogo no Céu
Feitiços e Encantos
A Mulher da Mala
LOCROSS na Lua
O Vendedor de Adubos
O Mosquito Estranho
A Faca e o Porco
O Folclore
O Defunto
Bila & Nico
O Pardal e o Louva-Deus
O Fogo que não se apaga
Notas sobre o Autor
PARA COMPRAR BASTA INDICAR OS VOLUMES QUE
INFORMAREMOS AGÊNCIA PARA O DEPÓSITO PRÉVIO:

sábado, 7 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo III
A REVOLTA


Era um tiroteio no próximo de onde ia pousar, uma explosão chegou a abalar o Aero-car.
De manhã quando abriu o Jornal do Setor 9, O Amanhecer, noticiou:

Adolescente morre em troca de tiros

“Um adolescente de 16 anos suspeito de roubar um veículo Aero-car acompanhado da namorada, grávida de três meses, morreu em uma troca de tiros com os “fardas vermelhas” (SS), na noite de ontem na região do Setor 9, zona Norte. Pouco antes do tiroteio, ele tentou atingir policiais que cumpriam a sua dolorosa missão. O jovem “di menor” estava armado com uma pistola de uso exclusivo da Polícia de Repressão” – dizia o jornal.

Osvandir comentou:
__ Até aqui! Estamos perdidos! Em São Paulo, no meu país, isso era corriqueiro, mas por aqui pensei que não existisse isso...
__ Hiii, meu filho, você não viu nada, isto aqui virou uma verdadeira panela de pressão, está prestes a explodir! Falou o Chefe do Setor.
__ Cruz credo! - Exclamou Osvandir.
__ Eles andam, na maior velocidade em seus quadriciclos, fabricados na China, exclusivamente para trafegar no solo marciano. As rodas são monstruosas, da altura de um homem e de grande velocidade. Destroem tudo pela frente, ainda foram adaptadas com armas que podem atingir a mais de um quilômetro de distância. São uma praga.
- Continuou explicando o Senhor Alfredo para uma roda de novatos.

De acordo com a corporação policial os “menores” assaltam, matam sem dó nem piedade, principalmente agora que o tempo deles está terminando, porque no mês que vem uma nova lei vai entrar em vigor rebaixando para 15 anos a idade de responsabilidade civil.

Osvandir tinha muita coisa para aprender. Lia relatórios e mais relatórios.

Descobriu ele, uma Escola Especial, a “Espaço Sideral” que ensinava coisas do futuro, colocava os alunos em dia com as atualidades espaciais. Trazia, anualmente, diferentes gincanas, de todos setores, para competição entre as turmas de alunos. Tinham vários nomes de equipes: Preta-black, Azul-blue, Vermelha-red, Verde-green, Branca-white. Nomes tão criativos, que competiam o ano inteiro, dava mais trabalho para os pais que para os alunos.

Continua...
Manoel Amaral

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo II
A FALTA D’ÁGUA

Passado o susto veio a preocupação: como adaptar-se rápido ao clima e surpresas do planeta vermelho.

O dirigentes ficaram apreensivos com mais gente e mais problemas para todos. A água já era considerada como produto raro, contrabandeada e controlada pela máfia espacial. Descobriram alguns vulcões extintos em cujas crateras foi encontrada água em estado sólido. A retirada deste precioso líquido era muito dispendiosa. O preço de uma garrafinha de 500 ml estava valendo praticamente 1/10 do dia de trabalho.

O trabalhadores braçais usavam apenas um clip no nariz para adaptar-se ao ar do planeta e roupas especiais, quando trabalhavam nas minas; os demais não usavam nada, trabalhavam como Agentes Administrativos, dentro das construções previamente preparadas pelos americanos, verdadeiras latas de sardinha, com incríveis tubos de ligação, uma verdadeira teia.
A ventilação deixava muito a desejar. As músicas perturbavam, pois os ouvidos não estavam acostumados com aqueles ruidos espaciais do Electro, um aparelho que distribuia som e imagem por todo canto.

Com seu caderno eletrônico nas mãos, um sucessor do Kindle, da Sony, Osvandir vagava de seção em seção colhendo fotos, fatos e boatos.

Fez uma pequena visita aos indianos e chineses e ficou horrorizado com o que ouvia. Disseram que alguns habitantes de outros planetas também estavam explorando outros tipos de minérios em vários locais do planeta.

Aquilo tudo era uma verdadeira confusão. Pegou um Aero-car, aparelho que voava a baixa altura e pode observar que realmente o planeta virou um verdadeiro caos, com todos tipos de seres: humanos, desumanos e extraterrestres.

Naquela pequena viagem sobre planeta, pousou num aglomerado de seres vindos do Planeta X, mais conhecido como Nebiru, que tinham a aparênciam dos humanos, um pouco mais vermelhos, como os indios brasileiros, mas bem mais escuro. Como diziam os chineses: “os marrons”.

Eles tinham os dedos das mãos presos por uma membrana e atrás das orelhas três perfurações de três centímetros cada uma, as guelras. Disseram que moravam no fundo do mar, de onde vieram. Até que os olhos pareciam mesmo, olhos de peixe, fora isto, o resto era como qualquer pessoa.

Com a ajuda de um bom tradutor, do Google, novo aparelho lançado no mercado, conseguiaa falar com vários deles e descobriu que tinham um nível cultural excelente, apenas um grande defeito para quem vai viver vários meses em comunidades fechadas: eram muito brigões. Qualquer discussão já gerava um briga dificilmente dominada pelos “homens da farda vermelha”, como eram conhecidos os Soldados do Sistema (SS).

Conversava animadamente com uma garota marrom, quando inesperadamente surgiu por detrás de uma porta um jovem com um pedaço de ferro nas mãos e foi logo atacando a todos. Com um simples movimento das mãos, técnica aprendida no Nordeste do Brasil, com o velho Mestre Moura, Osvandir conseguiu dominar aquele revoltoso ser... humano.
Retirando-se daquele local resolveu voltar para o seu Setor 9, bem distante dali.

Quando estava avistando a sua área de trabalho, qualquer coisa explodiu no Aero-car.
(Continua...)
Manoel Amaral

domingo, 1 de novembro de 2009

OSVANDIR NO PLANETA MARTE


Capítulo I
SETOR 9

“A vida de rico é um romance,
da classe média é novela e o
pobre é um conto.”
(Osvandir)


Osvandir seguia numa missão Terra-Marte, com a empresa ASAN de interesse em mineração.

Muito tempo no espaço, as pernas dos viajantes espaciais já estavam ficando pesadas, a cabeça sem referência do real, completamente desorientada.

Os passageiros da agonia nem mais conversavam uns com os outros. Eram na maioria latino-americanos. Parecendo bois que iam para o corte, o abate.

A nave apresentava alguns defeitos, fumaça aqui, gazes fortes acolá, mangueiras caindo do teto, metais despregando-se pela alta velocidade.

Os que não estavam acostumados a essas viagens interplanetárias, ficavam como se fossem morto-vivos, andando de um setor para outro, como abelhas que tivesse tomado um pouco de whiskey nas pétalas das flores.

Mesmo separando por países, havia certa confusão. Os brasileiros detestavam os Norte-Americanos. Estes abominavam todo o resto da América Latina.

Chamavam os brasileiros de burros, preguiçosos e outros itens pejorativos. Naquela nave, com mais de 1.000 passageiros por país, não reinava a harmonia.

É verdade que na hora de escolher quem viajaria, o Governo brasileiro separou muita gente boa, mas até os traficantes queriam ir, para ver se conseguiam mais poder com isso.

Naquela época, a droga mais potente e consumida, era uma tal de Luza, um líquido completamente azul, com alto poder sobre o corpo humano, uma vez ingerida circulava pelo sangue até chegar ao cérebro, mais rápido que o crack, mais violento que a cocaína. Dominava o pensamento, a ação e a alimentação do viciado. Fornecia uma coragem para aqueles seres já descrentes da vida.

Dizem que os EUA usaram esta droga, como arma de guerra, nos combates no Paquistão e Iraque, nos 2.000 a 2.006.

No meio daquele marasmo, muitos usavam a criatividade para driblar o tempo, inventavam jogos, compunham músicas. Os brasileiros criaram um carnaval espacial.

O nome Setor 9, da nave, o brasileiro, cujo nome foi inspirado num filme de ficção científica de 2009, que fez muito sucesso nos cinemas dos shoppings do planeta terra. Muita gente abominou o filme, diziam que era racista.

__ Foi sem duvida dos piores filmes (senão mesmo o pior) que vi na minha vida. Disse um trabalhador braçal, com pouca cultura.

Outros já gostaram muito do filme:
__ O filme pode parecer estranho a algumas pessoas... Mas a grande verdade é que é simplesmente genial. Tem conteúdo e está muito bem feito. Afirmou um inteletual.
Mas a nave, super-dimensionada, para carregar muita carga e passageiros, já estava chegando ao destino final: Marte!

Mais uma volta em torno do planeta e já estava pronta para pousar no meio daquelas planícies empoeiradas e calor insuportável.

O local de pouso escolhido pela missão era próximo a uma cratera onde apresentava uma incidência maior do minério de urânio.

Acontece que por lá já estavam os chineses e os indianos, aglomerados em verdadeiras cidades e vários setores.

A chegada de mais 10.000 habitantes, não era nada agradável para eles.
__ Os branquelos chegaram, disse um indiano, de pele, torrada pela temperatura e a areia vermelha do planeta.

A conotação das palavras do indiano não agradou nada ao Osvandir, foi como se tivesse muita raiva de todos os que chegaram.

Assim que puseram os pés no planeta uma nuvem de poeira surgiu de repente e todos tiveram que esconder-se da melhor maneira.

Manoel Amaral
Continua...